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Perspectivas 2016 – Desafios e oportunidades num ano de mais ajustes

O Brasil tem adiante muitos desafios, começando por enfrentar os problemas de governabilidade, e decisões políticas importantes que vão determinar novos rumos. Mas essa não é a primeira vez que enfrentamos turbulências. Já passamos por outras crises, e saímos delas. Novamente teremos que ser resilientes. O cenário desafiador exigirá de todos, inclusive da indústria, muito planejamento, mais jogo de cintura e visão estratégica dos negócios. É hora de “arrumar a casa”.

A indústria tem sido desafiada a encontrar soluções para reduzir custos, melhorar processos, evitar desperdícios e aumentar a produtividade. A preocupação com energia, por exemplo, está impondo ao setor novas rotinas e a introdução de novas tecnologias, ou seja, máquinas e equipamentos mais eficientes, novas fontes alternativas e a adoção de uma gestão eficaz de recursos. Portanto, esses desafios vão continuar.

O mercado de robôs, por outro lado, será crescente. Segundo a pesquisa World Robot Statistics, da International Federation of Robots, até 2018 o mercado global de robôs terá crescido em média 15% ao ano. O número de unidades vendidas passará de 200.000 para 400.000, e China, Japão, EUA, Coreia do Sul e Alemanha serão responsáveis por 70% desse total. Para dimensionar a força desse mercado, a Epson vai impulsionar o desenvolvimento de robôs nos próximos 3 anos, com a estimativa de gerar uma receita anual de robótica, em 10 anos, de US$ 833 milhões.

E tem mais: o mercado global de IoT (Internet das Coisas) prevê triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme apontou recente pesquisa da IDC – International Data Corp. A própria indústria automobilística já começa a se preparar para a era móvel e conectada. Esses são apenas alguns exemplos da dimensão do que vem por aí com a Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, que promete modificar os modos atuais de produção e será marcada pela integração, conectividade, adaptabilidade e sustentabilidade. Novas tecnologias já despontam e outras virão, cedo ou tarde chegarão aqui.

Ao mesmo tempo que acontece uma corrida tecnológica lá fora, estamos vivenciando momentos de turbulência política e econômica no mercado interno, com muitos desafios, como colocar as finanças públicas em trajetória sustentável, combater a corrupção e recuperar a confiança de empresários e da sociedade. Para saber como esse cenário vai impactar a indústria em 2016, consultamos especialistas em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Campinas – Unicamp e Fundação Getulio Vargas – FGV.

Com a palavra, os economistas
Especialistas consultados por NEI confirmam que a economia brasileira vai continuar em recessão em 2016 – fato já esperado. O Relatório Focus do Banco Central, divulgado em dezembro, confirma isso. O mercado prevê retração do PIB de 3,50% em 2015 e 2,31% em 2016. Em relação à produção industrial, a queda prevista será de 7,60% em 2015, e 2,40% em 2016.

Segundo José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o PIB industrial deverá continuar seu processo de queda no primeiro semestre de 2016, mas a estimativa é de que apresente recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das exportações de manufaturados e pela substituição de importações por produção doméstica em função da taxa de câmbio mais desvalorizada. O dólar deverá continuar se valorizando frente à nossa moeda, alcançando cerca de R$ 4,50 no final de 2016, o que é considerada uma boa notícia pelos economistas que colaboraram com este artigo.

Setores com capacidade de exportar têm mais oportunidade de sair primeiro da crise e contribuir para puxar o resto da economia, afirma Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp. De acordo com o docente, o setor automobilístico deve apresentar ligeira recuperação em relação a 2015, assim como a construção civil, principalmente se o governo conseguir retomar o programa de concessões e organizar o financiamento habitacional.

Com a taxa de câmbio mantida nessas condições, a produção e as vendas da indústria nacional também apresentarão sinais consistentes de recuperação, prevê Oreiro. E isso tende a se refletir no aumento de investimentos em modernização e atualização do equipamento de capital. O parque fabril brasileiro tem máquinas e equipamentos com idade média em torno de 17 anos, segundo estudos do professor David Kupfer do Instituto de Economia da UFRJ – o que reforça a urgência de modernização. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo é de apenas 7 anos, 40% menos que no Brasil.

“A defasagem reflete o baixo nível de investimentos na modernização e atualização de ativos nos últimos dez anos em função dos efeitos negativos da taxa de câmbio sobrevalorizada em relação à rentabilidade dos investimentos na indústria. À medida que a taxa de câmbio ficar novamente competitiva, os investimentos em modernização se tornam novamente lucrativos. Assim o hiato tecnológico da indústria brasileira irá se reduzir ao longo do tempo, aumentando sua capacitação tecnológica”, afirma Oreiro.

Buainain sugere que, para se modernizar, a indústria terá também que importar bens de capital, mas o custo deve ser reduzido por políticas tarifárias mais consistentes com a realidade global, ou seja, diminuindo-se a proteção à indústria brasileira de bens de capital. Segundo o docente, isso pode ser feito preservando os incentivos para o setor de bens de capital baixar seus custos, se modernizar e se qualificar para participar de forma ativa da retomada do crescimento industrial no Brasil.

Um forte indicador nesse sentido foi a notícia de redução do imposto de importação para 158 máquinas e equipamentos industriais sem produção nacional equivalente – os chamados ex-tarifários – até 30 de junho de 2017. Com a redução das alíquotas, que passaram de 14% para 2%, no caso de bens de capital, e de 8-18% para 2%, para bens de informática e telecomunicações, os custos de vários projetos industriais, os quais totalizam investimentos globais de aproximadamente US$ 640,4 milhões, tendem a diminuir. Pelas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, serão beneficiados projetos para fabricação de motores para veículos, equipamentos de exploração de petróleo e equipamentos para sistemas de comunicação óptica, entre outros.

Mercado externo
É importante lembrar que a retomada de confiança e do investimento – que é fundamental – vai depender não apenas da evolução da situação política e das expectativas, como também do comportamento do setor externo, principalmente o relacionado à demanda chinesa, principal parceiro comercial do país, alertou Danilo Sartorello Spinola, consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal – Nações Unidas).

De acordo com o último relatório semestral da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve desacelerar em sua taxa de crescimento para 6,8% em 2015, alcançando 6,2% em 2017, quando a atividade econômica deve se reequilibrar. Para os EUA, estima-se um crescimento do PIB de 2,5% no próximo ano e 2,4% em 2017. Já para a Zona do Euro projeta-se um aumento de 1,8% de atividade em 2016 e 1,9%, em 2017. Para o Brasil, a OCDE prevê que a recuperação só aconteça em 2017, quando é esperado um aumento do PIB de 1,8%, desde que melhorem os resultados fiscais, haja controle da inflação e se reestabeleça a confiança.

Pondo a casa em ordem
Muito se tem ouvido falar que a crise oferece oportunidade de crescimento. Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Unicamp, diz que muitas empresas de setores industriais e de serviços conseguem melhorar sua produtividade. “De imediato essa melhora se dá pelas demissões, mas com poucos gastos é possível melhorar os processos, cortar desperdícios e se preparar para crescer de forma mais saudável quando o mercado reverter”, afirmou.

Felippe Serigatti, professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV, mencionou que o aumento de produtividade nas cadeias industriais tem sido prejudicado pelos elevados custos de produção decorrentes de mão de obra cara e pouco produtiva, carga tributária elevada, infraestrutura precária e, até 2014, taxa de câmbio que tornava os bens importados mais barato que os do mercado doméstico. Não é à toa que esses são alguns dos desafios que compõem as agendas de discussão das entidades representativas da indústria do país.

Uma das ações recentes da CNI para elevar a produtividade das empresas é o programa Indústria + Produtiva – desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, cujo propósito é estimular as empresas a produzir mais e melhor com os recursos existentes, permitindo reduzir desperdícios, organizar a produção e oferecer melhorias de gestão capazes de trazer resultados em pouco tempo. Aumentar a produtividade é imprescindível: no Brasil, além de baixa, ela cresceu apenas 6,6% entre 2002 e 2012 contra índices superiores a 30% em economias como Japão e Estados Unidos, informou a CNI. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a produtividade também depende da melhoria da gestão das empresas.

Outras orientações de especialistas são repensar estratégias, produtos e processos, e desenvolver programas de melhoria contínua em busca da maior eficiência possível. A lição de casa deve pautar inclusive as discussões nas empresas de micro e pequeno porte, sem exceção.

Durante o 15° Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial 2016, realizado no final de 2015 pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e que teve como tema “Desafios para o Planejamento de 2016”, Carlos Pastoriza, presidente da entidade, reforçou a necessidade de se “arrumar a casa”, aumentar o market share em relação aos importados no mercado interno e aumentar as exportações. Na ocasião, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA, orientou as empresas a melhorar seu planejamento orçamentário de vendas, conhecendo suas variáveis, os fatores econômicos e sociais que impactam diretamente o negócio, assim como elaborar previsões de vendas, revisar o plano mensalmente e inserir programas internos para dar maior velocidade às mudanças.

O tema “qualificação de mão de obra” também norteou as discussões e se pôs como um dever de casa. Nesse contexto, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou, durante sua palestra no 10° ENAI, que a educação é um componente importante da produtividade e um desafio sobre o qual as lideranças precisam ter foco e objetivos claros.

O Brasil tem uma agenda cheia e muitos desafios a enfrentar a partir deste ano. Como diz a Carta da Indústria 2015 – documento consolidado durante o 10º Encontro Nacional da Indústria – ENAI, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em novembro, em Brasília: “O momento impõe urgência à correção de rotas e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais. Mas o Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves. E soube enfrentá-los.”

E é sempre bom lembrar que, apesar de todas as turbulências, somos a 7ª economia mundial, com um PIB de US$ 2,3 trilhões.


Consumo de água da BCF Plásticos cai pela metade

Graças aos investimentos para economizar água, como a implementação de sistema de reúso da água, a troca das torneiras e válvulas por equipamentos mais econômicos, a ampliação da captação da água da chuva e a instalação de sistema eletrônico de controle de caixas e bombas, o consumo mensal para a fabricação dos produtos da BCF Plásticos, localizada em São Paulo-SP, caiu 50% e hoje fica em aproximadamente 35 m³ por mês, o que implica em 0,26m³ de água por tonelada de PVC processado. “Também fizemos uma ampla campanha interna”, contou Marco Antonio Capozzielli, diretor administrativo da empresa.

Capozzielli disse que as máquinas possuem sistema de reúso de água no processo de fabricação e basicamente a água reposta é somente a evaporada. “Nosso objetivo é tornar a empresa autossuficiente e imune a qualquer tipo de crise que possa surgir, ao mesmo tempo reduzimos custos e ajudamos o meio ambiente.”

 


Mercedes-Benz aplica adesivos em máquinas e equipamentos para reduzir energia

Após implementar nas instalações produtivas, áreas administrativas e de infraestrutura, recursos para o acionamento automático, a Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo-SP, lança campanha interna que consiste em colocar adesivos em máquinas de setores que apresentam as maiores perdas energéticas para conscientizar os funcionários. Até este mês, mais de 2 mil equipamentos receberão os adesivos.   

adesivo1adesivo2A meta é reduzir quase 12% com as medidas implementadas de 2012 até o final deste ano. Apenas em 2015, a expectativa é atingir 4% de economia em relação ao resultado de 2014. Com as várias medidas adotadas de 2012 a 2014, cerca de 13.100 megawatt-hora deixaram de ser consumidos no ano passado.

Com essa ação, todo colaborador terá visão dos alertas colocados nas máquinas, equipamentos e acessórios, indicando os que podem ser desligados durante os intervalos de parada de funcionamento das máquinas.

adesivo01Cerca de dez multiplicadores com perfil de liderança e influência no grupo, que também são gestores de metas, contribuem para a prática diária dos procedimentos recomendados para o desligamento das máquinas nos postos de trabalho de cada área. Existem também comitês e subcomitês formados por colaboradores que solicitam empenho do grupo para praticar as recomendações. O sucesso dessa iniciativa está totalmente atrelado à conscientização dos colaboradores.

Antes de decidir pelos adesivos, a empresa realizou projeto piloto durante um ano com equipamentos do prédio da produção de agregados, obtendo redução de 30% no consumo em horários não produtivos.

Outra importante ação para atingir a meta de redução de 4% em 2015 ocorre no prédio administrativo, que teve seu sistema de iluminação substituído por LED, aliado a cores claras no
forro, paredes, piso e até mobiliário, que proporcionaram redução de cerca de 50% no consumo de energia elétrica desse local.


Uma amostra da inovação para otimizar os processos produtivos

Estamos em um momento em que a inovação é mais que necessária, é uma questão de sobrevivência”, destacou Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem – ABRE. “Precisamos buscar alternativas ‘fora da caixa’ para superar um ano atípico, mas com situações já esperadas por todo o mercado. Inteligência e estratégia são duas palavras que devem ser incorporadas pelas empresas de todos os segmentos.” 

Enquanto se aguarda o novo ciclo de crescimento a partir de 2016, previsto pelos cientistas econômicos, a palavra de ordem é inovar, um dos mandamentos listados pelos próprios economistas para este ano de ajuste. E no setor de embalagem a situação não é diferente, pois acompanha os demais, já que atua com diversas indústrias, tanto de matérias-primas quanto as usuárias, sendo a interface do produto para o consumidor e, portanto, deve ser vista como parte integrante do produto. Por isso, esta seção reúne novas soluções para o mercado de embalagens, uma amostra da inovação de empresas empreendedoras, que proporcionam aumento da produtividade e da qualidade em sua fábrica. E nos próximos meses, veja mais lançamentos, já que ocorreu recentemente a Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, no Anhembi, em São Paulo-SP.

A equipe de reportagem da Revista NEI questionou professores de engenharia de produção, materiais, embalagens e alimentos para descobrir as novidades na área de processos industriais de embalagens. E as respostas foram unânimes: bioplásticos, derivados de fontes de biomassa renováveis, como milho e cana-de-açúcar, que, como alternativas aos originados do petróleo, causam menor impacto ambiental.

José Alcides Gobbo Junior, pós-doutor no departamento de Packaging Logistics da Lund University, Suécia, e livre-docente da Faculdade de Engenharia de Bauru da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp, citou os bioplásticos de especial interesse para o Brasil, já que o País é fonte de recursos renováveis e tem grande parte do lixo urbano depositado em aterros. “Bioplásticos podem ter um papel essencial na satisfação de necessidades como a mitigação da mudança climática”, disse Junior. “Existe um consenso de que eles serão necessários em um futuro de baixo carbono.”

Segundo o livre-docente, os bioplásticos têm aplicações e características que crescentemente se assemelham às dos plásticos comuns. Podem ser processados utilizando-se tecnologias convencionais; apenas os parâmetros dos equipamentos precisam ser ajustados para as especificações de cada tipo. Apesar do custo mais elevado, os preços têm continuamente caído dado o crescimento da demanda e o potencial aumento do custo de petróleo, mas ainda é pouco explorado. Embalagem é o mercado principal, mas há aplicações em etiquetas, brinquedos, cosméticos, contêineres e nos setores automotivo, eletrônico e têxtil, como roupas de segurança.

O professor explicou que os bioplásticos são uma família de materiais que variam de um para outro. Existem três grupos: bioplásticos integrais ou parciais (não biodegradáveis), exemplo PE, PET e PP; bioplásticos biodegradáveis, como PLA e PHA; e novos biopolímeros à base de recursos fósseis, PBAT e PCL, por exemplo. Os materiais do segundo e do terceiro grupo são biodegradáveis e, sob certas circunstâncias, compostáveis. Produtos de polímeros biodegradáveis, que sejam certificados como compostáveis, podem ser utilizados em compostagem industrial. Dependendo do tipo de material/aplicação, os bioplásticos podem ser reciclados nos fluxos existentes.

Carlos Eduardo Sanches da Silva, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal de Itajubá, além de pós-doutor em engenharia de produção, informou que a tecnologia para as biorrefinarias vem sendo desenvolvida no Brasil em universidades – com destaque para a rede colaborativa Network of Excellence in Biomass and Renewable Energy – Nobre, que reúne USP, UFRJ, Unicamp e UFRN, empresas e agências de fomento do Brasil e da Finlândia –, cujas pesquisas devem resultar em soluções que possam ser utilizadas pelo setor produtivo que atua em atividades florestal, química, de petróleo e biomassa.

Os filmes biodegradáveis, películas finas comestíveis ou não preparadas a partir de materiais biológicos e até rejeitos da indústria alimentícia, foram os destaques da entrevista realizada com Carla Saraiva Gonçalves, mestre e doutoranda em Ciência dos Alimentos e professora da Universidade Federal de Viçosa, e com Márcio de Andrade Batista, doutorando em engenharia mecânica, mestre em engenharia química e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. “Já pensou em colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica?”, questionou a docente. “O filme ou película que a envolve pode ser composta por tomate e, ao ser aquecida, se incorpora à pizza, fazendo parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, que produziram películas comestíveis de diferentes alimentos, como espinafre, mamão, goiaba e tomate. A Unicamp também já desenvolveu filmes comestíveis.”

Segundo Carla, os materiais têm características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e igual capacidade de proteger alimentos. O fato de poderem ser ingeridos abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens.

“Acredito que em breve as embalagens vacuum forming possam utilizar biofilmes comestíveis”, opinou Batista. “As com cascas de babaçu e cascas de castanha-de-baru podem ser novidades interessantes e de boas aplicações futuras.”

Outra novidade foi comentada por Gobbo Junior. São as Intelligent Tags, usadas para mensurar a temperatura acumulada e o tempo de exposição do produto e da embalagem à determinada temperatura, da produção ao consumo. Já a engenheira de alimentos citou a injeção digital e uma série de novas possibilidades na impressão digital para tubos, potes e garrafas. E o livre-docente finalizou que o Estado da Arte no setor é o uso de grafeno, bioplásticos e polímeros biodegradáveis com características de barreiras de qualidade superior, tecnologias de impressão de circuitos e nanotecnologia. “Muitos desses exemplos não têm aplicações comerciais ainda, mas em breve veremos sistemas de embalagem/produtos advindos dessas tecnologias”, disse.

De acordo com Carla, o desenvolvimento de materiais para embalagem de alimentos é a categoria de destaque das aplicações da nanotecnologia. Porém, compartilha a ideia de autores de que a produção de nanopartículas e de materiais nanoestruturados em escala industrial traz consequências imprevisíveis quando comparada aos métodos tradicionais. O que se descobriu ainda é considerado insuficiente para contato com o meio ambiente e o corpo humano.

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

O futuro
Na visão de Gobbo Junior, para a melhora da indústria de embalagens, é necessário ter uma visão holística, considerando uma alteração de perspectiva de fornecedor de commodities para provedor de novas oportunidades e soluções.

Fettermann completou que a indústria de embalagem deve estar integrada ao projeto do produto e da logística de forma a otimizar o processo de produção e distribuição, combinando com o conhecimento das necessidades do consumidor final. Assim, a embalagem deve ser pensada de forma integrada.

Quanto à mão de obra, Silva informou que a formação qualificada ainda é escassa. “A curva de aprendizagem dura anos, o domínio tecnológico é desenvolvido no trabalho, são poucos especialistas que atuam na área, sendo comum a formação no exterior; e as competências necessárias envolvem vários conhecimentos, por exemplo, materiais, desenvolvimento de produtos, automação de processos e legislações”, justificou, deixando um alerta para as instituições de ensino, nas áreas de graduação, pesquisa e pós-graduação.

Dever de todos

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

  • Para moderar o consumo de água e/ou energia, em primeiro lugar deve-se reciclar as embalagens.
  • Aperfeiçoar ou substituir os processos, focando também: redução e reutilização.
  • Estabelecer metas de consumo diário/semanal/mensal e fiscalizar.
  • Sugestão da profa. Carla Gonçalves, da Universidade Federal de Viçosa, é trocar embalagens de alumínio pelas de aço. A produção consome menos água e energia quando comparada com a de outros materiais, e a decomposição leva em média cinco anos, sem comprometer o solo. É 100% reciclável, sem que o aço perca as propriedades.
  • Aumentar a produção do refil para conservar a embalagem original.
  • Evitar desperdício. A embalagem inadequada pode causar prejuízo ao produto interno, que pode ser destruído devido à falta de proteção correta. Nesse caso, o produto e a embalagem são desprezados. Do ponto de vista ambiental, é melhor otimizar o sistema de embalagem.

 


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Indústria da alimentação em números

Infográfico do faturamento da indústria alimentícia em 2014. Fonte: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – ABIA.

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Soluções para reduzir custos

Esta edição da Revista NEI apresenta as novidades em produtos de duas grandes feiras industriais: a Feimafe 2015, a mais importante da América Latina em máquinas-ferramenta, que acontece em maio, em São Paulo, e que estamos antecipando nessa edição; e a Hannover Messe, da Alemanha, que ocorre este mês, considerada a maior e mais expressiva feira industrial do mundo, focada em soluções para as fábricas inteligentes e energias renováveis.

As seleções de novos produtos desses dois megaeventos, pesquisados pela equipe editorial de NEI Soluções, têm como objetivo levar até você soluções que contribuem para a melhoria de processos e, consequentemente, a modernização do parque fabril, principalmente num momento crítico para a indústria, em que a redução de custos – grande parte proporcionada pela introdução de novas tecnologias – é prioridade número 1.

iconeA adoção de novas máquinas e equipamentos com certeza incrementa toda a atividade produtiva. O momento exige maior eficiência das empresas e também maior responsabilidade ambiental. As crises hídrica e energética atuais, por exemplo, requerem soluções urgentes para uso eficiente da água e energia. A indústria responde por cerca de 43% do consumo de energia elétrica e já está pagando taxas altíssimas pelo seu uso. Economizar é uma medida urgentíssima! Para ajudar a indústria a encontrar produtos que colaborem direta ou indiretamente para a economia desses recursos, vamos identificar com um ícone, a partir dessa edição, máquinas e equipamentos que possuem tecnologias voltadas para esse fim. Serão identificados apenas os produtos divulgados no espaço editorial e selecionados pelos editores de NEI.
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A indústria está preocupada em produzir melhor, com menor custo e de modo mais eficiente e responsável. O momento é de ajuste e requer de cada empresa empenho para rever processos e investir em soluções que proporcionem melhoria contínua de processos, a curto, médio ou longo prazo.

Precisamos, juntos, buscar soluções. Compartilhe conosco o que sua empresa está fazendo para economizar água e energia. Que medidas e novas tecnologias está adotando para o uso eficiente desses recursos? Os cases recebidos serão avaliados pelos editores de NEI e poderão ser divulgados aqui, no blog.nei.com.br, ajudando outras indústrias a superar mais esses desafios. Envie sua sugestão pelo e-mail editornei@nei.com.br.


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

2015 é de ajuste, fundamental para retomar a trajetória de crescimento nos próximos anos

E não há como a economia nacional apresentar resultados positivos sem a recuperação e o fortalecimento da indústria. O Brasil tem pressa e a indústria precisa estar à frente

Nada melhor que começar um ano com boas propostas, incluindo a retomada da confiança. No Brasil, a esperança por uma nação melhor com uma indústria forte se renova a cada troca de equipe ministerial. E este é o momento atual.

A reforma nos ministérios tem o objetivo de dialogar com e acalmar os mercados. A opinião de Danilo Sartorello Spinola, pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia – NEIT da Unicamp e consultor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, é também a de muitos especialistas consultados por NEI para esta reportagem. Na visão do economista Ricardo Amorim, se a “casa” for arrumada em 2015, recuperando a confiança de empresários e consumidores, pode-se retomar um ciclo de crescimento mais rápido a partir do final deste ano. “Só poderemos crescer como de 2004 a 2010 acelerando a produtividade, o que exige trabalhadores mais bem preparados e equipados, portanto muito investimento em educação, máquinas, equipamentos e tecnologia”, explicou Amorim, lembrando que a “mãe” das oportunidades são os problemas.

A indústria também se aproveita desse cenário de mudança, devido ao novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC. Armando Monteiro Neto, que presidiu entre 2002 e 2010 a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o Senai e o Sesi, se diz disposto a manter parceria com todos os segmentos do setor produtivo e elenca como seu principal desafio a promoção da competitividade, o que significa reduzir custos sistêmicos e elevar a produtividade, a fim de proporcionar crescimento do País nos próximos anos. “Nesse contexto, a indústria tem papel central, pois crescer pela indústria é sempre o melhor caminho, porque há forte associação com a criação de empregos de qualidade, a disseminação do conhecimento, o desenvolvimento tecnológico e a geração de divisas”, afirmou Neto.

Para promover a competitividade, o novo ministro definiu cinco medidas: reformas microeconômicas, que envolvem melhorias no ambiente tributário e regulatório e simplificação dos processos; política de comércio exterior mais “ativa”, que amplie os acordos comerciais com parceiros estratégicos e permita maior inserção nas cadeias globais de valor; incentivo ao investimento e à renovação do parque fabril, de modo a reduzir a idade média das máquinas e equipamentos em operação no Brasil (que hoje é de 17 anos), e a adoção de modelo de financiamento de bancos públicos que viabilize crescentemente acesso dos recursos para pequenas e médias empresas; estimulo à inovação; e aperfeiçoamento do sistema que irá gerir a “agenda” da competitividade.

Por ser um nome ligado à indústria, a escolha de Neto à frente do MDIC é vista como positiva, por exemplo, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee e por especialistas, como Pedro Chadarevian, prof. dr. de economia da Unifesp e da pós-graduação de políticas públicas da UFABC. Para ele, o ano começa com outras duas boas notícias para a indústria. Uma é a maturação dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao ensino superior. “Nos últimos dez anos mais que dobramos a proporção de pessoal ocupado na indústria com nível universitário, o que deve refletir mais cedo ou mais tarde em maior produtividade”, disse Chadarevian.

Outra previsão é a desvalorização do câmbio, encarecendo as importações. “Nesse sentido, deve ocorrer recuperação do segmento de máquinas e equipamentos, inclusive pela necessidade de mecanização generalizada, especialmente nos setores mais pressionados por salários, regulamentações trabalhistas e rentabilidade, como é o caso, entre outros, do agronegócio”, contou o economista.

Quanto ao câmbio, entidades ligadas à indústria, a exemplo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq e Abinee e de economistas, como José Luís Oreiro, prof. dr. da UFRJ, defendem que tem de ser no mínimo R$ 3,00 para começar a ser bom para a indústria nacional. Victor Gomes, doutor em economia, docente da UNB e pesquisador associado da Rede de Economia Aplicada, disse que esse cenário já está ocorrendo. “No caso, o fortalecimento do dólar deve fortalecer as exportações brasileiras”, explicou. “Com essa ótica, medidas que facilitem negócios internacionais são bem-vindas. Se o governo for ‘claro’ em suas ações, empresas brasileiras podem aproveitar e expandir suas operações no mercado doméstico ou internacional. Os desafios são enormes, mas grandes dificuldades trazem boas oportunidades.”

Os setores de máquinas e equipamentos e de infraestrutura deverão ser os primeiros a apresentar melhoras a partir de 2015, conforme a confiança recuperada elevar os investimentos em projetos, prevê Alberto Suen, prof. dr. de finanças da UFABC e engenheiro de produção. Assim como para esses dois setores, também para a cadeia do petróleo estão programados investimentos, seja devido aos últimos leilões de concessão e/ou aos desembolsos necessários à viabilização da exploração do pré-sal, afirmou a economista Roberta Possamai, pesquisadora e mestranda da FGV. Outra aposta de boas perspectivas envolve a indústria alimentícia, como indicou Ana Elisa Périco, docente de finanças da Unesp, pesquisadora das infraestruturas produtivas e doutora em engenharia de produção. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, a previsão do setor para 2015 é de crescimento de 2,5% no volume de produção industrial, 3% de vendas e exportações de US$ 40 bilhões.

A Abinee projeta crescimento nominal e investimentos em reais de cerca de 2% em relação a 2014, e a indústria de transformação do plástico deverá ter aumento de 1% na produção física, 2% no índice de emprego e 2% no consumo aparente dos transformados plásticos (em toneladas), informou a Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

Para completar as perspectivas para os setores, Antônio Márcio Buainain, prof. dr. de economia da Unicamp, crê em recuperação, no segundo semestre, da construção civil e transportes. Já Elton Eustáquio Casagrande, doutor em economia e docente da Unesp, aposta que a cadeia do agronegócio será outro destaque em 2015.

A energia é mais um tema comentado pelos especialistas que deve pautar ainda mais as discussões neste ano. O professor da UNB alertou que medidas sustentáveis e competitivas para o setor de energia são cruciais para o avanço industrial e para atrair investimentos.

Outra boa notícia para a indústria em 2015, de acordo com Buainain e Spinola, é que o crescimento pode se dar também pela ocupação de capacidade ociosa, porque em 2014 elevou-se a ociosidade, podendo, neste ano, ser recolocadas máquinas em operação. “Deve-se lembrar que Copa do Mundo, com forte elevação de preços no período, e eleições afetam as decisões de gasto, fatores que não ocorrerão em 2015”, opinou o pesquisador do NEIT. “A Copa também afetou a produção industrial pelo aumento dos feriados, que também gerou retração do consumo.”

No curto prazo, além de o Banco Central deixar a taxa de câmbio se acomodar em um patamar mais alto e o governo recuperar a confiança do setor produtivo, outra medida é fundamental: apresentação de programa de investimentos em infraestrutura crível, reduzindo parte do chamado custo Brasil, citou Roberta.

Amorim completa a lista de melhorias para a indústria nacional, sugerindo reforma das leis trabalhistas.

Apesar das novas equipes ministeriais, boas aspirações e algumas ações correntes que já entusiasmam, recuperar o crescimento sustentado já em 2015 será pouco provável na visão dos economistas entrevistados e associações ligadas à indústria. Em análise publicada no Valor Econômico de 1º de dezembro, Silvia Matos e Vinícius Botelho, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia – IBRE da FGV, comentam que este deve ser um ano de ajustes, mas, reestabelecidas as condições de política econômica para gerar crescimento, a partir de 2016 o País voltará a apresentar taxas próximas do potencial estimado. Segundo a CNI, a indústria terá expansão de 1% em 2015.

Projeções para o macroBrasil

A reportagem de NEI conversou com economistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para descobrir as palavras de ordem para o Brasil. O resultado é o conjunto de mandamentos: retomada da confiança, ajuste, controle de gastos e da inflação, competitividade, internacionalização, equilíbrio fiscal, fim da impunidade, austeridade fiscal, menor intervenção governamental, adequação das empresas para o retorno do crescimento econômico, emprego, inovação, responsabilidade social e distribuição de renda.

Felizmente, a nova equipe econômica já sinalizou que pretende trazer de volta a confiança perdida e realizar outros ajustes, que devem ser feitos para corrigir uma série de desequilíbrios que a economia brasileira acumulou. “Um dos motivos de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, um economista ortodoxo, é resgatar a credibilidade da equipe econômica do governo no segundo mandato”, opinou Marcel Grillo Balassiano, da área de Economia Aplicada do IBRE. Como medidas iniciais, Levy anunciou que o governo vai buscar superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% em 2016 e 2017.

Segundo Felippe Cauê Serigati, professor de economia da FGV, será necessário aumentar a taxa de juros e encarecer o crédito para acomodar a inflação; do lado das contas públicas, será preciso cortar algumas despesas e elevar impostos; por fim, para reduzir o déficit nas contas externas, o Banco Central terá de permitir que a taxa de câmbio se desvalorize, embora isso pressione ainda mais a inflação.

De acordo com a CNI, a economia crescerá 1% em 2015. Por trás disso, comentou Serigati, está a desaceleração do consumo interno e a queda dos preços das commodities que o Brasil exporta, bem como a menor capacidade do governo em repassar recursos para os bancos públicos. “Apesar disso, o crescimento de 2015 deve ser melhor que o de 2014 por causa de alguns investimentos que já foram contratados”, revelou. Já a inflação, possivelmente ficará em 6,5%, com novo aumento da taxa Selic para tentar diminuir a inflação. Lembrou Serigati que o ideal é a inflação ser acomodada em patamar próximo da meta, de 4,5% a.a.

Quanto aos investimentos no Brasil, economistas acreditam em ligeiro aumento devido, principalmente, aos resultados das últimas concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos, bem como à exploração do pré-sal. No tempo certo deve-se mobilizar o capital privado, que tem interesse em investir. Reforçam ainda que um tema crucial para a retomada do crescimento é a punição e o combate à corrupção.

bndes box

Responsabilidades do empresário industrial em 2015 

Em cenário de dificuldades, se o empresariado apenas se defender aumentando o nível de ociosidade e elevando margens e demissões, há o risco de se “entrar em uma espiral” de crise e desconfiança muito perigosa aos sistemas econômicos, alertou Spinola.

É preciso mudar o foco das reivindicações e negociações com o governo, que tem se concentrado em “pequenos favores” que não resolvem o problema, apenas produzem alívio imediato, sugeriu Buainain.

Para os especialistas, a princípio a missão é manter a empresa “saudável”. Se os ajustes prometidos para este ano forem feitos, a indústria deverá começar a colher os frutos nos próximos anos. À medida que a confiança aumentar, é hora de acreditar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e aproveitar as oportunidades para o novo ciclo de crescimento que deve ter início em 2016. Para completar, há de acreditar mais nos trabalhadores e incentivá-los e desenvolver inteligência estratégica para assegurar empregos. Faz parte de todo o processo cobrar regras claras, sustentáveis e competitivas de regulação econômica e atuar em parceria com o setor público.

Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology (EUA) – AMT, recomenda que o Brasil siga os mesmos passos que permitiram aos EUA tornar-se o país com um dos custos de manufatura mais baixos, inclusive em relação à China, para bens duráveis a serem “consumidos” na América do Norte. Para ele, os passos incluem: baixar o custo de energia, inovar, utilizar máquinas avançadas, criar novos materiais e ferramentas, automatizar a usinagem e a montagem, definir ganho na produtividade e treinar a mão de obra. “Tudo isso deve ser acompanhado de bom senso, deixando o mercado achar seu caminho, sem interferência governamental e protecionismo. Das empresas de manufatura, somente as competitivas por mérito próprio sobrevivem e crescem.”

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Retomada de confiança

Na edição de fevereiro da Revista NEI e aqui, neste canal de notícias, um artigo exclusivo sobre as perspectivas para o Brasil em 2015 reúne a opinião de vários economistas e especialistas do País, consultados por NEI, sobre o cenário político e econômico, e como todas as mudanças previstas devem impactar no desenvolvimento da indústria. Com o anúncio da nova equipe ministerial no final de 2014, optamos por divulgar este artigo em fevereiro, comumente publicado em janeiro.

Os desafios são muitos, como a retomada de confiança de empresários e consumidores, e do diálogo, permitindo à indústria resgatar seu papel na discussão econômica. Como afirmou o novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria – CNI entre 2002 e 2010, crescer pela indústria é sempre o melhor caminho. Entre medidas importantes previstas estão reformas microeconômicas para melhorar e simplificar o ambiente tributário e regulatório, incentivos ao investimento e à renovação do parque fabril, estímulos à inovação e política de comércio exterior mais ativa.

O ano de 2015 será de ajuste: é hora de “arrumar” a casa. À medida que a confiança aumentar – e isso está acontecendo gradativamente, afirmam os especialistas –, será hora de planejar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e se preparar para a aproveitar as oportunidades geradas pelo novo ciclo de crescimento esperado a partir de 2016.

Em fevereiro trazemos também uma seção especial sobre Indústria Mecânica, reunindo uma seleção de novas máquinas, equipamentos e dispositivos direcionados às áreas produtivas que podem contribuir com a otimização de processos e a modernização de fábricas. Para conhecer as inovações mais recentes da área mecânica, a equipe editorial de NEI conversou com especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola de Engenharia de São Carlos. Eles apontam como destaque os robôs com sentido sensorial para segurança, que operam de forma colaborativa em ambientes com humanos; os robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela; e ainda os robôs com topologia híbrida, ou seja, duas estruturas mecânicas: a mecânica e a serial. Outra tecnologia citada pelos especialistas, e que já temos trazido em edições anteriores, é a impressão 3D de produtos metálicos.

As inovações estão acontecendo no mercado global. É preciso acompanhar as tendências e estar atento em como tudo isso pode ajudar sua empresa a se modernizar. A introdução de novas soluções tecnológicas contribuem, com certeza, com o desenvolvimento de produtos melhores e mais competitivos.

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