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Previsão para a eletroeletrônica e a automação

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, o faturamento dessa indústria em 2015 deverá ter crescimento nominal de cerca 3% em relação a 2014, somando R$ 158 milhões. Os investimentos do setor em 2015 deverão ficar no mesmo nível de 2014, aproximadamente 2,4% sobre o faturamento. Por área, automação industrial poderá ter incremento de 7% em 2015 no faturamento de 2014.


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Ações para melhorar a eficiência dos sistemas de ar comprimido

Uma pesquisa recente realizada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, segundo informou a Eccofluxo, mostra que para uma instalação industrial típica aproximadamente 10% da energia elétrica consumida é destinada à geração de ar comprimido e para algumas outras instalações, pode representar 30% ou mais. De acordo com a empresa, a eficiência global de um sistema de ar comprimido típico pode estar entre 10% e 15%, ou seja, para operar 1 cv de um motor pneumático, com 7 bar, cerca de 7 cv de energia elétrica são fornecidos a um compressor de ar.

Para melhorar a eficiência em sistemas de ar comprimido, segue tabela fornecida pela Eccofluxo. O quadro do Fraunhofer Institute da Alemanha leva em consideração a média dos consumidores industriais. Mostra 11 classes de ações para redução do consumo de energia, cada uma com um exemplo. O campo Aplicação apresenta um porcentual possível de ser implementado e o campo Efetividade traz o benefício médio trazido pela ação. O Resultado Global é o produto do campo Aplicação e Efetividade e traz um índice de importância para a classe de ação.

tabela eco


Livro que analisa as tarifas na transmissão de energia será lançado na Bienal RJ

livro energiaA obra “Estrutura Tarifária da Transmissão de Energia Elétrica no Brasil”, da Editora Mackenzie, será lançada em 31 de agosto, na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que ocorrerá entre 29 de agosto e 8 de setembro, no Riocentro. O livro dos engenheiros elétricos Lenilson Veiga Mattos e Alice Helena França de Azevedo analisa as tarifas de uso do sistema de transmissão no setor elétrico e as relações contratuais que norteiam a estrutura tarifária e traz exercícios práticos. A partir de breve histórico sobre o modelo do setor desde a década de 1990 até os dias atuais, o conteúdo ajuda o leitor a entender a estrutura tarifária por meio de quadros, figuras, gráficos e tabelas.


FIEE Elétrica e Eletrônica começa na segunda-feira

28, março, 2013 Deixar um comentário

A 27ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação – FIEE, que começa na segunda (1) e vai até sexta-feira (5), no Anhembi, em São Paulo, apresentará as novas soluções em componentes elétricos, equipamentos industriais, geração, transmissão e distribuição de energia – GTD, automação industrial, manufatura eletrônica, materiais para instalação, alternativas energéticas, tecnologia embarcada, tecnologia de Laser, óptica e fibra óptica, nanotecnologia e robótica.

Segundo a organizadora Reed Exhibitions Alcantara Machado, o evento deve reunir cerca de 1.200 marcas nacionais e internacionais – de países como Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Taiwan e Turquia – e 63 mil visitantes em 60 mil m². Em 2011, a FIEE recebeu cerca de 1,1 mil marcas. O volume de negócios realizados chegou a R$ 3,7 bilhões.

Essa edição agrega eventos simultâneos, como a Ilha Fotovoltaica, o Espaço Senai de Nanotecnologia, o Espaço de Tecnologia Embarcada e o Abinee Tec 2013, conjunto de palestras organizadas pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee que abordarão temas como sustentabilidade, energia, comércio exterior e inovação.

Robô NAO
Robo_NAOEm parceria com a empresa Vivacity, a 27ª edição da FIEE vai apresentar cinco clones do humanoide NAO – hoje considerado o robô que melhor reproduz movimentos humanos. A iniciativa objetiva despertar o interesse de estudantes, técnicos e engenheiros brasileiros para o desenvolvimento de novas habilidades para o NAO. “A FIEE recebe mais de 60.000 visitantes, sendo o maior encontro da indústria elétrica e eletrônica no País. Sem dúvidas, é a plataforma ideal para fomentar o engajamento de profissionais do setor para esse desafio”, diz Ivan Romão, gerente da FIEE.

NAO é um simpático robô de 57 centímetros de altura dotado de inteligência artificial. Funções básicas, como andar e realizar movimentos do corpo, braços e pernas já vêm de fábrica. Reprodução de palavras e sensores de visão para reconhecer e classificar objetos podem ser pré-configurados. Cerca de 450 universidades em todo o mundo utilizam o robô NAO. No Brasil, 15 instituições de ensino possuem o humanoide.

O talento na reprodução de movimentos humanos possibilitou ao humanoide NAO ser o primeiro robô selecionado para disputar a Copa do Mundo de Robótica (Robocup 2014), que será realizada em João Pessoa (Paraíba) e terá início logo após a Copa do Mundo de Futebol.

Expectativas para 2013
A previsão da Abinee é de aumento de 8% do faturamento em 2013, atingindo R$ 156,7 bilhões. Entre as oito áreas, as que mais devem crescer são: automação industrial e equipamentos industriais, 12%; GTD e utilidades domésticas eletroeletrônicas, 10%. Os investimentos deverão alcançar US$ 4,6 bilhões, ou seja, 2,9% do faturamento do setor.

Em 2013 alguns fatores poderão contribuir para o crescimento da indústria eletroeletrônica, segundo a associação. A taxa de câmbio, mesmo permanecendo nos níveis atuais, ainda deverá ter efeitos positivos na competitividade do setor. A desoneração da folha de pagamentos valerá para uma gama maior de empresas. A diminuição do valor da energia elétrica também deverá reduzir os custos de produção da indústria. Espera-se ainda a aceleração dos investimentos na infraestrutura do País para atender as necessidades dos eventos esportivos, especialmente na área de telecomunicações.

A expectativa é de que as exportações aumentem 4%, ou US$ 8,1 bilhões, enquanto que as importações devem crescer 6%, atingindo US$ 43,6 bilhões. O número de trabalhadores da indústria eletroeletrônica poderá chegar a 187 mil trabalhadores, quatro mil acima do total de 2012.

A partir de 1 de abril, em www.nei.com.br/produtos você terá acesso a alguns lançamentos de expositores da FIEE. Confira.


Petrocoque construirá unidade de cogeração de energia em Cubatão

Para implantar uma nova unidade de cogeração de energia elétrica com capacidade de 18 MW, a Petrocoque, localizada em Cubatão (SP), contará com financiamento de R$ 67,6 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Cerca de 60% desse valor será destinado à aquisição de equipamentos nacionais e o restante, aplicado na construção da planta. Devem ser criados 250 empregos na fase de implantação e 23 novos postos a partir do início da operação, esperada para janeiro de 2015.

O projeto prevê o aproveitamento da energia térmica acumulada na transformação do Coque Verde de Petróleo – CVP, fornecido pela Petrobras, em Coque Calcinado de Petróleo – CCP, insumo importante para a indústria do alumínio e principal produto da Petrocoque.

O resfriamento dos gases resultantes do processo alimenta unidades geradoras de vapor, que, por meio de um turbogerador, produz energia elétrica. Além de não demandar nenhum tipo de novo insumo, tendo baixo impacto ambiental, a nova unidade de cogeração deve aumentar a eficiência energética da planta industrial.

Da energia gerada, estima-se que 4 MW serão utilizados pela Petrocoque, enquanto os 14 MW restantes serão exportados para o sistema elétrico interligado e vendidos.


Empresas do setor eletroeletrônico criam associação para promover a inovação

8, março, 2013 1 comentário

Formada por 28 empresas – com média de 30 anos de existência – do setor eletroeletrônico, máquinas e equipamentos com foco principalmente nos mercados de telecomunicações, energia e automação e com faturamento de R$ 3 bilhões, a recém-criada Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônico de Base Tecnológica (P&D Brasil) se compromete a intermediar os interesses do setor junto ao governo e promover a inovação no Brasil.

Segundo Luiz Gerbase, diretor-presidente da nova entidade, as 28 associadas aplicam em média 16% da receita líquida em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Índice dez vezes superior à média nacional, de 1,6%. Ainda de acordo com Gerbase, atualmente 200 empresas no País dominam o ciclo de inovação. “O Brasil hoje sabe fazer qualquer tipo de eletroeletrônico, graças às políticas que vêm sendo adotadas pelo governo, mas precisa evoluir. Não estamos atrasados”, analisa.

Para o diretor-presidente, a P&D Brasil complementa as outras associações do setor, “não é uma dissidência da Abinee [Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica]”.

A Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônico de Base Tecnológica Nacional está localizada em Brasília (DF), no Brasília Shopping, Torre Norte, Sala 226. Para mais informações, acesse www.pedbrasil.org.br.

+ Inovação
Presente na cerimônia de lançamento, Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, comemorou a iniciativa e disse que o tema pesquisa e desenvolvimento “é uma agenda urgente para o Brasil”. Ele contou ainda que o Senai está criando 23 instituições de inovação tecnológica, nas áreas de Laser, microeletrônica, energia e defesa.


A revolução silenciosa da energia solar no Brasil

20, janeiro, 2013 Deixar um comentário

As fontes de energia tradicionalmente utilizadas são, em sua maioria, formas indiretas de energia solar. A utilização direta da radiação solar ganha na atual conjuntura mundial grande relevância, principalmente quando se projeta sua utilização como fonte de energia térmica para aquecimento de fluidos e ambientes e para a geração de potência mecânica ou elétrica.

No Brasil e no Estado de São Paulo, esses números chegam, respectivamente, a invejáveis 45,5% e 55,1% com tendência a aumentar a participação de renováveis em sua matriz energética. Nesses dois casos é evidente a importância da energia hidroelétrica e dos produtos provenientes da cana de açúcar.

Clique aqui para ler o artigo completo de Marco Antonio Mroz, presidente da Fundação Verde Herbert Daniel, presidente e secretário de Relações Internacionais do Partido Verde de São Paulo e ex-subsecretário de Energias Renováveis do Estado de São Paulo.


Aprovadas prorrogação das concessões de geração de energia e redução das tarifas

Dilma Rousseff sancionou a lei que prorroga as concessões de geração de energia elétrica e diminui encargos setoriais de forma a oferecer tarifas menores ao consumidor. De acordo com a Lei 12.783, de 11 de janeiro de 2013, publicada hoje no Diário Oficial da União, as concessões de geração de energia elétrica poderão ser prorrogadas uma única vez, pelo prazo de até 30 anos, de forma a assegurar a continuidade, a eficiência da prestação e a tarifa mais baixa.

Para ter o contrato de geração renovado, as concessionárias devem atender os requisitos estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel em relação a tarifas e qualidade do serviço. A agência também disciplinará o repasse, para a tarifa final paga pelo consumidor, de investimentos necessários para manter a qualidade e a continuidade da prestação do serviço pelas usinas hidrelétricas.

A lei deixa claro que a prorrogação das concessões de energia elétrica “será feita a título oneroso, sendo o pagamento pelo uso do bem público revertido em favor da modicidade tarifária, conforme regulamento do poder concedente”.

De forma a assegurar a continuidade, a eficiência da prestação do serviço e a segurança do sistema, a lei também autoriza a prorrogação, pelo prazo de até 20 anos, das concessões de geração de energia termelétrica. O pedido de prorrogação deve ser feito pela concessionária com antecedência de 24 meses do fim do contrato ou outorga.

Fonte: Agência Brasil.


Empresa de SC investirá R$ 5,9 mi para reduzir consumo de energia elétrica

No próximo ano, a Tigre implementará projeto para diminuir o consumo de energia elétrica na unidade fabril de Joinville (SC) e melhorar a performance na produção. A empresa prevê economizar 5 mil MWh por ano, o equivalente a 10,54% do seu consumo anual. Serão investidos R$ 5,9 milhões.

Quatro equipamentos de grande porte serão substituídos e 80 equipamentos sofrerão alterações tecnológicas. Todos fazem parte do parque fabril de tubos e conexões da Tigre e, após serem desativados, serão encaminhados para reciclagem. “Transformamos cerca de 50 mil toneladas por ano nessa unidade e, com essa renovação, conseguiremos diminuir nossos custos e aumentar a competitividade”, disse Rogério Kohntopp, diretor corporativo de tecnologia e qualidade da Tigre.

O projeto, financiado pela Centrais Elétricas de Santa Catarina – Celesc foi o primeiro colocado no Estado, por meio da ação Indústria + Eficiente, que incentiva programas de eficiência energética. Foram inscritos 25 projetos, que receberam nota com base em cálculo determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, considerando energia economizada, redução de demanda e relação custo-benefício.