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Previsão para a eletroeletrônica e a automação

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, o faturamento dessa indústria em 2015 deverá ter crescimento nominal de cerca 3% em relação a 2014, somando R$ 158 milhões. Os investimentos do setor em 2015 deverão ficar no mesmo nível de 2014, aproximadamente 2,4% sobre o faturamento. Por área, automação industrial poderá ter incremento de 7% em 2015 no faturamento de 2014.


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


As novas tecnologias que estão contribuindo para aumentar a eficiência da Hidráulica e Pneumática

Atualmente em toda a indústria busca-se maior eficácia com redução de custos. Houve um período em que a produtividade era o foco, porém atender a demanda já não é mais suficiente. É preciso investir no desenvolvimento técnico de materiais, desenhos e/ou sistemas que resultem em produtos com melhor desempenho. No setor de hidráulica e pneumática não é diferente, afirmou Álvaro Camargo Prado, mestre em engenharia mecânica, com experiência em automação hidráulica e pneumática, e professor do Centro Universitário da FEI e Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec. Nessa área, segundo ele, há duas novidades: aumento dos controles eletrônicos em bombas e válvulas e atuadores hidráulicos com sensores de proximidade incorporados, que eliminam a necessidade de instalação na máquina, que muitas vezes trabalha em condições adversas de temperatura, umidade e outras.

Há ainda novas possibilidades de substituir efeitos de controles proporcionais por tecnologias mais simples, com resultados próximos e custos menores, completou o docente. Um exemplo é a troca das válvulas proporcionais por válvulas com solenoides de alta frequência de acionamento. Prado disse que há pesquisas sobre o tema em universidades brasileiras.

Mila Avelino, doutora em engenharia mecânica e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, acrescentou que a hidráulica e a pneumática têm recebido crescente atenção por parte da comunidade científica, resultando em inovações. “Entre as mais recentes ressalto a dimensão reduzida dos sistemas”, comentou Mila. “A oferta de microdispositivos tem crescimento exponencialmente.”

Bombas hidráulicas e válvulas de controle de vazão em pequena escala são alguns exemplos, citados pela docente, empregados nos setores industriais, como têxtil, agrícola, farmacêutico e de petróleo. Como curiosidade, contou que, para doenças localizadas, os tratamentos podem ser potencializados com o uso desses microequipamentos que permitem a liberação dos medicamentos somente na área afetada.

A eletrônica tem se mostrado grande aliada da hidráulica e pneumática, permitindo a realização de tarefas complexas com controle de alta precisão. Entretanto, segundo a professora, se por um lado os dispositivos de controle eletrônico se apresentam como solução para tarefas complicadas, tem de se ressaltar os efeitos indesejados gerados pelos campos eletromagnéticos e sua interferência no funcionamento dos instrumentos, prejudicando funções de leitura e medição, por exemplo. “É preciso ampliar o entendimento da física envolvida nos fenômenos de natureza eletromagnética”, ressaltou Mila. “Esse tema já é pesquisado no Brasil e mundo.”

De acordo com Prado, o Laboratório de Sistemas de Hidráulica e Pneumática – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina é o maior polo de pesquisas do setor no Brasil, sempre apoiando as indústrias em busca de soluções. “No exterior, existe muito estudo na Europa e há uns dez anos a China investe pesado na área”, destacou o professor.

Números do setor

Em julho de 2014, a área de hidráulica e pneumática apresentou faturamento nominal acumulado de 9,4% superior ao mesmo período do ano passado. A média do Nível de Utilização da Capacidade Instalada de janeiro a julho deste ano foi de 66,5%. Quanto ao nível de emprego, os sete primeiros meses do ano tiveram aumento em relação aos mesmos meses de 2013, com exceção de abril. Os dados são da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De janeiro a julho de 2014, o País exportou US$ 57 milhões e, nos mesmos meses de 2013, pouco mais US$ 58 milhões, registrando queda de 2%, sendo os maiores compradores deste ano Estados Unidos, Argentina, México, Alemanha e França. Quanto às importações do período, totalizaram US$ 398 milhões, contra US$ 440 milhões de janeiro a julho de 2013, apresentando redução de 9,7%, sendo os principais vendedores de 2014 Estados Unidos, Alemanha, Japão, China e Itália.

 

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Sauer-Danfoss é vendida integralmente para a Danfoss

A dinamarquesa Danfoss compra 100% da Sauer-Danfoss, empresa de componentes e soluções óleo-hidráulicas e eletrônicas para equipamentos do mercado móbil, batizada de Danfoss Power Solutions.

As mudanças ocorrem na identidade visual. No Brasil, a localização continua em Osasco-SP, na mesma planta da Danfoss. Quanto às vendas, o cenário de operações permanece o mesmo, sem modificações no quadro organizacional e no portfólio.

Dentre as soluções oferecidas pela Danfoss Power Solutions, com mais de seis mil colaboradores globais, há transmissões hidrostáticas, eletrônica, motores orbitais, direções hidrostáticas e válvulas LS proporcionais compensadas PVG.

A integração da divisão de hidráulica móbil da Sauer-Sundstrand pela Danfoss começou em 2000, quando a empresa adquiriu parte do capital aberto. Fundada em 1933 em Nordborg, na Dinamarca, atualmente a Danfoss emprega cerca de 23 mil pessoas e comercializa produtos em mais de 100 países. No Brasil, a empresa iniciou suas operações em 1968.


FIEE Elétrica e Eletrônica começa na segunda-feira

28, março, 2013 Deixar um comentário

A 27ª Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação – FIEE, que começa na segunda (1) e vai até sexta-feira (5), no Anhembi, em São Paulo, apresentará as novas soluções em componentes elétricos, equipamentos industriais, geração, transmissão e distribuição de energia – GTD, automação industrial, manufatura eletrônica, materiais para instalação, alternativas energéticas, tecnologia embarcada, tecnologia de Laser, óptica e fibra óptica, nanotecnologia e robótica.

Segundo a organizadora Reed Exhibitions Alcantara Machado, o evento deve reunir cerca de 1.200 marcas nacionais e internacionais – de países como Alemanha, Bélgica, China, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Taiwan e Turquia – e 63 mil visitantes em 60 mil m². Em 2011, a FIEE recebeu cerca de 1,1 mil marcas. O volume de negócios realizados chegou a R$ 3,7 bilhões.

Essa edição agrega eventos simultâneos, como a Ilha Fotovoltaica, o Espaço Senai de Nanotecnologia, o Espaço de Tecnologia Embarcada e o Abinee Tec 2013, conjunto de palestras organizadas pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee que abordarão temas como sustentabilidade, energia, comércio exterior e inovação.

Robô NAO
Robo_NAOEm parceria com a empresa Vivacity, a 27ª edição da FIEE vai apresentar cinco clones do humanoide NAO – hoje considerado o robô que melhor reproduz movimentos humanos. A iniciativa objetiva despertar o interesse de estudantes, técnicos e engenheiros brasileiros para o desenvolvimento de novas habilidades para o NAO. “A FIEE recebe mais de 60.000 visitantes, sendo o maior encontro da indústria elétrica e eletrônica no País. Sem dúvidas, é a plataforma ideal para fomentar o engajamento de profissionais do setor para esse desafio”, diz Ivan Romão, gerente da FIEE.

NAO é um simpático robô de 57 centímetros de altura dotado de inteligência artificial. Funções básicas, como andar e realizar movimentos do corpo, braços e pernas já vêm de fábrica. Reprodução de palavras e sensores de visão para reconhecer e classificar objetos podem ser pré-configurados. Cerca de 450 universidades em todo o mundo utilizam o robô NAO. No Brasil, 15 instituições de ensino possuem o humanoide.

O talento na reprodução de movimentos humanos possibilitou ao humanoide NAO ser o primeiro robô selecionado para disputar a Copa do Mundo de Robótica (Robocup 2014), que será realizada em João Pessoa (Paraíba) e terá início logo após a Copa do Mundo de Futebol.

Expectativas para 2013
A previsão da Abinee é de aumento de 8% do faturamento em 2013, atingindo R$ 156,7 bilhões. Entre as oito áreas, as que mais devem crescer são: automação industrial e equipamentos industriais, 12%; GTD e utilidades domésticas eletroeletrônicas, 10%. Os investimentos deverão alcançar US$ 4,6 bilhões, ou seja, 2,9% do faturamento do setor.

Em 2013 alguns fatores poderão contribuir para o crescimento da indústria eletroeletrônica, segundo a associação. A taxa de câmbio, mesmo permanecendo nos níveis atuais, ainda deverá ter efeitos positivos na competitividade do setor. A desoneração da folha de pagamentos valerá para uma gama maior de empresas. A diminuição do valor da energia elétrica também deverá reduzir os custos de produção da indústria. Espera-se ainda a aceleração dos investimentos na infraestrutura do País para atender as necessidades dos eventos esportivos, especialmente na área de telecomunicações.

A expectativa é de que as exportações aumentem 4%, ou US$ 8,1 bilhões, enquanto que as importações devem crescer 6%, atingindo US$ 43,6 bilhões. O número de trabalhadores da indústria eletroeletrônica poderá chegar a 187 mil trabalhadores, quatro mil acima do total de 2012.

A partir de 1 de abril, em www.nei.com.br/produtos você terá acesso a alguns lançamentos de expositores da FIEE. Confira.


Mais emprego em siderurgia, informática e eletrônica em MG

A região metropolitana de Belo Horizonte poderá ter incremento de 905 empregos diretos e indiretos devido a três protocolos de intenções assinados por representantes do governo de Minas Gerais que visam à expansão de unidades industriais nas áreas de siderurgia, informática e eletrônicos, totalizando investimentos de R$ 211,52 milhões.

Foi assinado protocolo com a Metalsider, produtora de ferro-gusa, com sede e usina em Betim. Para construir uma fundição de peças automotivas e viabilizar o uso da matéria- prima no estado líquido proveniente dos altos fornos, serão investidos R$ 148,3 milhões e gerados 128 empregos diretos e 87 indiretos. A fundição estará dimensionada para  produzir 70 mil toneladas de peças ao ano, em uma primeira etapa que deverá entrar em operação em 2015, e mais 70 mil toneladas de unidades ao ano em uma segunda etapa. O mercado principal será a indústria automobilística.

Na área de computadores, foi assinado protocolo para a expansão da Megaware, de Belo Horizonte, destinada à montagem e comercialização de produtos eletroeletrônicos, como notebook, desktop, servidor médio, gabinete com fonte e placas-mãe, com investimento de R$ 62,05 milhões. A empresa pretende investir em estrutura, pesquisa, desenvolvimento e capacitação pessoal. Serão criados 580 empregos diretos e indiretos ao final do projeto.

Já a JFA Eletrônicos, também em Belo Horizonte, investirá R$ 1,17 milhão na expansão da unidade industrial, destinada à fabricação e comercialização de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo. O projeto deverá ser concluído até 2015, quando a produção passará de 42 mil peças mensais para 70 mil peças por mês e serão gerados 75 novos empregos diretos e 35 indiretos.

“Nossa prioridade é ter o empresário como parceiro e, através dele, atrair novos investimentos para o Estado”, disse Dorothea Werneck, secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. “Quando um investidor é bem recebido e fica satisfeito, transforma-se em nosso principal contato com outros empresários na busca de novos empreendimentos.”


Estão abertas as inscrições para o Abinee Tec 2012

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará de 3 a 5 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, o Abinee Tec 2012 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas, Eficiência Energética e Normalização. As inscrições estão abertas.

Palestrantes especialistas destacarão as inovações, os desafios, as tendências e os programas de investimentos. O evento reserva espaço  para a exposição de atividades de empresas e entidades no campo da eficiência energética e sustentabilidade. Para conhecer mais sobre a programação e inscrever-se, clique aqui.


Arpe assume a representação da Kepo na América Latina

A Arpe Indústria Eletrônica, de São Paulo, e a Kepo Electronics, da China, firmaram parceria pela qual a empresa brasileira passa a representar toda a linha de equipamentos da marca chinesa na América Latina – sonorizadores, minialto-falantes, receptores, sensores de ultrassom, microfones e sirenes eletrônicas. Além da distribuição na América Latina, a parceria inclui a montagem de alguns produtos no País.


Eletrônica – Boa fase possibilita impulsionar negócios em 2012

A previsão da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee é de que o faturamento da indústria eletroeletrônica em 2012 cresça 14% em relação a 2011, atingindo R$ 157,4 bilhões, com incremento em todas as áreas, destacando-se telecomunicações, 28%; automação industrial, 27%; e Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica – GTD, 22%. Esse crescimento é superior ao previsto para o Produto Interno Bruto – PIB, que é de 3,5%. Verifica-se aumento constante do faturamento desde 2009.

Quanto aos investimentos, alcançarão 4,1% do faturamento, um total de R$ 6,4 bilhões. Ainda de acordo com a entidade, as exportações crescerão 4%, registrando US$ 8,3 bilhões, enquanto as importações aumentarão cerca de 17%, atingindo US$ 46,1 bilhões. Assim, o déficit da balança do setor será 20% superior ao de 2011, totalizando US$ 37,8 bilhões.

Em relação ao número de trabalhadores, espera-se que, no final deste ano, o setor empregue 184 mil funcionários, quatro mil a mais que em 2011.

Em 2011, o faturamento da indústria elétrica e eletrônica, segundo a Abinee, atingiu R$ 138,1 bilhões, aumento de 11% em relação a 2010, quando registrou R$ 124,4 bilhões. O investimento foi de 3,2% de seu faturamento em ativo fixo, totalizando R$ 4,4 bilhões. As exportações continuaram perdendo participação nos negócios, cuja representatividade passou de 20,4% em 2005 para 9,6% em 2011. As importações cresceram 13% em relação a 2010.

As projeções para 2012 revelam que o setor está ativo e deve gerar bons negócios, porém essa indústria deve atentar ao consumo de energia, que atualmente é considerado um dos critérios mais importantes na escolha de máquinas e equipamentos industriais.

Eficiência energética
O setor industrial é o maior consumidor de energia do País, respondendo por 37,2% de todo o gasto (dados de 2009), consequentemente o peso da energia no custo final do produto é significativo e pode atingir, em alguns segmentos, até 60% do valor. Essas informações fazem parte do Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEf, desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia, Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético e pelo Departamento de Desenvolvimento Energético.

De acordo com o plano, para o País manter elevado o grau de competitividade de sua economia, a eficiência energética deve ser estimulada e incentivada de forma mais incisiva e, nesse contexto, o papel da tecnologia é fundamental.

Já se tem conquistado algumas mudanças positivas, porém há que se dedicar maior potencial a soluções que reduzam a energia. O departamento de tecnologia da Abinee estima que, com a implantação de programas de eficiência energética, as indústrias podem reduzir em até 10% seu consumo com energia elétrica.

A seguir, a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções antecipa 73 novidades em equipamentos e componentes eletroeletrônicos. Além de modernizar o parque fabril, alguns deles já foram projetados utilizando o conceito de eficiência energética a fim de reduzir o consumo de energia elétrica.


Algumas novidades da Feira e Conferência ISC Brasil 2012

24, abril, 2012 Deixar um comentário

Começou hoje, no Expo Center Norte, em São Paulo, a Feira ISC Brasil 2012, especializada em segurança. O evento vai até 26 de abril.

A Ingersoll Rand, empresa estreante no evento, está demonstrando leitoras biométricas com uso de 3D, barras antipânico, molas aéreas e fechaduras eletrônicas sem fio. Além disso, a empresa expõe também a solução aptiQ Móbile, que autoriza acesso por dispositivos móveis.

Já a Schneider Electric participa do evento há sete anos. Dentre as novidades que apresentará estão o Digital Sentry, gravador de vídeo híbrido, e a Sarix SureVision, câmera de vídeo do tipo IP, que disponibiliza a imagem capturada via Ethernet. Equipada com recurso de compensação de níveis de luminosidade do ambiente, o equipamento permite o aprimoramento na visualização da imagem em condições críticas de iluminação.

A conferência. Em paralelo à feira, acontece a Conferência ISC Brasil 2012 com o objetivo de reunir especialistas nacionais e internacionais para discutir os avanços e tendências sobre o setor de segurança eletrônica. Para acessar dia, horário e palestrante, clique aqui.

7ª ISC Brasil – Feira e Conferência Internacional de Segurança
De 24 a 26 de abril 2012
Das 12 h às 19 h 30
Pavilhão Verde do Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333, São Paulo, SP
www.iscexpo.com.br