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Dilma anuncia pacote de R$ 32,9 bilhões para incentivar inovação

Aumentar a produtividade e competitividade das empresas é o objetivo do Plano Inova Empresas, que prevê aporte de R$ 32,9 bilhões até 2014 para incentivá-las a investir em inovação tecnológica. “Em alguns anos, três a cinco anos, nós teremos dois tipos de empresas, as inovadoras e as falidas. Não é possível competir sem inovação e, quanto antes os empresários souberem disso, melhor é”, diz Valter Pieracciani, consultor de empresas.

Lançado na última quinta-feira (14) pelo governo federal, o pacote se divide em R$ 28,5 bilhões de investimento direto e R$ 4,4 bilhões oriundos de instituições parceiras, como as agências nacionais de petróleo, gás natural e biocombustíveis (ANP) e de energia (Aneel) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae. “Sei que nós precisamos tomar uma providência, e a tomamos. Temos que dedicar toda nossa atenção para que tenhamos um País mais construtivo, menos desigual e uma economia com grande capacidade de ser produtiva e competitiva”, disse a presidenta Dilma.

O investimento direto contém quatro linhas de financiamento: subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bilhões); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bilhões) e crédito para empresas (R$ 20,9 bilhões). A maior parte do montante (R$ 23,5 bilhões) destina-se a áreas estratégicas definidas no Plano Brasil Maior: cadeia agropecuária (R$ 3 bilhões), energias (R$ 5,7 bilhões), petróleo e gás (R$ 4,1 bilhões), complexo da saúde (R$ 3,6 bilhões), complexo aeroespacial e defesa (R$ 2,9 bilhões), tecnologias da informação e da comunicação (R$ 2,1 bilhões) e sustentabilidade socioambiental (R$ 2,1 bilhões).

Além dos R$ 32,9 bilhões anunciados, o plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, para atividades de Pesquisa & Desenvolvimento – P&D no setor de telecomunicações.

As empresas beneficiadas com o Plano Inova terão acesso a uma linha de crédito com juros de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e prazo de até 12 anos para pagar. Os agentes executores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI.

“Desinovação” no Brasil. A empresa que mais registra patentes no Brasil não é brasileira. É americana. No último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 49ª posição, atrás de países como Chile, Azerbaijão e Malta. Os primeiros colocados são Suíça, Finlândia e Israel, respectivamente.

 


Inovação é melhor caminho para ganhar competitividade?

29, dezembro, 2009 2 comentários

IdeiaA inovação é a única maneira e, provavelmente, a mais sustentável, para ganhar competitividade. A afirmação é do diretor de pesquisa do Science and Technology Policy Research  e professor de gestão em tecnologia e inovação da universidade britânica de Sussex, Joe Tidd. Segundo Tidd, as organizações que possuem um sucesso consistente em administrar a inovação superam os seus parâmetros em termos de crescimento e desempenho financeiro.

NEI recebe hoje centenas de lançamentos de produtos industriais todos os meses. Nossos consultores trabalham incansavelmente para selecionar aquilo que identificam como mais inovador para colocar nas páginas da revista NEI e no portal nei.com.br, sempre com o intuito de fornecer a melhor informação industrial para os profissionais da indústria se atualizarem. Isso significa que inovações são feitas o tempo todo, mas será que as empresas continuam dando continuidade ao processo de inovação após o primeiro passo?

Segundo Joe Tidd, estudos confirmam que apenas cerca de 12% das organizações administram a inovação com sucesso e somente metade dessas organizações dá continuidade nesse trabalho ao longo do tempo.

Sobre o tema, Tidd adianta que empreender está relacionado a atitude, oportunidade e recursos, e inovar significa administrar um processo de mudança, sendo um processo mais complexo, pois um empreendedor é um inovador na medida em que se posiciona aberto aos novos processos, aos estudos.

Você concorda que inovar e empreender são coisas diferentes? Há processos de inovação na sua indústria? Como são feitos? Esses processos são mantidos a longo prazo? Conte sua experiência para nós!

Crédito: Suzie Clavery Caldas é graduada em desenho industrial com especialização em design gráfico e pós-graduada em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.