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Manutenção de máquinas e equipamentos industriais

11, setembro, 2015 Deixar um comentário

As organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento, direcionadas para uma significativa competitividade, por meio da qualidade e da produtividade.

E tudo requer ação ágil imposta a todas as organizações, visando a eficácia na tomada de decisões. O fato tem levado às mutabilidades organizacionais constantes. Uma dinâmica que exige efetivas atividades operacionais, que desdobrem na busca das disponibilidades e da produção de resultados. A competitividade passa a ser necessidade empresarial, com a apresentação de resultados excelentes não apenas nacionais, mas necessariamente internacionais.

Assim, desde os anos 70, observa-se que há o aumento significativo da disponibilidade e da credibilidade na área de manutenção industrial, ações consideradas como a terceira geração do processo de prevenção e manutenção de máquinas e equipamentos. Ao mesmo tempo, ocorre significativo avanço na relação custo-benefício. O fato está na ocorrência de diversas intervenções nos equipamentos, todas elas baseadas na análise da qualidade e no risco da falha, para melhor condição dos produtos e do controle dos riscos para a segurança e a saúde do trabalhador.

Observa-se também a necessária preocupação com o meio ambiente, a partir da criação de computadores munidos de potentes “softwares”, para intervenções e gerenciamento da manutenção, e o surgimento de grupos de trabalho multidisciplinares, que cada vez mais ganham destaque de base para os procedimentos na área em questão. E a resposta para o bom desempenho desse processo é simples, ela está na soma de todas essas ações.

No Brasil, especificamente, ainda se trabalha com muita manutenção corretiva não planejada e com manutenção preventiva em excesso, ações não aconselháveis. É preciso promover uma mudança, na qual o nível de atuação, por meio da aplicação de manutenção preditiva, ganhe rapidez. Assim, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva, que é uma das ferramentas efetivas que podem ser aplicadas à otimização do gerenciamento de operações industriais. Isso como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas, visto que o objetivo é a redução de custos de manutenção e maior produtividade. É preciso salientar, porém, que a manutenção preditiva é a 1ª quebra de paradigma na manutenção para a excelência da engenharia empresarial.

Quanto às tendências mundiais vinculadas aos tipos de manutenção, no que diz respeito às tendências mundiais, a partir de análises de empresas líderes e do sucesso obtido por elas, percebe-se que, cada vez mais, essas organizações adotam técnicas preditivas e a prática da engenharia de manutenção. A manutenção torna-se estratégica para as organizações, pois ela garante disponibilidade dos equipamentos em instalações que apresentam confiabilidade, segurança e custos adequados.

Em razão do exposto, conclui-se que a manutenção, como função estratégica das organizações, apresenta-se como responsável direta pela disponibilidade dos ativos, tendo importância capital nos resultados da empresa. Contudo, será o tipo de manutenção adequado para cada uma das organizações o fator de sucesso, garantia de otimização nos processos e, consequentemente, lucros? É preciso ter em mente que o desejado por uma empresa não deve ser apenas a garantia de sobrevivência, mas seu crescimento e sua expansão.

Com esta exposição, espera-se que os resultados se apresentem cada vez melhores a cada empresa, em razão da eficácia da gestão de manutenção aplicada por elas. Logo, as organizações devem procurar as melhorias contínuas na sua gestão de manutenção, buscando incessantemente conhecimentos inovadores e aplicação das melhores práticas da manutenção do primeiro mundo, distanciando-se do apenas emergente.

Crédito

Artigo escrito por José Rui Camargo, professor doutor em engenharia mecânica e reitor da Universidade de Taubaté.

 


Por que modernizar o parque fabril?

A idade média dos equipamentos e instalações nas empresas brasileiras é de 17 anos, aponta o último estudo da manutenção no Brasil realizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman. Equipamentos e máquinas com essa idade são considerados de 30 a 40% menos eficientes e consomem geralmente mais energia, prejudicando a melhoria de produtividade e de eficiência energética. O alerta, feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, reforça a importância da modernização do parque industrial, principalmente no momento em que as questões energética e hídrica impõem novos desafios e a adoção de soluções tecnológicas mais eficazes que façam uso inteligente dos recursos naturais.

Para apoiá-lo a encontrar soluções que colaborem para a melhoria dos processos produtivos, reunimos nesta edição 75 lançamentos que serão apresentados na Feimafe 2015 – Feira Internacional de Máquinas ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que acontece em São Paulo, neste mês. Com a edição de abril de NEI, totalizam mais de 110 novas soluções, pesquisadas antecipadamente pela equipe editorial junto aos expositores. É uma oportunidade de conhecer novas máquinas e equipamentos e linhas recém-aprimoradas pelos fabricantes. Além dos produtos da Feimafe 2015, há lançamentos dos mercados internacional e nacional.

Neste mês também trazemos a opinião de especialistas sobre as tecnologias em destaque na indústria metalmecânica. A simulação total de operação de máquinas-ferramenta e sua integração em ambiente de fábrica 4.0 são avanços atuais de grandes centros de pesquisa na Europa, como nos informa o professor Stoeterau, da Poli, USP. E, mais uma vez, a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas também foi apontada como tema relevante para reduzir os custos na indústria, como destacou o professor Durval Braga, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Na próxima edição de NEI, os temas Água e Energia ganharão uma seção especial, reunindo soluções em máquinas e equipamentos que contribuem direta ou indiretamente para o uso eficiente desses recursos naturais. Estamos atentos a tudo o que tem acontecido no mercado industrial, por isso podemos ajudar sua empresa a encontrar soluções inteligentes que preparem melhor a indústria para o futuro.


A 1º China Machinex Brazil vai reunir mais de 300 fabricantes em São Paulo

20, junho, 2014 4 comentários

Entre 29 e 31 de julho acontecerá no Transamérica Expo Center, em São Paulo, a China Machinex Brazil 2014, que promete reunir mais de 300 fabricantes de máquinas e equipamentos para, principalmente, os segmentos de plástico, embalagem, equipamentos elétricos, processamento de alimentos, tratamento de água, soldagem, CNC e autopeças. De acordo com a organização do evento, mais de 1.000 produtos devem ser apresentados em uma área de exposição de 8.000 m².

Brasil – China. As relações comerciais (importação e exportação) entre Brasil e China atingiram US$ 83,3 bilhões em 2013 – principalmente devido o crescimento contínuo de importação de máquinas chineses. No ano passado, o Brasil importou US$ 37,3 bilhões da China, sendo mais da metade (US$ 19 bilhões) somente em máquinas e aparelhos elétricos e mecânicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Comércio de Wenzhou.

China Machinex Brazil 2014
29 a 31 de julho de 2014 das 14 às 20 horas
Transamérica Expo Center
Para mais informações, acesse www.chinamachinex.com.br


Setor em números

13, abril, 2014 1 comentário

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, no primeiro bimestre, o consumo aparente apresentou retração de 1,3% sobre o mesmo período de 2013 em valores constantes e o faturamento teve queda de 3,8%. Ainda no bimestre, as exportações tiveram crescimento de 41,4% em relação ao ano anterior, observado em todos os setores, e as importações superaram em 0,26% o resultado de fevereiro de 2013, o que sinaliza, para a entidade, tendência de estabilização das importações e dos investimentos. Por fim, a balança comercial do período apresentou queda de 17,1% em relação ao anterior.

Em 2013, o consumo aparente foi de R$ 122,279 bilhões, 5,6% superior ao ano de 2012, e o faturamento, de R$ 79,079 bilhões, foi 5,7% inferior ao valor registrado no ano anterior. Apesar do forte resultado das exportações em dezembro, de US$ 1,335 bilhão, em 2013 o valor de US$ 12,475 bilhões é 7% inferior ao resultado registrado em 2012. No ano, a importação acumulada superou em 7% o resultado de 2012, totalizando US$ 32,617 bilhões.


Design como diferencial competitivo para as indústrias de máquinas é tema do Abimaq Inova

Amanhã será realizado o 6º Abimaq Inova, na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, em São Paulo-SP. Com o tema “Design como diferencial competitivo”, o evento será formado por palestras de Marcelo Rosenbaum e Charles Bezerra e apresentações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, da Stratasys-LWT sobre tecnologia de impressão 3D e de casos de design da indústria de máquinas e equipamentos contados por representantes das empresas WDS, Perenne e Bralyx.

A intenção é discutir a criatividade na indústria de máquinas e equipamentos a partir da intervenção do design na diferenciação de produtos, abordando identidade visual, redesenho de peças, partes e componentes para redução de custo, aumento da produtividade e economia de materiais; e melhoria da ergonomia, entre outros temas.


Venda de equipamentos para construção deve ter alta de 5% em 2013

A comercialização de equipamentos para a construção deve crescer 5% em comparação a 2012. A previsão é de mais de 74,1 mil unidades vendidas contra 70,3 mil comercializadas no ano anterior. A informação é do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração – Sobratema e divulgado em 13 de novembro.

Esse resultado decorre do crescimento estimado de 13% na comercialização de máquinas da linha amarela (terraplenagem e compactação) neste ano, com 33,3 mil unidades vendidas (novo recorde no setor, o anterior ocorreu em 2011) contra mais de 29,4 mil em 2012, e também do desempenho geral de outros equipamentos para construção, grupo formado por gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos e tratores de pneus, que deve apresentar alta de 19% em 2013.

De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, o desempenho das vendas dos equipamentos para construção será menor que da linha amarela e das demais máquinas, principalmente por conta dos resultados dos caminhões rodoviários, que devem obter decréscimo de 7% nas unidades vendidas.

Em relação aos setores que utilizam máquinas para a construção, a área de infraestrutura responde pela maior parte dos equipamentos adquiridos em 2013, com 35 mil unidades, o que significa crescimento de 9,9% ante 2012. A construção civil é o segundo segmento em termos de vendas, com 28 mil unidades, que representa alta de 1,4% em comparação com o ano passado.


Vapza investirá R$ 4 mi na compra de novos equipamentos em 2014

Empresa produtora de alimentos cozidos a vapor e embalados a vácuo, a Vapza destinará R$ 8 milhões para aumentar a área industrial na cidade de Castro-PR e construir nova sede administrativa em Curitiba-PR; R$ 4 milhões para a compra de novos equipamentos; R$ 1 milhão para a ampliação do laboratório e cozinha experimental e para o desenvolvimento e a pesquisa de novos produtos; e R$ 500 mil para a modernização da infraestrutura da tecnologia da informação, hardware e software. Serão aplicados no total R$ 13,5 milhões.

O investimento será realizado com capital próprio, crédito de fornecedores e recursos de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e da Finep – Agência Brasileira da Inovação. A Vapza está presente em 17 estados brasileiros, Angola, Estados Unidos, Panamá, Inglaterra, França e Hong Kong.


Sobratema aponta aumento de 8% na compra de máquinas para construção a partir de 2014

A comercialização de equipamentos para a construção até 2017 deve ter aumento médio de 8% a partir de 2014, de acordo com estimativas do Estudo de Mercado da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração – Sobratema. Para Hugo Ribas Branco, diretor executivo da Sobratema, esse crescimento, que está estimado, segundo a pesquisa, em torno de 455 mil com até dez anos de idade e 315 mil com até cinco anos de idade, demandará novas tecnologias para gestão, diagnóstico, serviços de pós-venda, peças e insumos que contribuam para a manutenção da produtividade dos equipamentos.

A entidade prevê que até 2014 o aumento será maior em decorrência da retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e das possíveis concessões previstas para os setores rodoviário, ferroviário, portuário e aeroportuário.

A associação informou que o volume de negócios envolvendo peças de reposição, suprimentos e serviços nos dois setores no Brasil é estimado em mais de R$ 12 bilhões por ano. São mais de 12 mil oficinas de manutenção de máquinas e equipamentos no País.


Usina Batatais investe em máquinas para aumentar a produção

Projeto da Usina Batatais para alterar a linha de produtos e modernizar a parte agrícola prevê investimentos para instalação de torre de desidratação, com capacidade de 500 metros cúbicos diários, para a produção de etanol anidro na unidade de Lins-SP; plantio de 6.406 hectares de cana para renovar o canavial; e aquisição de máquinas, equipamentos e implementos para a mecanização da colheita.

Também haverá investimentos no aumento da produção de açúcar branco para 9.000 sacas/dia na unidade de Batatais-SP, na instalação de nova caldeira com maior capacidade de geração de energia, no plantio de 8.336 hectares de cana e na compra de máquinas, equipamentos e implementos para a colheita. A iniciativa envolve também projetos ambientais e sociais no entorno das duas unidades.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou a concessão de apoio financeiro para a Usina Batatais no valor de R$ 145,9 milhões.


Pesquisa indica que foco de empresários brasileiros está em máquinas e equipamentos

De acordo com a pesquisa International Business Report 2013 da Grant Thornton, o Brasil é o País em que os empresários mais planejam investir na área de máquinas e equipamentos nos próximos 12 meses. Segundo o estudo, 67% dos líderes direcionaram investimentos para a área, 23% a mais que no trimestre anterior e bem acima da média global de 35%. O Brasil ocupa o primeiro lugar do ranking gerado pela pesquisa. Depois aparecem Peru (61%), Turquia (58%), Lituânia (56%) e Nova Zelândia e África (ambos com 50%).

Regionalmente, a América Latina lidera no quesito de investimento em maquinaria com 55%, posicionando-se acima dos países Bálticos (47%), do grupo BRIC (43%) e da América do Norte (40%). Na contramão, Vietnã (20%), Estados Unidos (40%), Reino Unido (42%) e Emirados Árabes (50%) são os que esperam investir menos.

As áreas de pesquisa e desenvolvimento – P&D e novas plantas são outras em que os empresários estão de olho. Quase metade dos líderes brasileiros (43%) tem intenção de investir em P&D, ocupando o 5º lugar nesse ranking, e 27% dos empresários do País planejam fazer investimentos em novas plantas, o maior nível desde o início de 2012.

A pesquisa englobou 12.500 empresas privadas em 44 países, sendo 300 empresas brasileiras.