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Setor de metais e mineração prevê investimentos em robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração”, elaborado pela KPMG, aponta que 77% dos executivos entrevistados, do setor de metais e mineração, consideram o gerenciamento de custo e o desempenho prioridades importantes para o futuro. Segundo o estudo, considerando o investimento pesado realizado durante a alta temporada do mercado, muitas operações do setor buscam por novas oportunidades de crescimento para ajudar na absorção de parte da produção excedente: 71% dos entrevistados disseram que o crescimento é uma prioridade importante ou muito importante para os próximos dois anos.

 

Quando questionados sobre o que fariam para incentivar o crescimento na economia atual, os executivos citaram como principais motivações para a realização de investimentos estrangeiros aumentar a fatia de mercado atual e entrar em novos mercados (29%, igualmente).

 

“O fato que os executivos da área de mineração afirmarem na pesquisa que estão confiantes e que podem alcançar um crescimento ao longo dos próximos anos é uma boa notícia. Com tanta incerteza na demanda ultimamente, isso pode ajudar as mineradoras a começar a repensar investimentos de longo prazo e planos de produção. No geral, esperamos ver uma menor variação nos preços neste ano em comparação com o ano passado, mas a melhora de valores será gradual”, explica o sócio da KPMG, Pieter van Dijk.

 

Uso de novas tecnologias: robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

 

Os executivos também planejam, segundo o relatório, canalizar investimentos para implementação e desenvolvimento de novas tecnologias que auxiliem na automação de operações, aumentem eficiência e melhorem qualidade e segurança. Pouco mais de 25% dos entrevistados disseram que já investiram em manufatura aditiva e impressão em 3D, e 27% deles dizem que certamente investirão mais no futuro. Já 16% dos entrevistados afirmam já ter investido em inteligência artificial e soluções de computação cognitiva, e 32% revelam que certamente investirão mais. Enquanto isso, o maior foco de investimento recai na robótica, área na qual 42% dos entrevistados dizem que definitivamente vão investir nos próximos dois anos.

 

Sobre a pesquisa

 

O relatório é baseado em uma pesquisa feita com 62 executivos de nível sênior do setor de metais, conduzida no início deste ano pela Forbes Insights e pela KPMG. Cerca de 35% dos entrevistados estão nas Américas, e o mesmo número está na Ásia, estando o restante na Europa e no Oriente Médio. Empresas com receitas globais anuais de mais de cinco bilhões de dólares representam 40% dos entrevistados e 5% são organizações com receitas de mais de 25 bilhões de dólares.

Para apoiar os dados da pesquisa, a KPMG Internacional conduziu entrevistas com os principais profissionais do setor de mineração da KPMG ao redor do mundo, que oferecem experiência, ideias e previsões de importantes segmentos da mineração para fornecer uma visão inédita dos desafios e oportunidades que as organizações de metais e mineração da atualidade enfrentam.

 

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração” pode ser baixada em www.kpmg.com/metalsmining.

 


Projeções da Sobratema para máquinas de construção até 2017

O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção – Sobratema, apresenta projeções para a venda de máquinas até 2017, cujo crescimento médio anual deverá ser de 10,42%. A previsão é de que até 2014 a taxa de evolução seja maior em decorrência da retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e das possíveis concessões previstas. A partir de 2014, ano eleitoral, a estimativa de crescimento médio poderá cair para 8% até 2017.

A análise abrange os principais equipamentos da chamada linha amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões.

Dados de 2012 e projeções para 2013

Segundo a Sobratema, na linha amarela, a queda nas vendas está estimada em 3% em 2012 em comparação ao ano passado. Em 2011, esse segmento alcançou recorde histórico com mais de 30,5 mil equipamentos comercializados. “Os projetos em rodovias, ferrovias, portos e saneamento básico não aconteceram na intensidade que vinham ocorrendo”, disse Mario Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema.

De acordo com a associação, o desempenho do setor no Brasil será superior ao obtido no exterior, cujas vendas devem apresentar recuo médio de 9%. Em relação às importações, que apresentaram aceleração em 2011, houve redução em 2012, registrando recuo de 14% na comparação de janeiro a agosto deste ano com igual período em 2011.

O estudo mostra que as vendas dos fabricados no Brasil se elevaram de forma mais acelerada que os importados a partir de agosto. Os motivos: a entrada em vigor de uma política de crédito especial para máquinas do Programa de Sustentação do Investimento – PSI e a desvalorização cambial. Esses dados indicam tendência de melhora nos últimos meses de 2012, sinalizando boas perspectivas para 2013.

Para a maioria dos fabricantes, importadores e usuários de equipamentos ouvidos para a elaboração do estudo, as expectativas em relação ao próximo ano apontam crescimento entre 5% e 20% nas vendas da linha amarela.


Encontro discute acesso das PME ao mercado de capitais

Maria Luisa Campos Machado Leal, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI informou que, no Brasil, somente grandes empresas têm acesso ao mercado de capitais, ao contrário do que ocorre no Canadá, Austrália, Inglaterra e Polônia, em especial. “No Brasil, hoje, é impeditivo. As empresas menores não conseguem ter acesso. E nós precisamos entender o que eles [os países] fazem com esse instrumento. É o primeiro momento de discussão”. Esse comentário foi feito por Maria Luisa em encontro realizado nesta semana que discutiu experiências efetuadas em sete países (Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Inglaterra e Polônia) que têm o mercado de capitais como instrumento para financiar as empresas de pequeno e médio porte.

Participaram do evento representantes da ABDI, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, BM&F Bovespa, Comissão de Valores Mobiliários – CVM e Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.

Maria Luisa comentou que um estudo está sendo realizado pelas entidades e deverá ser finalizado até dezembro. Questões como custo de acesso, incentivos dados por esses sete países, simplificação de normas e processos estão sendo debatidas. Segundo a diretora da ABDI, a ideia é facilitar o processo para que as médias empresas, em um primeiro momento e, posteriormente, as pequenas companhias tenham acesso ao mercado de capitais, além de reduzir custos.

Na redução de custos, deverá ser avaliada a publicação de balanços após as empresas abrirem o capital. “Uma das coisas que reduziriam o custo delas é não precisar publicar nos jornais após as empresas abrirem o capital. Poderiam fazer pela internet”, comentou. No Brasil, entretanto, reconheceu que isso exigiria uma mudança na lei.

Outra análise é do ponto de vista tributário. “O mais importante para ter um mercado de ações desenvolvido o Brasil já fez, que foi baixar os juros”, disse. “Isso é fundamental”. Com juros altos, ela afirmou ser impossível ter um mercado de capitais desenvolvido, onde existe risco e há dificuldade de liquidez.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Nova análise do setor de transformados plásticos inova com dados de reciclagem

No Perfil 2011 – Indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico pela primeira vez foram incluídos dados sobre a reciclagem de plásticos pós-consumo. O estudo, produzido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, mostra que o segmento é constituído por 801 empresas, que, somadas, têm capacidade instalada para processar 1,2 milhão de toneladas de material, faturamento bruto de pouco mais de R$ 2 milhões, e empregam mais de 21 mil pessoas. No ano passado, o consumo foi de 804,7 mil toneladas de resíduos e a produção, de 724 mil toneladas de matéria-prima reciclada.

A análise também aponta que o setor criou em 2011 quatro mil empregos em relação a 2010. Traz ainda informações sobre consumo aparente, produção, faturamento, exportação e importação. Clique aqui e conheça todas as informações.

Para incentivar o desenvolvimento sustentável do setor de transformados plásticos e reciclagem, a entidade criou recentemente a Câmara Nacional dos Recicladores de Material Plástico, cujo objetivo é lutar pela competitividade e o fortalecimento da imagem do material reciclado.


Brasil investiu US$ 8 bilhões em energia limpa, em 2011

O Brasil é líder mundial em capacidade instalada para a geração de energia por biomassa, totalizando 8.7 GW. O País também lidera o ranking mundial de produção de biodiesel. Considerando os últimos cinco anos, registramos a terceira maior taxa de crescimento no setor de energia renovável – aumento de 49%. E, em 2011, os US$ 8 bilhões – um aumento de 15% em relação a 2010 – investidos em energia limpa posicionaram o Brasil como o décimo maior investidor no mundo. As afirmações constam no documento “Who is Winning the Clean Energy Race”, elaborado pelo instituto americano PEW Environment Group.

Apesar de ter investido mais, o Brasil caiu quatro posições em relação a 2010, passando da sexta para a décima colocação. Os Estados Unidos voltaram ao primeiro lugar, posição ocupada pela China nos últimos três anos. Em 2011, os Estados Unidos investiram US$ 48 bilhões em energia limpa, enquanto a China desembolsou US$ 45,5 bilhões.

Mercado Global. No último ano, o investimento de US$ 263 bilhões em tecnologias para a geração de energia limpa foi recorde, representando um aumento de 6,5% frente a 2010. O setor de energia solar obteve o maior crescimento, com 44%, absorvendo US$ 128 bilhões em investimentos e respondendo por mais da metade da energia limpa produzida pelos países do G20, que, segundo o relatório, respondem por 95% dos investimentos no setor.

“O investimento em energias limpas, sem contar pesquisa e desenvolvimento, cresceu 600% desde 2004, com base nas políticas nacionais que criaram estabilidade no mercado”, disse a BBC Phyllis Cuttino, diretora do programa de energia limpa do PEW. “Portanto, esses fatos evidenciam o erro daqueles que categorizam o setor como uma indústria de nicho. Trata-se de um segmento que está crescendo e amadurecendo”, finaliza.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Fonte: com informações de “O Estadão”.

Top 10 – investimentos em energia limpa, 2011 (em US$)