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Textos com Etiquetas ‘etanol’

Com investimento de R$ 150 mi, terminal de etanol da Copersucar deve operar no 2º semestre

O terminal de etanol da Copersucar, em Paulínia-SP, está em fase final de obras, com conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. Funcionará como centro da empresa no interior de São Paulo para o gerenciamento e o transporte do etanol produzido pelas usinas da região. Com investimento de R$ 150 milhões e capacidade de armazenagem de 180 milhões de litros na sua primeira fase e previsão de 360 milhões de litros na segunda fase de implantação, operará os sistemas rodoviário e dutoviário de maneira intermodal. A estrutura será integrada aos dutos da Logum, empresa da qual a Copersucar é sócia, e ao sistema da Replan, da Petrobras.

A próxima etapa do projeto, ainda na primeira fase, prevê a instalação de duto de interligação de 1,9 km entre o terminal da Copersucar e o etanolduto da Logum. O volume total de movimentação previsto para o terminal em sua primeira fase é de 2,3 bilhões de litros de etanol por safra, que equivale a quase 50% de todo etanol comercializado pela Copersucar na safra 2013/2014, de 4,9 bilhões de litros.

Ao longo dos 14 meses de obras, o empreendimento empregou cerca de mil pessoas nas diversas fases do projeto. Erguido em 356 mil m2 de terreno próprio, o terminal de etanol é um dos projetos que compõem o plano de investimentos da companhia, que está aplicando R$ 2 bilhões em logística entre 2011 e 2015.


Novas pesquisas com etanol de segunda geração

Representantes da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Esalq da Universidade de São Paulo – USP, em Piracicaba-SP, e do Centro de Tecnologia Canavieira – CTC firmaram neste mês convênio para projeto que envolve leveduras no processo de etanol de segunda geração. A pesquisa conta com cerca de nove pessoas, que estudarão as leveduras existentes e as possibilidades de melhorias. Jaime Finguerut, assessor técnico da presidência do CTC, ressaltou que se trata de oportunidade para estabelecer produção sólida e viável do etanol lignocelulósico.


Indústria brasileira busca novos acordos comerciais com os EUA

Representantes da indústria estão em Washington DC, nos Estados Unidos, com o objetivo, entre outros, de discutir acordo de livre comércio entre os dois países. A viagem, organizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, inclui visita a órgãos do Poder Executivo e ao Congresso. Participarão ainda da reunião anual do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, formado por representantes do setor privado dos dois países.

Diego Bonomo, gerente executivo de Comércio Exterior da CNI, disse que a agenda comercial não pode parar em função das denúncias de espionagem. “Há dez anos o Brasil e os Estados Unidos não têm discussão formal sobre liberalização do comércio”, destacou. Para ele, o momento é oportuno para a retomada da discussão, já que os Estados Unidos dão sinais de recuperação da crise econômica. “Eles vão sair com economia aquecida da crise e estão com agenda de acordos agressiva. O acordo deles com os europeus pode excluir os brasileiros desses dois mercados. Temos de nos posicionar para não perdê-los.”

Na visita também serão debatidas barreiras ao etanol brasileiro e aprovação da nova lei agrícola dos Estados Unidos. A legislação atual, que expira em 30 de setembro, incorpora os subsídios ao algodão concedidos pelo país norte-americano, considerados abusivos pela Organização Mundial do Comércio. Atualmente, os Estados Unidos fazem pagamentos anuais de US$ 147 milhões ao Instituto Brasileiro do Algodão como forma de compensação. “O ambiente político não é favorável [a uma nova lei que exclua os subsídios], mas vamos marcar nossa posição ou exigir que a compensação continue”, declarou.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Etanol 2G de biomassa da cana será produzido em Piracicaba

Unidade de fabricação de etanol de 2ª geração – 2G a partir da biomassa da cana-de-açúcar será construída na Usina Costa Pinto, em Piracicaba-SP, e deve ter capacidade anual de 40 milhões de litros. O projeto utilizará tecnologias para conversão do bagaço e da palha da cana em escala industrial totalmente integradas ao processo de etanol convencional, obtido a partir do caldo da cana-de-açúcar (1G). Será realizado em um prazo de dois anos.

Na nova usina, o processo produtivo englobará as seguintes etapas: (1) pré-tratamento; (2) hidrólise enzimática; (3) fermentação e (4) purificação. As duas últimas tecnologias já são utilizadas em escala comercial na produção do etanol de primeira geração, enquanto as duas primeiras serão desenvolvidas com base nos testes realizados por parceiros tecnológicos no Brasil e no exterior.

A iniciativa receberá financiamento de R$ 207,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES com objetivo de possibilitar maior produtividade por hectare plantado. O empreendimento é de propriedade da Raízen Energia, uma associação entre a Cosan, grupo brasileiro de energia e infraestrutura, e a Shell.

Além dessa operação, o BNDES já aprovou financiamento para quatro projetos destinados ao desenvolvimento de etanol 2G, no valor total de R$ 991 milhões.


Etanol 2G é pesquisado em novo laboratório da UFRJ

Tecnologias para etanol de segunda geração – 2G no Brasil são testadas no Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, inaugurado ontem. Já está em funcionamento com 20 pesquisadores, que trabalham com projetos de caracterização de diferentes biomassas (cana, milho, trigo e madeira), produção de enzimas para hidrólise e análise econômica do etanol 2G.

A tendência é que o número de pesquisadores aumente até três vezes com a chegada de projetos, pois o laboratório tem parcerias com universidades de outras partes do País e dez instituições no exterior. Os recursos da pesquisa foram liberados pela Finep – Agência Brasileira da Inovação e recebeu R$ 4 milhões em investimentos da Agência de Cooperação Internacional do Japão – Jica.

Produzido a partir da celulose, o etanol 2G ainda está em estágio experimental no País e poderá aproveitar resíduos da cana, como a palha e o bagaço.

“Como a palha tem poder calorífico menor que o da cana, a produção nacional poderia aumentar entre 30% e 40%, o que já amenizaria bastante o preço na bomba, sem aumentar a área plantada, que tem sido a base do crescimento da produção”, disse Marcos Freitas, coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, o Coppe. “A palha atualmente é queimada antes da colheita, o que causa danos ambientais e prejudica as condições de trabalho na lavoura. Com o aumento da produção de etanol e menores preços, diminuirá o consumo de gasolina.”

Para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, o aumento da produção é um caminho para o País reduzir as importações de etanol dos Estados Unidos, que o produzem a partir do milho, emitindo maior quantidade de CO2. “No momento, o Brasil não consegue fabricar quantidade suficiente de etanol para atender o mercado interno.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Norte fluminense receberá R$ 18 mil para plantio de cana

Para a plantação de cana-de-açúcar, a Caixa Econômica Federal e o governo do Rio de Janeiro destinarão R$ 18 milhões. O investimento será aplicado na produção de etanol e açúcar cristal no norte fluminense. A Secretaria Estadual de Agricultura estima que a produtividade dos canaviais da região passará de 75 toneladas de cana por hectare para 95 toneladas por hectare nos próximos anos.

A maior parte do montante, vindo do banco, irá para o plantio e a compra de insumos, como adubos, mudas e herbicidas. Já a Agência Estadual de Fomento –AgeRio, que repassará R$ 6,1 milhões, financiará a compra de três colheitadeiras e seis tratores.

Para Júlio Bueno, secretário estadual de desenvolvimento econômico, o aporte de recursos permitirá ao Rio de Janeiro aumentar a contribuição de 0,5% para 2% da produção brasileira de etanol em cinco anos. “Para atender o consumo estadual, de 6% [da produção nacional do combustível], precisamos de mais R$ 20 milhões”, disse Bueno.

Os investimentos serão repassados para a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro – Coagro, que pretende beneficiar 9,8 mil cooperados no município de Campos dos Goytacazes. Outro objetivo é aumentar a produção sem fazer queimadas.

O convênio com a Coagro e a AgeRio faz parte do projeto Rio Capital da Energia, e os recursos do banco sairão dos R$ 3,7 bilhões destinados ao crédito rural.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


País precisará de 100 novas usinas de etanol até 2020, dizem especialistas

29, junho, 2013 1 comentário

Nos próximos oito anos a procura por combustíveis leves, como etanol, gasolina e gás natural, crescerá 50%, segundo estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar – Unica. Na avaliação de representantes do setor sucroalcooleiro, para atender o aumento da demanda serão necessárias pelo menos 100 novas usinas. Esses dados foram apresentados em 27 de junho, por Elisabeth Farina, presidente da entidade, durante a abertura do Ethanol Summit 2013.

Ela destacou que o setor tem condições de dar conta da expansão da demanda. “Nós temos que dobrar de fato a produção [de etanol] e isso significa ter de investir”, disse. “A gente precisaria repetir o crescimento de 2006 a 2009.” Elisabeth complementou que é preciso ter clareza na política de preço de combustível.

Marco Antônio Martins Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, reforçou que os próximos anos serão de grande oportunidade para investimentos, a partir do que está previsto no Plano Decenal de Energia.

Para complementar, Wagner Bittencourt, vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, informou que neste ano o banco deve voltar aos patamares históricos de desembolso para o setor, alcançando R$ 6 bilhões. Em 2012 foram financiados R$ 4 bilhões. “De 2008 a 2012, o banco desembolsou cerca de R$ 30 bilhões”, informou. “Os investimentos resultaram em modernização e expansão de fábricas e lavouras.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Brasil terá primeira usina de etanol de 2ª geração

12, maio, 2013 2 comentários

A Bioflex Agroindustrial, empresa do grupo GranInvest, vai construir sua primeira unidade brasileira de produção de etanol de segunda geração. A usina, localizada no município de São Miguel dos Campos (Alagoas), terá capacidade de produção de 82 milhões de litros por safra, utilizando a palha e o bagaço de cana-de-açúcar como matéria-prima e tecnologia de conversão de biomassa.

Será a segunda planta em escala comercial (a outra está localizada na Itália). O etanol de segunda geração é uma alternativa que visa contribuir para tornar o etanol brasileiro ainda mais sustentável. Além disso, a utilização da palha e do bagaço permitirá que a produtividade industrial do etanol chegue a cerca de 10 mil litros por hectare – aumento de até 45% em relação aos níveis atuais. O projeto integra o Programa de Apoio à Inovação Tecnológica Industrial dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico – PAISS.

Com o aumento previsto da produtividade, será possível reduzir o atual patamar de custos do setor, contribuindo para estimular novos investimentos e, consequentemente, maior geração de emprego e renda, além da redução de importação de combustíveis.

Como parceiro do projeto, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou financiamento de R$ 300,3 milhões.


Governo anuncia estímulos para a indústria química

23, abril, 2013 Deixar um comentário

Impulsionar a produção e os investimentos da indústria química é objetivo do governo federal ao anunciar hoje (23) uma série de medidas de estímulos econômicos. Além do recém-anunciado aumento da mistura do etanol anidro na gasolina (de 20% para 25%), que terá início em 1º de maio, outras quatro ações serão implementadas para fomentar a competitividade do setor químico e, principalmente, para o desenvolvimento do etanol no Brasil.

A primeira delas é a criação de um crédito presumido de Pis/Cofins ao produtor de etanol, que na prática vai zerar a alíquota de R$ 0,12 por litro desses tributos. Para tanto, o governo vai devolver ao produtor o valor da alíquota referente aos dois tributos – atualmente, esse valor é dividido entre o produtor e o distribuidor.

Outra medida é a redução dos juros do Prorenova, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para a renovação e implantação de novos canaviais. Com recursos de R$ 4 bilhões, o programa reduzirá a taxa de juros para 5,5% ao ano, ante 8,5% a 9,5%. O prazo de pagamento é de 72 meses, com 18 meses de carência.

A terceira iniciativa estabelece novas condições para o financiamento da estocagem do etanol. Com recursos de R$ 2 bilhões, sendo R$ 1 bilhão do BNDES e R$ 1 bilhão da poupança rural, esse crédito terá a taxa de juros reduzida para 7,7% ao ano (até o momento os juros são de 8,7% ao  ano).

Por último, para incentivar a competitividade da indústria química, também foi anunciada a redução dos custos de matérias-primas. Para isso, serão ampliados os créditos de Pis/Cofins gerados pelas compras de matérias-primas do setor. Ao adquirir insumos para a fabricação de produtos químicos, as empresas terão um crédito tributário de 8,25% sobre o valor das matérias-primas da chamada primeira geração e de mais 8,25% sobre os insumos de segunda geração.

A ideia do pacote de medidas é contribuir para o fortalecimento das empresas brasileiras na competição internacional e beneficiar toda a cadeia produtiva, que terá acesso a estímulos econômicos e a insumos mais baratos.

Fonte: Ministério da Fazenda


Aumento do percentual de etanol na gasolina deve impulsionar os negócios do setor sucroenergético

17, fevereiro, 2013 Deixar um comentário

Há dois anos amargando prejuízo, o setor sucroenergético brasileiro comemora o anúncio de que o governo federal pretende, a partir de maio, elevar de 20% para 25% a mistura de etanol na gasolina. A medida promete melhorar toda a cadeia produtiva do segmento, hoje formada por 450 usinas, 80 mil fornecedores de cana-de-açúcar, 4 mil indústrias de máquinas, equipamentos e logística, com 2,5 mil trabalhadores, de acordo com dados da Faculdade de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

“Há muito tempo alertamos o poder público para a necessidade de unir forças, no sentido de ampliar as políticas de incentivo. Com a medida anunciada pelo ministro Edson Lobão, a tendência é melhorar o cenário para um setor que há dois vem amargando prejuízos”, avalia Antônio Eduardo Tonielo Filho, presidente do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis – Ceise Br.

Segundo o terceiro levantamento sobre cana-de-açúcar da Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, divulgado em dezembro de 2012, a produção de etanol deve ter fechado o ano com 23,62 bilhões de litros. Deste total, 9,66 bilhões de litros foram de etanol anidro e 13,96 bilhões de litros de etanol hidratado. São Paulo, com 50,15%, é a região que mais produz etanol no Brasil. Hoje, o Brasil é o maior produtor e exportador de açúcar e o segundo maior produtor de etanol do mundo.

Fenasucro
A notícia também anima os promotores da Fenasucro – 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética. Promovida pela Reed Multiplus e com realização do Ceise Br, de 27 a 30 de agosto, no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho, a edição de 2013 terá uma área de 60 mil m² e pretende superar o número de 500 expositores e 30 mil visitantes.

FENASUCRO – 21ª Feira Internacional de Tecnologia Sucroenergética
Data: 27 a 30 de agosto de 2013
Horário: 13h às 20h
Local: Centro de Eventos Zanini, Sertãozinho, São Paulo
Mais informações em www.fenasucro.com.br