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Textos com Etiquetas ‘EUA’

EUA investem US$ 200 mi na criação de novos institutos de inovação industrial

Os Estados Unidos terão mais três institutos de inovação industrial, que receberão no início US$ 200 milhões, sendo incorporados à Rede Nacional de Inovação Industrial, mencionada pelo presidente Barack Obama na apresentação do orçamento federal para 2014. A rede será composta por quase duas dezenas de institutos, que somam US$ 1 bilhão, com o objetivo unir universidades e outras instituições de ensino superior às agências federais na criação e implementação de inovações.

Dos três novos institutos, dois serão liderados pelo Departamento de Defesa, dedicados à inovação em design e manufatura digital e manufatura em metais leves e modernos. O terceiro, a cargo do Departamento de Energia, lidará com manufatura da nova geração de eletrônica de potência para investigar novas fontes de energia.

A expectativa do governo é de que os institutos sejam fábricas escolas, que permitam a educação e o treinamento de estudantes e operários, proporcionando que empresas, principalmente pequenas, tenham acesso à tecnologia de ponta pra desenvolver produtos e processos.

Além do financiamento federal, espera-se que os governos locais também apliquem recursos nos projetos. Cada instituto deverá atuar como um núcleo local, fazendo a ponte entre pesquisa e desenvolvimento de produto em sua área geográfica de atuação. A intenção é de que, ao longo prazo, os institutos deixem de depender de verba pública e tornem-se sustentáveis.

Fonte: Inovação Unicamp.


Feimafe 2013: AMT apresenta tecnologias de manufatura dos EUA

Os 21 expositores do pavilhão da The Association For Manufacturing Technology – AMT (Associação Norte-Americana de Tecnologia de Manufatura) mostrarão produtos e serviços para diversas aplicações industriais, incluindo retificação, usinagem por jato de água, torneamento, fresamento, corte e conformação, voltados para os setores automotivo, aeroespacial, de óleo e gás, energia alternativa, eletrodomésticos e outros.

“Os fornecedores de tecnologias de manufatura dos Estados Unidos estão muito interessados em oferecer soluções às empresas brasileiras para que elas se tornem mais eficientes e globalmente competitivas”, disse Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da AMT. “Esse é um momento com grandes mudanças e crescimento para a economia e a indústria do Brasil e nós queremos desenvolver negócios que permitam a continuação do desenvolvimento e o sucesso da manufatura no País.”


Até 2020, a produção agregada de China, Brasil e Índia vai superar a produção conjunta das grandes potências do Norte, aponta Pnud

De acordo com Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud, até 2020, a produção econômica combinada das três principais economias do hemisfério sul (Brasil, China e Índia) ultrapassará a produção agregada dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. “Pela primeira vez em 150 anos, a produção combinada das economias em desenvolvimento [Brasil, China e Índia] está se equiparando ao Produto Interno Bruto [PIB] das grandes potências industriais do Norte [Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos]”, destaca o relatório.

O estudo projeta ainda que, até 2050, Brasil, China e Índia serão responsáveis por 40% da produção global, superando a produção conjunta projetada para o grupo das sete nações mais industrializadas – Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá (G7).

Ainda segundo o relatório do Pnud, em 1950, Brasil, China e Índia somados representavam apenas 10% da economia mundial, enquanto as seis tradicionais maiores economias do Norte produziam cerca de 50%.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Comércio dos países em desenvolvimento
Entre 1980 e 2010, os países em desenvolvimento aumentaram de 25% para 47% sua participação no comércio mundial de mercadorias, aponta o relatório. Os negócios entre os países do Sul foram determinantes para essa expansão, ao elevar de menos de 10% para mais de 25% sua representatividade em todo comércio mundial nos últimos 30 anos, enquanto que o comércio entre os países desenvolvidos caiu de 46% para 30%.

Segundo o relatório, o crescimento do comércio entre os países do Sul será contínuo e em breve ultrapassará o existente entre as nações desenvolvidas. A tendência de expansão comercial está relacionada com o avanço do desenvolvimento humano na maioria dos países em desenvolvimento.

Outro exemplo que destaca claramente a rápida expansão dos países do Sul é a comparação entre o PIB das economias em desenvolvimento (Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia) e o PIB dos Estados Unidos. Enquanto que em 2005 a soma do PIB dos oito países emergentes representava menos da metade do PIB americano, hoje essa comparação já está equiparada.

Fonte: com informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud


AMT abre escritório no Brasil

Devido às restrições que a legislação brasileira impõe aos equipamentos importados por tempo determinado, a The Association for Manufacturing Technology – AMT terá no País apenas um escritório de assistência técnica de máquinas importadas dos Estados Unidos, que deverá funcionar a partir de março de 2013, em São Paulo. O objetivo da AMT era instalar no Brasil seu Centro de Tecnologia em Manufatura, como possui na China, Índia e México.

Saiba mais, assista ao depoimento de Mario C. Winterstein, diretor da AMT.


Profissionais de mineração podem compor grupo para visitar a MINExpo, nos EUA

Delegação de brasileiros envolvidos com o setor de mineração está sendo formada para visitar a MINExpo International 2012, que será realizada entre 24 e 26 de setembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos. A organização é da Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, a Sobratema, em parceria com o U.S. Commercial Service.

Segundo a entidade, o evento reunirá mais de 1.800 expositores, divididos em doze pavilhões e áreas externas, que apresentarão tecnologias, equipamentos e serviços para exploração, extração, segurança, recuperação, preparação ambiental e processamento de minérios, carvão e outros. De acordo com a Sobratema, até o momento, está confirmada a participação de 27 delegações estrangeiras e visitantes de mais de 100 países.

Além de coordenar a missão técnica, a associação contará com estande no evento para divulgar a Construction Expo 2013 – Feira Internacional de Edificações & Obras de Infraestrutura – Serviços, Materiais e Equipamentos.


Programa promete agilizar o comércio Brasil/EUA

Guido Mantega, ministro da Fazenda, e Janet Napolitano, secretária de segurança interna dos Estados Unidos – EUA, assinaram um acordo que promete agilizar o comércio entre os dois países e aumentar a segurança no transporte de cargas.

“Esse acordo fomenta a troca de informações e o trabalho conjunto nas áreas de risco dos dois países. Além disso, possibilitará a criação das bases do programa Operador Econômico Autorizado, o OEA”, diz Luís Felipe de Barros, subsecretário substituto de aduana e relações internacionais da Receita Federal.

Planejado pela Organização Mundial das Aduanas, o programa Operador Econômico Autorizado – OEA permite identificar os operadores de comércio exterior (importador, exportador e transportador) considerados de baixo risco e ainda a troca de informações sobre passageiros.

A ideia é de que, no futuro, as empresas participantes possam realizar as operações imediatamente. Hoje, o tempo médio de liberação das importações nas aduanas brasileiras é de dois dias e das exportações, de 10 horas.


Mecânica 2012 – setor de bens de capital mecânicos prevê faturar R$ 267,5 bi em 2011-2014

Duas mil marcas estarão em exposição na 29a Feira Internacional da Mecânica, de 22 a 26 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. O evento contemplará 25 setores, como automação e controle de processos, tratamento ambiental e refrigeração, solda e tratamento de superfícies, movimentação e armazenagem e máquinas-ferramenta.

Os expositores, além de apresentarem lançamentos de produtos e novas tecnologias para impulsionar a indústria, buscarão ampliar os negócios e fazer contatos com 105 mil compradores esperados.

A previsão de faturamento nacional da indústria de bens de capital mecânicos para 2011-2014, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, é de R$ 267,5 bilhões. De 2006 a 2009, a receita atingiu R$ 180,8 bilhões. Para o período de 2011 a 2014, os eventos esportivos e a exploração de petróleo e gás devem ajudar o crescimento do mercado interno, conforme as projeções da entidade.

Em 2011, o faturamento bruto real da indústria brasileira de bens de capital mecânicos foi de R$ 81,2 bilhões, o que representa crescimento de 9,2% em comparação a 2010, de acordo com a Abimaq. Os setores que mais influenciaram o aumento no ano passado foram máquinas agrícolas e bens sob encomenda, com 30,1% e 6,2%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

A globalização do mercado está visível na presença de 850 marcas de cinco países, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Turquia e China. Vale a pena registrar a presença da indústria norte-americana, empenhada em um forte processo de recuperação de mercados internacionais e de fatias do próprio mercado interno, que perdeu para o marketing mais agressivo dos asiáticos.

O estudo United States Manufacturing Technology Orders – USMTO, elaborado com dados estatísticos da The Association for Manufacturing Technology – AMT e da American Machine Tool Distributors’ Association – AMTDA, apontou receita de US$ 519.98 milhões em dezembro de 2011. Houve crescimento de 12,2% se comparado a novembro anterior e aumento de 12,7% em relação aos US$ 461.48 milhões registrados em dezembro de 2010. Com o acumulado de US$ 5,508.81 bilhões, a indústria cresceu 66,4% em 2011 em comparação ao ano anterior.

“Em 2011, a análise USMTO apresentou resultados melhores do que nos últimos dez anos, o que leva os Estados Unidos à recuperação em 2012”, disse o presidente da AMT, Douglas K. Woods. “Os 66,4% de aumento são quase 20 pontos porcentuais a mais do que os especialistas previram.”

As empresas norte-americanas trazem para a Feira da Mecânica a disposição de confirmar e melhorar os números desta recuperação.

A Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções antecipa 55 lançamentos que estarão em exposição na 29a Feira Internacional da Mecânica. Clique aqui e confira.


Duas causas da desindustrialização

Em oito anos, a energia elétrica subiu 246% no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos foi de 35,3%. O levantamento realizado pela MB Associados também mostra que em Camaçari, na Bahia, o gás natural custa US$ 15 por milhão de British Thermal Unit – BTU (medida-padrão do setor), ante US$ 2,50 em Louisiana, nos Estados Unidos. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o início da exploração das imensas jazidas de gás de xisto deve assegurar o baixo custo de gás natural nos EUA. “Com insumos e mão de obra mais baratos, os Estados Unidos estão se tornando novamente atrativos para a produção industrial”, diz.

Entre 2003 e 2009, o custo da mão de obra na indústria brasileira aumentou 150% em relação ao custo dos parceiros comerciais do País, segundo trabalho recente do economista Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getulio Vargas – FGV no Rio de Janeiro. “A produtividade do trabalho teria de ter crescido a uma taxa cavalar para compensar o aumento do custo unitário do trabalho”, explica.

O custo unitário do trabalho, de forma simplificada, é o custo do trabalhador brasileiro comparado ao de outros países. Esse dado é um dos principais componentes para medir a competitividade internacional, principalmente em setores que empregam muita mão de obra, como o industrial.

No geral, o custo unitário do trabalho brasileiro subiu 120% entre 2003 e 2009. No setor agropecuário, a alta foi de 82%, e no setor de serviços, de 114%.

Mesmo considerando o ano de 2000 como ponto inicial, ano em que o câmbio estava bem mais valorizado do que em 2003, o encarecimento da mão de obra até 2009 ainda é alto: 72% para a economia como um todo, 57% para a agropecuária, 61% para os serviços, e 93% para a indústria.

Em números gerais, a produtividade (média produzida por trabalhador) cresceu em média 0,6% entre 2000 e 2009. Mas se considerar somente a indústria, esse desempenho aponta queda média de 0,8% ao ano de 2000 a 2009. A indústria não só sofre com a concorrência internacional, como vê seus preços serem comprimidos pelo crescimento da produção chinesa e pela redução da demanda dos países avançados, ocasionada pela crise.

O setor de serviços teve aumento anual de 0,5%, próximo da economia como um todo. Como esse segmento não sofre tanto com a concorrência internacional, o aumento dos custos acaba sendo repassados aos preços praticados.

Já o segmento agropecuário apresentou resultado positivo, com aumento de produtividade ao ritmo médio anual de 4,3%. Além dos ganhos de produtividade, o setor foi beneficiado pela incomum alta da cotação das commodities na esteira da demanda asiática.

Essas divergências explicam boa parte da diferença na evolução do custo unitário do trabalho dos diversos setores. Quanto pior a produtividade, mais caro é produzir para um mesmo nível de salário.

“A rentabilidade total das exportações caiu 19% entre 2003 e 2011, mas a da indústria de transformação caiu 35%, com destaque para material eletrônico e comunicações, com queda de mais de 60%”, resume o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, Rodrigo Branco.

Fonte: Raquel Landim, O Estado de S. Paulo, seção Economia. Fernando Dantas, O Estado de S. Paulo, seção Economia.


Tecnologia combina sol e sal para gerar energia

A indústria precisa superar um grande obstáculo, dizem especialistas: encontrar uma maneira de armazenar a energia solar para ser usada durante a noite. Esse desafio parece criar uma oportunidade para uma forma de energia diferente, a térmica solar, que gera eletricidade usando o calor do Sol para ferver água. A água pode ser usada para aquecer o sal, que armazena a energia para distribuí-la a noite, quando equipamentos de ar-condicionado das residências criam um pico de consumo.

A empresa SolarReserve está construindo uma usina no deserto de Nevada, EUA, com financiamento de US$ 737 milhões do Departamento de Energia norte-americano, que deve começar a funcionar em 2013. Esta usina deve gerar 110 megawatts no horário de pico e armazenar calor para funcionar por até dez horas quando não houver sol aberto. A BrightSource projeta outras três na Califórnia, EUA, para entrar em operação em 2016 e 2017. As empresas NV Energy e Southern California Edison já assinaram contratos de longo prazo para comprar energia dessas usinas. Google, Chevron e Good Energies também investem nessa tecnologia.

A SolarReserve e a BrightSource usarão milhares de espelhos do tamanho de cartazes, operados por computador, que refletirão a luz do sol para uma torre de painéis solares. A SolarReserve absorverá o calor em sal derretido, que depois  pode ser usado para gerar vapor d´água e movimentar turbinas. O sal quente pode reter calor durante muitas horas.

Fonte: Matthew L. Wald, Folha de S. Paulo, seção The New York Times.


Brasil e EUA discutem avanços na cooperação em ciência e tecnologia

Autoridades norte-americanas e brasileiras se reuniram nesta semana para mais uma rodada da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica do Comitê Conjunto sobre Cooperação em Ciência e Tecnologia. Esteve em discussão o papel das mulheres na ciência e no programa Ciência sem Fronteiras, cujo objetivo é enviar 101 mil estudantes brasileiros ao exterior para estudos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O governo patrocinará 75 mil estudantes e a iniciativa privada, 26 mil. O objetivo do encontro também foi analisar os avanços obtidos e identificar novas áreas de cooperação científica.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, coordenou as reuniões em Brasília ao lado do assessor especial da Casa Branca para Ciência e Tecnologia,  John P. Holdren, que liderou a delegação norte-americana. Estiveram presentes também representantes de agências governamentais e instituições de pesquisa norte-americanas que desejam trocar experiências com o Brasil. Há 18 anos, os dois governos firmaram ato de cooperação científica e tecnológica.

Fonte: com informações da Agência Brasil