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Governo convoca iniciativa privada para construir e ampliar portos

O Diário Oficial da União de hoje publicou a chamada aos interessados na instalação, ampliação e exploração de terminais portuários. De acordo com José Leônidas Cristino, ministro da Secretaria de Portos, os investimentos deverão chegar a R$ 5 bilhões – dos quais R$ 2,3 bilhões serão para dois projetos de ampliação e R$ 2,7 bilhões, para 12 novos terminais. Estima-se que os investimentos aumentem a capacidade de movimentação de carga em 35,6 milhões de toneladas.

O anúncio faz parte das medidas do governo no âmbito do novo marco do setor portuário estabelecido na Medida Provisória dos Portos, sancionada no início de junho.

O Sudeste receberá a maior fatia dos investimentos, R$ 4,3 bilhões, que serão distribuídos entre duas ampliações e dois projetos. O Estado do Espírito Santo terá o maior investimento. Entre as novas instalações, será construído novo terminal de logística de minério de ferro com R$ 2 bilhões. No caso das ampliações, uma será em estaleiro no Rio de Janeiro, orçada em R$ 409 milhões; e a outra, em Santos, para a movimentação de granéis sólidos, com valor de R$ 1,8 bilhão.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Unicamp terá laboratório para pesquisa de exploração de petróleo e gás

Estudos no campo da visualização científica devem ganhar novo fôlego com a conclusão das obras de um laboratório na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp financiado pela Petrobras, disse José Mario de Martino, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação – FEEC. O objetivo do projeto é prover infraestrutura para pesquisa e desenvolvimento de soluções voltadas aos problemas relacionados à exploração de petróleo e gás.

Segundo ele, o laboratório será voltado à computação de alto desempenho e ambiente 3D de visualização científica. Participam da iniciativa docentes da engenharia mecânica, civil, elétrica e de computação e arquitetura e urbanismo.


Parque Tecnológico do Rio será tema de palestra no Solda Brasil, em agosto, no RJ

O desenvolvimento de tecnologia para a exploração da camada do pré-sal tem sido o principal desafio das empresas do ramo. Interessadas em investir no setor, muitas delas estão se estabelecendo no Parque Tecnológico do Rio, que fica na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Esse assunto será discutido na palestra de Alfredo Laufer, gerente de articulação corporativa do parque, no II Seminário Nacional de Tecnologia e Mercado da Soldagem – Solda Brasil, que será realizado em 28 e 29 de agosto, no Centro Empresarial Rio, no Rio de Janeiro.

Laufer abordará também o planejamento e a gestão das interações científicas e tecnológicas das empresas instaladas no local, as oportunidades de negócios e os desafios a ser enfrentados pelo parque e pelas empresas brasileiras por maior competitividade.

O Solda Brasil será uma oportunidade para debater as perspectivas do mercado de solda, as novas tecnologias, a segurança, os processos, a cadeia de suprimentos e os serviços. Além disso, haverá apresentação de alguns dos principais projetos em execução no País. O evento reunirá profissionais da indústria, governo, instituições de pesquisa e entidades de classe, além de acadêmicos. As inscrições estão abertas. Para mais informações e conferir a programação, clique aqui.


O Brasil aposta no pré-sal ou investe em obras que atendam as necessidades básicas do País?

Os investimentos no pré-sal podem cancelar investimentos em necessidades fundamentais para o País. Esse comentário foi feito por Norman Gall, diretor executivo do Instituto Fernand Braudel, em sua palestra “O Brasil e a nova ordem do petróleo no Hemisfério Ocidental”. A apresentação foi ministrada em 26 de março, na Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP, durante a Conferência Internacional do Petróleo.

“O instituto acredita que o Brasil precisa de um debate mais profundo sobre a exploração do pré-sal”, disse. “O País virou um grande mercado para bens e serviços na área de petróleo, porém, apesar do progresso, o sistema de educação pública é precário e não atende as necessidades, além disso há falta de investimentos em saneamento, transporte, energia, para a construção de portos e aeroportos”, acrescentou Gall, deixando uma pergunta no ar: “Quais são as prioridades?”

Segundo ele, está nascendo uma nova era do petróleo nas Américas, que envolve Brasil, Estados Unidos, Colômbia, Argentina, México e Guiana Francesa, entre outros. Sendo assim, a competição global será acirrada.

Quanto à Petrobras, informou que a meta para 2020 é produzir seis milhões de barris diários. Esse número foi discutido por Tyler Priest, diretor de estudos globais do Bauer College da Universidade de Houston, EUA, também palestrante da Conferência Internacional do Petróleo.

Para Priest, é difícil acreditar nessa projeção, já que é muito ambiciosa. Mesmo assim, reconhece a capacidade do Brasil e da Petrobras, afirmando que o País se tornará uma potência. “Se alguma empresa tem habilidade de explorar o pré-sal, essa é a Petrobras”, declarou. “Tenho uma visão otimista da Petrobras em águas profundas, mas existem cautelas a serem tomadas para não haver desastres. A profundidade e a geologia são os grandes desafios.”