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Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Indústria da alimentação em números

Infográfico do faturamento da indústria alimentícia em 2014. Fonte: Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação – ABIA.

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MPEs de São Paulo faturam R$ 268,6 bi no primeiro semestre

No Estado de São Paulo, o faturamento real das micros e pequenas empresas – MPEs aumentou 3,6% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012 (já descontada a inflação). De janeiro a junho, as MPEs faturaram R$ 268,6 bilhões, R$ 9,3 bilhões a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas por meio da pesquisa Indicadores Sebrae-SP.

Segundo a instituição, o resultado foi positivo, mas mostra desaceleração no ritmo de crescimento da receita. Nos primeiros seis meses de 2012, o avanço foi de 7,6% na comparação com igual intervalo de 2011.

Ainda nesse período, houve aumento de 0,8% no total de pessoal ocupado. Esse indicador reúne proprietários, familiares, empregados e terceirizados. O rendimento real dos empregados, que inclui salários e outras remunerações, cresceu 8,2%, e o valor da folha de salários subiu 6,5%. Para os próximos seis meses, a maioria (55%) dos donos das MPEs espera estabilidade no faturamento.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente com a colaboração da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – Seade. São entrevistadas 2.716 MPEs do Estado de São Paulo, distribuídas em indústria de transformações (10%), comércio (53%) e serviços (37%). No estudo, as MPEs são definidas como empresas de comércio e serviços com até 49 empregados e empresas da indústria de transformação com até 99 empregados, com faturamento anual bruto de até R$ 3,6 milhões.


Faturamento da indústria cresceu 5,3% no primeiro semestre, aponta CNI

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o faturamento da indústria brasileira aumentou 0,5% em junho na comparação com maio, na série livre de influências sazonais. No mesmo período, as horas trabalhadas na produção cresceram 2,2% e o emprego e a utilização da capacidade instalada ficaram estáveis. Ainda segundo a pesquisa da CNI, a massa real de salários teve queda de 0,7% e o rendimento médio real dos trabalhadores ficou estável em junho frente a maio.

Somado o desempenho de junho, o faturamento da indústria acumula alta de 5,3% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2012. No mesmo período, o emprego aumentou 0,5%, a massa real de salários cresceu 1,9%, o rendimento médio real teve expansão de 1,4%, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis e o nível de utilização da capacidade instalada aumentou 0,8%. “O segundo semestre deve ser “moderadamente” melhor do que o primeiro. Apesar do aumento da inflação e dos juros,  que comprometem a demanda interna,  a valorização do dólar deve estimular as exportações de manufaturados”, disse Flávio Castelo Branco, gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI.

Setores
Segundo os indicadores da CNI, comparando o primeiro semestre de 2013 com o mesmo período de 2012, o faturamento da indústria cresceu em 15 do 21 setores pesquisados. As horas trabalhadas na produção aumentaram em 12 setores e a massa real de salários cresceu em 13 setores.

Entre os resultados negativos está o setor “outros equipamentos de transportes”, cuja produção inclui reboques, elevadores, bicicletas e navios. Nesse segmento, quase todos os indicadores recuaram no primeiro semestre. O faturamento caiu 10,3%, as horas trabalhadas na produção recuaram 24% e o emprego teve queda de 3,6% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2012.

Já o desempenho das indústrias do vestuário aumentou seu faturamento em 9,3%, as horas trabalhadas na produção cresceram 2,4% e o emprego teve expansão de 3,4% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado.


Setor de embalagens plásticas flexíveis cresce 7,5% em 2012

O faturamento do segmento de embalagens plásticas flexíveis registrou em 2012 aumento de 7,5% em relação ao ano passado, fechando com R$ 12 bilhões, segundo estudo da Maxiquim solicitado pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis – Abief. O volume de produção também cresceu. Em 2011, a produção foi de 1.779,19 mil toneladas de embalagens contra 1.813 mil toneladas em 2012, crescimento de 1,9%.

De acordo com a associação, apesar desses números positivos, o setor sofreu com a volatilidade dos custos, principalmente em relação ao aumento dos preços das matérias-primas superior aos demais custos de produção e ao consequente crescimento das importações de produtos acabados.

O estudo mostra que as importações de embalagens flexíveis cresceram 11,5% em valores (de US$ 573 milhões, em 2011, para US$ 639 milhões, em 2012) e 12,8% em volume (de 120 mil toneladas, em 2011, para 136 mil toneladas, em 2012). Mostrou ainda que as exportações caíram no período. Em valores, a queda foi de 14% (de US$ 217 milhões, em 2011, para US$ 186 milhões, em 2012) e de 14,7% em volume (de 62 mil toneladas, em 2011, para 53 mil toneladas, em 2012). O déficit da balança comercial foi o maior dos últimos oito anos, atingindo US$ 453 milhões em 2012.

O ano de 2013 apresentou início bem mais animador. “A redução dos custos da energia elétrica, a manutenção da disponibilidade de recursos para novos investimentos pelo BNDES, a momentânea nova estabilidade dos custos das matérias-primas e a concretização de negociações ao longo da cadeia mostram um ano mais otimista para a indústria de embalagens plásticas flexíveis”, concluiu o presidente da Abief, Sergio Carneiro Filho.


Indústria de transformados plásticos comemora alguns resultados

Longe das metas ambicionadas, a indústria de transformação de plásticos comemora contudo, alguns números de 2012. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, o setor faturou US$ 52,52 bilhões, aumento de 4,5% em relação a 2011, e foram gerados cerca de 3.200 empregos – aumento de 1% em comparação com 2011.

A produção física registrou queda de 0,4% em 2012. O índice, porém, é menor do que o da indústria de transformação como um todo, que registrou recuo de 2,8% no período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Além disso, a Abiplast informou que a produção física de embalagens plásticas (rígidas e flexíveis) teve praticamente os mesmos níveis de 2011. Já os artefatos plásticos diversos alcançaram crescimento de cerca de 2%.

“Notou-se redução na produção de laminados plásticos de 6,2% frente ao ano anterior, o que pode ser atribuído ao avanço das importações de transformados plásticos, que teve incremento de 6% no mesmo período”, disse José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

O presidente revelou sua receita para um ano e um futuro melhor: “O retorno a um crescimento vigoroso exige um ataque frontal ao problema da competitividade. Esse ataque engloba duas vertentes: a pública e a privada. O governo deve concentrar as políticas na melhora da infraestrutura, na redução dos custos sistêmicos e na construção de um ambiente de estímulo ao investimento. As empresas (…) devem investir em inovação e no aumento da produtividade. O Brasil já tem o diagnóstico para se tornar uma economia competitiva. O desafio é avançar com celeridade na agenda da transformação”.


GTD: o setor da Abinee que mais faturou em 2012

A área de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica – GTD apresentou em 2012 crescimento de 18% em relação a 2011, faturamento de R$ 15,4 bilhões. As exportações tiveram queda de 3% em comparação com o ano passado, atingindo US$ 665 milhões. As importações foram de US$ 1,3 bilhão, com queda de 23% em relação a 2011. Para 2013, o faturamento da área deve chegar a R$ 16,9 bilhões, 10% maior do que em 2012. As informações são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee.

“A retomada de um nível mais realista do câmbio e a consequente melhora da competitividade externa da nossa indústria esbarram em um mercado externo retraído. O mercado interno, esse sim, poderá promover um real crescimento da nossa indústria se forem tomadas ações de diminuição dos custos de produção e adensamento das cadeias produtivas no Brasil”, disse Newton Duarte, diretor da área de GTD da Abinee.

A associação estima aumento da indústria elétrica e eletrônica de 8% em 2013, atingindo faturamento de R$ 156,7 bilhões. Entre as oito áreas, as que mais devem crescer são: automação industrial e equipamentos industriais, 12%; geração, transmissão e distribuição – GTD e utilidades domésticas eletroeletrônicas, 10%; e telecomunicações, 7%. Espera-se que as exportações aumentem 4%, com US$ 8,1 bilhões, enquanto que as importações devem crescer 6%, atingindo US$ 43,6 bilhões.


Faturamento da indústria de bens de capital cai 16% em abril

O faturamento bruto mensal da indústria de máquinas e equipamentos apresentou em abril queda de 16,1% em comparação ao mês de março, registrando R$ 6.133 milhões. Já em relação ao mesmo período de 2011, o declínio fechou em 5,8%. De janeiro a abril de 2012 o acumulado foi de R$ 25.490 milhões. Como resultado, o nível de emprego continua caindo. O dado de abril é de -0,24%, finalizando o mês com 259.141 trabalhadores. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

Quanto à balança comercial, as exportações apresentaram queda de 16,8% em relação ao mês de março, somando US$ 952 milhões. O resultado das importações foi de declínio de 3,9% se comparado ao mês anterior, que registrou US$ 2.418 milhões.


Setor de bens de capital mecânicos fecha bimestre com receita de R$ 12 bi

No primeiro bimestre deste ano, o faturamento bruto real da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 12,1 bilhões, valor 7,4% superior ao dos dois primeiros meses de 2011. O faturamento bruto real do setor em fevereiro foi de R$ 6,4 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mês anterior. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De acordo com a entidade, seguindo o comportamento verificado em 2011, os setores de máquinas agrícolas e de bens sob encomenda continuam apresentando crescimento significativo. Já os setores de máquinas têxteis, para plástico e para madeira estão entre os cinco que apresentaram queda do nível de faturamento na comparação com o primeiro bimestre de 2011, e ainda estão abaixo dos níveis pré-crise.

A balança comercial fechou o primeiro bimestre com déficit de US$ 3,1 bilhões, resultado 24,7% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Houve aumento de 9% das exportações, que alcançaram US$ 1,8 bilhão, e das importações, que somaram 18,3% sobre o primeiro bimestre de 2011, chegando a US$ 4,9 bilhões.


Indústria de bens de capital mecânicos atinge receita de R$ 81,2 bilhões em 2011

O faturamento bruto real da indústria brasileira de bens de capital mecânicos foi de R$ 81,2 bilhões em 2011, o que representa crescimento de 9,2% em comparação a 2010. Apesar desse aumento, o resultado do ano passado ficou 3,8% abaixo do valor de 2008. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq. Segundo a entidade, os setores que mais influenciaram o crescimento em 2011 foram máquinas agrícolas e bens sob encomenda, com 30,1% e 6,2%, respectivamente, em relação a 2010.

Ainda de acordo com a associação, a balança comercial de máquinas e equipamentos no ano passado fechou com déficit de US$ 17,9 bilhões, valor 13,6% superior ao de 2010. O principal fator foi o elevado volume de importações, que somou US$ 29,8 bilhões. Já as exportações alcançaram US$ 11,9 bilhões em 2011, contra US$ 9,2 bilhões no ano anterior. Esse crescimento se concentrou principalmente nos setores de logística e construção civil e de infraestrutura e indústria de base, os quais realizam um grande volume de transações intercompany.

Quanto às principais origens das importações, em termos de valores, cabe destacar os Estados Unidos, Alemanha e China; entretanto, quando se faz análise por kg importado, a China passa a ocupar o primeiro lugar. Em 2011, cerca de 48% das exportações tiveram como destino a América Latina.