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Máquinas-ferramenta Novas soluções para incrementar a capacidade das linhas produtivas

Determinantes para melhorar a eficiência do parque fabril, as máquinas-ferramenta impactam na produtividade e na qualidade dos processos industriais. Com o avanço das tecnologias na área de manufatura, elas ganham novos recursos e funcionalidades, proporcionando produções mais flexíveis, precisas, seguras e rápidas.

Ao conhecer as novas tecnologias aplicadas às máquinas-ferramenta, você tem a oportunidade de identificar soluções para incrementar suas linhas produtivas, promovendo ganhos de eficiência e até de redução de custos, com processos mais otimizados e controlados. Para ajudá-lo a conhecer algumas das novidades desse setor, a equipe editorial de NEI realizou uma pesquisa nos mercados nacional e internacional para conhecer e selecionar os produtos mais recentes.

Nessa seção, você confere essas novidades, inclusive de expositores da IMTS 2016 – International Manufacturing Technology Show (Feira Internacional de Máquinas-ferramenta), principal evento da indústria de manufatura norte-americana, que acontece este mês, em Chicago. Um dos produtos da capa desta edição, a brunidora Lifehone L630, da Gehring, é um exemplo de máquina-ferramenta que será lançada nessa feira.

Outras novidades em máquinas-ferramenta poderão ser conferidas nas próximas edições. E em 2017, acontecem, em São Paulo, dois importantes eventos focados em máquinas-ferramenta: a Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, em sua 1ª edição, de 9 a 13 de maio, no São Paulo Expoe, e a Feimafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, em sua 16ª edição, de 20 a 24 de junho, no Expo Center Norte, ambas em São Paulo, SP .  Uma dupla oportunidade para conhecer novas tecnologias aplicadas aos sistemas produtivos.

Na era da Indústria 4.0, o setor de manufatura vai requerer máquinas, equipamentos e sistemas cada vez mais inteligentes, instrumentados e interconectados. Novas tecnologias estão surgindo para tornar os processos produtivos mais flexíveis, ágeis e eficientes. Cedo ou tarde, essa corrida tecnológica vai bater na sua porta. E a indústria precisa se preparar para um novo ciclo de desenvolvimento.


Abimaq realizará três feiras a partir de 2016

Vem aí a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos – Feimec, a Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial – Expomafe e a Feira Internacional do Plástico e da Borracha – Plástico Brasil, os novos eventos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, que ocorrerão no São Paulo Expo. A entidade escolheu a BTS Informa, empresa integrante do Informa Group, como parceira na realização dessas feiras. Em maio de 2016 será realizada a primeira edição do evento do setor metalmecânico e em 2017, de máquinas-ferramenta e do plástico.

“Há décadas a Abimaq sonha com suas próprias feiras”, celebrou Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da associação. “Estamos deixando de ser clientes para ser organizadores, com total controle para traçar estratégias em defesa dos setores”, completou José Velloso, presidente executivo da entidade.

As vantagens para as empresas associadas, de acordo com Velloso, são várias, entre elas: melhor infraestrutura do pavilhão, redução dos custos de montagem, força da entidade, condições especiais de financiamento durante os eventos, alianças com órgãos governamentais e institucionais e ações do projeto Abimaq-Apex.

Com a iniciativa, a associação deixa de apoiar, a partir de 2016, a Mecânica, a Feimafe e a Feiplastic.


Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Por que modernizar o parque fabril?

A idade média dos equipamentos e instalações nas empresas brasileiras é de 17 anos, aponta o último estudo da manutenção no Brasil realizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman. Equipamentos e máquinas com essa idade são considerados de 30 a 40% menos eficientes e consomem geralmente mais energia, prejudicando a melhoria de produtividade e de eficiência energética. O alerta, feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, reforça a importância da modernização do parque industrial, principalmente no momento em que as questões energética e hídrica impõem novos desafios e a adoção de soluções tecnológicas mais eficazes que façam uso inteligente dos recursos naturais.

Para apoiá-lo a encontrar soluções que colaborem para a melhoria dos processos produtivos, reunimos nesta edição 75 lançamentos que serão apresentados na Feimafe 2015 – Feira Internacional de Máquinas ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que acontece em São Paulo, neste mês. Com a edição de abril de NEI, totalizam mais de 110 novas soluções, pesquisadas antecipadamente pela equipe editorial junto aos expositores. É uma oportunidade de conhecer novas máquinas e equipamentos e linhas recém-aprimoradas pelos fabricantes. Além dos produtos da Feimafe 2015, há lançamentos dos mercados internacional e nacional.

Neste mês também trazemos a opinião de especialistas sobre as tecnologias em destaque na indústria metalmecânica. A simulação total de operação de máquinas-ferramenta e sua integração em ambiente de fábrica 4.0 são avanços atuais de grandes centros de pesquisa na Europa, como nos informa o professor Stoeterau, da Poli, USP. E, mais uma vez, a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas também foi apontada como tema relevante para reduzir os custos na indústria, como destacou o professor Durval Braga, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Na próxima edição de NEI, os temas Água e Energia ganharão uma seção especial, reunindo soluções em máquinas e equipamentos que contribuem direta ou indiretamente para o uso eficiente desses recursos naturais. Estamos atentos a tudo o que tem acontecido no mercado industrial, por isso podemos ajudar sua empresa a encontrar soluções inteligentes que preparem melhor a indústria para o futuro.


Feimafe 2015: conheça antecipadamente mais de 40 lançamentos do evento

Esta seção especial apresenta alguns dos lançamentos que serão destaque na 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece de 18 a 23 de maio no Anhembi, em São Paulo, SP, considerada a mais completa feira do segmento na América Latina. A próxima edição da Revista NEI e aqui, no NEI.com.br, também terá outros lançamentos da Feimafe, compondo uma série de soluções que podem contribuir para a modernização do parque fabril.

Para conhecer o principal avanço tecnológico na área de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI Soluções conversou com especialistas de processos produtivos. Adalto de Farias, mestre em engenharia mecânica, especialista em processos de produção e máquinas-ferramenta e professor do Centro Universitário da FEI, apontou o surgimento recente das máquinas multitarefas híbridas, conceito que será encontrado na Feimafe.

O termo híbrido, nessa situação, se refere à união de avançadas tecnologias da manufatura não subtrativa – isto é, sem remoção de material, o que é o oposto da usinagem –, em uma máquina-ferramenta CNC de usinagem, informou Farias.

“Os fabricantes de máquinas já enxergaram as possibilidades dessa tecnologia associada à usinagem convencional”, destacou o docente. “Trata-se de sistema de adição de material por fusão, chamado de Sinterização Seletiva por Laser, que faz a deposição consecutiva de pequenas camadas de material, praticamente na geometria final da peça. É similar à tecnologia utilizada nas máquinas para a fabricação de peças e protótipos rápidos com polímeros, porém esse é um caso mais recente, cujo trabalho é realizado com ligas metálicas. Para polímeros, já se tem um bom domínio, mas para metais ainda há bastante para ser desenvolvido.”

Como exemplo, Farias comentou a produção de peças extremamente técnicas que exigem resistências mecânicas diferenciadas ao longo dos perfis, como pontas de eixo, colos para rolamentos e colos de retentores em eixos. “Durante a usinagem, um módulo/cabeçote/ferramenta da máquina entra no eixo árvore e modifica a superfície depositando com Laser pó metálico de material com resistência mecânica diferente do metal-base. Logo após, a região pode ser usinada com uma ferramenta convencional”, disse. Outra utilização citada pelo professor é no reparo de lâminas de turbinas da indústria aeroespacial, peças de fabricação extremamente caras.

“Infelizmente ainda desconheço grandes estudos no Brasil”, destacou o professor. “O que vemos bastante é a expansão do comércio de máquinas de prototipagem de polímeros de pequeno porte, mas nada similar a uma
máquina com conceitos híbridos.”

Ainda nesse contexto de máquinas híbridas, mais uma novidade é a união de outra tecnologia de ponta: a solda por atrito linear (Friction Stir Welding – FSW), solda sem adição de material, que pode ser executada em centros de usinagem com as devidas adaptações.

Segundo o docente, a grande vantagem é unir duas ou mais peças de geometrias simples para gerar uma complexa – por exemplo, elemento da estrutura da asa de avião e longarina de carro ou caminhão –, por meio da usinagem, uma vez que o processo FSW pode ser um resíduo de material a ser removido.

“Trabalhei com a adaptação de um centro de usinagem convencional para tornar o processo mais acessível e simples de ser executado, já que esse tipo de máquina é especial, o que significa alto custo e aplicação limitada. E acredite, foi realmente um desafio”, contou Farias.

Movimentação do mercado

O ano começou com a desvalorização do real frente ao dólar, encarecendo as importações, estimulando as exportações e abrindo espaço para a substituição por nacionais. E essa é a grande aposta de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq para o fortalecimento do segmento de máquinas e equipamentos e um dos principais estímulos para a competitividade do País. Além de crer no movimento interno aquecido pela atualização do parque industrial. “Acredito, sim, na substituição de máquinas mais velhas, por meio de planos como o nosso Modermaq, isso pode ser um impulso importante para alcançarmos novamente a produtividade”, disse Goffaux. “O Modermaq é uma modalidade do Finame que permite financiamento de até 90%.

Para auxiliar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES amplia as alternativas de financiamento para a compra de bens de capital de fabricação nacional. O banco passa a adotar uma nova taxa de juros fixa, a valores de mercado, para complementar os financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, cujo limite é de 50% (grande empresa) e de 70% do valor do bem (para empresas de porte menor). O cliente, entretanto, pode financiar até 90% do valor, complementando a taxa do PSI com taxas de mercado. A novidade é que o BNDES oferece aos clientes a opção de cobrir a parcela que exceder os 50% ou 70% também com uma taxa fixa, a custo de mercado.

O novo instrumento já está disponível, sendo adotado inicialmente para a aquisição de ônibus, caminhões e para o BNDES Procaminhoneiro. Na segunda etapa, o benefício será ampliado para o financiamento dos demais bens de capital financiados pelo BNDES PSI.

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos fechou 2014 com faturamento real de R$ 71,2 bilhões, consumo aparente de R$ 108,2 bilhões, faturamento interno de R$ 39,5, exportações de US$ 13,4 bilhões (aumento de 7,4% em relação ao ano passado, impulsionado pelos Estados Unidos), importações de US$ 28,7 (queda de 12,1% em relação a 2013) e mais de 242 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.


Soluções para reduzir custos

Esta edição da Revista NEI apresenta as novidades em produtos de duas grandes feiras industriais: a Feimafe 2015, a mais importante da América Latina em máquinas-ferramenta, que acontece em maio, em São Paulo, e que estamos antecipando nessa edição; e a Hannover Messe, da Alemanha, que ocorre este mês, considerada a maior e mais expressiva feira industrial do mundo, focada em soluções para as fábricas inteligentes e energias renováveis.

As seleções de novos produtos desses dois megaeventos, pesquisados pela equipe editorial de NEI Soluções, têm como objetivo levar até você soluções que contribuem para a melhoria de processos e, consequentemente, a modernização do parque fabril, principalmente num momento crítico para a indústria, em que a redução de custos – grande parte proporcionada pela introdução de novas tecnologias – é prioridade número 1.

iconeA adoção de novas máquinas e equipamentos com certeza incrementa toda a atividade produtiva. O momento exige maior eficiência das empresas e também maior responsabilidade ambiental. As crises hídrica e energética atuais, por exemplo, requerem soluções urgentes para uso eficiente da água e energia. A indústria responde por cerca de 43% do consumo de energia elétrica e já está pagando taxas altíssimas pelo seu uso. Economizar é uma medida urgentíssima! Para ajudar a indústria a encontrar produtos que colaborem direta ou indiretamente para a economia desses recursos, vamos identificar com um ícone, a partir dessa edição, máquinas e equipamentos que possuem tecnologias voltadas para esse fim. Serão identificados apenas os produtos divulgados no espaço editorial e selecionados pelos editores de NEI.
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A indústria está preocupada em produzir melhor, com menor custo e de modo mais eficiente e responsável. O momento é de ajuste e requer de cada empresa empenho para rever processos e investir em soluções que proporcionem melhoria contínua de processos, a curto, médio ou longo prazo.

Precisamos, juntos, buscar soluções. Compartilhe conosco o que sua empresa está fazendo para economizar água e energia. Que medidas e novas tecnologias está adotando para o uso eficiente desses recursos? Os cases recebidos serão avaliados pelos editores de NEI e poderão ser divulgados aqui, no blog.nei.com.br, ajudando outras indústrias a superar mais esses desafios. Envie sua sugestão pelo e-mail editornei@nei.com.br.


Mercado de máquinas-ferramenta

O último estudo The World Machine-Tool Output & Consumption Survey, da Gardner Research, apontou previsão de crescimento no consumo mundial de máquinas-ferramenta de 6,2% em 2014, atingindo cerca de US$ 58 milhões. O valor foi baseado nos dados dos 25 países mais consumidores ou produtores do ano, representando 95% do mercado mundial do setor. Se essa projeção se confirmar, significa que os produtores tiveram de investir mais de US$ 73 milhões em máquinas para haver equilíbrio entre a produção e a demanda. Ainda de acordo com as previsões do estudo, no ranking dos maiores consumidores de máquinas-ferramenta, o Brasil ocupa a nona posição e a 17ª colocação na relação de produtores.

Novidades em máquinas-ferramenta serão conferidas em breve na Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, de 18 a 23 de maio, no Anhembi, em São Paulo-SP. NEI adianta algumas novidades nas edições de abril e maio com o objetivo de prepará-lo para o evento. E, como a equipe da Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções estará presente na feira em busca de mais lançamentos, as demais revistas de 2015 também contemplarão as recentes tecnologias do setor de manufatura industrial.


NEI e Mecânica juntas para o crescimento da indústria nacional

1959
Enquanto a Revista NEI era editada nos Estados Unidos pela Thomas Publishing Company (desde 1933), chegando ao Brasil na década de 1970, Caio de Alcantara Machado com patrocínio do Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo, promoveu a primeira edição do evento, chamado de Feira Mecânica Nacional – FMN, de 14 a 29 de novembro de 1959, no Parque Ibirapuera. Reuniu em 20 mil m2 cerca de 220 expositores nacionais, sendo 50 de máquinas operatrizes, e 200 visitantes em geral. O discurso de abertura do general Stênio Caio de Albuquerque, comandante do II Exército, representando do presidente da República, abordou a expansão do setor industrial, a oferta de subsídios para equipar o Nordeste e as possibilidades de atingir o mercado latino-americano. Entre os destaques do evento, estava o torno de 10 m de comprimento da Promeca. Na ocasião, ocorreu a 3ª Exposição Paulista de Inventores.

1974
Pouco antes da 10ª FMN, em março, foi lançada a Revista NEI no Brasil, já antecipando na edição de junho de 1974 produtos que foram apresentados na FMN. A primeira Revista do mercado industrial, gratuita e interativa (cartão resposta), que começou com tiragem de 25 mil exemplares (hoje mais de 68 mil), nasceu na época em que havia incentivo à indústria local, surgindo necessidade de divulgar os produtos e aproximar vendedores e compradores. Naquele ano, a FMN, já bianual desde 1966, foi realizada de 12 a 21 de junho (duração reduzida para dez dias em 1972), no Anhembi (local desde 1972) pela sexta vez com a 6ª Feira da Indústria Eletroeletrônica – FEE (origem da FIEE). Totalizou 268 expositores e 45 países compradores – o número de participações internacionais crescia a cada edição.

1994
Dois anos após a primeira Revista NEI Top Five, que reunia os resultados da Pesquisa de Preferência de Marca (lançada em 1981), o evento, em sua 20ª edição, teve seu nome alterado para Feira Internacional da Mecânica (originou a Feimafe em 1989 e Feiplastic em 1987, antiga Brasilplast), sendo realizado em seis dias. De 21 a 26 de março, reuniu 1.284 expositores, sendo 612 internacionais (dobro da edição anterior), e 132.500 visitantes nacionais e 1.238 estrangeiros, em 35 mil m2, destinando 2 mil m2 para a 5ª Feira Latino-Americana de Subcontratação Industrial. Desde 1978, estava crescendo a participação de pequenas e médias empresas. Como tradição, nas edições de fevereiro e março de 1994, a Revista NEI antecipou os lançamentos da feira.  

2012
Além de antecipar as novidades da 29ª Feira Internacional da Mecânica, realizada de 22 a 26 de maio em 85 mil m2 do Anhembi, em duas edições, no mesmo ano houve reformulação do NEI.com.br, trazendo novas funcionalidades e novo leiaute, e lançamento da versão tablet, somando ao conjunto de mídias da editora (ao longo dos anos a Revista originou: NEI.com.br em 2006, versão móbile, Blog NEI, NEI News e serviços de internet). Em 2012, pela primeira vez a equipe editorial produziu reportagens em vídeo durante o evento para divulgação nas mídias digitais; antecipou no Blog NEI – diariamente semanas antes e durante o evento –, notícias de lançamentos e da feira em geral; e preparou NEI News especial pós-evento. Além de todo trabalho editorial, NEI também participa como expositora. Naquele ano, a feira reuniu 2.100 marcas expositoras, de 25 setores, e 109 mil visitantes qualificados, número que bateu o recorde de 2010, vindos de 60 países.


Destaque para máquinas e equipamentos no resultado quadrimestral do BNDES

De 3 a 8 de junho, 68.170 pessoas percorreram os 85 mil m² do Anhembi, em São Paulo, para conhecer os lançamentos de 1.466 marcas expositoras da 14ª Feimafe, sendo 776 nacionais e 690 internacionais, de 37 países. Além das inovações tecnológicas apresentadas, outra boa notícia para o setor foi anunciada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES na mesma semana do evento: desembolso de R$ 54,4 bilhões entre janeiro e abril deste ano, incremento de 59% na comparação com o mesmo período do ano passado. O destaque foi para a indústria, que respondeu por 37% dos desembolsos totais no período (R$ 20,2 bilhões e expansão de 113% em relação ao mesmo período anterior).

Os resultados do BNDES nos primeiros quatro meses do ano reforçam a tendência de elevação da taxa de investimento e de crescimento na formação bruta de capital fixo – FBCF, puxado por expansão dos financiamentos a máquinas e equipamentos.

As operações da linha BNDES Finame, voltadas à aquisição de bens de capital, somaram R$ 23 bilhões nesse período, alta de 77,5% na comparação com os mesmos meses de 2012. Máquinas-ferramenta e caldeiraria tiveram incrementos nas liberações, de 122% e 430%, respectivamente. Os desembolsos do BNDES de Sustentação do Investimento – PSI atingiram R$ 28,5 bilhões de janeiro a abril deste ano, com quase 90 mil operações efetuadas. Nos últimos 12 meses, até abril, as liberações do PSI acumularam R$ 65,1 bilhões, alta de 94% na comparação com os 12 meses anteriores.

A equipe de NEI Soluções, que também contou com um estande na Feimafe 2013, adiantou em maio e junho notícias e vídeos de alguns lançamentos da feira, publicados na revista impressa, no NEI.com.br e na versão tablet da revista. Além disso, dias antes de começar o evento até o seu término, a equipe divulgou diariamente notícias e vídeos aqui, no Blog NEI.


Feimafe 2013: Trumpf lança máquina da corte a Laser guiado por fibra

Fabricada na Suíça, a máquina possui Laser guiado por fibra, o Trudisk, desenvolvido pela própria Trumpf. Segundo o fabricante, essa tecnologia permite a máquina consumir três vezes menos energia elétrica em comparação com as máquinas com tecnologia de Laser de CO2.

A máquina trabalha com chapas de diversos materiais, ferrosos e não-ferrosos, como cobre e latão, de 1 a 20 mm de espessura, sendo até 10 mm a espessura de produção ideal. A repetitividade é de 0,03 mm e o deslocamento máximo é de 140 m por minuto.

É indicada, principalmente, para os setores agrícola, eletrônico e de alimentos.

Para ver mais detalhes, assista ao vídeo abaixo:

A máquina está sendo apresentada na 14ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta – Feimafe, que acontece no Anhembi (SP) e termina sábado, 8 de junho.