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Vapza investirá R$ 4 mi na compra de novos equipamentos em 2014

Empresa produtora de alimentos cozidos a vapor e embalados a vácuo, a Vapza destinará R$ 8 milhões para aumentar a área industrial na cidade de Castro-PR e construir nova sede administrativa em Curitiba-PR; R$ 4 milhões para a compra de novos equipamentos; R$ 1 milhão para a ampliação do laboratório e cozinha experimental e para o desenvolvimento e a pesquisa de novos produtos; e R$ 500 mil para a modernização da infraestrutura da tecnologia da informação, hardware e software. Serão aplicados no total R$ 13,5 milhões.

O investimento será realizado com capital próprio, crédito de fornecedores e recursos de linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e da Finep – Agência Brasileira da Inovação. A Vapza está presente em 17 estados brasileiros, Angola, Estados Unidos, Panamá, Inglaterra, França e Hong Kong.


Acompanhando a dinâmica do mercado industrial

Diariamente a Revista NEI pesquisa nos mercados nacional e internacional, em feiras e diretamente com os fabricantes, os produtos recém-lançados ou que sofreram importantes aprimoramentos em seu desempenho. Um processo criterioso de seleção nos permite escolher os mais relevantes, os mais recentes, aqueles que agregam tecnologias capazes de beneficiar os processos industriais de diversos segmentos. São cerca de 200 notícias, a cada mês!

Acompanhar a dinâmica do mercado industrial e as tendências faz parte de nossa rotina. Em cada edição, a Revista NEI destaca, em seção especial, um ou dois nichos de mercado, escolhidos por sua importância e abrangência. Além de reunirem os principais lançamentos de produtos, essas seções divulgam as tendências tecnológicas, na opinião de especialistas e docentes das principais universidades do País.

Nesta edição, dois temas ganham destaque. A partir da página 26, você conhecerá 50 novos produtos da seção Manutenção, cujas tecnologias estão voltadas atualmente para evitar ao máximo as perdas e otimizar a produção com o menor custo possível, respeitando normas de segurança e o meio ambiente. A segunda seção, a Agroindústria, com 25 produtos, é inédita na Revista NEI. Em expansão, esse setor demanda novas tecnologias, inovações e métodos que podem estimular o desenvolvimento da Agricultura de Precisão no Brasil, tendência que você acompanha na página 52.

Os investimentos em inovação, assim como os estímulos para incentivá-la, são cruciais para o desenvolvimento da indústria. Não há dúvidas. Uma boa notícia para as empresas brasileiras que pretendem investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento foi anunciada recentemente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI e pela Agência Brasileira de Inovação – Finep: os pedidos de financiamento público para projetos inovadores serão analisados, a partir de agora, em até 30 dias, prazo que chegava a 112 dias. O Finep 30 Dias, que faz parte do Plano Inova Empresa, revoluciona a maneira como a inovação é tratada no País, nas palavras do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Menos burocracia, mais facilidades para a concessão de crédito, melhor para o avanço das novas tecnologias.


Finep reduz análise de financiamento para até 30 dias

O tempo de análise de mérito e enquadramento das propostas de financiamento que a Agência Brasileira da Inovação, Finep, recebe passará de 112 para até 30 dias. “O Finep 30 Dias agilizará a contratação de projetos do Plano Inova Empresa, que dispõe de inéditos R$ 32,9 bilhões para a inovação”, disse Glauco Arbix, presidente da Finep. O sistema está em fase de ajustes finais e totalmente operacional às empresas em setembro. A iniciativa foi lançada em 2 de agosto, em São Paulo.

“Em dois anos, conseguimos otimizar o período para um projeto ser analisado, que era de 452 dias, para 112”, comentou Arbix. “Agora, isso será realizado em no máximo 30 dias.”

A iniciativa engloba um sistema único no Brasil, que conta com rating de inovação – conjunto de 86 indicadores para classificar projetos apresentados à Finep. O novo instrumento foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada para reestruturar as análises realizadas pelos profissionais da agência.

Clique aqui para assistir ao vídeo sobre o Finep 30 Dias.


Demanda por equipamentos no Inova Saúde alcança mais que o dobro do previsto

Cerca de R$ 1,3 bilhão é a demanda do Inova Saúde – Equipamentos Médicos, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. O valor totalizado pela 145 cartas de manifestação de interesse representa mais que o dobro do orçamento do programa. Também chamado de Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor de Equipamentos Médicos e Tecnologias para Saúde, o Inova Saúde-Equipamentos Médicos possui orçamento de R$ 600 milhões, sendo R$ 275 milhões do BNDES, R$ 275 milhões da Finep – Agência Brasileira da Inovação e R$ 50 milhões do Ministério da Saúde.

O Inova Saúde conta com quatro linhas temáticas: Diagnóstico in Vitro e por Imagem, que obteve 32 solicitações de interesse; Dispositivos Implantáveis, com 34 empresas interessadas; Equipamentos Eletromédicos e Odontológicos, com demanda de 52 projetos; Tecnologias da Informação e Comunicação para Saúde, sendo essa a linha que mais despertou interesse das empresas do setor, com 70 solicitações.

As inscrições foram encerradas dia 14 de junho. O processo de análise e homologação das propostas deve ser concluído até 12 de julho.

Lançado em abril, o principal objetivo do programa é coordenar as ações de fomento à inovação na área de saúde, integrando os instrumentos de apoio do BNDES, Finep e Ministério da Saúde.


Inova Energia supera expectativas e já soma demanda potencial de R$ 7,8 bi

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a Agência Brasileira da Inovação – Finep e a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel divulgaram o resultado preliminar do Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor Elétrico – Inova Energia. Até o momento, foram aprovadas 117 empresas líderes a submeter seus planos de negócio para a próxima etapa do projeto. O potencial de demanda dessas empresas atinge R$ 7,8 bilhões.

O total de projetos homologados é bastante superior – mais que o dobro – ao volume de recursos inicialmente disponibilizado para o programa, de R$ 3 bilhões. Do total, R$ 1,2 bilhão é do BNDES, R$ 1,2 bilhão da Finep e R$ 600 milhões são da Aneel. O plano foi lançado em abril de 2013.

Esta primeira etapa do processo visou filtrar propostas que não se adequavam às regras e aos objetivos do programa, ainda que possam ser apoiadas através de outros instrumentos. Para a próxima etapa, a ideia é estimular a formação de parcerias entre empresas líderes e institutos de tecnologia (ICTs), para fortalecer os planos de negócio e integrar tecnologia e empresa.

Nos próximos dias, as empresas e ICTs com propostas homologadas receberão um roteiro para elaboração do plano. Além disso, está prevista a realização de um workshop, com data ainda a ser definida, que também abordará assuntos relacionados à elaboração do plano de negócios.

Após avaliação (feita pelo BNDES, Finep e Aneel) dos planos de negócios, serão indicados os instrumentos financeiros mais adequados para cada proposta, podendo ser financiamento, participação acionária, apoio não reembolsável ou a combinação desses instrumentos.

Inova Energia
O plano objetiva fomentar planos de negócios que contemplem: atividades de pesquisa, desenvolvimento, engenharia e absorção tecnológica; produção e comercialização de produtos; e processos e serviços inovadores. As linhas temáticas são: Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids) e Transmissão em Ultra-Alta Tensão (UAT); Geração de Energia por meio de Fontes Alternativas; Veículos Híbridos e Eficiência Energética Veicular.


Plano Inova Energia nasce com R$ 3 bilhões para incentivar inovação no setor

5, abril, 2013 1 comentário

Com orçamento de R$ 3 bilhões, dos quais R$ 600 milhões são da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, R$ 1,2 bilhão do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e R$ 1,2 bilhão da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, o Plano de Apoio à Inovação Tecnológica do Setor Elétrico – Inova Energia objetiva o fomento e a seleção de planos de negócios que contemplem: atividades de pesquisa; desenvolvimento; engenharia e absorção tecnológica; produção e comercialização de produtos; processos e serviços inovadores.

Os candidatos devem apresentar planos de negócios relacionados a três linhas temáticas:

1) RedesElétricas Inteligentes (Smart Grids) e Transmissão em Ultra-Alta Tensão – UAT;
2) Geração de Energia Solar e Eólica;
3) Veículos Híbridos e Eficiência Energética Veicular.

As empresas selecionadas poderão acessar crédito em condições diferenciadas, com subvenção econômica e financiamento nãoreembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia – ICTs.

Público-alvo
Empresas brasileiras com interesse em empreender atividades de inovação relacionadas a alguma das linhas temáticas, bem como em produzir e comercializar os produtos e serviços resultantes dessa atividade.

Parceria
Com o objetivo de possibilitar o desenvolvimento de soluções completas, a formação de parcerias entre empresas e entre empresas e ICTs será estimulada. Essas parcerias deverão contar com uma empresa-líder, que obrigatoriamente deve ser uma companhia independente ou pertencente a um grupo econômico que possua receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões.

Com exceção da Linha 1 “Redes Elétricas Inteligentes (Smart Grids)”, companhias com receita operacional bruta entre R$ 5 milhões e R$ 16 milhões poderão apresentar plano de negócios, desde que anexando carta indicativa de interesse emita por empresa concessionária do setor de energia elétrica.

Para mais detalhes, acesse aqui.


Finep aposta na descentralização de financiamentos para MPME’s

22, fevereiro, 2013 1 comentário

A Financiadora de Estudos e Projetos – Finep acaba de anunciar uma novidade que promete fortalecer a descentralização de seus instrumentos de apoio à inovação. Trata-se da concretização do primeiro agente financeiro a ter seu credenciamento aprovado no programa Inovacred: o Badesul Desenvolvimento – Agência de Fomento/RS, que contará com R$ 30 milhões para apoio à inovação de micro, pequenas e médias empresas – MPME’s no Rio Grande do Sul.

Segundo Glauco Arbix, presidente da Finep, a iniciativa de descentralização dos recursos trará mais agilidade aos processos e melhor atendimento as MPME’s. Através do Inovacred, a Agência Brasileira da Inovação vai selecionar agentes financeiros (bancos de desenvolvimento, agências estaduais de fomento e bancos estaduais comerciais com carteira de desenvolvimento), deixando de concentrar sua atividade de crédito.

“A ideia é buscar alcance de recursos, aumentar as operações via crédito reembolsável, otimizar os custos operacionais e atuar com mais foco nas realidades regionais do País. Os valores de cada proposta poderão variar de R$ 150 mil a R$ 2 milhões”, explica Rodrigo Coelho, chefe do departamento de operações descentralizadas reembolsáveis da Finep.

Cada agente aprovado receberá um total de R$ 30 milhões para o financiamentos de empresas com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões. Em cinco anos, o Inovacred prevê financiar cerca de 2 mil companhias e cadastrar 20 agentes financeiros. “Há expectativa é credenciar dez agentes já em 2013, que terão remuneração de 3% ao ano”, diz Coelho.

Através do novo programa, aproximadamente R$ 200 milhões serão disponibilizados para a indústria nos próximos 30 meses. Os agentes ficarão encarregados do recebimento, análise e enquadramento das propostas, liberação e acompanhamento dos projetos e recursos. O custo final dos financiamentos será da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP.

A Finep espera que esses recursos possibilitem a indústria de pequeno e médio porte desenvolver novos produtos, processos e serviços, ou aprimorar os já existentes, ampliando seu poder de competitividade no âmbito nacional.

Para mais informações sobre o Inovacred, acesse aqui.


R$ 3 bi serão aplicados no setor de petróleo e gás até 2016

Fomentar projetos que contemplem pesquisa, desenvolvimento, engenharia, absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores ligados ao mercado de petróleo e gás e contribuir para a política de aumento de conteúdo em âmbito local e para a competitividade e sustentabilidade da cadeia de fornecedores nacionais é o principal objetivo do programa Inova Petro, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.

Com duração prevista até 2016, o programa prevê disponibilizar recursos para tecnologias aplicáveis no processamento que acontece em plataformas e embarcações, tecnologias aplicáveis aos diversos equipamentos e dutos que ficam abaixo da lâmina d’água e tecnologias aplicáveis ao poço no fundo do mar.

O Finep disponibiliza o montante em forma de crédito, subvenção econômica e cooperativo entre Instituições Científicas Tecnológicas – ICTs e empresas. Já o BNDES aplica seus recursos na forma de crédito, participação acionária e Funtec.

Somente empresas brasileiras, individuais ou associadas, com Receita Operacional Bruta acima de R$ 16 milhões poderão participar do processo de seleção. No caso de associação entre empresa de capital nacional com empresa estrangeira, o crédito poderá ser disponibilizado desde que competências e tecnologias sejam transferidas para o Brasil. Os projetos devem ser desenvolvidos integralmente em território nacional.

O processo de seleção é realizado em etapas e avaliado, um a um, pelo Comitê de Avaliação Finep-BNDES-Petrobras.

Diferenciais do Inova Petro:

• Combinação de instrumentos: diferente do crédito tradicional, é possível combinar recursos reembolsáveis com não reembolsáveis para ampliar os instrumentos disponíveis para o desenvolvimento de projetos de inovação no mercado de petróleo e gás;

• Parceria Finep-BNDES: a soma das duas instituições viabiliza diversas formas de financiamento, adaptados ao perfil de cada empresa;

• Petrobras como principal cliente e parceiro: diante da variedade de temas e desafios do setor, a Petrobras é a responsável pela definição dos principais temas que apresentam desafios tecnológicos. Além disso, a companhia vai designar técnicos para acompanhar o desenvolvimento dos projetos;

• Aquisições estratégicas: após análise, a Petrobras garantirá futuras demandas para os equipamentos e serviços a serem desenvolvidos;

• Comitê de Avaliação Técnica: enquanto, a Petrobras analisa tecnicamente os projetos, o Finep e o BNDES avaliam a consistência dos planos de negócio e realizam as análises jurídicas, de crédito e de garantias;

• Múltiplas chamadas: se considerados estratégicos do ponto de vista de inovação e de conteúdo local, novos temas poderão entrar no programa.


Faltam engenheiros ou falta engenharia?

Se por um lado há uma crise ligada à qualificação profissional, por outro, sem demanda contínua e estruturada não há como manter mão de obra ativa na quantidade e qualidade necessárias. Faltam engenheiros ou falta engenharia?

A dúvida foi uma das questões discutidas no primeiro de uma série de encontros para a elaboração do Programa de Governo para o Setor de Engenharia de Projeto no Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

O encontro reuniu cerca de 60 participantes de importantes instituições públicas e privadas, e uma das bases de discussão foi o relatório “Engenharia Consultiva no Brasil (2011)”, elaborado pela ABDI. Segundo o estudo, o desenvolvimento pleno da capacidade competitiva de empresas fornecedoras de engenharia é condição fundamental para a indução da capacitação tecnológica, inovativa e produtiva de grande parte da estrutura econômica do Brasil. Sem dominar todas as etapas de produção de um projeto (engenharia básica, detalhamento, implementação, operação e manutenção), haveria pouco espaço, por exemplo, para o desenvolvimento de fornecedores de equipamentos, partes e peças de projetos de investimento industrial.

Divididos em grupos, os profissionais apontaram a falta de planejamento estratégico, escassez de instrumentos de apoio específicos, a alta carga tributária e a pouca exigência de conteúdo local como os principais gargalos do setor. “Precisamos debater profundamente sobre a qualificação de pessoal”, complementa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.

Para a diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, as organizações precisam de maior musculatura e mais solidez financeira e corporativa. “Para alcançar isso, temos que avançar em questões ligadas a financiamentos, formas de contratação, encomendas governamentais, retomada de investimentos públicos a longo prazo e custos de mão de obra”, sugere.

As conclusões dos encontros serão compiladas e o documento servirá de referência para tornar a engenharia de projeto brasileira mais competitiva.

 


Inmetro inaugura laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos

11, agosto, 2010 Deixar um comentário

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade (Inmetro) inaugurou, no Campus de Laboratórios de Xerém, no Rio de Janeiro, os laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos, parceria com a Petrobras, por meio da Rede Temática em Metrologia regulamentada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), e com a Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas), e o Laboratório de Computador de Vazão, com recursos do próprio Inmetro. Os laboratórios darão maior independência ao país, oferecendo mais agilidade e reduzindo custos para a indústria nacional, sobretudo nos setores de óleo e gás, garantindo rastreabilidade às medições. “Esta parceria é muito importante para todos nós. É o que precisamos para o Brasil e para o desenvolvimento da sociedade”, citou João Jornada, presidente do Inmetro, durante a apresentação.

O Laboratório de Vazão de Líquidos oferece maior confiabilidade aos sistemas de calibração – isto é, de determinação de erros e incertezas de instrumentos – para medidores de vazão de líquidos, mesmo em pontos de difícil acesso, como plataformas de petróleo. Já o Laboratório de Velocidade de Fluidos provê mais confiança às medições de escoamento, valendo-se de aparatos e instrumentos de última geração, que possibilitam, entre outros, ensaios de desempenho aerodinâmico de veículos terrestres e aviões. O laboratório também atua na validação de teorias por meio de experimentos e simulações computacionais, aplicada, por exemplo, ao processo de escoamento de petróleo e gás em tubos horizontais durante a extração, o que otimizaria o dimensionamento da tubulação para a exploração, permitindo maior produtividade e menor gasto de energia.

“A confiabilidade e a aceitação dessas medições interessam aos municípios, aos estados e à União, por receberem royalties e tributos pela quantidade de petróleo e gás natural produzida e transportada. Da mesma forma, as empresas de petróleo e gás necessitam saber com exatidão a produção e o valor de royalties a pagar, enquanto as transportadoras precisam saber a quantidade que receberam e entregaram. Já as distribuidoras têm igual interesse em saber com precisão o volume recebido e entregue aos consumidores finais”, explicou Humberto Brandi, diretor de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro, área que ficará responsável pelos laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos, durante a cerimônia.

Uma iniciativa com investimento do Inmetro, o Laboratório de Computador de Vazão vem fortalecer o Controle Metrológico Legal nas medições de vazão e volume de petróleo, gás e biocombustíveis. “Neste laboratório, validamos os cálculos das conversões e totalizações, além dos registros dos dados computados e demais características metrológicas dos computadores de vazão que compõem as estações de medição, oferecendo segurança das informações coletadas, imprescindível para o pagamento de royalties do petróleo, por exemplo”, explicou Renato Ferreira Lazari, chefe da Divisão de Fluidos da Diretoria de Metrologia Legal, responsável pelo laboratório.

Com 940 metros quadrados de área construída, os laboratórios de Velocidade de Fluidos, de Vazão de Líquidos e de Computador de Vazão oferecerão, também, maior confiabilidade na medição durante a captação, a distribuição e a quantificação de água para abastecimento doméstico ou industrial; nas medições de produção da indústria de bebidas; nos estudos dos movimentos oceânicos e atmosféricos; e nas medições para a produção de fármacos, entre outros.