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Ações para melhorar a eficiência dos sistemas de ar comprimido

Uma pesquisa recente realizada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, segundo informou a Eccofluxo, mostra que para uma instalação industrial típica aproximadamente 10% da energia elétrica consumida é destinada à geração de ar comprimido e para algumas outras instalações, pode representar 30% ou mais. De acordo com a empresa, a eficiência global de um sistema de ar comprimido típico pode estar entre 10% e 15%, ou seja, para operar 1 cv de um motor pneumático, com 7 bar, cerca de 7 cv de energia elétrica são fornecidos a um compressor de ar.

Para melhorar a eficiência em sistemas de ar comprimido, segue tabela fornecida pela Eccofluxo. O quadro do Fraunhofer Institute da Alemanha leva em consideração a média dos consumidores industriais. Mostra 11 classes de ações para redução do consumo de energia, cada uma com um exemplo. O campo Aplicação apresenta um porcentual possível de ser implementado e o campo Efetividade traz o benefício médio trazido pela ação. O Resultado Global é o produto do campo Aplicação e Efetividade e traz um índice de importância para a classe de ação.

tabela eco


Senai de Joinville recebe máquina de microusinagem

Santa Catarina conta com máquina para usinagem de metais com cinco eixos em dimensões micrométricas. Com ela, é possível fazer cortes de até 0,0001 mm de espessura (valor até 100 vezes inferior ao diâmetro de um fio de cabelo) e produzir micromoldes, que são usados na produção de itens importados, como minúsculos componentes de placas eletrônicas. Encontra-se no Instituto Senai de Tecnologia em Metalmecânica, em Joinville-SC, que tem previsão de inauguração em 2014. No local, alguns serviços já são oferecidos.

Segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, essa é a primeira máquina desse tipo do Brasil. Para trazer a nova tecnologia para o País, o Senai contou com a consultoria do instituto de pesquisa Fraunhofer IPK, da Alemanha.

Segundo o coordenador do instituto, Daniel de Aviz, a intenção é de, no primeiro momento, desenvolver projetos de micromoldes em parceria com as indústrias. O foco será principalmente os segmentos de metalurgia, óleo e gás, polímeros, elastômeros, além de contemplar toda a área de mecânica. No local, também serão capacitados profissionais para trabalhar com os novos processos.

O Instituto Senai de Tecnologia em Metalmecânica atuará de forma articulada com outros 60 institutos de tecnologia e 23 de inovação que o Senai pretende instalar no Brasil. Em Santa Catarina, serão dez institutos, sendo oito de tecnologia – voltados para as áreas de alimentos, eletroeletrônica, automação e tecnologia da informação e da comunicação, design têxtil e do vestuário, ambiental, materiais e logística – e dois de inovação, com foco em Laser e em sistemas embarcados.


Senai terá consultoria da Sociedade Fraunhofer na gestão de seus novos institutos

Os 23 institutos de inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, a serem criados até 2014, receberão consultoria da Sociedade Fraunhofer, instituição alemã sem fins lucrativos especializada em transferência de tecnologia.

Um dos 80 institutos ligados à sociedade, o Fraunhofer IPK, apoiará o Senai na elaboração dos planos de negócios para a gestão nacional dos institutos de inovação e também do Instituto de Tecnologia a Laser, a ser instalado em Santa Catarina, e do Instituto de Eletroquímica, no Paraná.

A implantação dos institutos integra o Programa Senai de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, cujo objetivo é aumentar a oferta de formação profissional, de serviços técnicos e tecnológicos e de pesquisas em inovação para a indústria. O programa tem financiamento de R$ 1,5 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ao qual se somarão R$ 400 milhões de recursos próprios para a criação, também, de 38 Institutos Senai de Tecnologia, 53 Centros de Formação Profissional e aquisição de 81 unidades móveis para atender a qualificação profissional onde ainda não há escolas do Senai.


Conference & Show de NEI Meetings mostra tendências para o futuro imediato

“Processos mais rápidos, melhores e mais baratos. Essas são as vantagens proporcionadas pela automação. No futuro, a fábrica será cada vez menor e a tecnologia wireless será cada vez mais usada”. Esses conceitos foram apresentados por Jim Pinto, fundador da Action Instruments Technology, dos EUA, durante o NEI International Industrial Conference & Show, o primeiro evento sobre gestão e inovação organizado e realizado por NEI Meetings.

A palestra de Markus Röhner, diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Tecnologias de Produção da Fraunhofer IPK Berlin, da Alemanha, mostrou os desenvolvimentos recentes na manufatura aditiva, micromanufatura e nanotecnologia. Segundo Röhner, os novos materiais nas ferramentas das máquinas, assim como o desenvolvimento de coberturas especiais para altas taxas de usinagem são algumas das possibilidades de inovação para máquinas e equipamentos no futuro.

O Prof. Jefferson de Oliveira Gomes, diretor do Centro de Competência em Manufatura do Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, um dos palestrantes, lembrou que um dos grandes desafios da indústria, hoje, é conhecer as tecnologias atuais e suas possibilidades e não apenas desenvolver novas tecnologias. Segundo o professor, precisamos formar melhor nossos engenheiros. “Hoje, eles estão mais voltados à gestão administrativa do que à parte técnica”.

A inovação foi discutida também por Ronald Martin Dauscha, diretor de Tecnologia e Inovação da Siemens, Segundo o executivo, as empresas inovadoras representam apenas 1,7% da indústria, mas são responsáveis por 25,9% do faturamento industrial e por 13,2% do emprego gerado. “A nanotecnologia é a “pressão alta” da tecnologia”, afirma Dauscha, que define inovar como transformar ideias novas em resultados sustentáveis.

Confira como foi o evento: