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Energia renovável atingirá 25% da produção mundial em 2018, informa IEA

A produção de energia renovável crescerá 40% até 2018, alcançando 7 mil TWh ou 25% da matriz mundial. Em 2035, a previsão é de que as fontes renováveis superem o gás natural, ficando atrás apenas do carvão na geração de energia. Os dados constam do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável, produzido pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

O documento aponta que o Brasil acrescentará 130 TWh de energia renovável até 2018. Com isso, a matriz nacional será de 600 TWh. Podem contribuir leilões com contratos de venda de energia de longo prazo e financiamento a baixo custo. O potencial de crescimento recai sobre hidrelétricas, parques eólicos e usinas de biomassa de cana-de-açúcar.

De acordo com Paolo Frankl, chefe da Divisão de Energia Renovável da agência, China e Brasil liderarão o incremento das fontes renováveis nos próximos anos. Ele frisou que a expansão do mercado será acelerada mesmo em meio a incertezas sobre os rumos da economia mundial. “Os países emergentes compensarão o menor ritmo de crescimento e a volatilidade dos mercados norte-americano e europeu”, afirmou Frankl.

Fonte: com informações de Furnas.


FGV cria centro para estudar energia

20, outubro, 2013 1 comentário

A Fundação Getulio Vargas acaba de criar o FGV Energia. Dirigido pelo engenheiro e professor Carlos Otavio Quintella, o centro pretende formular estudos, políticas e diretrizes de energia e estabelecer parcerias para auxiliar empresas e governo nas tomadas de decisão.

O FGV Energia estudará o setor energético com ênfase nas áreas: petróleo, gás natural, energia elétrica, nuclear, biocombustíveis, fontes renováveis e eficiência energética. O centro dará destaque também para estudos de exemplos internacionais, permitindo identificar elementos fundamentais para o setor no País. Para Quintella, o segmento passa por mudanças significativas em virtude do gás de xisto, que transformará a matriz energética mundial.

Para Quintella, o segmento passa por mudanças significativas em virtude do gás de xisto, que transformará a matriz energética mundial. Na avaliação dele, o setor carece de planejamento de longo prazo, desenvolvimento de negócios e investimentos em linhas de transmissão. “O grande desafio é obter e disponibilizar fontes de energia sustentáveis”, alertou.

Além de especialistas convidados, o FGV Energia possui corpo de pesquisadores provenientes das escolas da instituição.


Coppe inaugura centro de pesquisa para separar CO2 do gás natural

A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia já conta com o Centro de Excelência em Gás Natural – CEGN. Na unidade, localizada no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com 2.200 m2, serão estudados diferentes processos destinados à separação do dióxido de carbono – CO2 do gás natural. Após sua separação, o CO2 é reinjetado nos poços de petróleo, agilizando a extração do óleo e do gás. A remoção traz vantagens econômicas e ambientais.

Os pesquisadores da Coppe e da Escola de Química da UFRJ testarão tecnologias que possibilitarão a separação do CO2 por intermédio de membranas ou por absorção e adsorção. O novo centro, que contará inicialmente com quatro unidades piloto – duas de permeação por membranas e duas com equipamentos de absorção e adsorção –, é ambiente para estudar os processos de separação do dióxido de carbono, avaliar os tipos de membranas e estudar as melhores rotas de tratamento do gás natural. Os resultados contribuirão para a exploração dos poços da camada do pré-sal, onde o teor de CO2 do gás natural é superior ao dos reservatórios localizados em áreas menos profundas.

A Petrobras investiu cerca de R$ 30 milhões no CEGN. O valor inclui as instalações do centro e os recursos destinados aos seis primeiros projetos que o Programa de Engenharia Química da Coppe e a Escola de Química da UFRJ desenvolverão para a companhia.

“O gás natural, comparativamente aos outros combustíveis fósseis, tem vantagem pela forma que é utilizado, ambientalmente menos agressiva”, comentou Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe. “Um dos desafios do Brasil será separar o CO2 do metano, no caso do pré-sal, e reinjetá-lo por razões de recuperação do petróleo, mas também evitar que vá até a atmosfera. Há o problema do efeito estufa e o Brasil tem compromissos assumidos em relação a essa questão.” Pela legislação brasileira, o gás natural consumido no País pode ter no máximo 3% de dióxido de carbono em sua composição.


Recordes nacionais: processamento de petróleo e gás natural

A Petrobras bateu o recorde diário de processamento de petróleo em suas 12 refinarias brasileiras. A carga refinada no dia 30 de março alcançou 2,137 milhões de barris, elevando em 12 mil a marca de 2,125 milhões de barris registrada no último dia 3 de março. As informações foram divulgadas pela empresa no início desta semana.

Grande parte do resultado é atribuído à maior refinaria da Petrobras, a de Paulínia (SP), cuja capacidade de processamento atingiu 396 mil barris por dia. No exterior, a companhia tem três refinarias, cujo processamento é reduzido.

Além disso, o País bateu recorde em fevereiro na produção de gás natural, atingindo 76,5 milhões de metros cúbicos por dia. O recorde anterior havia sido obtido em dezembro do ano passado, com média de 76,2 milhões de m³/dia. Na comparação com fevereiro de 2012, houve aumento de 14,1%. As informações também foram divulgadas nesta semana pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

O campeão em produção é o Campo de Manati, na Bacia de Camamu (BA), que apresentou média de 6,6 milhões de metros cúbicos por dia.

Dos 20 maiores campos de petróleo, 18 são operados pela Petrobras e dois por empresas estrangeiras: Peregrino, pela Statoil, e Ostra, pela Shell. Dos 20 maiores campos de gás, apenas um não é operado pela Petrobras: o de Gavião Real, da OGX Maranhão.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Entrega de gás natural bate recorde no primeiro semestre de 2012

A Petrobras fechou os primeiros seis meses do ano com recorde na entrega de gás natural nacional, com média de 40,9 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), resultado 10% superior à entrega média de 2011, de 37 milhões de m³/d.

A média de junho foi de 44,1 milhões de m³/d.

Uma série de fatores e investimentos nos últimos anos justifica o crescimento contínuo da oferta de gás nacional. Destaca-se:

• Plano de Antecipação da Produção de Gás – Plangás: diversos novos campos de gás começaram a produzir desde de 2008, como o de Canapu e Camarupim, no Espírito Santo, e o de Mexilhão, Uruguá e Tambaú, na Bacia de Santos;

• O incremento da entrega de gás para geração termoelétrica na Região Norte;

• O aumento da produção do campo de Lula, produzindo gás associado de reservatórios do Pré-sal na Bacia de Santos;

• Programa de Otimização do Aproveitamento de Gás Natual – POAG 2015: criado em 2009, com o objetivo de elevar o aproveitamento de gás da área de Exploração e Produção, o programa permitiu que a Petrobras aproveitasse, nesse primeiro semestre, 91,7% de gás associado, quantidade superior ao último recorde anual de aproveitamento de gás, de 89,2% em 2011.


Duas causas da desindustrialização

Em oito anos, a energia elétrica subiu 246% no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos foi de 35,3%. O levantamento realizado pela MB Associados também mostra que em Camaçari, na Bahia, o gás natural custa US$ 15 por milhão de British Thermal Unit – BTU (medida-padrão do setor), ante US$ 2,50 em Louisiana, nos Estados Unidos. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o início da exploração das imensas jazidas de gás de xisto deve assegurar o baixo custo de gás natural nos EUA. “Com insumos e mão de obra mais baratos, os Estados Unidos estão se tornando novamente atrativos para a produção industrial”, diz.

Entre 2003 e 2009, o custo da mão de obra na indústria brasileira aumentou 150% em relação ao custo dos parceiros comerciais do País, segundo trabalho recente do economista Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getulio Vargas – FGV no Rio de Janeiro. “A produtividade do trabalho teria de ter crescido a uma taxa cavalar para compensar o aumento do custo unitário do trabalho”, explica.

O custo unitário do trabalho, de forma simplificada, é o custo do trabalhador brasileiro comparado ao de outros países. Esse dado é um dos principais componentes para medir a competitividade internacional, principalmente em setores que empregam muita mão de obra, como o industrial.

No geral, o custo unitário do trabalho brasileiro subiu 120% entre 2003 e 2009. No setor agropecuário, a alta foi de 82%, e no setor de serviços, de 114%.

Mesmo considerando o ano de 2000 como ponto inicial, ano em que o câmbio estava bem mais valorizado do que em 2003, o encarecimento da mão de obra até 2009 ainda é alto: 72% para a economia como um todo, 57% para a agropecuária, 61% para os serviços, e 93% para a indústria.

Em números gerais, a produtividade (média produzida por trabalhador) cresceu em média 0,6% entre 2000 e 2009. Mas se considerar somente a indústria, esse desempenho aponta queda média de 0,8% ao ano de 2000 a 2009. A indústria não só sofre com a concorrência internacional, como vê seus preços serem comprimidos pelo crescimento da produção chinesa e pela redução da demanda dos países avançados, ocasionada pela crise.

O setor de serviços teve aumento anual de 0,5%, próximo da economia como um todo. Como esse segmento não sofre tanto com a concorrência internacional, o aumento dos custos acaba sendo repassados aos preços praticados.

Já o segmento agropecuário apresentou resultado positivo, com aumento de produtividade ao ritmo médio anual de 4,3%. Além dos ganhos de produtividade, o setor foi beneficiado pela incomum alta da cotação das commodities na esteira da demanda asiática.

Essas divergências explicam boa parte da diferença na evolução do custo unitário do trabalho dos diversos setores. Quanto pior a produtividade, mais caro é produzir para um mesmo nível de salário.

“A rentabilidade total das exportações caiu 19% entre 2003 e 2011, mas a da indústria de transformação caiu 35%, com destaque para material eletrônico e comunicações, com queda de mais de 60%”, resume o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, Rodrigo Branco.

Fonte: Raquel Landim, O Estado de S. Paulo, seção Economia. Fernando Dantas, O Estado de S. Paulo, seção Economia.


Petrobras investirá R$ 320 mi em 5 mil bolsas de estudo

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP autorizou a Petrobras a investir R$ 320,9 milhões na concessão de cinco mil bolsas de estudo, sendo 2.754 de graduação e 2.246 de doutorado, no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Das bolsas de doutorado, 1.901 são para a modalidade sanduíche, em que o aluno estuda no exterior por 12 meses e retorna ao País para completar o curso, e 345 para a modalidade plena, com duração de até 48 meses.

Os recursos são referentes a 1% da receita bruta que a empresa obtém nos campos de grande produção ou de alta rentabilidade, segundo estipulado na Cláusula de Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, prevista nos contratos de concessão. De 1998 a 2011 a cláusula garantiu geração equivalente a R$ 6,2 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões aplicados em instituições de pesquisa de 21 Estados brasileiros e R$ 569 milhões na formação de mão de obra, por meio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.

Fonte: com informações da Agência Brasil


Setor de gás natural bate recorde em 2011

O mercado de gás natural no Brasil encerrou 2011 com mais de 2 milhões de clientes e a média de 47,6 milhões de metros cúbicos consumidos por dia, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – Abegás. “É um marco histórico. Nos últimos anos, o número de consumidores de gás natural aumentou 42%. Até 2020, estima-se um crescimento ainda maior, de 67,3%”, diz Luis Domenech, presidente da Abegás.

O ano de 2011 também foi histórico para o segmento industrial. Além de confirmar sua posição de principal consumidor de gás natural, sendo responsável por 60% da demanda brasileira, o setor, em agosto de 2011, apresentou a maior média de sua história, comercializando 29,9 milhões de metros cúbicos por dia. Na comparação com 2010, os números apontam alta de 9,79% na demanda industrial.

Como um “efeito dominó”, a Petrobras também entregou volume recorde de gás natural em 2011. A histórica média diária de 37 milhões de metros cúbicos ofertada no ano passado representou um crescimento de 15,3% em relação a 2010.

“A distribuição de gás canalizado empregou 15 mil pessoas em 2011. As distribuidoras prevêem investir R$ 18 bilhões até 2020. Este insumo energético deve ser um grande apoiador do desenvolvimento nacional, atuando no viés de políticas públicas, gerando renda, ampliando a capacidade de produção das indústrias, estimulando novas tecnologias e, principalmente, contribuindo para o crescimento sustentável do País”, finaliza o presidente da Abegás.


Por um mercado de gás natural competitivo

8, fevereiro, 2012 Deixar um comentário

O Brasil vive hoje a transição de um ambiente de escassez de gás natural para um ambiente de potencial sobreoferta do combustível. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres – Abrace tem trabalhado para garantir que a indústria possa compartilhar esse cenário positivo, de modo que o aumento da oferta do combustível seja aproveitado num processo de reversão da perda de competitividade da qual tem sido vítima nos últimos anos.

Para tanto, não basta que o futuro seja uma repetição aperfeiçoada e ampliada do passado. É preciso reconhecer um novo paradigma que se impõe pelas condições de oferta e pelo desenvolvimento tecnológico que vem impactando o setor de gás nos últimos anos. O País tem de revisitar as premissas usadas na definição do seu modelo de gás, desenvolvido num cenário de custo elevado, escassez do produto e de capitais e necessidade de altos investimentos em infraestrutura de transporte. Hoje a situação é completamente diferente, pois as descobertas do pré-sal e os campos onshore apontam para um aumento significativo da oferta. Associado às novas tecnologias de exploração e produção, transporte e liquefação, esse fato cria oportunidades únicas às quais o mundo todo está atento, tendo em vista inclusive a preocupação crescente com o uso de combustíveis menos impactantes ao meio ambiente.

É preciso que esses fatos, bem como a ameaça de desindustrialização do Brasil devido à energia cara e o impacto desse custo sobre as condições macroeconômicas do País, sejam levados em conta no estabelecimento de uma política que garanta o gás natural em patamares competitivos para os grandes consumidores. Só assim será possível aproveitar a riqueza do pré-sal em favor do verdadeiro desenvolvimento do País.

 

O texto acima foi desenvolvido por Ricardo Pinto, coordenador da área de Energia Térmica da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres – Abrace.

 


Produção de gás natural tem alta de 6,2% em 2011

O volume de gás natural (sem gás liquefeito) produzido pela Petrobras no Brasil foi 6,2% acima da produção de 2010, atingindo 56 milhões 374 mil metros cúbicos/dia. Já a produção de petróleo bateu o recorde anual, alcançando média diária de 2.021.779 barris (17.607 barris a mais que a produção de 2010). Considerando a soma da produção de petróleo e gás natural, o volume registrado de 2.376.359 barris/dia  também foi recorde, indicando alta de 1,6% em relação a 2010.

No exterior, em 2011, a produção de gás natural foi de 6 milhões 538 mil metros cúbicos/dia, indicando um crescimento de 3,3% frente a 2010. Já o volume de 147.511 barris/dia produzido de petróleo apontou retração de 2,5%. Somando a produção de gás e petróleo, a Petrobras fechou o ano de 2011 com pequena queda, de 0,2%.

Os resultados de dezembro último, comparados com novembro, indicam crescimento contínuo na produção de gás e petróleo no Brasil: gás natural (sem gás liquefeito): aumentou 5,3% frente a novembro; petróleo: 1,1% e petróleo e gás: aumentou 1,7%.