Arquivo

Textos com Etiquetas ‘governo’

Norte fluminense receberá R$ 18 mil para plantio de cana

Para a plantação de cana-de-açúcar, a Caixa Econômica Federal e o governo do Rio de Janeiro destinarão R$ 18 milhões. O investimento será aplicado na produção de etanol e açúcar cristal no norte fluminense. A Secretaria Estadual de Agricultura estima que a produtividade dos canaviais da região passará de 75 toneladas de cana por hectare para 95 toneladas por hectare nos próximos anos.

A maior parte do montante, vindo do banco, irá para o plantio e a compra de insumos, como adubos, mudas e herbicidas. Já a Agência Estadual de Fomento –AgeRio, que repassará R$ 6,1 milhões, financiará a compra de três colheitadeiras e seis tratores.

Para Júlio Bueno, secretário estadual de desenvolvimento econômico, o aporte de recursos permitirá ao Rio de Janeiro aumentar a contribuição de 0,5% para 2% da produção brasileira de etanol em cinco anos. “Para atender o consumo estadual, de 6% [da produção nacional do combustível], precisamos de mais R$ 20 milhões”, disse Bueno.

Os investimentos serão repassados para a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro – Coagro, que pretende beneficiar 9,8 mil cooperados no município de Campos dos Goytacazes. Outro objetivo é aumentar a produção sem fazer queimadas.

O convênio com a Coagro e a AgeRio faz parte do projeto Rio Capital da Energia, e os recursos do banco sairão dos R$ 3,7 bilhões destinados ao crédito rural.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Embrapii tem R$ 1 bi para pesquisa e inovação industrial em 2013 e 2014

A Empresa Brasileira para Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii possui investimentos previstos de R$ 1 bilhão para 2013 e 2014. Os recursos são provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT e dos parceiros envolvidos. O modelo dessa organização social foi apresentado pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira, 14 de março.

A missão é fomentar o processo de cooperação entre empresas nacionais – em especial as pequenas e as médias – e instituições tecnológicas ou instituições de direito privado sem fins lucrativos, voltadas à pesquisa e ao desenvolvimento. A Embrapii é uma iniciativa do governo federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, com a Confederação Nacional da Indústria – CNI e o Ministério da Educação – MEC.

O projeto-piloto envolve o Instituto Nacional de Tecnologia – INT/MCTI, do Rio de Janeiro, o Instituto de Pesquisa Tecnológica – IPT, de São Paulo, e o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia – Cimatec, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai. No projeto-piloto, o IPT desenvolve programa na área da biotecnologia, o INT atua nas áreas de energia e saúde e o Cimatec, em automação e manufatura.

A iniciativa se espelha na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa. “A Embrapa é um excelente exemplo da feliz união entre o conhecimento, a produção científico-acadêmica e o sistema produtivo”, disse Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação. Outra referência para a criação da Embrapii foi a organização alemã Sociedade Fraunhofer.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Logística – um cenário repleto de oportunidades

Com os inúmeros anúncios de construção, nos próximos anos, de novas indústrias e ampliação de unidades em variados setores, como automotivo, alimentício, de máquinas, papel e celulose, energia, petróleo, plástico e informática, a área de logística deve receber um estímulo significativo em seus negócios. Seus produtos e serviços são altamente relevantes tanto nas fases de construção quanto na operação das novas unidades.

Uma amostra da audiência de NEI Soluções entrevistada para o Estudo de Intenção de Compras 2012/2013 revelou que há disposição de investir mais de US$ 40 milhões nos segmentos Armazenagem e Movimentação & Transporte.

O setor também será impulsionado diretamente pelo novo Programa de Investimentos em Logística, que prevê aplicação de R$ 133 bilhões em nove trechos de rodovias (R$ 42 bilhões em 7,5 mil km) e em 12 trechos de ferrovias (R$ 91 bilhões em 10 mil km). O objetivo é aumentar a escala dos investimentos públicos e privados em infraestrutura de transportes e promover a integração de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, reduzindo custos, ampliando a capacidade e a eficiência de transporte e aumentando a competitividade do País.

Do valor total, R$ 79,5 bilhões serão aplicados nos próximos cinco anos e o restante, em até 25 anos. O planejamento das ações e o acompanhamento dos projetos serão feitos pela Empresa de Planejamento e Logística – EPL, criada pelo governo federal  para promover a integração logística no Brasil.

Os dois mapas abaixo mostram as redes rodo e ferroviária beneficiadas pelos investimentos.

mapa1

mapa2

O Programa de Investimentos em Logística do governo federal, lançado em dezembro de 2012, prevê recursos de R$ 54,4 bilhões. Trata-se de um conjunto de medidas para incentivar a modernização da infraestrutura e da gestão portuária, a expansão dos investimentos privados no setor, a redução de custos e o aumento da eficiência.

Os portos beneficiados no Sudeste são Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos; no Nordeste, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/Ilhéus; no Norte, Porto Velho, Santana, Manaus/Itacoatiara, Santarém, Vila do Conde e Belém/Miramar/Outeiro; e no Sul, Porto Alegre, Paranaguá/Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande. A Secretaria de Portos centralizará o planejamento portuário, e o Ministério dos Transportes responderá pelos modais terrestres e hidroviários.

Para completar os planos anteriores, em dezembro de 2012 também foi anunciado pelo governo federal o Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos. Serão investidos R$ 7,3 bilhões na primeira etapa do plano de aviação regional. Na primeira fase, serão contemplados 270 aeroportos. Os projetos deverão promover o reaparelhamento, a reforma e a expansão da infraestrutura aeroportuária, tanto em instalações físicas quanto em equipamentos. Os investimentos incluirão, por exemplo, reforma e construção de pistas, melhorias em terminais de passageiros, ampliação de pátios, revitalização de sinalizações e de pavimentos, entre outros. Os recursos virão do Fundo Nacional de Aviação Civil – FNAC.

Os investimentos previstos são de R$ 1,7 bilhão em 67 aeroportos na região Norte; R$ 2,1 bilhões em 64 aeroportos na região Nordeste; R$ 924 milhões em 31 aeroportos no Centro-Oeste; R$ 1,6 bilhão em 65 aeroportos no Sudeste; e R$ 994 milhões em 43 aeroportos do Sul.

NEI.com.br reuniu 31 lançamentos de máquinas e equipamentos que podem contribuir para a execução desses projetos que visam resolver os gargalos da movimentação de material nas plantas e de bens na malha logística atual do País.


Boas expectativas pela retomada do setor

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos, que representa 1,3% do Produto Interno Bruto – PIB (dados de 2011 da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – Abimaq) e emprega mais de 254 mil pessoas, começa o ano otimista. Os incentivos governamentais poderão estimular a indústria a investir e a modernizar seu parque fabril.

As medidas lançadas devem contribuir para a retomada do nível de atividade da indústria de máquinas e equipamentos, como prorrogação da desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI para máquinas e equipamentos até 31 de dezembro deste ano; aumento do Imposto de Importação; e redução da taxa de energia elétrica.

Os eventos esportivos e a exploração de petróleo e gás também devem influenciar o crescimento do mercado interno, conforme a associação. Além disso, há diversas obras para a instalação de novas indústrias e ampliação de unidades no Brasil nos próximos três anos, em média, dos mais variados setores, que movimentam a compra de máquinas e de diversos tipos de materiais, além de gerar empregos.

A previsão de faturamento nacional da indústria de bens de capital mecânicos para 2011-2014, segundo a Abimaq, é de R$ 267,5 bilhões. De 2006 a 2009, a receita atingiu R$ 180,8 bilhões.

De acordo com o Estudo de Intenção de Compras 2012/2013, produzido por NEI Soluções, os segmentos máquinas operatrizes, máquinas especiais, componentes mecânicos, equipamentos para fábricas e transmissão/redutores somam 43,7% das intenções de compra reveladas por uma parcela da audiência de NEI, prevendo investimentos de mais de US$ 176 milhões.

“O ano de 2012 vai ser para esquecer”, disse Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq. “Com essas medidas que o governo federal está tomando, se não vier nada de ruim da Europa, acredito que 2013 seja o ano da virada.” A declaração completa do presidente está disponível em Blog.nei.com.br. (acesse: http://migre.me/cHqdW).

Para reforçar a projeção, segundo a Abimaq, o consumo aparente, que representa o gasto total de máquinas e equipamentos no mercado nacional, fechou o acumulado de janeiro a outubro de 2012 com R$ 94,3 bilhões, resultado 1,9% superior ao da mesma época de 2011. Os importados representaram 61,1% desse valor, as vendas internas das empresas locais, 23,6%; e as dos produtos importados incorporados à produção de bens de capital, 15,3%. Os setores que tiveram crescimento foram: infraestrutura e indústria de base, com 22,9%; petróleo e energia renovável, com 8,3%; e máquinas agrícolas, com 1,9%.

Nesse mesmo período de 2012, as exportações somaram US$ 10,8 bilhões, resultado 11,2% superior ao de 2011. Já as importações atingiram US$ 25,1 bilhões, 3,2% acima do valor obtido no ano anterior. O déficit da balança comercial no período, comparando 2012 com 2011, foi de -2,1%.

Na visão dos importadores, a ponta de confiança vem com a expectativa de que as obras de infraestrutura saiam realmente do papel em 2013, devido à proximidade dos eventos esportivos mundiais, como a Copa do Mundo e a Olimpíada, além da escala de incentivos que o governo prevê até 2017 com o novo regime automotivo. “São medidas de longo prazo, mas se começarem a acontecer efetivamente, poderão dar novo fôlego à indústria”, disse Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas-Ferramenta e Equipamentos Industriais – Abimei.

No site NEI.com.br, você encontra 62 lançamentos de máquinas, equipamentos e uma série de outros produtos direcionados às áreas fabris, que visam aumentar a qualidade e aperfeiçoar o processo produtivo.

 

PSI: algumas linhas terão aumento de juros e outras, redução
Os juros para três linhas de crédito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, financiamento de caminhões, Finame e Procaminhoneiro, foram reajustados para permitir que o sistema financeiro disponibilize os recursos às micros e pequenas empresas, explicou Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. De 2,5% ao ano passam para 3% ao ano no primeiro semestre e 3,5% ao ano no segundo semestre.

Ele, no entanto, ressaltou que, na média, os juros dessas linhas em 2013 serão menores que os de 2012 porque as taxas só foram reduzidas em setembro.

Para as demais linhas de crédito de financiamento de bens de capital, as taxas serão reduzidas. Os juros variam de 5,5% a 4% ao ano e cairão para 3% ao ano. Os financiamentos de exportações de bens de capital, cujas taxas são de 7% ao ano para pequenas e médias empresas e 8% para as grandes empresas, terão os juros reduzidos para 5,5% ao ano.

No total, o PSI contará com R$ 100 bilhões em linhas de crédito em 2013 para financiar a compra de bens de capital e investimentos em inovação e tecnologia. O governo também anunciou a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP de 5,5% para 5% ao ano.

O PSI trará ainda novidades neste ano. Passará a financiar a aquisição de equipamentos rurais. Além disso, as empresas também poderão usar os recursos do programa para contratar operações de leasing nas linhas de bens de capital e veículos. Em vez de obter crédito para comprar esses equipamentos, os tomadores poderão contrair empréstimos para alugá-los.

Fonte: com informações da Agência Brasil


PSI também financiará projetos de infraestrutura logística

O governo federal editou ontem (28) uma Medida Provisória alterando o Programa de Sustentação do Investimento – PSI 2013, de modo que o programa não só libere recursos para aquisição de bens de capital e estímulo à inovação, mas também financie projetos no âmbito do Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias. “Esta é mais uma medida de apoio aos investimentos, que são fundamentais para sustentar um crescimento econômico robusto e sustentável no longo prazo”, avalia Guido Mantega, ministro da Fazenda.

O plano de financiamento dos projetos de infraestrutura logística do PSI 2013 oferece taxa de juros de 3% ao ano nas operações contratadas no primeiro semestre e de 3,5% ao ano, no segundo semestre. O prazo é de até 20 anos com carência máxima de 36 meses.

Para implantar essa nova modalidade de financiamento via PSI, o governo utilizará R$ 15 bilhões de recursos próprios do sistema bancário, decorrentes da liberação de depósitos compulsórios sobre depósitos à vista. O valor total do PSI 2013 continua previsto em R$ 100 bilhões.

Fonte: Ministério da Fazenda


A revolução silenciosa da energia solar no Brasil

As fontes de energia tradicionalmente utilizadas são, em sua maioria, formas indiretas de energia solar. A utilização direta da radiação solar ganha na atual conjuntura mundial grande relevância, principalmente quando se projeta sua utilização como fonte de energia térmica para aquecimento de fluidos e ambientes e para a geração de potência mecânica ou elétrica.

No Brasil e no Estado de São Paulo, esses números chegam, respectivamente, a invejáveis 45,5% e 55,1% com tendência a aumentar a participação de renováveis em sua matriz energética. Nesses dois casos é evidente a importância da energia hidroelétrica e dos produtos provenientes da cana de açúcar.

Clique aqui para ler o artigo completo de Marco Antonio Mroz, presidente da Fundação Verde Herbert Daniel, presidente e secretário de Relações Internacionais do Partido Verde de São Paulo e ex-subsecretário de Energias Renováveis do Estado de São Paulo.


As soluções que nos faltam

Entre 5 e 7 deste mês, a Confederação Nacional da Indústria – CNI realizará o seu sétimo encontro nacional, em Brasília. O tema central não podia ser outro senão a busca da inovação, revelada na escolha de um especialista em transformações do cenário industrial para abrir o evento. A inovação é o motor das transformações, hoje a maior motivação da indústria desde que se autorreconheceu como pouco competitiva no espaço econômico global.  

O  evento revela, na distribuição de seus temas e na qualificação de seus palestrantes, o grau de aflição da indústria. E ela tem boas razões, todas justificadas pelos maus números de seu desempenho em 2012, que dispensam repetição masoquista.

O ano termina e a lista de providências adotadas pelo governo, entre elas a importante redução de juros, a renúncia fiscal de R$ 45 bilhões estimada pelo próprio ministro da Fazenda, os incentivos e planos do PAC e pré-sal, ainda não conseguiu reativar a indústria.

A maior vitória de 2012 parece estar no reconhecimento, pelo governo, de que soluções pontuais só podem produzir alívios pontuais e temporários. Como corolário imediato, não basta desatar alguns nós da trama econômica quando o problema está em todo o novelo.

O que falta, portanto, é conseguir do Congresso Nacional as reformas tributária, trabalhista, judiciária, política, para citar as de importância mais óbvia, que podem corresponder melhor às necessidades e anseios de desenvolvimento econômico e social solicitados por um País emergente no limiar de uma nova configuração mundial.

Em 2012, portanto,  continuamos a ser um País emergente, a quinta economia mundial, segundo expectativas otimistas. O que não é totalmente ruim desde que 2013 seja melhor e que a expectativa se transforme em realidade.


Carro nacional que consumir menos combustível terá incentivo

O novo regime automotivo brasileiro anunciado na semana passada alia a necessidade de investimentos em engenharia e na cadeia produtiva brasileira ao incentivo à produção de carros mais econômicos e seguros. Uma das principais metas é a eficiência energética para automóveis e veículos comerciais leves com redução de 12,08%.

Apesar de prevista para daqui a cinco anos, essa meta será exigida dos fabricantes como uma das condições de habilitação ao novo regime automotivo. O Inovar-Auto (Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores) dura até 31 de dezembro de 2017. Até lá, as empresas que se comprometerem com a série de metas poderão ter crédito do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI de até 30 pontos percentuais presumidos.

O consumo de gasolina deve chegar a 17,26 km/l e de etanol a 11,96 km/l. Hoje, o consumo médio nacional é de 14 km/l (gasolina) e 9,71 km/l (etanol). Para o consumidor, com os preços atuais, isso representaria economia anual de R$ 1.150 com gasolina ou cerca de três quartos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA pago por um carro médio no País. Com redução maior na queima de combustível após 2017, o benefício aumenta.

Para habilitarem-se ao novo regime, os fabricantes terão de realizar metade das 12 etapas de fabricação no Brasil ainda neste ano. Entre 2014 e 2015, a montadora terá de nacionalizar sete etapas e subir para oito etapas em 2016 e 2017. As empresas terão de cumprir ao menos mais dois requisitos de uma lista de três: investir em pesquisa e desenvolvimento; participar do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, estabelecido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro; e investir em engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.

No caso de importadoras, a habilitação ao Inovar-Auto fica condicionada ao compromisso de importar veículos mais econômicos e aderir ao Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro. A empresa também deverá investir no Brasil em projetos de pesquisa e desenvolvimento e de engenharia, tecnologia industrial básica e capacitação de fornecedores.


O lado bom das crises

Os números recentes mostram a ainda modesta, mas bastante promissora recuperação da indústria. Os números vêm das entidades que congregam e representam o setor industrial, de organismos que monitoram a economia e do próprio governo federal.

As esperanças que temos nascem menos desses números de nossa economia no terceiro trimestre e muito mais do conjunto de providências adotadas pelo governo. As desonerações tributárias das folhas de pessoal, a redução recorde das taxas de juros e a mais recente de todas, a redução importante na conta da energia. No caso da indústria, uma redução que pode alcançar um terço da conta atual de energia. A esse pacote de estímulos é preciso adicionar as restrições criadas para posicionar as importações em patamares mais aceitáveis.

Esse elenco de providências deve cumprir seu papel estimulante, especialmente porque o discurso da equipe econômica permite alimentar a hipótese de que estamos criando uma nova e permanente política econômica, encerrando de vez as intervenções episódicas, remédios temporários para surtos de depressão econômica.

É interessante notar como o impacto das crises internacionais, além de mostrar as óbvias interdependências da economia globalizada, impõe maior racionalidade à nossa economia. Quase uma reforma, se pensamos no tempo que convivemos com taxas de juros “selvagens”, folhas de pessoal engessadas, custos de energia incompatíveis com a matriz energética fundada na mais barata das formas de geração.

A crise de 2008 serviu para evidenciar a força do mercado interno, a proteção que transformou a crise em marola administrável. Agora, o segundo turno da crise afeta gravemente a zona do euro e, somado à ainda fraca recuperação do mercado norte-americano, obriga nossas equipes econômicas a implantar medidas que o País exige há muito tempo, ou seja, um ataque frontal ao “custo Brasil”, do qual os impostos pendurados nas tarifas de energia elétrica são um exemplo eloquente, mas não único.

A pergunta que fica, portanto, é por que precisamos de crises internacionais para fazer o que sempre soubemos que devíamos fazer?


Indústria e governo concordam pela primeira vez com a meta da sustentabilidade

Reduzir emissão de gases em 5% até 2020 é a meta acordada entre a Confederação Nacional da Indústria – CNI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC e Ministério do Meio Ambiente – MMA.  “É a primeira vez que o governo e o setor produtivo acordam entre si um programa com meta voluntária, de redução de 5%. Precisamos providenciar inventários, medidores de emissões, financiamentos e reduções tributárias”, conta Fernando Pimentel, ministro do MDIC.

Inicialmente, o plano prevê reduzir 5% do efeito estufa em sete setores da indústria: alumínio, cimento, papel e celulose, químico, cal, vidro e ferro-gusa . O acordo prevê ainda a realização de inventários de emissões, estudos setoriais sobre o impacto das mudanças necessárias e a discussão de contrapartidas econômicas para as ações de mitigação.

“A indústria está engajada no desafio da mudança climática, e esse cenário deve ter como pano de fundo a manutenção da competitividade do setor e atendimento das necessidades básicas da população”, avalia Robson Braga de Andrade, presidente da CNI, que ainda destaca a necessidade de verificar os custos, gerar novas tecnologias e observar, especialmente, as oportunidades de negócios que vão surgir para cada uma das áreas envolvidas.

Preocupações ambientais estão em pauta no mundo e, provavelmente, serão fundamentais para o sucesso de futuros modelos de gestão econômica. Para o ministro do MDIC, o uso da “sustentabilidade” como pilar econômico coloca a indústria brasileira em outro patamar de competitividade.

A produção não pode parar. Para Izabella Teixeira, ministra do MMA, as questões ambientais não serão obstáculo para o crescimento do País. “Queremos criar condições para atingir bons resultados não só em termos climáticos, mas também para geração de emprego e competitividade”, disse. Ela ainda destacou o Fundo Clima, programa de apoio à indústria, que deve chegar a R$ 1 bilhão em 2014. Atualmente, esse valor é de R$ 560 milhões.

Para debater e monitorar o cumprimento das metas, foi criada a Comissão Técnica do Plano Indústria, composta pela CNI e associações setoriais envolvidas no processo.  O acordo tem vigência até o fim de 2015.