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Novas tecnologias para incrementar o desempenho de máquinas e equipamentos

5, novembro, 2015 1 comentário

A seção especial da Revista NEI de novembro reúne novas soluções voltadas à automação hidráulica e pneumática – pesquisadas nos mercados nacional e internacional – que podem contribuir para aumentar a eficiência e a produtividade de processos industriais. São tecnologias que apoiam a automação industrial, hoje tão importante para permitir maior flexibilidade da produção, além de ganhos de qualidade, rapidez e segurança. A segurança, em particular, está ganhando destaque nessa área, já que cresce a demanda por produtos de segurança em sistemas pneumáticos e hidráulicos, como revela Guilherme Bezzon, docente de graduação e pós-graduação na área de engenharia de controle e automação e coordenador do curso de engenharia mecânica da Metrocamp, em Campinas-SP. Segundo o professor doutor, normas e padrões de segurança atuais exigem soluções inteligentes para elevar o nível de confiabilidade, o que requer cada vez mais a introdução de componentes e equipamentos que atuem para a prevenção de acidentes.

Exemplo de componente pneumático inovador em questão de segurança, citado pelo professor, é o tipo de válvula de alimentação progressiva e escape rápido com sistema de segurança veloz e efetivo, resultando em rápida despressurização da máquina por meio de processos confiáveis. Dessa forma, preservam-se os componentes e previnem-se acidentes no caso de uma parada de emergência em áreas críticas. O escape rápido e seguro da válvula garante que o sistema tenha sua alimentação de ar comprimido cortada em segundos, de maneira suave em sistemas de tubulação pneumática e dispositivos finais da indústria. O escape seguro também ocorre quando há falha da válvula.

Além da questão da segurança, que tem ganhado relevância na hidráulica e pneumática, outras tecnologias revelam avanços nessa área, como as que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine)  e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Podemos notar ainda, na sequência de produtos apresentados, soluções que mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

“A automação H&P é uma das principais e mais viáveis formas de modernizar os processos fabris, transformando máquinas e equipamentos antigos em sistemas de alta produção, com elevado desempenho e qualidade.” Esta afirmação é de José Eduardo May, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e gerente da Metal Work Pneumática do Brasil. O presidente da CSHPA reforçou que em períodos de recessão os empresários buscam maior produtividade e redução de estoque, e a automação hidráulica e pneumática viabiliza essas ações, pois aumenta a disponibilidade dos produtos finais, ajudando a atingir novos mercados, inclusive o internacional, tendo em vista que o dólar atual está viável para isso; e elimina gargalos produtivos, que forçam o empresário a manter estoques.

De acordo com José Eduardo May – como em toda crise –, as criações, os desenvolvimentos e as readequações de antigos processos fabris ocorrem mais frequentemente. “A estabilização da economia está prevista a partir de 2016 e a melhora deve se iniciar no final do mesmo ano, por isso quem se preparou já começou a criar soluções para o segmento de automação H&P desde 2014; outros empresários esperaram um pouco para mudar e hoje passam por dificuldades”, comentou May. “Dedicação, atualização e inovação – essas três pequenas palavras farão toda a diferença nessa fase de crise”, finaliza o presidente da CSHPA.


Precisamos ser mais competitivos

Todos os dias a indústria está sendo desafiada a inovar e encontrar soluções para produzir melhor e sem desperdício, aproveitando ao máximo seus recursos. É necessário gerenciar processos de modo mais eficaz, identificando onde e como otimizar, e investir na atualização tecnológica do parque fabril, essencial para o aumento de produtividade e eficiência – ganhos que vão impulsionar a indústria a melhorar processos e, consequentemente, reduzir custos operacionais. Cada vez mais o profissional da indústria precisa se atualizar e conhecer as inovações que vão apoiar esses incrementos no chão de fábrica. 

Neste mês, uma seleção de novos produtos de automação hidráulica e pneumática, pesquisados aqui e no mercado externo, revela tecnologias que contribuem para a automatização de processos nos mais diversos segmentos industriais, ampliando o desempenho de máquinas e equipamentos. Você verá tecnologias que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine) e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Além disso, essas novas soluções mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

As inovações tecnológicas estão acontecendo, principalmente no mercado externo; por isso estamos diariamente empenhados em identificar soluções que cedo ou tarde chegarão à sua empresa. O cenário atual impõe novos desafios – e entendemos que não tem sido fácil para o empresário brasileiro superá-los. No entanto, alguns desses desafios podem ser encarados como oportunidades. A depreciação cambial, por exemplo, é vista como um incentivo às exportações. Mas é preciso que a indústria esteja preparada tecnologicamente para fabricar produtos competitivos no mercado externo.

De acordo com o recém-divulgado Relatório Global de Competitividade 2015/16, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial , o Brasil perdeu 18 posições, ocupando hoje a 75ª colocação! À indústria cabe o desafio de superar as diferentes barreiras, que têm origens políticas, econômicas, fiscais, profissionais e também tecnológicas. E, como sempre, contar com um aliado fiel – a Revista NEI, há mais de 40 anos ao lado da indústria brasileira, apresentando mensalmente as novidades em máquinas e equipamentos.


As novas tecnologias que estão contribuindo para aumentar a eficiência da Hidráulica e Pneumática

Atualmente em toda a indústria busca-se maior eficácia com redução de custos. Houve um período em que a produtividade era o foco, porém atender a demanda já não é mais suficiente. É preciso investir no desenvolvimento técnico de materiais, desenhos e/ou sistemas que resultem em produtos com melhor desempenho. No setor de hidráulica e pneumática não é diferente, afirmou Álvaro Camargo Prado, mestre em engenharia mecânica, com experiência em automação hidráulica e pneumática, e professor do Centro Universitário da FEI e Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec. Nessa área, segundo ele, há duas novidades: aumento dos controles eletrônicos em bombas e válvulas e atuadores hidráulicos com sensores de proximidade incorporados, que eliminam a necessidade de instalação na máquina, que muitas vezes trabalha em condições adversas de temperatura, umidade e outras.

Há ainda novas possibilidades de substituir efeitos de controles proporcionais por tecnologias mais simples, com resultados próximos e custos menores, completou o docente. Um exemplo é a troca das válvulas proporcionais por válvulas com solenoides de alta frequência de acionamento. Prado disse que há pesquisas sobre o tema em universidades brasileiras.

Mila Avelino, doutora em engenharia mecânica e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, acrescentou que a hidráulica e a pneumática têm recebido crescente atenção por parte da comunidade científica, resultando em inovações. “Entre as mais recentes ressalto a dimensão reduzida dos sistemas”, comentou Mila. “A oferta de microdispositivos tem crescimento exponencialmente.”

Bombas hidráulicas e válvulas de controle de vazão em pequena escala são alguns exemplos, citados pela docente, empregados nos setores industriais, como têxtil, agrícola, farmacêutico e de petróleo. Como curiosidade, contou que, para doenças localizadas, os tratamentos podem ser potencializados com o uso desses microequipamentos que permitem a liberação dos medicamentos somente na área afetada.

A eletrônica tem se mostrado grande aliada da hidráulica e pneumática, permitindo a realização de tarefas complexas com controle de alta precisão. Entretanto, segundo a professora, se por um lado os dispositivos de controle eletrônico se apresentam como solução para tarefas complicadas, tem de se ressaltar os efeitos indesejados gerados pelos campos eletromagnéticos e sua interferência no funcionamento dos instrumentos, prejudicando funções de leitura e medição, por exemplo. “É preciso ampliar o entendimento da física envolvida nos fenômenos de natureza eletromagnética”, ressaltou Mila. “Esse tema já é pesquisado no Brasil e mundo.”

De acordo com Prado, o Laboratório de Sistemas de Hidráulica e Pneumática – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina é o maior polo de pesquisas do setor no Brasil, sempre apoiando as indústrias em busca de soluções. “No exterior, existe muito estudo na Europa e há uns dez anos a China investe pesado na área”, destacou o professor.

Números do setor

Em julho de 2014, a área de hidráulica e pneumática apresentou faturamento nominal acumulado de 9,4% superior ao mesmo período do ano passado. A média do Nível de Utilização da Capacidade Instalada de janeiro a julho deste ano foi de 66,5%. Quanto ao nível de emprego, os sete primeiros meses do ano tiveram aumento em relação aos mesmos meses de 2013, com exceção de abril. Os dados são da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De janeiro a julho de 2014, o País exportou US$ 57 milhões e, nos mesmos meses de 2013, pouco mais US$ 58 milhões, registrando queda de 2%, sendo os maiores compradores deste ano Estados Unidos, Argentina, México, Alemanha e França. Quanto às importações do período, totalizaram US$ 398 milhões, contra US$ 440 milhões de janeiro a julho de 2013, apresentando redução de 9,7%, sendo os principais vendedores de 2014 Estados Unidos, Alemanha, Japão, China e Itália.

 

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Abimaq recebe evento de hidráulica e pneumática em setembro

A segunda edição do workshop Innovative Engineering for Fluid Power será realizada nos dias 2 e 3 de setembro, na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, na cidade de São Paulo. Gratuito, o evento terá foco em aplicações aeronáuticas, veiculares e energéticas. Trata-se de iniciativa da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Universidade Federal do ABC – UFABC, Linköping University – LiU (Suécia), Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro – CISB e Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial da Abimaq. Para conferir a programação e fazer as inscrições, clique aqui. São 60 vagas.


Ensino de hidráulica e pneumática no Brasil

14, novembro, 2013 Deixar um comentário

Durante muitos anos, o ensino na área de hidráulica e pneumática – H&P foi mais técnico que científico. Porém, na última década, além do surgimento de laboratórios nas instituições privadas, como no campus de Panambi da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, houve grande expansão do número e tamanho das escolas técnicas federais no Brasil, que, além dos tradicionais cursos técnicos, oferecem ainda cursos superiores, entregando ao mercado de trabalho também tecnólogos e bacharéis. Por anos, o único laboratório consolidado na área de H&P foi o Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina.

Complementando essa revitalização, na rede federal de educação superior, além da expansão do número de universidades e de cursos nas já existentes, houve aumento de vagas e ampliação da infraestrutura, incluindo a construção de laboratórios, como no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS de Erechim, que recentemente ganhou moderno laboratório de H&P. Houve investimento em muitas áreas, dentre elas a de automação industrial.

Seguindo essa tendência, a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS incorporou recentemente ao seu elenco de cursos o de Engenharia de Controle e Automação, para o qual foi estruturada uma série de laboratórios, dentre os quais, o de ensino de hidráulica e pneumática.

Atualmente, praticamente qualquer ramo de atividade industrial consiste de um potencial usuário de tecnologia pneumática e/ou hidráulica. De forma geral, os sistemas de ambas as naturezas são empregados para operações mecânicas de movimentação ou aplicação de força ou pressão. Exemplos de aplicação tanto da hidráulica quanto da pneumática vão desde as tradicionais indústrias de manufatura (metalmecânica, calçadista, plásticos, móveis, etc.) até atividades navais, portuárias e automobilísticas, em unidades automáticas de montagem, sistemas robotizados e linhas de produção automatizadas.

Ainda como aplicação da hidráulica estão: área móbil (equipamentos rodoviários, implementos agrícolas, guindastes e outros equipamentos de movimentação), aeronáutica, de máquinas-ferramenta e prensas. Na pneumática, destacam-se também: indústria farmacêutica, de produção de alimentos e bebidas e rações. Tem ocorrido ainda aumento de aplicações de pneumática em indústrias de células fotoelétricas, de displays de monitores de telas planas e de montagem de veículos automotivos, além de segurança de máquinas, automação de laboratórios e sistemas embarcados em veículos.

O ensino com mais qualidade e infraestrutura, que formará novos profissionais, ajudará os fabricantes nacionais no desenvolvimento de novas tecnologias de H&P.

Crédito:

Artigo escrito por Eduardo André Perondi, professor doutor do curso de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.


Pesquisas de H&P no Rio Grande do Sul

O Laboratório de Mecatrônica e Controle – Lamecc da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS realiza diversos estudos na área de hidráulica e pneumática, principalmente no desenvolvimento de algoritmos de controle para servoposicionadores pneumáticos e hidráulicos. Os projetos envolvem a proposição de modelos teóricos para ser utilizados na compensação de atrito e o desenvolvimento de algoritmos de controle lineares e não lineares, empregando técnicas tradicionais, como controle adaptativo, controle por linearização por realimentação de estados, controle por modos deslizantes e estratégia de controle em cascata.

Recentemente, tecnologias mais modernas começaram a ser integradas às estratégias tradicionais de controle, como adaptação de parâmetros por redes neurais para compensação de atrito e de não linearidade do subsistema pneumático. Os resultados apontam repetitividade em erros de posicionamento da ordem de décimos de milímetro no deslocamento ponto a ponto em cursos de até 90 cm. Além do desenvolvimento dos algoritmos, soluções para o hardware de controle baseadas em sistemas proprietários têm sido desenvolvidas com sucesso.

No laboratório foram projetadas e fabricadas plataformas de controle baseadas em computadores pessoais processando Unix ou módulos baseados em DSpic capazes de executar ciclos de controle de servoposicionadores pneumáticos abaixo de 1 ms com garantia de tempo real.

Outro desenvolvimento realizado no Lamecc é o de válvulas de controle baseadas no emprego de material com memória (Shape-Memory Alloy – SMA), permitindo substituir o solenoide de cobre e o núcleo de aço do atuador elétrico por um fio SMA de nitinol (liga metálica de lítio e titânio) de diâmetro reduzido. Dispõe-se hoje de protótipos funcionais de válvulas de controle de vazão de água baseados nesse princípio. “As válvulas em desenvolvimento não são proporcionais, mas o princípio pode ser aplicado a esse tipo, desde que a velocidade de resposta não necessite ser rápida”, explicou Eduardo André Perondi, professor doutor do curso de Engenharia de Controle e Automação da UFRGS.

Destaca-se também a criação de um robô cilíndrico de 5 graus de liberdade com acionamento pneumático. Protótipo do robô está em fase de testes visando à sua aplicação em problemas de movimentação de peças, substituindo operadores humanos em situações perigosas ou insalubres.


Evento em Ribeirão Preto-SP terá sessão de hidráulica e pneumática

Para incrementar os debates sobre hidráulica e pneumática e propor novas tecnologias, o 22º International Congress of Mechanical Engineering – Cobem 2013, que será realizado de 3 a 7 de novembro, em Ribeirão Preto-SP, contará com simpósio de mecatrônica e automação, no qual está inserida a área de H&P. Com apoio da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a sessão de H&P reunirá artigos e palestras de universidades, indústrias e da Abimaq. Em 4 de novembro serão exibidos pôsteres na sala 10 e no dia 5 de novembro, na sala 8, proferidas as apresentações.

A organização da sessão de hidráulica e pneumática tem a participação de Victor Juliano De Negri, professor doutor em engenharia mecânica e coordenador do Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

O Cobem terá ainda o simpósio “Desafios Tecnológicos da Indústria Brasileira” no dia 4 de novembro, formado por palestras de representantes da indústria e pesquisadores com experiência em relações entre universidades e empresas, como o professor Petter Krus, da Universidade de Linköping, Suécia; e por exposição de pesquisas tecnológicas de cerca de 15 instituições de ensino.


Cursos gratuitos de H&P, solda e metrologia ocorrem no interior paulista. Inscrições até amanhã

carreta do Via RápidaA partir do dia 13 de maio serão realizados três cursos gratuitos de capacitação profissional nas unidades móveis (sala de aula e laboratório) do programa Via Rápida Emprego, ação do governo do Estado de São Paulo. Os cursos de sistemas hidráulicos e pneumáticos industriais, soldador e metrologia serão realizados respectivamente nas cidades paulistas de Botucatu, Espírito Santo do Pinhal e Monte Alto. As inscrições podem ser realizadas até amanhã, 9 de maio, pelo www.viarapida.sp.gov.br ou nos postos do Acessa São Paulo.

São oferecidas 60 vagas para cada curso. Para participar é preciso ter idade mínima de 16 anos e residir no Estado de São Paulo. O nível de escolaridade e idade variam de curso para curso. A seleção é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, que considera critérios de idade, escolaridade e renda familiar dos inscritos. Quem está desempregado ou é arrimo de família tem prioridade.

Os selecionados serão informados por correspondência oficial e receberão material didático, subsídio de transporte no valor de R$ 150,00 e auxílio-alimentação de R$ 100,00.

Os postos itinerantes possuem área de aproximadamente 60 m² e têm capacidade para atender até 20 alunos por turma, em três períodos. Os cursos serão ministrados por professores do Centro Paula Souza.


HIDRÁULICA & PNEUMÁTICA – As soluções que estão chegando com a nova geração de máquinas

3, novembro, 2012 2 comentários

Questões como redução de peso e espaço, eficiência energética, tanto em relação à geração de energia por meio de fontes renováveis quanto à sua utilização com o mínimo de perdas, e maior segurança e produtividade têm guiado os novos produtos hidráulicos e pneumáticos.

Para atender esses requisitos, as principais estratégias encontradas pelos fabricantes têm sido otimizar a automação dos componentes hidráulicos e pneumáticos, utilizar novos materiais, como polímeros, ligas metálicas e materiais metálicos sinterizados; e adotar processos de produção mecânica beneficiando-se de máquinas dedicadas com alta repetitividade. Essa é a opinião de Victor Juliano De Negri, professor doutor em engenharia mecânica na área de hidráulica e pneumática pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e coordenador do Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC – Laship.

Embora essa tendência já seja observada há décadas, de acordo com o professor, é possível afirmar que nos últimos anos os produtos com características diferenciadas têm sido efetivamente colocados no mercado e utilizados em diferentes aplicações com maior frequência.

Na pneumática, conforme o especialista, o foco tem sido, por exemplo, o projeto de circuitos integrados com a programação da máquina buscando reaproveitar o ar de exaustão e a redução de perdas devido à compressão. O resultado final esperado é a diminuição do consumo de ar comprimido.

Ainda segundo o professor, no campo da hidráulica, ressurgiu a discussão em torno da hidráulica digital, que implica o chaveamento de várias válvulas direcionais, podendo ser combinado ou não com o uso de bombas e motores. Também existem estudos na área de sistemas hidráulicos chaveados por modulação por largura de pulso (PWM), com concepção semelhante à das fontes chaveadas da eletrônica de potência.

Pesquisas em Santa Catarina
A eficiência energética começou a ser pesquisada no Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSC – Laship há dois anos. No âmbito da pneumática é desenvolvida uma solução híbrida de válvula proporcional com válvula para realizar o reaproveitamento de ar em determinadas condições do ciclo de trabalho de um posicionador pneumático. Na hidráulica, a abordagem é a proposição de circuitos digitais buscando reduzir as perdas energéticas.

Vários outros tópicos são estudados por cerca de 15 pessoas no Laship. Para Victor Juliano De Negri, destaca-se o projeto de sistemas hidráulicos com fluidos biodegradáveis, cujo uso pode reduzir significativamente os danos ambientais no caso de vazamentos.

Números do setor
De acordo com a Câmara Setorial de Hidráulica e Pneumática da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, de janeiro a julho de 2012, o País exportou aproximadamente US$ 64 milhões em máquinas hidráulicas, sendo os maiores compradores Estados Unidos, Argentina, México, Alemanha e França. Quanto às importações, de janeiro a julho deste ano, totalizaram US$ 379 milhões, sendo os principais vendedores Estados Unidos, Alemanha, Japão, Itália e Suíça.

Em 2011, o País exportou mais de US$ 163 milhões em máquinas hidráulicas, sendo os cinco maiores compradores Estados Unidos, México, Alemanha, Argentina e Itália. Em relação às importações, em 2011, foram mais de US$ 381 milhões em máquinas hidráulicas, sendo os maiores vendedores Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália e Suíça.

Ainda segundo a Abimaq, o desempenho do faturamento nominal desse setor no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período de 2012 foi: janeiro, 1,4%; fevereiro, 2,7%; março, 2,6%; abril, 1,3%; maio, 2,3%; junho, 2,1%. Conforme a associação, o faturamento nominal é o valor da venda dos bens e/ou serviços a preços correntes, ou seja, a preços no ano em que esses bens e/ou serviços foram efetivamente vendidos.

A seguir a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções antecipa 49 lançamentos de hidráulica e pneumática.

MDA South America será realizada pela primeira vez em 2013
Além das novidades apresentadas nesta edição, outras serão lançadas em breve. A MDA – Motion, Drive & Automation, integrante da feira alemã Hannover Messe, realizará pela primeira vez a MDA South America de 19 a 22 de março de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, São Paulo. Trata-se de um evento dedicado à transmissão de forças hidráulicas, pneumáticas, mecânicas e elétricas e à tecnologia de ar comprimido e a vácuo. Essa feira ocorrerá simultaneamente à Cemat South America – Feira Internacional de Movimentação de Materiais e Logística, realizada pela primeira vez no Brasil em 2011.

A expectativa da primeira edição da MDA South America é reunir cerca de 80 expositores, de 20 países. Juntas, as feiras ocuparão área de 35 mil m2. A organizadora informou que o evento contará com pavilhões de empresas da Alemanha, Itália, Estados Unidos e Taiwan e congresso com palestras para os visitantes.


MDA South America será realizada pela primeira vez em março de 2013

Dedicada à transmissão de forças hidráulicas, pneumáticas, mecânicas e elétricas e à tecnologia de ar comprimido e a vácuo, a MDA South America – Motion, Drive & Automation, que é integrante da feira alemã Hannover Messe, será realizada pela primeira vez de 19 a 22 de março de 2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Este evento ocorrerá simultaneamente à Cemat South America – Feira Internacional de Movimentação de Materiais e Logística, que foi realizada pela primeira vez no Brasil em 2011.  

A organizadora informou que as empresas Ascoval, Airzap, Festo, Bosch Rexroth, Balflex, Kastas AS, Iraundi, Make e Star Hydaulics são algumas das que confirmaram presença. A expectativa da primeira edição da MDA South America é reunir cerca de 80 expositores, de 20 países. Já a Cemat South America deve contar com 200 expositores, de 25 países. Juntas, ocuparão área de 35 mil m2.

A MDA South America contará com pavilhões de empresas da Alemanha, Itália, Estados Unidos e Taiwan e congresso com palestras para os visitantes. Os temas e os palestrantes ainda não foram definidos.

Subsidiária no Brasil da Deutsche Messe AG, organizadora alemã de feiras internacionais, a Hannover Fairs Sulamérica é a promotora deste novo evento.