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Abimaq recebe evento de hidráulica e pneumática em setembro

A segunda edição do workshop Innovative Engineering for Fluid Power será realizada nos dias 2 e 3 de setembro, na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, na cidade de São Paulo. Gratuito, o evento terá foco em aplicações aeronáuticas, veiculares e energéticas. Trata-se de iniciativa da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Universidade Federal do ABC – UFABC, Linköping University – LiU (Suécia), Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro – CISB e Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial da Abimaq. Para conferir a programação e fazer as inscrições, clique aqui. São 60 vagas.


Ensino de hidráulica e pneumática no Brasil

14, novembro, 2013 Deixar um comentário

Durante muitos anos, o ensino na área de hidráulica e pneumática – H&P foi mais técnico que científico. Porém, na última década, além do surgimento de laboratórios nas instituições privadas, como no campus de Panambi da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, houve grande expansão do número e tamanho das escolas técnicas federais no Brasil, que, além dos tradicionais cursos técnicos, oferecem ainda cursos superiores, entregando ao mercado de trabalho também tecnólogos e bacharéis. Por anos, o único laboratório consolidado na área de H&P foi o Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina.

Complementando essa revitalização, na rede federal de educação superior, além da expansão do número de universidades e de cursos nas já existentes, houve aumento de vagas e ampliação da infraestrutura, incluindo a construção de laboratórios, como no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS de Erechim, que recentemente ganhou moderno laboratório de H&P. Houve investimento em muitas áreas, dentre elas a de automação industrial.

Seguindo essa tendência, a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS incorporou recentemente ao seu elenco de cursos o de Engenharia de Controle e Automação, para o qual foi estruturada uma série de laboratórios, dentre os quais, o de ensino de hidráulica e pneumática.

Atualmente, praticamente qualquer ramo de atividade industrial consiste de um potencial usuário de tecnologia pneumática e/ou hidráulica. De forma geral, os sistemas de ambas as naturezas são empregados para operações mecânicas de movimentação ou aplicação de força ou pressão. Exemplos de aplicação tanto da hidráulica quanto da pneumática vão desde as tradicionais indústrias de manufatura (metalmecânica, calçadista, plásticos, móveis, etc.) até atividades navais, portuárias e automobilísticas, em unidades automáticas de montagem, sistemas robotizados e linhas de produção automatizadas.

Ainda como aplicação da hidráulica estão: área móbil (equipamentos rodoviários, implementos agrícolas, guindastes e outros equipamentos de movimentação), aeronáutica, de máquinas-ferramenta e prensas. Na pneumática, destacam-se também: indústria farmacêutica, de produção de alimentos e bebidas e rações. Tem ocorrido ainda aumento de aplicações de pneumática em indústrias de células fotoelétricas, de displays de monitores de telas planas e de montagem de veículos automotivos, além de segurança de máquinas, automação de laboratórios e sistemas embarcados em veículos.

O ensino com mais qualidade e infraestrutura, que formará novos profissionais, ajudará os fabricantes nacionais no desenvolvimento de novas tecnologias de H&P.

Crédito:

Artigo escrito por Eduardo André Perondi, professor doutor do curso de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.


Pesquisas de H&P no Rio Grande do Sul

O Laboratório de Mecatrônica e Controle – Lamecc da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS realiza diversos estudos na área de hidráulica e pneumática, principalmente no desenvolvimento de algoritmos de controle para servoposicionadores pneumáticos e hidráulicos. Os projetos envolvem a proposição de modelos teóricos para ser utilizados na compensação de atrito e o desenvolvimento de algoritmos de controle lineares e não lineares, empregando técnicas tradicionais, como controle adaptativo, controle por linearização por realimentação de estados, controle por modos deslizantes e estratégia de controle em cascata.

Recentemente, tecnologias mais modernas começaram a ser integradas às estratégias tradicionais de controle, como adaptação de parâmetros por redes neurais para compensação de atrito e de não linearidade do subsistema pneumático. Os resultados apontam repetitividade em erros de posicionamento da ordem de décimos de milímetro no deslocamento ponto a ponto em cursos de até 90 cm. Além do desenvolvimento dos algoritmos, soluções para o hardware de controle baseadas em sistemas proprietários têm sido desenvolvidas com sucesso.

No laboratório foram projetadas e fabricadas plataformas de controle baseadas em computadores pessoais processando Unix ou módulos baseados em DSpic capazes de executar ciclos de controle de servoposicionadores pneumáticos abaixo de 1 ms com garantia de tempo real.

Outro desenvolvimento realizado no Lamecc é o de válvulas de controle baseadas no emprego de material com memória (Shape-Memory Alloy – SMA), permitindo substituir o solenoide de cobre e o núcleo de aço do atuador elétrico por um fio SMA de nitinol (liga metálica de lítio e titânio) de diâmetro reduzido. Dispõe-se hoje de protótipos funcionais de válvulas de controle de vazão de água baseados nesse princípio. “As válvulas em desenvolvimento não são proporcionais, mas o princípio pode ser aplicado a esse tipo, desde que a velocidade de resposta não necessite ser rápida”, explicou Eduardo André Perondi, professor doutor do curso de Engenharia de Controle e Automação da UFRGS.

Destaca-se também a criação de um robô cilíndrico de 5 graus de liberdade com acionamento pneumático. Protótipo do robô está em fase de testes visando à sua aplicação em problemas de movimentação de peças, substituindo operadores humanos em situações perigosas ou insalubres.


Evento em Ribeirão Preto-SP terá sessão de hidráulica e pneumática

Para incrementar os debates sobre hidráulica e pneumática e propor novas tecnologias, o 22º International Congress of Mechanical Engineering – Cobem 2013, que será realizado de 3 a 7 de novembro, em Ribeirão Preto-SP, contará com simpósio de mecatrônica e automação, no qual está inserida a área de H&P. Com apoio da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a sessão de H&P reunirá artigos e palestras de universidades, indústrias e da Abimaq. Em 4 de novembro serão exibidos pôsteres na sala 10 e no dia 5 de novembro, na sala 8, proferidas as apresentações.

A organização da sessão de hidráulica e pneumática tem a participação de Victor Juliano De Negri, professor doutor em engenharia mecânica e coordenador do Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

O Cobem terá ainda o simpósio “Desafios Tecnológicos da Indústria Brasileira” no dia 4 de novembro, formado por palestras de representantes da indústria e pesquisadores com experiência em relações entre universidades e empresas, como o professor Petter Krus, da Universidade de Linköping, Suécia; e por exposição de pesquisas tecnológicas de cerca de 15 instituições de ensino.


Produtos de H&P automatizam processos industriais

9, setembro, 2011 1 comentário

O Estudo de Intenção de Compras 2010/2011 realizado por NEI Soluções revela que 8,8% das intenções de compra de nossos leitores recaem na categoria Hidráulica e Pneumática. A indústria em geral, em menor ou maior grau, está envolvida em processos automatizados, buscando soluções que aliem movimento à confiabilidade em sistemas baseados nos princípios da hidráulica e pneumática.

Na realidade, equipamentos de hidráulica e pneumática contribuem para automatizar processos, tornando-os mais precisos, rápidos e confiáveis.

Em suma, a importância da automação no chão de fábrica está ampliando o interesse da indústria por equipamentos de H&P, uma vez que a demanda por mais automação é fator determinante para aumentar a qualidade e a produtividade dos processos industriais.

Para apoiar os profissionais da indústria que têm a responsabilidade de projetar e/ou operar esses sistemas automáticos, pesquisamos e editamos 58 produtos lançados recentemente no mercado. Confira aqui!

Crédito: Lilian Mary Gabriel Lopes é graduada em língua portuguesa pela USP e pós-graduada em literatura brasileira pela UFRJ.


Logística Reversa no Brasil – Lições Aprendidas Cinco empresas apresentam suas práticas e os desafios futuros – Parte II

28, dezembro, 2010 3 comentários

Vale destacar algumas lições aprendidas por empresas que aderiram ao descarte correto, antecedendo a legislação. Abaixo, algumas experiências:

Dell

Desde 2006 – Sistema de coleta de eletrônico e acessório aos clientes brasileiros (não corporativo) agendada pela internet. O cliente embala o que tem para descartar e uma transportadora leva os resíduos para reciclagem – Programa fácil, conveniente e gratuito.

Itautec

Programa de Reciclagem – recolhe equipamentos e os desmonta. Plástico, vidros e peças de alumínio, entre outros materiais. Esses são enviados para recicladores brasileiros. Do total recolhido, já reciclaram 97% no Brasil. Os custos do Programa de reciclagem somam 1 milhão de reais.

UMICORE

Reprocessadora Belga com filial brasileira – recolhe peças para reciclagem na Bélgica. Também recicla baterias e catalisadores, recupera até 17 tipos de metais, como ouro, prata, paládio, cobre e estanho, nos diferentes processo. A área de recuperação de metais representa 21% das receitas mundiais da empresa. A UMICORE não faz a operação no Brasil por falta de volume para fazer a recuperação.

VIVO

Serviço de reciclagem de celulares em 3.400 pontos de coleta em lojas próprias e revenda – do total de aparelhos trocados, somente 5% são – pois parte do que não é coletado deve estar guardada ou foi repassada para alguém.

HP

Possui 55 centros de coleta espalhados pelo País. Em 2009, reciclou 750 toneladas de plástico, 2 toneladas de baterias, 370.000 cartuchos de tinta e 75.000 toners. Para o especialista da empresa, o custo da logística reversa é cara em um país com o tamanho do Brasil.

Descarte Certo

A empresa atua na ponta da cadeia com o consumidor. Vende um serviço de coleta e reciclagem nas lojas do Carrefour e pela internet, como se fosse garantia estendida. A empresa recicla, desde celulares (R$ 9,90), até geladeiras (R$ 152,90).

Fonte: Guia Exame Sustentabilidade 2010.

Muitas discussões estão embutidas no cenário da logística reversa em nosso país. As variáveis, como o custo logístico, o ciclo de vida dos produtos, as pesquisas e o desenvolvimento de produtos mais aderentes à demanda da sustentabilidade, as culturais organizacionais e a atuação dos líderes devem ser consideradas. Um dos fatores mais significativos é a educação. O investimento em educação, seja em ensino fundamental e médio ou em educação corporativa, será decisivo para mudar o hábito e o engajamento compromissado da sociedade em torno do tema. Hoje, podemos reconhecer um banco de lições aprendidas na área, ainda precário, mas que nos viabiliza um melhor desempenho em projetos de descarte de produtos aliados à sustentabilidade.

Conheça produtos ligados à reciclagem e logística reversa.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.