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Máquinas e equipamentos recebem 46,3% dos investimentos das indústrias

Em 2011, a indústria brasileira investiu R$ 162,9 bilhões em ativo imobilizado (bens tangíveis da empresa). Considerando os investimentos das empresas com 30 ou mais empregados, o destaque ficou por conta de máquinas e equipamentos industriais, que receberam 46,3% do total investido (em 2010, esse percentual foi de 45,4%). Compras de terrenos e edificações representaram 14,5%; recursos aplicados em meios de transporte somaram 4,3%; e outras aquisições (móveis, microcomputadores, etc) responderam por 31,8% do total investido em 2011. É o que apontou a Pesquisa Industrial Anual realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Ainda de acordo com a pesquisa, dez atividades representam 70,6% da produção industrial. Em 2011, considerando o valor adicionado, os segmentos com maior participação no total da indústria foram fabricação de produtos alimentícios (12,6%); extração de minerais metálicos (9,9%); fabricação de coque, de produtos derivados de petróleo e de biocombustíveis (9,8%); fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (9,5%); fabricação de produtos químicos (6,7%); fabricação de máquinas e equipamentos (5,3%); metalurgia (4,9%); fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (4,4%); fabricação de produtos minerais não metálicos (3,9%); e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (3,6%).

Juntos, esses setores concentraram 70,6% do total produzido pela indústria

Fabricação de produtos alimentícios 12,6%
Extração de minerais metálicos 9,9%
Fabricação de coque e derivados de petróleo e de biocombustíveis 9,8%
Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias 9,5%
Fabricação de produtos químicos 6,7%
Fabricação de máquinas e equipamentos 5,3%
Metalurgia 4,9%
Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos 4,4%
Fabricação de produtos minerais não metálicos 3,9%
Fabricação de produtos de borracha e de material plástico 3,6%

 


68,2% dos ganhos da indústria brasileira estão em grandes empresas

De acordo com a Pesquisa Industrial Anual divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o total das receitas líquidas das empresas industriais do Brasil atingiu R$ 2,2 trilhões em 2011, impulsionado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais empregados. Essas empresas representam 68,2% do total, ou seja, geraram receita liquida de aproximadamente R$ 1,5 trilhão. Em 2010, esse percentual foi de 67,4%.

Em 2011, os custos e despesas da indústria nacional somaram R$ 2,2 trilhões. Desse total, os gastos das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas representaram 69,6% ou R$ 1,5 trilhão.

Ainda segundo a pesquisa, destrinchando o total dos custos e despesas da indústria brasileira, os gastos com pessoal representaram 14,5% e o custo das mercadorias revendidas atingiu 6,7%. Assim como em 2010, o consumo de matéria-prima representou o maior percentual na estrutura dos custos e despesas, apontando 42,5% do total. Custos diretos de produção (combustíveis, energia elétrica, serviços terceirizados e manutenção de máquinas) somaram 7,2%; depreciação, amortização e exaustão de ativos imobilizados ficaram com 3,2%; gastos com pagamento de royalties e assistência técnica representaram 1,6%; e despesas com propaganda somaram 1,1%. Outros custos e despesas (23,2%) completaram os gastos.


Brasil tem 12 mil indústrias a mais na comparação com 2010

Segundo a Pesquisa Industrial Anual, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em 2011 o número de empresas aumentou 4% na comparação com 2010, saindo de 299.862 para cerca de 312.000 empresas. Ainda de acordo com a pesquisa, em 2011 haviam 8,6 milhões de pessoas empregadas, apontando média de 28 profissionais por empresa e 3% mais empregados na comparação com o ano anterior (eram 8,4 milhões em 2010).

Cerca de R$ 162,9 bilhões foram investidos em ativo imobilizado (bens tangíveis da empresa) pelas empresas do setor industrial em 2011. Os gastos com pessoal somaram R$ 319,2 bilhões. Já a receita líquida de vendas atingiu aproximadamente R$ 2,2 trilhões, com uma média de R$ 7,0 milhões por empresa.

A pesquisa mostra ainda que o valor bruto da produção atingiu R$ 2,1 trilhões e o consumo intermediário somou R$ 1,4 trilhão.

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Produção industrial cresce 0,7% em março

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a produção industrial brasileira avançou 0,7% em março/13 na comparação com o mês anterior. O destaque foi a categoria “Duráveis” que cresceu 4,7%. Já o destaque negativo foi a categoria “Semiduráveis e Não Duráveis” que apontou queda de 0,5%.

Dentre os 27 ramos investigados, 13 registraram crescimento, com destaque para a alta de 5,1% do setor de veículos automotores. Outras atribuições positivas vieram do fumo (33,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (11,9%), mobiliário (11%), bebidas (4,6%), refino de petróleo e produção de álcool (3,3%) e borracha e plástico (2,7%). Na contramão, os destaques negativos ficaram no setor de diversos (-7,3%), outros equipamentos de transporte (-5%), produtos de metal (-4,4%), alimentos (-2,7%) e outros produtos químicos (-1%).

Trimestre 2013
No índice acumulado para o período janeiro-março de 2013, frente ao mesmo período do ano anterior, o setor industrial aponta decréscimo de 0,5%, com 17 dos 27 ramos investigados apontando queda na produção. Entre as categorias de uso, os principais resultados negativos foram em bens intermediários (-0,8%) e em bens de consumo semi e não duráveis (-3,9%). Já os dados positivos são puxados pelos setores de bens de capital (9,8%) e bens de consumo duráveis (1%).

Na comparação com 2012…
Na comparação com março de 2012, o setor industrial recuou 3,3% em março de 2013. Vale salientar que o mês de março de 2013 teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês do ano anterior. Nesse cenário, os principais pontos negativos são apontados nas indústrias de alimentos (-7,9%), famarcêutica (-17,3%), extrativas (-7,1%) e de metalurgia básica (-7,3%).


Indústria de bens de capital produz mais em fevereiro, aponta IBGE

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, a produção de bens de capital, máquinas e equipamentos usados na cadeia produtiva industrial, agrícola, de transportes, energia e construção civil, obteve alta de 1,6% entre janeiro e fevereiro deste ano. Esse aumento pode sinalizar uma disposição maior do empresário em investir, seja para aumentar sua produção, seja para modernizar sua empresa.

Segundo André Macedo, coordenador da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, o comportamento positivo em fevereiro foi tanto na produção de caminhões, quanto na fabricação de bens de capital para a construção e para o setor agrícola. “Foi um movimento espalhado de crescimento dentro desse segmento”, diz.

O setor de bens de capital acumula alta de 13,3% nos dois primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2012. Em janeiro e fevereiro, houve aumento na produção de bens de capital para a indústria (0,4%), para transporte (38,1%) e energia (9,6%).

Já a produção industrial…
Em fevereiro, a produção industrial recuou 2,5% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, segundo o IBGE. Com queda de 9,1%, a produção de veículos automotores puxou o resultado negativo. Ainda segundo o instituto, o saldo negativo de 2,5% é o mais intenso desde dezembro de 2008, quando houve queda de 12,2%.


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Produção industrial recua 2,7% em 2012, aponta IBGE

Em dezembro de 2012, a indústria repetiu o resultado de produção de novembro de 2012, na série livre de influências sazonais. Na comparação com dezembro de 2011, o setor industrial assinalou queda de 3,6%. Com o resultado, 2012 fechou com queda de 2,7% em relação ao ano anterior, após apontar crescimento de 10,5% em 2010 e alta de 0,4% em 2011. É a primeira retração desde o recuo de 7,4% observado em 2009, ano marcado pelos efeitos negativos da crise internacional. Os dados são confirmados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Período Produção Industrial
Dezembro 2012 / Novembro 2012 0,0%
Dezembro 2012 / Dezembro 2011 -3,6%
Acumulado 2012 -2,7%
Média móvel trimestral -0,3%

 

Queda generalizada
De acordo com o IBGE, no fechamento de 2012 (-2,7%), 17 dos 27 ramos, 50 dos 76 subsetores e 59,5% dos 755 produtos investigados apontaram queda na produção.

Veículos automotores (-13,5%), Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,5%), Máquinas para escritório e equipamentos de informática (-13,5%), Vestuário e acessórios (-10,5%), Aparelhos e materiais elétricos (-5,2%) e Máquinas e equipamentos (-3,6%) foram alguns dos setores que contribuíram negativamente.

Entre as dez atividades que registraram alta na produção, as principais influências foram do Refino de petróleo e produção de álcool (4,1%), Outros produtos químicos (3,4%) e Outros equipamentos de transporte (8,5%), impulsionados, principalmente, pela maior fabricação de gasolina, óleo diesel e outros óleos combustíveis.

Entre as categorias de uso, os menores resultados foram apontados em Bens de capital (-11,8%) e Bens de consumo duráveis (-3,4%).

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Acesse aqui a publicação completa disponibilizada pelo IBGE.


Plástico espera gerar mais 3% de novos empregos este ano

O ano de 2012 fechou com taxa média de desemprego de 5,5%. É a menor de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego – PME, realizada desde 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. A indústria de transformados plásticos é um dos setores que tiveram aumento no nível de empregabilidade ao longo dos últimos anos. Em 2012, foram gerados 3,2 mil novos empregos, alta de 1% em relação ao período anterior. Os dados são do balanço anual realizado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast.

“Para 2013, projetamos crescimento de 3% na geração de empregos”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. “Hoje, essa indústria emprega 354,5 mil pessoas”.

O nível de emprego no setor tem mantido crescimento desde 2008. A maior alta ocorreu em 2010, com incremento de 6,8%.


Desemprego é o menor em dez anos, aponta IBGE

A taxa de desocupação em dezembro de 2012 fechou em 4,6%. O resultado representa queda de 0,3% em relação a novembro de 2012 (4,9%) e estabilidade frente a dezembro de 2011 (4,7%). Com esse resultado, 2012 fechou com taxa média de desemprego de 5,5%. Ambas as taxas são as menores de toda a série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego – PME, realizada desde 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Segundo o IBGE, no ano de 2012, os desocupados somaram, em média, 1,3 milhão de pessoas, 6,1% a menos que em 2011 (1,4 milhão), representando menos 87 mil desocupados em um ano. Já a população empregada apresentou aumento de 3,1%, o que representou elevação de 703 mil ocupados nos últimos doze meses. Na média de 2012, os empregados somaram 23 milhões de pessoas.

O baixo desemprego foi garantido, principalmente, pelo setor de serviços, que sustentou a demanda dos consumidores e ajudou a evitar uma recessão no ano passado. A renda em alta também contribuiu para o quadro positivo.

A Pesquisa Mensal de Emprego – PME é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Para acessar a íntegra da pesquisa, clique aqui

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Produção industrial do 1° semestre cai em 8 dos 14 estados pesquisados pelo IBGE

Rio de Janeiro (-7,1%), Amazonas (-6,3%), São Paulo (-5,9%) e Espírito Santo (-5,9%) foram os Estados com queda acima da média nacional (-3,8%). Santa Catarina (-3,4%), Rio Grande do Sul (-2,1%), Ceará (-2,0%) e Minas Gerais (-1,4%) completam o conjunto dos locais com taxas negativas no acumulado do primeiro semestre de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

O resultado negativo foi influenciado principalmente pela baixa fabricação de bens de consumo duráveis (automóveis, motos, telefones e relógios) e de bens de capital (caminhões e veículos para transporte de mercadorias). Minério de ferro, têxtil, vestuário, farmacêutica e metalurgia básica também contribuíram para a baixa produção.

Já Goiás (9,2%), Paraná (3,6%), Bahia (3,1%), Pernambuco (2,8%), Região Nordeste (1,8%) e Pará (1,3%) fecharam os primeiros seis meses do ano com a produção em alta. Em Goiás, o melhor resultado positivo, decorreu do aumento da produção de medicamentos.  Já no Paraná, segundo melhor resultado positivo, livros e impressos didáticos explicam o desempenho industrial.

Mensal
Comparando junho com maio de 2012, os índices regionais da produção industrial foram mais animadores. Os dados do IBGE apontam avanço em 7 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Amazonas, que registrou alta de 5,2%, recuperando parte da perda de 7,4% acumulada no período março/maio de 2012. Espírito Santo (2,3%), Pernambuco (2,2%), Bahia (2,1%), Minas Gerais (1,3%), São Paulo (1,0%) e Região Nordeste (0,5%) completam os locais que registraram dados positivos.

As taxas negativas foram apontadas em Goiás (-6,0%), Rio de Janeiro (-4,3%), Pará (-4,2%), Paraná (-3,7%), Rio Grande do Sul (-3,1%), Ceará (-2,2%) e Santa Catarina (-1,4%).

No geral, a produção industrial cresceu 0,2% em junho deste ano, na comparação com o mês anterior.

Para acessar a pesquisa na íntegra, clique aqui.


Construção civil – emprego formal cresceu 95,2% nos últimos nove anos

Enquanto nos últimos nove anos a média geral da população com carteira assinada cresceu 48,2%, o setor de construção civil avançou quase o dobro, 95,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Atualmente, o mercado de construção civil emprega 1,7 milhão de pessoas.

Ainda de acordo com o instituto, entre 2003 e 2011, o número de empregos formais na indústria cresceu 28,5% e no comércio, 47%. Já até maio deste ano, a população ocupada cresceu apenas 21,3%, saltando para 23 milhões de empregados.


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