Arquivo

Textos com Etiquetas ‘IBM’

Investimento em inovação garante o futuro das empresas

13, janeiro, 2011 1 comentário

Por Lilian Laraia

De uma maneira geral, as organizações brasileiras não possuem ou são modestas no reconhecimento das atividades de P&D. Os projetos, as pessoas e os orçamentos financeiros para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e assistência técnica são vistas e tratadas como ações fora da realidade, desnecessárias para o momento atual, como algo que vem para modificar aquilo que sempre funcionou e como custos e despesas.

Há de haver um novo olhar para as questões ligadas à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Elas merecem seu devido valor e reconhecimento, uma vez que a inovação deixa de ser um diferencial competitivo para as organizações para se tornar um tema necessário e presente na estratégia, na estrutura e no dia a dia.

Não se trata apenas de vencer os limites da concorrência ou surpreender o cliente. Inovar para as empresas representa agora superar os próprios limites em todas as suas dimensões, pois os processos de inovação têm a propriedade de ser multidisciplinar, ser multifuncional e de permear por todas as áreas. É na área de P, D & I que encontramos a função de inovar. Nela encontramos a competência de envolver representantes das mais diversas funções na organização como alta direção, financeira, mercadológica, industrial, técnica, qualidade, segurança e meio ambiente nas decisões, relações e resultados.

Quem já ouviu falar da empresa Olivetti? Significativamente um ícone na produção de máquinas de escrever, mas que foi ultrapassada por empresas como IBM, Itautec e outras conterrâneas que acreditaram e investiram nos desenvolvimentos dos computadores. A opção da Olivetti era manter-se no nicho das máquinas de escrever, este mercado era cativo e dominado por ela. Os negócios iam muito bem, obrigado!!! Então, por que mudar? Ela não acreditou na grande mudança tecnológica e poucos meses foram suficientes para perder este mesmo mercado. Quando despertou para o fato, era tarde demais, estava fadada ao fim.

O papel que a inovação tecnológica tem assumido e contribuído para o desenvolvimento socioeconômico dos países por meio da criação de novas oportunidades de negócio é inegável (SBRAGIA, 2006). O ritmo dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem dúvida alguma, irá depender cada vez mais da sua capacidade de introduzir novas tecnologias para tornar sua empresa mais competitiva e, conseqüentemente, contribuir para o desenvolvimento do país.

Andreassi (1999) mostrou que a intensidade em P&D (despesa em P&D por faturamento bruto) está altamente correlacionada com o percentual do faturamento da empresa gerado por produtos novos ou melhorados. Como esse percentual equivale a uma parcela significativa do faturamento das empresas (em média 37%), pode-se ter uma ideia do quão estratégico podem ser os investimentos em P&D, notadamente naqueles setores onde a obsolescência tecnológica é alta e, portanto, o ciclo de vida dos produtos é baixo. No mercado brasileiro podemos destacar algumas empresas que são exemplos de práticas nos investimentos consistentes em programas de inovações e P, D & I com resultados satisfatório a longo prazo, estamos falando de empresas como Embraer, Petrobrás, Natura e outras.

À medida que as empresas brasileiras despertam para a inovação tecnológica, a função de P, D & I evolui e aponta para uma relação entre a acumulação de capital e tecnologia de manufatura, mostrando nítida posição, espaço na organização e crescimento.

A utilização de instrumentos de gestão eficaz assume papel de alta importância no acompanhamento do desenvolvimento e do atendimento aos objetivos da estrutura de P, D & I. As funções gerenciais da estrutura de P, D & I permitem organizar os recursos humanos e materiais de forma a possibilitar atingir o dos objetivos maximizando a utilização dos recursos disponíveis.

Estas colocações nos permitem concluir que se considerarmos as decisões relativas à estrutura de P, D & I para as empresas brasileiras nacionais e multinacionais, há fatores que mais interferem na decisão quanto à  função P, D & I. São eles: qualidade e disponibilidade de pessoal qualificado, existência de Universidades e Institutos de Pesquisa, infra-estrutura básica e incentivos fiscais. Estes pontos precisam ser considerados e devidamente tratados na elaboração deste tipo de estrutura.

Consideramos ainda de extrema importância para o Brasil aproveitar a tendência da descentralização e adotar medidas efetivas, com o propósito de atrair investimento das empresas transnacionais para a criação de centros de P&D no país. Se o Brasil não fizer, seguramente outros países da América latina o farão e trarão para si o capital intelectual do conhecimento que caminha junto a cada projeto de inovação tecnológica.

*Lilian Laraia é gerente de projetos da Pieracciani (www.pieracciani.com.br)

Confira aqui, os últimos lançamentos de produtos da indústria.


Consumir com eficiência energética, pagar menos e preservar o meio ambiente: Smarts Grids, a visão das redes elétricas do século XXI Sustentabilidade e Lucro nas Indústrias II

24, novembro, 2010 Deixar um comentário

Alguns dos projetos mais conhecidos são:

  • Projeto Evora InovCity:  Um projeto da EDP Distribuição, empresa que exerce a atividade de distribuição de energia no território continental de Portugal. O projeto acontece na cidade de Évora desde 2007 e vai investir 12 milhões de euros até 2010 na primeira fase. Uma iniciativa pioneira na Europa, da qual participam como parceiros, além do INESC/Porto, as empresas EFACEC, Logica e Janz.
  • O projeto Pecan Street Project, um piloto de Smart Grid que começou em 2008 na cidade de Austin, Texas. O projeto está sendo desenvolvido no bairro de Austin Mulles e recebeu 10.4 milhões de dólares em financiamento do Departamento de Energia e outros 18 milhões de empresas privadas.
  • Smart Grid City será a primeira cidade com uma Smart Grid implantada. É a maior concentração dessa tecnologia emergente na atualidade, sendo a cidade de Boulder, em Colorado, escolhida para sediar o empreendimento.
  • A ilha de Malta poderá, em médio prazo, ser a primeira nação a ter implantado completamente uma Smart Grid nacional. A IBM está planejando instalar mais de 250.000 smart meters, que permitirão a companhia nacional de energia e seus clientes administrarem melhor o consumo de água e energia. O projeto foi estimado em U$S 90 milhões e deverá finalizar em 2012.

No cenário latino-americano, o conceito está sendo amadurecido, mas já existe uma grande preocupação a respeito. O Brasil organizou, pelo terceiro ano consecutivo, o Fórum Latino-americano de Smart Grid, em agosto deste ano, na cidade de Campinas. Cabe ressaltar alguns fatos importantes acontecidos no Brasil que envolvem a temática:

  • No mês de julho de 2010, a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica publicou a chamada pública n° 11/2010 para o desenvolvimento de um projeto estratégico de pesquisa e desenvolvimento intitulado “Programa Brasileiro de Rede Elétrica Inteligente”. 37 empresas manifestaram interesse no projeto estratégico e 34 foram consideradas aptas pela Aneel.
  • Light e Cemig iniciam parceria para um investimento de R$ 65 milhões em um projeto de P&D sobre Smart Grid, com o apoio tecnológico do CpqD.
  • Projeto para arquitetura Smart Grid leva modernidade ao sistema elétrico da AES Eletropaulo – trata-se de projeto de P&D em andamento há um ano, com término previsto para 2011.

Os benefícios do Smart Grid são inquestionáveis, mas não podemos deixar de avaliar as questões econômicas, culturais, regulatórias, tecnológicas e políticas públicas e fiscais que envolvem esta inovação. Para os especialistas, os usuários têm um protagonismo nessa nova estrutura, bem como profissionais da área, para responder à demanda. Nesse encontro inovador ganham todos, os usuários, a cadeia produtiva e o meio ambiente.

Fontes:

GUTIERREZ, Sebastián, ALVES, Jeferson. Smart Grid. Ensaio de Trabalho de Conclusão de Curso. MBA Gestão Estratégica e Econômica de Projetos FGV. (em andamento), 2010.

Departamento de Energia dos EEUU paper “A vision for the Smart Grid”

www.inovcity.pt/en/Pages/homepage.aspx

www.pecanstreetproject.org/

www.smartgridcity.xcelenergy.com/

www-03.ibm.com/press/us/en/pressrelease/26596.wss

www.cpqd.com.br

 

Co-Autores:

 

Sebastián Gutierrez, graduado em Engenharia da Computação pela Facultad de Ingeniería – Universidad de la Republica Oriental del Uruguay, MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV. Gerente da equipe de suporte de sistemas da PayTrue Solutions para o projeto Visa Vale.

Jeferson Santos, graduado em Engenharia Elétrica pela UNIP. MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Projetos pela FGV. Gerente de Assistência Técnica da Alfa Laval. Membro do Comitê de Eletricidade e Eletromagnetismo do INMETRO.

Jonas Gonçalves, graduado em Engenharia Elétrica pela UNIFEI. MBA em Gestão de Projetos pela FGV. Gerente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética da Rede Energia. Membro dos grupos de trabalho de P&D e Eficiência Energética da Abradee – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. Instrutor pela WZ Consultoria.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.