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Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Números do setor de embalagens

O último Estudo Macroeconômico da Embalagem, realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas para a Associação Brasileira de Embalagem – ABRE, mostra valor bruto de produção de R$ 55,1 bilhões em 2014, aumento de aproximadamente 6,2% em relação ao número de 2013, passando de 1,07% do PIB em 2012 e 2013 para cerca de 1,9% em 2014. E a expectativa para 2015 é de que a produção totalize até R$ 58,2 bilhões. O nível de emprego na indústria de embalagem atingiu, em dezembro do ano passado, 227.321 postos de trabalho.

Em 2014 as exportações diretas do setor de embalagem tiveram faturamento de US$ 523,2 milhões, valor que representa crescimento de 6,18% em relação ao ano de 2013. As importações tiveram retração de 5,84% na comparação com 2013, movimentando total US$ 860,1 milhões. O próximo Estudo Macroeconômico da Embalagem só será divulgado pela ABRE em agosto deste ano.


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

Setor em números

13, abril, 2014 1 comentário

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, no primeiro bimestre, o consumo aparente apresentou retração de 1,3% sobre o mesmo período de 2013 em valores constantes e o faturamento teve queda de 3,8%. Ainda no bimestre, as exportações tiveram crescimento de 41,4% em relação ao ano anterior, observado em todos os setores, e as importações superaram em 0,26% o resultado de fevereiro de 2013, o que sinaliza, para a entidade, tendência de estabilização das importações e dos investimentos. Por fim, a balança comercial do período apresentou queda de 17,1% em relação ao anterior.

Em 2013, o consumo aparente foi de R$ 122,279 bilhões, 5,6% superior ao ano de 2012, e o faturamento, de R$ 79,079 bilhões, foi 5,7% inferior ao valor registrado no ano anterior. Apesar do forte resultado das exportações em dezembro, de US$ 1,335 bilhão, em 2013 o valor de US$ 12,475 bilhões é 7% inferior ao resultado registrado em 2012. No ano, a importação acumulada superou em 7% o resultado de 2012, totalizando US$ 32,617 bilhões.


Cresce 6,74% produção de transformados plásticos em 2013

O setor de transformados plásticos totalizou produção de R$ 64,7 bilhões em 2013, com aumento nominal de 6,74%, abaixo do registrado pela indústria de transformação, de 7,82%, somando R$ 2,072 trilhões. A participação do setor nesse universo foi de 3,12%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast.

O consumo aparente aumentou 9% em termos nominais. As exportações inverteram a tendência de queda dos últimos anos e tiveram alta de 3,36%. Já as importações, que registraram média anual de crescimento de 7%, subiram 3,39%. O déficit comercial foi de R$ 5,3 bilhões.

A parcela de produtos importados foi de 11,7% do total, contra 10,8% em 2012, e o coeficiente de exportação ficou em 4,6%, próximo dos 4,3% registrados no ano anterior.

O nível de emprego do setor de transformados plásticos ficou 1,4% superior em 2013, com 358 mil trabalhadores empregados, porém a produtividade não evoluiu, houve queda de 1,76% no índice no período.


Cresce compra de máquinas da China e União Europeia. EUA perdem espaço

A indústria brasileira deixou de comprar principalmente de norte-americanos e japoneses para comprar mais produtos de europeus e chineses. De janeiro a julho de 2013, a cada três dólares investidos no exterior pela indústria nacional, um foi para União Europeia – UE. Já os chineses, venderam 17% a mais para o Brasil nos primeiros sete meses do ano. Alta do dólar frente a outras moedas e, principalmente, o esforço chinês em aumentar a produção de maquinário de maior valor agregado explicam a mudança na escolha dos fornecedores estrangeiros.

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – Mdic, as importações totais do setor de máquinas e equipamentos mecânicos cresceram 3% e somaram US$ 20,8 bilhões, na comparação entre janeiro a julho deste ano com o mesmo período de 2012. As importações procedentes da União Europeia, principal fornecedora estrangeira (33%), aumentaram 10,9% no período. Os chineses venderam US$ 4,9 bilhões, o que representa 3% de aumento no período, subindo para 23,5% a presença total nas compras brasileiras do setor. O resultado coloca a China como o segundo maior fornecedor do Brasil, desbancando os Estados Unidos, que, mesmo vendendo 7,5% mais, diminuíram para 18,9% a participação no mercado brasileiro. O Japão também apresentou resultado negativo, com recuo de 35%.

Segundo Julio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial – Iedi, a ascensão chinesa afeta principalmente os Estados Unidos e indiretamente as exportações brasileiras. “Está havendo hoje no mundo uma disputa muito forte entre os grandes produtores de bens de capital. Os Estados Unidos perderam um pouco de espaço para a China e para a União Europeia nesse setor, o que mostra algo ruim para a nossa indústria, quando se pensa em aumentar as exportações: a competição está muito forte”, afirma.

De acordo com Rodrigo Branco, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, a China mudou a matriz de sua indústria e avançou na direção de produtos de maior valor agregado. Segundo ele, a alta dos custos com insumos e salários fez a indústria antiga, mais intensiva em mão de obra, começar a migrar para Vietnã e Bangladesh. Agora, quanto mais a China sobe na cadeia de tecnologia, mais competitiva fica em relação aos grandes centros. “Hoje, eles conseguem produzir mais barato produtos similares feitos por Japão e Estados Unidos”, avalia. Já aceleração da União Europeia acontece em produtos específicos e em partes de máquinas ligadas a bens de capital, segundo o economista.

China e União Europeia são os principais fornecedores do Brasil

China e União Europeia são os principais fornecedores do Brasil

Bens de capital
Ao focar nas importações somente de bens de capital, de acordo com dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a União Europeia, principalmente a Alemanha, perde espaço para a China, que cresce continuamente. Em 2007, a China era responsável apenas por 8,2% das importações brasileiras. Neste ano, até julho, a fatia representa 17,2% ou o título de segundo maior fornecedor do Brasil. “Em volume, a China não tem mais para onde crescer no Brasil. A briga se dá agora não tanto por preço, mas pela qualidade. Quando você precisa produzir um avião, não se olha o preço da máquina, pois existem poucas. Mas para uma indústria de confecção, o preço é o determinante para a escolha do fornecedor”, avalia Mario Bernardini, assessor econômico da Abimaq. Nesse segmento, os Estados Unidos continuam sendo os principais fornecedores do Brasil, com 25% de participação no mercado.


US$ 973,9 mi: exportações de agosto têm a segunda maior média diária mensal

As exportações brasileiras somaram, em agosto, US$ 21,4 bilhões, apontando a segunda maior média diária mensal, na série histórica da balança comercial, com US$ 973,9 milhões. O valor é abaixo somente do registrado em agosto de 2011, quando as vendas externas brasileiras atingiram US$ 1,1 bilhão. Considerando a média diária, o crescimento foi de 7,7% em relação a julho deste ano e de 0,1% em relação a agosto do ano anterior.

As importações também atingiram a segunda maior média já registrada, somando US$ 20,1 bilhões ou média diária de US$ 918,1 milhões. Pela média diária, as compras externas brasileiras cresceram 10,2% em relação agosto de 2012 e houve diminuição de 7% na comparação com julho deste ano.

Na soma, a corrente de comércio teve, assim, o segundo maior valor para meses de agosto, totalizando US$ 41,6 bilhões. O recorde do mês aconteceu em 2011, quando foi movimentado US$ 48,4 bilhões. Em relação a agosto de 2012, houve crescimento de 4,8% na corrente de comércio, tendo como base a média diária.

Com os resultados de agosto, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,2 bilhão, sendo o segundo maior saldo positivo deste ano, superado apenas pelo resultado de junho, que atingiu US$ 2,3 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve superávit de US$ 3,2 bilhões, houve recuo de 61,9% no saldo comercial.

Os últimos doze meses. No acumulado de setembro de 2012 a agosto de 2013, as exportações brasileiras somam US$ 238,6 bilhões e as importações US$ 236,1 bilhões, apontando superávit de US$ 2,5 bilhões.

“Para que se entenda o resultado da balança comercial deste ano, é necessária uma compreensão da participação do petróleo e seus derivados  no saldo comercial. Enquanto há uma queda global de 1,3 % nas exportações, vemos uma queda concentrada em petróleo e derivados, no montante de 38%. Tirando o petróleo e os derivados há, na verdade, um aumento das exportações brasileiras. O déficit em petróleo e derivados atinge a casa dos 16 bilhões, enquanto que nos demais produtos há um superávit expressivo de US$ 12 bilhões”, contextualiza os números Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior.

Para o secretário de Comércio Exterior, o impacto do câmbio na balança comercial ainda é fraco. Segundo ele, em curto prazo, a tendência é de redução nas importações de bens de consumo e, em médio prazo, aumento das exportações. “É uma tendência que poderá ser confirmada nos próximos meses”, diz.

China e Argentina. Na comparação de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período de 2012, as vendas para a China cresceram 10%. O Mercosul comprou 4,9% mais, sendo que o mercado argentino comprou 9,7% mais mercadorias brasileiras. Só em agosto, as exportações brasileiras para a Argentina aumentaram 13%.


Participação das importações industriais bate recorde

Segundo a pesquisa Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada hoje (15) pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, a participação de bens importados pela indústria brasileira cresceu 21,1% nos últimos 12 meses (jul/12 a jun/13). O resultado é um recorde histórico na série trimestral, pesquisada desde 2007. “A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da indústria nacional frente a seu concorrente estrangeiro”, avalia Marcelo Azevedo, economista da CNI.

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Desenvolvido em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior – Funcex, o documento aponta crescimento das importações em 12 setores da indústria de transformação, em especial nos segmentos farmacêuticos, químicos, informática, eletrônicos e ópticos.

Além disso, outro resultado que mostra a falta de competitividade da indústria nacional é a queda das exportações no faturamento das empresas, que registrou recuo de 19,2% no segundo trimestre de 2013. Fraca demanda externa pelas manufaturas brasileiras e queda dos preços internacionais são alguns motivos que explicam o resultado desfavorável. Ainda segundo a pesquisa, houve retração em nove setores produtivos da indústria de transformação. Entre os mais afetados, estão: metalurgia (-1,1%), máquinas e equipamentos (-0,9%), têxteis (-0,9%) e derivados de petróleo e bio-combustível (-0,5%).

Para os próximos meses, o estudo prevê que a alta do câmbio deve minimizar as importações, favorecendo a recuperação da produção industrial interna.


Feriado e manifestações prejudicam exportações em julho

De 8 a 14 de julho (cinco dias úteis) as exportações brasileiras somaram US$ 4,240 bilhões, com média diária de US$ 848 milhões. As importações, no período, foram de US$ 4,859 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 971,8 milhões. Os resultados apontam déficit semanal na balança comercial de US$ 619 milhões, com média diária negativa de US$ 123,8 milhões.

Considerando a média, as exportações diminuíram 11,6% na comparação com a primeira semana de julho (US$ 958,8 milhões), impulsionada pelas quedas nas exportações de três categorias de produtos: Semimanufaturados (-20,3%) apontou retração nas vendas de produtos de ferro e aço, ligas de alumínio, açúcar em bruto e borracha sintética e artificial; Básicos (-17,5%) retraiu, principalmente, devido a baixa venda de petróleo em bruto, farelo de soja, trigo em grãos e café em grãos; e a queda (-1,9%) dos Manufaturados foi puxada pelos embarques para aviões, etanol, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos, e máquinas para terraplanagem.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior, o menor movimento de exportação verificado na segunda semana de julho foi influenciado pelo feriado do dia 9 de julho, no estado de São Paulo, e também pelas inúmeras manifestações em todo o País que dificultaram o acesso a portos de embarque. A média diária de exportação do porto de Santos-SP, por exemplo, registrou redução de 29,5% entre a primeira (US$ 254,4 milhões) e a segunda semana do mês (US$ 179,4 milhões).

Já as importações, no período, cresceram 5,7% sobre a média diária da primeira semana (US$ 919,2 milhões), explicada, especialmente, pelo crescimento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, adubos e fertilizantes plásticos, e cereais e produtos de moagem.

No acumulado mensal. As exportações brasileiras apontam média diária de US$ 903,4 milhões, apontando queda de 5,4% na comparação com o desempenho diário de julho de 2012 (US$ 954,7 milhões). Semimanufaturados (-38,5%) e Produtos básicos (-6%) são as principais retrações. Já a categoria de Produtos Manufaturados aponta o principal resultado positivo, com crescimento de 7,9% nas exportações – motivada, principalmente, pelas vendas de plataforma de perfuração, automóveis, aviões, medicamentos, óleos combustíveis e suco de laranja não-congelado.


Exportações na safra 2012/2013 batem recorde

A balança comercial do agronegócio de julho de 2012 a junho de 2013 mostra superávit de US$ 83,91 bilhões, o maior para o período desde o início da série histórica em 1989. As exportações da safra totalizaram US$ 100,61 bilhões e também foram recorde. As informações são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

No mês de junho, a balança comercial agrícola teve superávit de US$ 7,9 bilhões. As vendas externas somaram US$ 9,18 bilhões e as importações, US$ 1,28 bilhão. Entre os produtos que lideraram as exportações, o destaque foi o complexo soja. O grão, o farelo e o óleo de soja responderam por 45,6% das vendas, o que equivale a US$ 4,18 bilhões. Em segundo lugar ficou o setor de carnes, que exportou US$ 1,27 bilhão. Em terceiro, o setor sucroalcooleiro, com US$ 1,15 bilhão.

No primeiro semestre deste ano, o resultado também mostra superávit de US$ 41,26 bilhões. As exportações foram de US$ 49,57 bilhões e as importações, de US$ 8,32 bilhões. Os produtos agrícolas que encabeçaram as vendas foram: complexo soja (US$ 17,31 bilhões), carnes (US$ 8,13 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 6,24 bilhões), produtos florestais (US$ 4,66 bilhões) e grupo cereais, farinhas e preparações (US$ 3,02 bilhões).

Os cinco setores ampliaram sua participação no total exportado do agronegócio, passando de 76,2% no primeiro semestre de 2012 para 79,4% nos seis primeiros meses de 2013.

Fonte: com informações da Agência Brasil.