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Banco do Brasil financia impostos de MPEs

Linha de crédito para financiamento dos impostos das micros e pequenas empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano passa a ser oferecida pelo Banco do Brasil. No total, está disponível R$ 1 bilhão até 31 de março deste ano ou até o término dos recursos.

A linha oferece juros a partir de Taxa Referencial – TR mais 0,96% ao mês. O prazo de pagamento pode chegar a 24 meses, contando com carência de até três meses para quitar a primeira prestação.

O empréstimo pode ser contratado com garantias reais ou pessoais. Para a empresa que não conta com garantias suficientes, o banco coloca à disposição o Fundo de Garantia de Operações – FGO, que assegura até 80% do valor da operação.

Segundo a instituição, 50% dos recursos vêm do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – Pasep e 50%, de conta própria do banco. De acordo com o banco, essa composição permite economia de 50% do valor do Imposto sobre Operações Financeiras – IOF, uma vez que o encargo não incide sobre os recursos do Pasep.

Para ter acesso ao empréstimo, a empresa precisa ser correntista e ter cadastro e limite de crédito analisados.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Indústria pede prazo de 60 dias para pagar imposto

15, julho, 2012 Deixar um comentário

O estudo “Necessidade de Capital de Giro para Recolhimento de Tributos e o seu Custo Financeiro para a Indústria de Transformação”, desenvolvido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, mostra que a ampliação para 60 dias do prazo para pagamento de impostos liberaria R$ 140 bilhões para as indústrias investirem. “Essa solução seria eficiente, prática e democrática. Dessa forma, haveria maior liquidez para todas as empresas e isso estimularia a economia como um todo”, analisa Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

O levantamento mostra defasagem média de mais de 50 dias entre o prazo de pagamento dos impostos e o recolhimento dos valores provenientes das vendas. Esse descompasso provoca a solicitação de crédito de capital de giro, gerando alto custo para as empresas industriais.

Ainda segundo o estudo, essa defasagem entre pagamento e recebimento é herança dos tempos de hiperinflação, quando os governos federal e estadual antecipavam ao máximo o recebimento dos impostos – antes que o dinheiro desvalorizasse. Com a inflação controlada, a medida passou a onerar desnecessariamente as empresas.

A proposta de ampliação dos prazos já foi entregue a Guido Mantega, ministro da Fazenda, e a Andrea Calabi, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo.

Para acessar o estudo na íntegra, clique aqui.


Em reunião com empresários, Dilma Rousseff promete incentivos

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta semana que vai adotar novas medidas de estímulo ao setor produtivo. A desoneração da folha, restrita a menos de dez setores, poderá ser estendida a toda a indústria. O PIS-Cofins, considerado o mais complexo dos tributos federais, será simplificado. Haverá também um esforço para que a aduana brasileira se torne tão eficiente quanto a americana. Além disso, o governo vai continuar com a estratégia de segurar o câmbio, baratear capital de giro, ampliar o crédito e melhorar a infraestrutura. Estuda também formas de reduzir o custo de energia.

O governo decidiu intensificar os estímulos ao setor produtivo por causa das dificuldades de alcançar taxas elevadas de crescimento este ano. A presidente comentou que a desaceleração chinesa vai repercutir no mundo inteiro, daí a necessidade de agir com mais intensidade.

Dilma incumbiu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de elaborar as novas medidas, com foco especial na indústria de transformação, segundo relatou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp.

Fonte: O Estado de S. Paulo


Brasil Maior – a indústria agradece o pacote mas espera complementações

Para fortalecer a competitividade da indústria brasileira, o Governo lançou, em agosto, o Plano Brasil Maior. O pacote de medidas zera a contribuição patronal sobre a folha de pagamentos nos setores de calçados, móveis, softwares e confecções, prorroga a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI nas compras de máquinas, equipamentos, materiais de construção, caminhões e veículos comerciais leves e ainda reserva o financiamento, pelos bancos públicos, somente para os projetos em que haja conteúdo nacional. A contrapartida da desoneração fiscal, que representa hoje 20% da folha, é um imposto de 1,5% sobre o faturamento das empresas beneficiadas pela desoneração, 2,5% no caso de empresas de software. A repercussão foi boa, de maneira geral, ressalvado o fato de que ainda faz falta uma política industrial estruturada e sintonizada com o projeto de crescimento do País.

O incentivo à inovação também é destaque no novo pacote. A Financiadora de Estudos e Projetos – Finep terá mais R$ 2 bilhões em crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com taxa de 4 a 5% ao ano. A importância do estímulo ao investimento privado no desenvolvimento tecnológico é uma exigência do mercado, que foi reafirmada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI durante o 40 Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, realizado em agosto, em São Paulo. A meta é dobrar em quatro anos o número de empresas inovadoras no Brasil. Em 2009, eram 40 mil. Em 2013, prevê-se 80 mil.

O Governo e as instituições que representam a indústria estão fazendo a sua parte, mas ambos reconhecem que o mercado industrial precisa de outras medidas complementares e de consolidação de medidas incluídas neste pacote Brasil Maior em caráter experimental. Em especial é preciso esperar a comparação entre o custo da desoneração e a receita adicional do imposto sobre o faturamento. O resultado da comparação é decisivo para a ampliação da medida a outros setores.

O apoio à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias tem sido uma preocupação constante no discurso das entidades da indústria e do próprio Governo. Com igual ênfase, Governo e entidades têm enfatizado a necessidade de elevar a preparação dos novos profissionais da indústria a níveis compatíveis com os novos padrões de qualidade propiciados pelas tecnologias emergentes.