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O impacto da impressão 3D na manufatura

27, novembro, 2014 Deixar um comentário

A impressão 3D está para a manufatura o que a primeira viagem à Lua foi para o desenvolvimento da tecnologia aeroespacial e demais tecnologias, incluindo telecomunicações, eletrônica e óptica. Na impressão 3D também o importante não é o destino, mas a jornada. É o que se cria no caminho para alcançar um objetivo, que beneficiará muitas outras áreas.

A tecnologia básica da impressão 3D já existe há algum tempo. Mas somente agora, com o grande desenvolvimento de software e modelos matemáticos em três dimensões, é que a impressão 3D aplicada à manufatura de componentes metálicos e funcionais está mostrando seu real potencial.

Hoje em dia a indústria de protótipos e de moldes para fundição e indústria plástica já fazem bom uso da tecnologia, não só sob o ponto de visto tecnológico, mas também sob o ponto de vista da justificativa financeira e operacional. Por outro lado, estamos no limiar das aplicações da impressão 3D. Formas geométricas complexas, projetos de peças com cavidades internas, montagens intrincadas e muitas outras se tornaram possíveis, o que era inalcançável com os métodos convencionais de usinagem. A manufatura aditiva, em contraposição à manufatura subtrativa, cria possibilidades somente limitadas por nossa imaginação.

Até agora, no mundo da manufatura convencional, evoluímos com boa velocidade, mas ainda reagindo às limitações do estímulo do mercado. Quando os engenheiros de software no Silicon Valley se cansaram de desenvolver programas de realidade virtual e se dedicaram a criar objetos tangíveis e concretos, usando o conhecimento de software acumulado por todos esses anos, eles abriram um portal inusitado ao tomar uma posição pró-ativa. Não só isso, eles “popularizaram” a manufatura. Explico. Hoje pode se comprar uma máquina de impressão 3D por US$ 1,200 e produzir peças de plástico na mesa da sua cozinha. O que antes só se fazia no chão de fábrica com toda a infraestrutura necessária, hoje pode ser feito em qualquer lugar, com um mínimo de recursos e custo bem reduzido. Faz parte da produção por demanda pontual e da customização em massa. Ao considerar as possibilidades da impressão 3D, devemos manter nossa mente bem aberta, pois as oportunidades são ilimitadas.

Na IMTS 2014, em setembro nos Estados Unidos, a presença da impressão 3D estava por todo lado. De moldes de fundição em areia até a produção de componentes médicos e de carro elétrico, que foi todo manufaturado e montado nos seis dias da feira e saiu andando pelo recinto de exposições e nas ruas de Chicago. Durante o evento também surgiram as primeiras máquinas hibridas, isto é, combinando manufatura subtrativa (com arranque de material) com a manufatura aditiva, criando um meio de produção integrada de alta eficácia e, ao mesmo tempo, de total flexibilidade. A mesma ênfase foi dada à impressão 3D e às máquinas híbridas durante a Jimtof de 30 de outubro a 4 de novembro, em Tóquio.

A impressão 3D é parte de uma nova era na indústria de manufatura em nível mundial. Essa fase que estamos vivendo está focada em criar meios de produção que visam ao aumento de produtividade, barateiam o custo total da manufatura e tornam possível produzir bens de uma maneira que não era possível alguns anos atrás. Os Estados Unidos estão se tornando rapidamente o lugar de custo de produção total de bens duráveis de alta tecnologia mais barato do planeta. Mais barato que qualquer outro país com mão de obra mais barata, inclusive a China. Um outro fator que possibilita esse feito é a inovação criada no país de novos materiais, incluindo fibra de carbono e novas ligas metálicas de alta resistência; processos de manufatura, como de extrusão a frio, arremesso de material e liga, fotopolimerização contida, impregnação de fibra de carvão, fusão de pó e deposição por meio de energia direcionada; criação de processos de ultra alta precisão; e processamento de big data.

Um dos mitos que estão sendo criados é que a automação industrial e a impressão 3D criariam desemprego. Nada mais longe da verdade. Esse mesmo mito, que se mostrou equivocado, foi criado no advento do Comando Numérico (NC e CNC), da robótica. O fato é que, a cada robô implantado, foram criados cinco empregos adicionais para manter a eficiência da implementação da automação e dos serviços necessários para garantir sua sustentabilidade. Por sinal, os empregos criados garantem um salário mais alto, pois se necessita de mão de obra especializada para viabilizar essa sustentabilidade.

A nossa geração é deveras privilegiada em poder assistir ao desenvolvimento do uso do computador, automação inteligente, meios de comunicação cada vez mais sofisticados, miniaturizados e personalizados;  internet e agora da Internet das Coisas e impressão 3D.

Crédito

Artigo escrito por Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology (EUA) – AMT.


IMTS 2010 – o show da tecnologia metalmecânica

Em Chicago, EUA, acontece esta semana a IMTS – International Manufacturing Technology Show 2010, uma das mais importantes feiras da  metalmecânica.

O evento reúne cerca de 1.200 expositores de diversos países e ocupa os quatro pavilhões do McCormick Place, um centro de convenções com mais de 240 mil metros quadrados. É um show de tecnologias que abrange as inovações em usinagem, corte de metais, ferramentaria, eletroerosão, limpeza, componentes de máquinas, instrumentação, controles e sistemas CAD-CAM, entre outras. As empresas se prepararam bem para esse evento, que marca o reaquecimento do setor depois da crise econômica que abalou a economia norte-americana com repercussões globais. 

O estilo norte-americano de organizar feiras é visível na espetacularização de vários estandes como recurso para atrair os visitantes da feira. Os robôs se tornam malabaristas para mostrar versatilidade, carros e até um avião estão em exposição valorizar as tecnologias inovadoras desenvolvidas para o setor automobilístico e aeroespacial. 

Os conceitos de sustentabilidade influenciaram fortemente a indústria e eles surgem nesta IMTS no lançamento de inúmeros “ produtos verdes” . Visível também a reafirmação da tendência de desenvolvimento de máquinas “high speed” de altíssima precisão.

Para melhor valorizar a modernidade da indústria os organizadores montaram o American Precision Museum, onde os 90 mil visitantes esperados até o final da semana podem ver e comparar  as máquinas pioneiras da industrialização com as atuais e observar o desenvolvimento tecnológico alcançado. Uma comparação com o passado sugerindo ao mesmo tempo um processo de desenvolvimento permanente que tornará a IMTS 2010 parte da Historia quando chegar a IMTS 2012. quando ela será reaberta no McCormick Place já uma nova feira, a Industrial Automation North América, resultado de parceria estratégica entre os europeus da Deutsche Messe AG e a AMT-Association for Manufacturing Techonology. Um novo teste para o estilo americano de fazer, visitar e sobretudo, comprar e vender nas feiras.

Eliane Oliveira, de Chicago, EUA, especial para Sistema NEI 


Novas tecnologias aplicadas a máquinas e equipamentos

13, setembro, 2010 Deixar um comentário

A IMTS – International Manufacturing Technology Show, que acontece de 13 a 18 de setembro de 2010 em Chicago, EUA, é considerada a maior feira de tecnologias de fabricação do Hemisfério Ocidental, devendo contar com aproximadamente 1.200 expositores.

Após trabalho realizado pelo departamento de Pesquisa de NEI – Noticiário de Equipa­mentos Industriais junto aos expositores da IMTS, apresentamos as mais recentes tecnologias aplicadas aos produtos e processos industriais.

Há algum tempo se fala na importância de o Brasil investir e se desenvolver tecnologi­camente para tornar-se mais competitivo, a maioria dessas inovações importada.

A sequência de produtos apresentados AQUI contri­buirá para que você, profissional da indústria, conheça máquinas e equipamentos dotados de novas tecnologias que poderão de fato beneficiar seu negócio.

Crédito: Lilian Mary Gabriel Lopes é graduada em língua portuguesa pela USP e pós-graduada em literatura brasileira pela UFRJ.