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Incentivos fiscais para carros elétricos prometem aquecer o mercado brasileiro

27, março, 2014 Deixar um comentário

Entre as medidas anunciadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea,  estão a redução do IPI, a nacionalização de componentes e, no longo prazo, a fabricação desses veículos no país

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –Anfavea, o Brasil receberá incentivos para a difusão dos veículos elétricos ainda neste primeiro semestre. Entre os principais benefícios, estão a redução do Imposto sobre Produto Industrializado – IPI, a nacionalização de componentes e o início da produção desses veículos no país.

Essas medidas abrirão as portas do mercado nacional para países pioneiros em mobilidade elétrica, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Portugal, Suíça, Holanda e Noruega.

De acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos – ABVE, 3 milhões de veículos leves elétricos deverão circular pelo mundo em 2020. Em 2025, serão 10 milhões e, e em 2030, esse número deve chegar a 19 milhões de unidades.

No Brasil, além dos modelos que já estão sendo comercializados para o público em geral, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba já possuem serviços de táxi beneficiados com modelos Eco-elétrico. Vale destacar também os veículos pesados, como os ônibus que já comportam a tecnologia dos veículos elétricos há mais de dez anos. Também equipadas com a tecnologia, as cadeiras de rodas motorizadas têm expandido seu uso em shoppings centers, feiras de negócios, supermercados e outros estabelecimentos.

Já as bicicletas elétricas são recém chegadas ao Brasil, mas muito populares em outros países. Em Portugal, os Correios de Portugal (CTT) utilizam as bicicletas como uma aposta ecológica aliada ao aumento da eficiência na distribuição das correspondências. Na China, já são mais de 120 milhões de bicicletas elétricas circulando e, na Holanda, 1 milhão.

Pouco utilizadas no Brasil, as motocicletas elétricas já estão em uso pelo exército americano nas operações logísticas e estratégicas. As vantagens são a ausência de ruído no funcionamento do propulsor elétrico, permitindo um rodar quase que “invisível” durante ações táticas e especiais, sobretudo nas operações noturnas.

Diante dessa tendência, a análise e a evolução do cenário de possibilidades, da troca de informações tecnológicas, de esclarecimentos de mitos e fatos em torno da questão do fornecimento, duração e abastecimento de energia, além da performance de tais veículos se tornam urgentes, tanto para o benefício ambiental, quanto para que esse tipo de tecnologia seja cada vez mais acessível à população.

10ª Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias
O evento, que acontece de 4 a 6 de setembro de 2014 no Expo Center Norte, em São Paulo, objetiva ser o principal ambiente de negócios da América Latina para o fomento da inovação no campo dos veículos elétricos, e trará, nos três dias de evento, novidades do setor, como carros, ônibus, motos, bicicletas, patinetes, cadeiras de rodas, empresas de tecnologia, equipamentos e peças.

Além disso, acontecerá o Congresso de Veículos Elétricos, evento paralelo ao Salão, que pretende debater sobre os principais temas que permeiam o setor dos veículos elétricos no Brasil e no exterior. O evento contará com a participação de especialistas do setor, autoridades, representantes de montadoras e formadores de opinião.

Mais informações, clique aqui.


Câmara de Comércio Exterior aprova novos incentivos para a indústria brasileira

17, maio, 2012 Deixar um comentário

Publicada em 9 de maio de 2012 no Diário Oficial da União – DOU, a Resolução Camex nº 28 aprova a concessão de novos Ex-Tarifários, até 30 de junho de 2013, para bens de capital. A nova regra altera temporariamente para 2% as alíquotas do Imposto de Importação – II de quase todos os itens listados na Resolução. Somente o produto codificado como 8428.39.90 da Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM terá o imposto alterado para 10% – isso porque esse tipo de máquina contém componentes fabricados no Brasil.

A revisão das regras objetiva estabelecer um olhar mais atento à análise de mérito dos pedidos. Além de verificar se existe ou não produção no Brasil, possibilita ao Comitê de Análise de Ex-tarifários – Caex analisar os objetivos dos projetos industriais, identificando oportunidades em favor da indústria nacional.

Os Ex-tarifários. O regime de Ex-tarifário reduz temporariamente o imposto de importação de bens de capital, informática e telecomunicação que não são produzidos no Brasil. O objetivo é estimular inovações tecnológicas; produzir emprego e renda; melhorar a infraestrutura nacional; apoiar os investimentos para o abastecimento do mercado interno de bens de consumo; e contribuir para a competitividade de bens destinados ao mercado externo.

Previsão de investimentos. As empresas beneficiadas com a nova regra devem investir mais de US$ 440 milhões em 2012. Só a previsão de investimentos em importações de equipamentos chega a US$ 56,8 milhões. Os três setores com maior participação na importação de Ex-tarifários são os de autopeças (US$ 12,9 milhões), bens de capital (US$ 11,7) e ferroviário (US$ 5,5 milhões).

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.


Fábrica de R$ 6,8 bilhões da Klabin vai gerar receita para 12 municípios paranaenses

14, abril, 2012 Deixar um comentário

A construção da nova fábrica da Klabin Papel e Celulose será enquadrada no programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. O empreendimento, previsto para final de 2014, terá investimento aproximado de R$ 6,8 bilhões e produção anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose.

Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, a nova fábrica da Klabin é o único projeto em andamento no Brasil que combinará a produção de celulose de fibra curta e de fibra longa. Todos os projetos atuais são de fibra curta (insumo para papel de impressão, papel higiênico e outros). Já a fibra longa, produzida a partir de pinus, é usada para embalagens, absorventes higiênicos e fraldas, por exemplo. “Esse é o maior investimento do setor privado na história do Paraná e poderá mudar a realidade de uma região muito carente”, comemora o governador Beto Richa.

Outra novidade é a partilha do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Foi assinado um convênio entre a diretoria da Klabin e prefeitos de doze municípios paranaenses para compartilhar o ICMS proveniente das operações da nova fábrica de celulose. Os municípios conveniados são: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. O município-sede (ainda não definido) ficará com 50% do tributo e os 50% restantes serão partilhados conforme termos préestabelecidos entre todos os municípios fornecedores de matéria-prima.

Para Ricardo Barros, secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, a iniciativa pode ser replicada para outros setores industriais, como a indústria integrada de carne, frangos e suínos. “É preciso distribuir a riqueza, e esse exemplo é fantástico, por isso vamos repetir no Estado, ampliando as oportunidades para os paranaenses”, finaliza.

Fonte: Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná