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Textos com Etiquetas ‘Índia’

Até 2020, a produção agregada de China, Brasil e Índia vai superar a produção conjunta das grandes potências do Norte, aponta Pnud

De acordo com Relatório de Desenvolvimento Humano de 2013 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud, até 2020, a produção econômica combinada das três principais economias do hemisfério sul (Brasil, China e Índia) ultrapassará a produção agregada dos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá. “Pela primeira vez em 150 anos, a produção combinada das economias em desenvolvimento [Brasil, China e Índia] está se equiparando ao Produto Interno Bruto [PIB] das grandes potências industriais do Norte [Canadá, França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Estados Unidos]”, destaca o relatório.

O estudo projeta ainda que, até 2050, Brasil, China e Índia serão responsáveis por 40% da produção global, superando a produção conjunta projetada para o grupo das sete nações mais industrializadas – Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá (G7).

Ainda segundo o relatório do Pnud, em 1950, Brasil, China e Índia somados representavam apenas 10% da economia mundial, enquanto as seis tradicionais maiores economias do Norte produziam cerca de 50%.

Clique aqui para acessar o relatório completo.

Comércio dos países em desenvolvimento
Entre 1980 e 2010, os países em desenvolvimento aumentaram de 25% para 47% sua participação no comércio mundial de mercadorias, aponta o relatório. Os negócios entre os países do Sul foram determinantes para essa expansão, ao elevar de menos de 10% para mais de 25% sua representatividade em todo comércio mundial nos últimos 30 anos, enquanto que o comércio entre os países desenvolvidos caiu de 46% para 30%.

Segundo o relatório, o crescimento do comércio entre os países do Sul será contínuo e em breve ultrapassará o existente entre as nações desenvolvidas. A tendência de expansão comercial está relacionada com o avanço do desenvolvimento humano na maioria dos países em desenvolvimento.

Outro exemplo que destaca claramente a rápida expansão dos países do Sul é a comparação entre o PIB das economias em desenvolvimento (Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, África do Sul e Turquia) e o PIB dos Estados Unidos. Enquanto que em 2005 a soma do PIB dos oito países emergentes representava menos da metade do PIB americano, hoje essa comparação já está equiparada.

Fonte: com informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – Pnud


Brasil, o novo ponto focal para a gestão de investimentos

9, abril, 2012 1 comentário

O Brasil é atualmente uma das mais importantes potências econômicas do mundo, figurando entre as dez maiores economias globais quando o critério considerado é a paridade do poder de compra. Em relação aos parceiros do grupo dos BRIC, o Brasil está posicionado à frente de Rússia e Índia e desfruta de um ambiente macroeconômico relativamente estável, com a confiança entre consumidores e investidores se fortalecendo continuamente. Embora, na paridade do poder de compra, o País ainda esteja atrás da China, pesquisa recente realizada pela Coller Capital e a EmergingMarkets Private EquityAssociation mostra que o Brasil ultrapassou a China como o mercado mais atraente para o fechamento de negócios dos gestores de fundos no médio prazo.

A inflação foi trazida a patamares aceitáveis, apesar de ter atingido os 6,5% no acumulado de 2011, nível considerado limítrofe para as autoridades brasileiras. Já a taxa de juros continua alta, mas ainda assim, o Brasil mantém uma atitude hospitaleira para os fundos de investimentos e os hedge hunts, e reconhece a necessidade de atrair investimentos estrangeiros para apoiar o desenvolvimento continuado da economia e da infraestrutura. A combinação de altos retornos e um regime regulatório favorável está transformando o Brasil em um novo ponto focal para a gestão de investimentos.

O setor de gestão de investimentos brasileiros está maduro, bem gerido e regulamentado de maneira eficiente. Todos os fundos devem ser registrados junto à Comissão de Valores Mobiliários – CVM e à Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais – Anbima, que opera um sistema de autorregulaçãoe bem visto pelos investidores. O mercado se mostra transparente, com as atualizações diárias de valores ativos e o detalhamento das carteiras disponibilizados na internet.

Enfim, a necessidade existente do Brasil em captar investimentos é notória, especialmente, no segmento de infraestrutura e, principalmente, no setor de transportes. Adicionalmente, o país está prestes a sediar a copa do mundo em 2014 e os jogos olímpicos de 2016. Ambos irão requerer grandes investimentos estruturais. Somente a cidade do Rio de Janeiro necessitará de US$ 36 bilhões até 2016. Desta forma, o setor de gestão de investimentos brasileiro está decididamente aberto aos negócios, contribuindo significativamente para as necessidades nacionais e para seu desenvolvimento pleno.
O artigo “Brasil, o novo ponto focal para a gestão de investimentos” foi editado pela Central de Conteúdo de NEI Soluções com base nas informações fornecidas por Marco André Almeida e Lino Júnior, sócios da empresa KPMG do Brasil.


Máquinas para a infraestrutura – Brasil, China e Índia responderão por 60% da demanda mundial em 2015

A Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção, a Sobratema, com base em seu estudo de mercado, realizado com informações da Off-Higway Research, de Londres, e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, divulgou que em 2015 o Brasil, juntamente com a China e a Índia, responderá por 60% da demanda total do setor de máquinas e equipamentos para obras de infraestrutura.

Ainda segundo a pesquisa, em 2011 as vendas internas de equipamentos para construção registraram alta de 18% em relação ao ano anterior, chegando a mais de 84 mil unidades comercializadas.

Para gerar ainda mais oportunidades para a área, de 29 de maio a 2 de junho, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, será realizada a 8ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção e a 6ª Feira Internacional de Equipamentos para Mineração – M&T Expo 2012. A expectativa é reunir 480 expositores nacionais e internacionais, que mostrarão as novidades de aproximadamente mil marcas, e 45 mil visitantes.


Gerenciamento de Riscos e Inovação, Estratégia de Novos Negócios e Consumo na Base da Pirâmide III

29, setembro, 2010 Deixar um comentário

O caso de sustentabilidade da indústria Unilever

A Unilever na Índia traçou sua estratégia de entrada nos mercados em desenvolvimento e emergentes, tendo como foco a sustentabilidade. Conhecida no mundo inteiro, esta empresa de produtos de consumo nas aéreas de alimentos, artigos de limpeza e itens de cuidado pessoal, arrecada um faturamento anual de US$48 bilhões, comercializando marcas familiares, como Dove, Hell`man`s, Lux, All, Lipton, BirdsEye, Skippy e muitas outras. Para crescer a Unilever investiu seus princípios às diferentes unidades de negócios e concentrou em gerar acessibilidade aos milhares de consumidores pobres que chegam ao mercado. Para isto, evidenciou ações que podem ser seguidas, como lições aprendidas, para aquelas empresas que buscam novas oportunidades e crescimento de vendas e lucratividade.

Veja um dos programas focado na estratégia de negócios da Unilever:

Cuidado pessoal: essa categoria de produtos cresce acima da média e a indústria Unilever possui um portifólio de marcas respeitadas e reconhecidas em todo o mundo. Esta categoria ajuda a disseminar os conceitos e os hábitos de uma vida saudável e maior longevidade, criando a oportunidade de crescimento nas vendas futuramente. Para auxiliar na disseminação desses conceitos e hábitos, a Unilever tornou-se parceira de organizações internacionais como a London School of Hygiene and Tropical Medicine, para desenvolver programas que estimulam melhores práticas de higiene pessoal em todo o mundo. Na Índia lançou o programa Swastbya Chetna (Despertar para a saúde), voltado para professores, líderes comunitários, órgãos públicos e para a educação básica de cerca de 200 milhões de pessoas sobre práticas de saúde. A partir deste programa, poderá ser evitada a difusão de doenças como a diarréia, principal causa da mortalidade infantil.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.