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1º Fórum de Inovação comprova o sucesso do Programa Nacional Conexão Indústria da ABDI

27, setembro, 2017 Deixar um comentário

Representantes de startups, CEOs de grandes indústrias, agentes públicos envolvidos com inovação, especialistas, empresários e acadêmicos compuseram os mais de 500 participantes que marcaram presença no 1º Fórum de Inovação Startup Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no dia 22 de setembro, em São Paulo, com o objetivo de debater os desafios de inovar no País e de como estimular a conexão entre startups e indústrias.

O evento foi um marco que consolidou e comprovou o sucesso do Programa Nacional Conexão Startup Indústria da ABDI, lançado pela entidade em março deste ano, buscando inaugurar no Brasil uma cultura de gestão voltada para resultados, pois, de acordo com a pesquisa Sondagem de Inovação, realizada pela ABDI com 408 empresas da indústria de transformação, 21% das indústrias já realizam negócios com startups; 45% ainda não sabem como proceder, mas estão se preparando para uma futura conexão com empresas novas; e 21% ainda não têm interesse.

“Estamos inserindo R$ 50 milhões, nos próximos três anos, no ecossistema de inovação brasileiro, de uma forma cirúrgica e com o claro objetivo de estimular a inovação e promover projetos e ações voltados à Indústria 4.0”, explicou Guto Ferreira, presidente de Desenvolvimento da ABDI, que representou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, na abertura do Fórum, ao mencionar outros programas com o mesmo perfil, como Startup Brasil, InovAtiva, Rota 2030, que poderão elevar o Brasil para outro patamar.

Segundo Ferreira, o conceito de Indústria 4.0 vai atingir uma parcela da nossa indústria que pode levar o Brasil a outro patamar de produtividade; “pode levar a economia a sair da 9ª posição e voltar a ser a 5ª ou a 4ª”.

De acordo com ele, se antes a negociação entre indústria e startups era mais complexa, hoje já é possível perceber que ambas conseguem se entender como duas partes de um mesmo negócio. “É uma janela de oportunidades comprovada pelos resultados do evento”, explicou o presidente da ABDI. Ele afirmou que no mundo inteiro esse papel tem ficado cada vez mais claro. Segundo sua avaliação, “não existe outra possibilidade para a indústria inovar, reduzir custos e resolver os seus problemas que não seja pelas soluções mais baratas e eficientes propostas pelas startups”.

Convidado pela ABDI para falar sobre os desafios da inovação, Dennis Tsu, um dos principais executivos de economia global e diretor de Estratégia Corporativa do Stanford Research Institute (SRI), afirmou que “a única opção para o desenvolvimento de um país é por meio de investimentos em inovação”. O executivo ressaltou que há muitos modelos de políticas de inovação no mundo, mas podemos resumir todas as metodologias em três principais caminhos:

  • o estímulo às invenções (ideias);
  • a capacitação de recursos humanos (pessoas);
  • e o capital (investimentos em pesquisa e inovação).

O evento contou, ainda, com quatro grandes painéis, onde representantes de indústrias e startups discutiram a importância de a indústria se conectar com mecanismos de apoio ao desenvolvimento de negócios; por que inovar por meio das startups; os desafios e soluções da indústria para inovar com as startups; e as perspectivas futuras da conexão startup indústria.

 

Novas tecnologias para inovar

Fabiana Kuroda, gerente executiva da Confia, definiu o papel da startup como essencial. Segundo ela, “a startup consegue fazer uma disrupção dentro da indústria, traz inovação, consegue fazer a indústria pensar um pouco mais ‘fora da caixa’, pode enxergar o problema melhor e propor solução”. Na opinião da executiva, a startup propõe soluções em toda a cadeia, não só na produção. “Pode haver diversos tipos de inovação dentro da indústria”, alertou Fabiana.

Um exemplo de inovação é a Virturian, startup de monitoramento de motores elétricos de Belo Horizonte (MG). A empresa desenvolveu o software Virturian SenseMaker (VSM), que faz análise e virtualização de motores, dentro do conceito da Indústria 4.0, de espaço ciber-físico. “Nós conseguimos auxiliar a indústria em seus processos produtivos; aumentamos sua eficiência”, declarou João Marinheiro, diretor de vendas da empresa.

Ele explicou que, com o software, é possível prever a quebra de motores elétricos, garantindo assim a diminuição do risco de paradas não programadas e catastróficas, que automaticamente geram grande prejuízo para a indústria. A Virturian faz isso através da análise de motores elétricos, respondendo a quatro principais perguntas: se o motor vai quebrar; qual motor seria esse; quando isso irá ocorrer; e o porquê. “Nós medimos corrente e rotação do motor, sem fazer nenhuma instrumentação interna dentro do equipamento”, concluiu Marinheiro.

Já a Phelcom Technologies, startup focada em criar produtos inovadores na área de IoT Healthcare, unindo soluções em óptica, eletrônica e computação, transforma smartphones em equipamentos médicos portáteis e conectados. O primeiro produto da empresa é o Smart Retinal Camera (SRC), que transforma o smartphone em um retinógrafo portátil e conectado. Segundo Diego Lencione, physicist & co-founder da Phelcom, através dele é possível fazer exames de fundo de olho em alta resolução, num equipamento muito mais barato e muito mais acessível. “Estamos testando o equipamento em hospitais e centros de referência em oftalmologia”, informou.

De acordo com Lencione, a Phelcom também está utilizando os mesmos módulos tecnológicos, as mesmas plataformas tecnológicas dos produtos da empresa para as indústrias. “As indústrias nos procuram para automatizar processos, para fazer  processos de inspeção, e nós usamos sistemas de visão computacional, aprendizagem de máquina, que fazemos para os nossos produtos, para aplicação na indústria também”, explicou.

A Nearbee, uma das cinco startups vencedoras do Desafio Cisco de Inovação Urbana, empresa focada em desenvolvimento de tecnologias de rastreamento utilizando plataformas mobiles, smartphones e IoT, também tem levado esse tipo de flexibilidade para a indústria. Felipe Fontes, CEO da Nearbee, declarou que a empresa cria sistemas de logística e monitoramento de time de entrega, de logística um pouco mais flexíveis, que utilizam a própria estrutura. “Nosso sistema viabiliza operações de logística integrada de forma mais eficiente, que inclui desde o motorista utilizando o próprio smartphone até a integração de um equipamento IoT de custo menor”, enfatizou Fontes.

Daniel Uchôa, CEO da OvermediaCast, comentou que já é possível perceber que a indústria está comprando das startups, e que muitas empresas ainda estão se preparando para dar esse passo. “Nós acreditamos que este é um caminho inevitável, isso está acontecendo no mundo inteiro, e a inovação é necessidade de sobrevivência”, analisou o executivo que participou do Fórum.

Para justificar o retorno sobre investimento em serviços de manutenção industrial, a BirminD desenvolveu um software que coleta os dados automaticamente da planta, aprende como funciona aquele processo e modela matematicamente para identificar ali quanto está sendo desperdiçado e qual a oportunidade de melhoria. Diego Mariano de Oliveira, CEO da BirminD, explicou que a ideia é responder para o gestor “quanto ele irá receber de retorno, se ele investir em determinado produto, processo ou em uma melhoria”.

Cliente da BirminD, a BRF possui uma grande área de manutenção, muitos custos no setor e estava em busca de uma solução que possibilitasse fazer um trabalho de planejamento mais preciso, com maior eficiência e menor custo. Cyro Calixto, especialista em engenharia industrial da empresa, disse ter visualizado na BirminD uma oportunidade muito boa através de uma solução apresentada, “que é a predição de tudo isso, de modo que nós possamos conseguir atingir nossos objetivos”.

Com um formato interativo, o palco ABDI permitiu a aproximação do público com os projetos desenvolvidos, esclareceu dúvidas e, principalmente, recolheu sugestões de indústrias, startups, empresariado e academia quanto aos setores produtivos trabalhados pela Agência.

Para Cynthia Mattos, gerente de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico, “a participação das pessoas durante a exposição orientou a conversa do palco ABDI. E esse modelo, característica do ambiente das startups, facilita as relações e conexões entre os atores da inovação no país”.

Texto escrito por Miriam Dias, jornalista e colaboradora de NEI Soluções.  

Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Máquinas-ferramenta Novas soluções para incrementar a capacidade das linhas produtivas

Determinantes para melhorar a eficiência do parque fabril, as máquinas-ferramenta impactam na produtividade e na qualidade dos processos industriais. Com o avanço das tecnologias na área de manufatura, elas ganham novos recursos e funcionalidades, proporcionando produções mais flexíveis, precisas, seguras e rápidas.

Ao conhecer as novas tecnologias aplicadas às máquinas-ferramenta, você tem a oportunidade de identificar soluções para incrementar suas linhas produtivas, promovendo ganhos de eficiência e até de redução de custos, com processos mais otimizados e controlados. Para ajudá-lo a conhecer algumas das novidades desse setor, a equipe editorial de NEI realizou uma pesquisa nos mercados nacional e internacional para conhecer e selecionar os produtos mais recentes.

Nessa seção, você confere essas novidades, inclusive de expositores da IMTS 2016 – International Manufacturing Technology Show (Feira Internacional de Máquinas-ferramenta), principal evento da indústria de manufatura norte-americana, que acontece este mês, em Chicago. Um dos produtos da capa desta edição, a brunidora Lifehone L630, da Gehring, é um exemplo de máquina-ferramenta que será lançada nessa feira.

Outras novidades em máquinas-ferramenta poderão ser conferidas nas próximas edições. E em 2017, acontecem, em São Paulo, dois importantes eventos focados em máquinas-ferramenta: a Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, em sua 1ª edição, de 9 a 13 de maio, no São Paulo Expoe, e a Feimafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, em sua 16ª edição, de 20 a 24 de junho, no Expo Center Norte, ambas em São Paulo, SP .  Uma dupla oportunidade para conhecer novas tecnologias aplicadas aos sistemas produtivos.

Na era da Indústria 4.0, o setor de manufatura vai requerer máquinas, equipamentos e sistemas cada vez mais inteligentes, instrumentados e interconectados. Novas tecnologias estão surgindo para tornar os processos produtivos mais flexíveis, ágeis e eficientes. Cedo ou tarde, essa corrida tecnológica vai bater na sua porta. E a indústria precisa se preparar para um novo ciclo de desenvolvimento.


Produção mais integrada e alinhada à Indústria 4.0

              A 7ª edição da pesquisa “Panorama Global do Setor de Produção 2016” (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook), realizada pela KPMG, aponta que empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo a Indústria 4.0. Segundo o estudo, 25% dos CEOs entrevistados disseram que já investiram em impressoras 3D e fabricação aditiva. Um número similar disse já ter investido também em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.

O estudo indica que o uso de robótica no chão de fábrica vai atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados revelaram que pretendem, nos próximos 2 anos, investir de modo significativo em P&D para robótica. A pesquisa ouviu 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil, e aborda estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.

Quando perguntados sobre o quanto esperam investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D), 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos 2 anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.

Mais de 50% dos CEOs entrevistados classificaram a estratégia de crescimento adotada como agressiva e mais de 16% disseram que ela é muito agressiva. O estudo também apontou que 74% deles relataram o crescimento como prioridade alta ao longo dos próximos 2 anos, num mercado de competição pela participação acirrada.

Outros levantamentos da pesquisa:

– 92% disseram que estão intensificando o foco em novos mercados ao longo dos próximos 2 anos;

– 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados;

–  Em relação aos planos de mudanças da gama de produtos, 56% disseram que farão investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado;

– 39% investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.

Sobre a pesquisa

O estudo foi conduzido pela Forbes Insights, no início deste ano, com 360 executivos de alto nível.  Os entrevistados atuam em 6 setores industriais (aeroespacial e de defesa, automotivo, conglomerados, dispositivos médicos, produtos industrial e de engenharia e de metais) e estão localizados nas Américas, Europa e Ásia. Os países participantes foram Austrália (10), Brasil (12), Canadá (13), China (36), França (10), Alemanha (40), Índia (38), Japão (34), México (11), Países Baixos (13), Rússia (12), Coreia do Sul (10), Reino Unido (41) e Estados Unidos (80).

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, basta clicar no link  www.kpmg.com/gmo.

Fonte:  KPMG


Desafios e oportunidades

Um estudo recente e inédito sobre o uso das tecnologias digitais na indústria brasileira, realizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI com mais de 2 mil empresas, revela que o uso da digitalização ainda é pouco difundido por aqui: 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade, mas menos da metade as utiliza. O avanço da Indústria 4.0, segundo a sondagem especial da CNI, depende da maior percepção das empresas pelos ganhos proporcionados pela digitalização, como aumento de produtividade, flexibilização da produção, redução de custos, eficiência energética, etc. Essa “fotografia” mostra que há muitos desafios tanto para o setor privado como o público. A cada um cabe uma lição de casa.

Os avanços proporcionados pela introdução de novas tecnologias abrem oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e incrementos de processos atuais. Conhecer as tendências e as inovações que despontam, principalmente nos mercados mais desenvolvidos, é essencial para identificar soluções capazes de ajudar a indústria a modernizar seus modelos atuais de produção.

Em todas as edições de NEI, nossa equipe editorial tem se dedicado a pesquisar soluções alinhadas às necessidades da indústria, incluindo às relacionadas à Indústria 4.0. Na edição da Revista NEI de julho, o tema Eletroeletrônica Industrial ganha destaque; e nada mais alinhado a um dos grandes desafios atuais: o de reduzir e gerenciar o consumo de energia. No Brasil, a indústria é a maior consumidora de energia elétrica, respondendo por cerca de 40% do consumo. Por isso, produtos que ajudam a controlar, medir e usar menos energia interessam muito à indústria.

A participação da eletroeletrônica nos produtos finais e em toda a cadeia produtiva também tem crescido rapidamente; por isso conhecer essas inovações pode ser determinante para o desenvolvimento de novos projetos e a inovação de máquinas e equipamentos. Essas novas soluções estão reunidas a partir da página 10 da Revista NEI de julho. Algumas delas foram apresentadas na Hannover Messe 2016, uma referência mundial em tecnologia industrial, que colocou em pauta novamente o tema Indústria Integrada, fazendo referência à Indústria 4.0 e às energias renováveis.

Temos pela frente um cenário desafiador, mas também de oportunidades. É preciso se preparar para a retomada.


Sua indústria mais integrada

Planejamento eficiente e gerenciamento eficaz de todos os processos na indústria, da produção à distribuição, ajudam a incrementar a produtividade, a evitar desperdícios e a reduzir custos em toda a cadeia logística, disponibilizando o produto certo, no local programado e no prazo, dentro do planejado com o cliente final.

Considerada uma atividade estratégica nos negócios, a logística vem recebendo atenção especial, principalmente porque os custos logísticos no Brasil consomem 11,73% da receita das empresas, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral. O tema ganha, inclusive, uma seção na edição de junho/16 da Revista NEI que reúne novas soluções tecnológicas para incrementar suas atividades de armazenagem, movimentação e transporte de materiais. Algumas dessas novidades são de empresas da CeMAT Hannover 2016; uma oportunidade para você conhecer novas tecnologias.

A indústria está vivenciando uma nova revolução nos métodos produtivos, com sistemas cada vez mais integrados e interconectados no chão de fábrica. A Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada tem pautado discussões em vários países, e está impondo novos desafios e quebra de paradigma, até para as pequenas indústrias.

Bastante difundida na Alemanha e nos Estados Unidos, a quarta revolução industrial está ganhando espaço por aqui, nas feiras industriais, nos fóruns, seminários e já conta até com um Grupo de Trabalho formado por membros do governo e setor privado. Enquanto se discute toda a regulação necessária, o profissional da indústria precisa conhecer as novas tecnologias, entender as necessidades de seus clientes e, então, se preparar para projetar soluções que promovam maior integração, aumento de produtividade e eficiência.

Muitas máquinas e equipamentos aqui disponibilizados já dispõem de recursos alinhados à Indústria 4.0. Serviços de manutenção realizados em chão de fábrica, por exemplo, permitem transmissão de dados e comunicação com uma central. Trabalhos em zonas classificadas podem ser gerenciados remotamente. Tudo de modo mais integrado. É a nova era, que aos poucos vai mudando hábitos, criando novas necessidades. Sua indústria precisa acompanhar essa evolução. E é o que fazemos diariamente para identificar e levar até você as novidades dos mercados nacional e internacional.


FEIMEC oferece e-book gratuito sobre Manufatura Avançada

Tudo o que você precisa saber sobre a 4ª Revolução Industrial e os desafios a serem enfrentados para sua implementação no Brasil está no e-book “Manufatura Avançada”, oferecido gratuitamente no site da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos e que traz depoimentos de vários especialistas no assunto.

Para fazer o download gratuito, acesse o endereço http://feimec.com.br/a-voz-da-industria/e-book—manufatura-avancadaFeimec-ebook-manufatura-miniatura2. Basta inserir seu nome, e-mail, cargo e cidade, e selecionar o segmento da empresa e estado. Tudo de forma rápida e simples.

O e-book traz uma definição sobre o que é manufatura avançada, sua relação com as revoluções industriais e seus benefícios para tornar a indústria mais eficiente, flexível e ágil. Além de tratar a manufatura avançada no mundo e no Brasil, apresentando, inclusive, os desafios que precisamos enfrentar para iniciar sua implantação, o documento discute a relação da manufatura avançada com emprego e ainda traz indícios de que a demanda por máquinas-ferramenta no Brasil será enorme, em vista da necessidade de modernização do parque fabril.

Você também encontra no e-book informações sobre linhas de financiamento de incentivo à Manufatura Avançada, oferecidas pelo BNDES, além de ter a oportunidade de saber mais sobre a Fábrica Inteligente, na FEIMEC – um espaço que vai demonstrar de forma exclusiva os princípios da manufatura avançada.

A FEIMEC – que acontece de 3 a 7 de maio, no São Paulo Expo Exhibition Center, em São Paulo – é uma iniciativa da ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), Informa Exhibitions e várias entidades do setor. Para se credenciar, acesse o site da feira.


Novidades da FEIMEC e MECÂNICA para incrementar os processos fabris

Ganhos de produtividade, redução de custos, eficiência energética e Indústria 4.0. Essas são algumas das diretrizes que estão norteando discussões no meio industrial, são temas de fóruns do setor e estão direcionando esforços na organização das grandes feiras. Por isso é importante que você, leitor e usuário de NEI, conheça as mais recentes  tecnologias aplicadas a máquinas e equipamentos que podem ajudá-lo a incrementar seus processos produtivos, e até revolucionar seus modos atuais de fabricação.

Para apoiá-lo, antecipamos na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital), em seção especial, algumas das novidades que serão exibidas, em maio, em São Paulo, em duas feiras do setor de mecânica que acontecem juntas pela 1ª vez: a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, de 3 a 7, no São Paulo Expo Exhibition & Convention; e a 31ª Feira Internacional da MECÂNICA, de 17 a 21, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

A FEIMEC, em sua primeira edição, é uma iniciativa da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Informa Exhibitions e mais de 30 entidades setoriais. A Feira Internacional da MECÂNICA, que tem história de quase 60 anos, é organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e também tem o apoio de várias associações da indústria.

Oportunidade dupla

A participação nas duas feiras é recomendável, pois você encontrará fornecedores diferentes em cada uma delas e, portanto, soluções tecnológicas em dobro. Ambas são feiras voltadas à área de mecânica, e não estão medindo esforços para oferecer a você, profissional da indústria, eventos com qualidade internacional e conteúdos alinhados aos mais recentes avanços tecnológicos. Nelas, temas atuais ganham até uma grade especial de seminários e palestras.

Na FEIMEC, a Manufatura Avançada será abordada no seminário “Indústria 4.0 – Aplicação na Prática” e ainda terá uma demonstração “ao vivo”. Numa área de 300 m², o visitante conhecerá a Fábrica Inteligente e poderá acompanhar todos os detalhes de produção de acessórios customizados por ele mesmo, via smartphone, conhecendo, assim, os princípios da manufatura avançada.

Na Feira da MECÂNICA o visitante também terá à disposição palestras e seminários sobre Indústria 4.0, automação, eficiência energética, soldagem e impressão 3D, além da Área da Inovação, espaço de 4 mil m² que mostrará recentes tecnologias e produtos aplicados aos sistemas produtivos.

Em suma, as duas feiras representam uma dupla oportunidade para você conhecer o que há de mais moderno em máquinas e equipamentos aqui e no mundo, e se atualizar, conhecendo ainda melhor as tecnologias que marcam a quarta revolução industrial. Programe-se!

Para se credenciar na FEIMEC, acesse: http://www.feimec.com.br/credenciamento21

Para se credenciar na MECÂNICA, acesse: http://www.mecanica.com.br/Credenciamento/Credenciamento-de-Visitantes/

 


Oportunidade em dobro

A partir deste mês inicia-se o ciclo das grandes feiras industriais, mostrando as inovações para aumento de produtividade, eficiência, redução de custos, entre outras necessidades também urgentes. Em maio, São Paulo será palco de dois eventos do setor de mecânica que acontecem juntos pela 1ª vez: a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, em sua 1ª edição, e a 31ª Feira Internacional da MECÂNICA.

Você encontrará fornecedores diferentes em cada uma delas e, portanto, soluções tecnológicas em dobro. Embora aconteçam em datas próximas, e sejam voltadas ao mesmo setor, as duas feiras representam uma dupla oportunidade para conhecer os mais recentes avanços tecnológicos, e se atualizar. Palestras e seminários sobre Indústria 4.0, impressão 3D, entre outros temas, vão inserí-lo numa nova era do conhecimento. E até uma demonstração “ao vivo” da Manufatura Avançada, na FEIMEC, mostrará os avanços da nossa indústria, e marca uma inovação no conceito de feira.

Na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital), você conhecerá algumas das novidades que ganharão destaque nesses dois eventos. Assim você conhece com antecedência essas novas soluções, identificando aquelas capazes de colaborar de modo mais imediato para incrementar seus processos, e também programar melhor sua visita às feiras.

Em abril, realiza-se ainda a maior feira de tecnologia industrial do mundo – a Hannover Messe, que mais uma vez coloca em pauta o tema Indústria Integrada, fazendo referência às tecnologias e aos desafios da Indústria 4.0. Para que conheça algumas das mais recentes inovações dos expositores desse megaevento, trazemos, também na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital) uma seleção de produtos para fábricas inteligentes, ajudando a indústria a se tornar mais moderna, integrada, eficiente e sustentável.

As feiras acontecem num momento desafiador, especialmente para nós, brasileiros. Ao mesmo tempo que enfrentamos turbulências político-econômicas – e isso tem refletido negativamente nos índices de atividade industrial – há uma corrida tecnológica em curso e que vai exigir do profissional mais conhecimento. Novos desafios requerem novas tecnologias.

Na próxima edição reuniremos mais lançamentos das feiras FEIMEC e MECÂNICA, em seção especial, além de outras novas soluções nacionais e internacionais, cumprindo, assim, nosso compromisso: o de levar até você novidades do mundo inteiro!

Para se credenciar na FEIMEC, acesse: http://www.feimec.com.br/credenciamento21

Para se credenciar na MECÂNICA, acesse: http://www.mecanica.com.br/Credenciamento/Credenciamento-de-Visitantes/


Compromisso com a novidade!

Até 2025 teremos conectados à internet um trilhão de sensores e 10% dos óculos de leitura. A Internet das Coisas (IoT) ganhará impulso a partir do rápido desenvolvimento de sensores menores, mais baratos e inteligentes que se tornarão comuns nos processos de fabricação, nas casas, roupas, acessórios e redes de energia. A impressão 3D revolucionará praticamente todos os setores, da manufatura à saúde humana. Isso não é ficção, mas algumas previsões da pesquisa “Deep Shift: 21 Ways Software Will Transform Global Society”, realizada com mais de 800 líderes de diversos setores e divulgada pelo Conselho da Agenda Global do Fórum Econômico Mundial. O relatório identifica tendências que estão moldando a sociedade e mostra como os softwares vão transformá-la na próxima década. 

A dimensão do que vem por aí vai criar novos paradigmas. Desde já, precisamos conhecer os avanços tecnológicos que vão impactar nos processos de produção. A edição de março/16 da Revista NEI traz uma seção inédita focada na inovação, sob o título “Indústria integrada”. A partir da página 10 (veja versão digital em http://www.nei.com.br/Revista), você conhecerá novos produtos que podem contribuir para maior e melhor integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris. São soluções alinhadas à Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, pesquisadas pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional, e que permitirão à você conhecer novas tecnologias para incrementar processos fabris.

Além das novidades em produtos, trazemos na abertura da seção a opinião de professores dos cursos de engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Federal do Pará. Em suma, as pesquisas e os avanços tecnológicos estão acontecendo, cedo ou tarde vão se aproximar e mudar os processos atuais de produção, colaborando para aumento de eficiência, produtividade, flexibilidade, qualidade e segurança, além de redução de custos. Mas há muitos desafios pela frente! Para termos uma ideia da relevância do assunto, “indústria integrada” será novamente tema da próxima Hannover Messe, a maior e mais importante feira de tecnologia industrial do mundo que acontece mês que vem, em Hannover, na Alemanha.

Mais uma vez, mantemos nosso compromisso com a novidade, reafirmado nesta edição que marca os 42 anos de circulação ininterrupta de NEI! Sempre acompanhando a evolução da indústria!