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Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Máquinas-ferramenta Novas soluções para incrementar a capacidade das linhas produtivas

Determinantes para melhorar a eficiência do parque fabril, as máquinas-ferramenta impactam na produtividade e na qualidade dos processos industriais. Com o avanço das tecnologias na área de manufatura, elas ganham novos recursos e funcionalidades, proporcionando produções mais flexíveis, precisas, seguras e rápidas.

Ao conhecer as novas tecnologias aplicadas às máquinas-ferramenta, você tem a oportunidade de identificar soluções para incrementar suas linhas produtivas, promovendo ganhos de eficiência e até de redução de custos, com processos mais otimizados e controlados. Para ajudá-lo a conhecer algumas das novidades desse setor, a equipe editorial de NEI realizou uma pesquisa nos mercados nacional e internacional para conhecer e selecionar os produtos mais recentes.

Nessa seção, você confere essas novidades, inclusive de expositores da IMTS 2016 – International Manufacturing Technology Show (Feira Internacional de Máquinas-ferramenta), principal evento da indústria de manufatura norte-americana, que acontece este mês, em Chicago. Um dos produtos da capa desta edição, a brunidora Lifehone L630, da Gehring, é um exemplo de máquina-ferramenta que será lançada nessa feira.

Outras novidades em máquinas-ferramenta poderão ser conferidas nas próximas edições. E em 2017, acontecem, em São Paulo, dois importantes eventos focados em máquinas-ferramenta: a Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, em sua 1ª edição, de 9 a 13 de maio, no São Paulo Expoe, e a Feimafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, em sua 16ª edição, de 20 a 24 de junho, no Expo Center Norte, ambas em São Paulo, SP .  Uma dupla oportunidade para conhecer novas tecnologias aplicadas aos sistemas produtivos.

Na era da Indústria 4.0, o setor de manufatura vai requerer máquinas, equipamentos e sistemas cada vez mais inteligentes, instrumentados e interconectados. Novas tecnologias estão surgindo para tornar os processos produtivos mais flexíveis, ágeis e eficientes. Cedo ou tarde, essa corrida tecnológica vai bater na sua porta. E a indústria precisa se preparar para um novo ciclo de desenvolvimento.


Produção mais integrada e alinhada à Indústria 4.0

              A 7ª edição da pesquisa “Panorama Global do Setor de Produção 2016” (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook), realizada pela KPMG, aponta que empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo a Indústria 4.0. Segundo o estudo, 25% dos CEOs entrevistados disseram que já investiram em impressoras 3D e fabricação aditiva. Um número similar disse já ter investido também em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.

O estudo indica que o uso de robótica no chão de fábrica vai atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados revelaram que pretendem, nos próximos 2 anos, investir de modo significativo em P&D para robótica. A pesquisa ouviu 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil, e aborda estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.

Quando perguntados sobre o quanto esperam investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D), 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos 2 anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.

Mais de 50% dos CEOs entrevistados classificaram a estratégia de crescimento adotada como agressiva e mais de 16% disseram que ela é muito agressiva. O estudo também apontou que 74% deles relataram o crescimento como prioridade alta ao longo dos próximos 2 anos, num mercado de competição pela participação acirrada.

Outros levantamentos da pesquisa:

– 92% disseram que estão intensificando o foco em novos mercados ao longo dos próximos 2 anos;

– 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados;

–  Em relação aos planos de mudanças da gama de produtos, 56% disseram que farão investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado;

– 39% investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.

Sobre a pesquisa

O estudo foi conduzido pela Forbes Insights, no início deste ano, com 360 executivos de alto nível.  Os entrevistados atuam em 6 setores industriais (aeroespacial e de defesa, automotivo, conglomerados, dispositivos médicos, produtos industrial e de engenharia e de metais) e estão localizados nas Américas, Europa e Ásia. Os países participantes foram Austrália (10), Brasil (12), Canadá (13), China (36), França (10), Alemanha (40), Índia (38), Japão (34), México (11), Países Baixos (13), Rússia (12), Coreia do Sul (10), Reino Unido (41) e Estados Unidos (80).

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, basta clicar no link  www.kpmg.com/gmo.

Fonte:  KPMG


Desafios e oportunidades

Um estudo recente e inédito sobre o uso das tecnologias digitais na indústria brasileira, realizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI com mais de 2 mil empresas, revela que o uso da digitalização ainda é pouco difundido por aqui: 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade, mas menos da metade as utiliza. O avanço da Indústria 4.0, segundo a sondagem especial da CNI, depende da maior percepção das empresas pelos ganhos proporcionados pela digitalização, como aumento de produtividade, flexibilização da produção, redução de custos, eficiência energética, etc. Essa “fotografia” mostra que há muitos desafios tanto para o setor privado como o público. A cada um cabe uma lição de casa.

Os avanços proporcionados pela introdução de novas tecnologias abrem oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e incrementos de processos atuais. Conhecer as tendências e as inovações que despontam, principalmente nos mercados mais desenvolvidos, é essencial para identificar soluções capazes de ajudar a indústria a modernizar seus modelos atuais de produção.

Em todas as edições de NEI, nossa equipe editorial tem se dedicado a pesquisar soluções alinhadas às necessidades da indústria, incluindo às relacionadas à Indústria 4.0. Na edição da Revista NEI de julho, o tema Eletroeletrônica Industrial ganha destaque; e nada mais alinhado a um dos grandes desafios atuais: o de reduzir e gerenciar o consumo de energia. No Brasil, a indústria é a maior consumidora de energia elétrica, respondendo por cerca de 40% do consumo. Por isso, produtos que ajudam a controlar, medir e usar menos energia interessam muito à indústria.

A participação da eletroeletrônica nos produtos finais e em toda a cadeia produtiva também tem crescido rapidamente; por isso conhecer essas inovações pode ser determinante para o desenvolvimento de novos projetos e a inovação de máquinas e equipamentos. Essas novas soluções estão reunidas a partir da página 10 da Revista NEI de julho. Algumas delas foram apresentadas na Hannover Messe 2016, uma referência mundial em tecnologia industrial, que colocou em pauta novamente o tema Indústria Integrada, fazendo referência à Indústria 4.0 e às energias renováveis.

Temos pela frente um cenário desafiador, mas também de oportunidades. É preciso se preparar para a retomada.


Sua indústria mais integrada

Planejamento eficiente e gerenciamento eficaz de todos os processos na indústria, da produção à distribuição, ajudam a incrementar a produtividade, a evitar desperdícios e a reduzir custos em toda a cadeia logística, disponibilizando o produto certo, no local programado e no prazo, dentro do planejado com o cliente final.

Considerada uma atividade estratégica nos negócios, a logística vem recebendo atenção especial, principalmente porque os custos logísticos no Brasil consomem 11,73% da receita das empresas, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral. O tema ganha, inclusive, uma seção na edição de junho/16 da Revista NEI que reúne novas soluções tecnológicas para incrementar suas atividades de armazenagem, movimentação e transporte de materiais. Algumas dessas novidades são de empresas da CeMAT Hannover 2016; uma oportunidade para você conhecer novas tecnologias.

A indústria está vivenciando uma nova revolução nos métodos produtivos, com sistemas cada vez mais integrados e interconectados no chão de fábrica. A Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada tem pautado discussões em vários países, e está impondo novos desafios e quebra de paradigma, até para as pequenas indústrias.

Bastante difundida na Alemanha e nos Estados Unidos, a quarta revolução industrial está ganhando espaço por aqui, nas feiras industriais, nos fóruns, seminários e já conta até com um Grupo de Trabalho formado por membros do governo e setor privado. Enquanto se discute toda a regulação necessária, o profissional da indústria precisa conhecer as novas tecnologias, entender as necessidades de seus clientes e, então, se preparar para projetar soluções que promovam maior integração, aumento de produtividade e eficiência.

Muitas máquinas e equipamentos aqui disponibilizados já dispõem de recursos alinhados à Indústria 4.0. Serviços de manutenção realizados em chão de fábrica, por exemplo, permitem transmissão de dados e comunicação com uma central. Trabalhos em zonas classificadas podem ser gerenciados remotamente. Tudo de modo mais integrado. É a nova era, que aos poucos vai mudando hábitos, criando novas necessidades. Sua indústria precisa acompanhar essa evolução. E é o que fazemos diariamente para identificar e levar até você as novidades dos mercados nacional e internacional.


FEIMEC oferece e-book gratuito sobre Manufatura Avançada

Tudo o que você precisa saber sobre a 4ª Revolução Industrial e os desafios a serem enfrentados para sua implementação no Brasil está no e-book “Manufatura Avançada”, oferecido gratuitamente no site da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos e que traz depoimentos de vários especialistas no assunto.

Para fazer o download gratuito, acesse o endereço http://feimec.com.br/a-voz-da-industria/e-book—manufatura-avancadaFeimec-ebook-manufatura-miniatura2. Basta inserir seu nome, e-mail, cargo e cidade, e selecionar o segmento da empresa e estado. Tudo de forma rápida e simples.

O e-book traz uma definição sobre o que é manufatura avançada, sua relação com as revoluções industriais e seus benefícios para tornar a indústria mais eficiente, flexível e ágil. Além de tratar a manufatura avançada no mundo e no Brasil, apresentando, inclusive, os desafios que precisamos enfrentar para iniciar sua implantação, o documento discute a relação da manufatura avançada com emprego e ainda traz indícios de que a demanda por máquinas-ferramenta no Brasil será enorme, em vista da necessidade de modernização do parque fabril.

Você também encontra no e-book informações sobre linhas de financiamento de incentivo à Manufatura Avançada, oferecidas pelo BNDES, além de ter a oportunidade de saber mais sobre a Fábrica Inteligente, na FEIMEC – um espaço que vai demonstrar de forma exclusiva os princípios da manufatura avançada.

A FEIMEC – que acontece de 3 a 7 de maio, no São Paulo Expo Exhibition Center, em São Paulo – é uma iniciativa da ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), Informa Exhibitions e várias entidades do setor. Para se credenciar, acesse o site da feira.


Novidades da FEIMEC e MECÂNICA para incrementar os processos fabris

Ganhos de produtividade, redução de custos, eficiência energética e Indústria 4.0. Essas são algumas das diretrizes que estão norteando discussões no meio industrial, são temas de fóruns do setor e estão direcionando esforços na organização das grandes feiras. Por isso é importante que você, leitor e usuário de NEI, conheça as mais recentes  tecnologias aplicadas a máquinas e equipamentos que podem ajudá-lo a incrementar seus processos produtivos, e até revolucionar seus modos atuais de fabricação.

Para apoiá-lo, antecipamos na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital), em seção especial, algumas das novidades que serão exibidas, em maio, em São Paulo, em duas feiras do setor de mecânica que acontecem juntas pela 1ª vez: a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, de 3 a 7, no São Paulo Expo Exhibition & Convention; e a 31ª Feira Internacional da MECÂNICA, de 17 a 21, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

A FEIMEC, em sua primeira edição, é uma iniciativa da ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Informa Exhibitions e mais de 30 entidades setoriais. A Feira Internacional da MECÂNICA, que tem história de quase 60 anos, é organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e também tem o apoio de várias associações da indústria.

Oportunidade dupla

A participação nas duas feiras é recomendável, pois você encontrará fornecedores diferentes em cada uma delas e, portanto, soluções tecnológicas em dobro. Ambas são feiras voltadas à área de mecânica, e não estão medindo esforços para oferecer a você, profissional da indústria, eventos com qualidade internacional e conteúdos alinhados aos mais recentes avanços tecnológicos. Nelas, temas atuais ganham até uma grade especial de seminários e palestras.

Na FEIMEC, a Manufatura Avançada será abordada no seminário “Indústria 4.0 – Aplicação na Prática” e ainda terá uma demonstração “ao vivo”. Numa área de 300 m², o visitante conhecerá a Fábrica Inteligente e poderá acompanhar todos os detalhes de produção de acessórios customizados por ele mesmo, via smartphone, conhecendo, assim, os princípios da manufatura avançada.

Na Feira da MECÂNICA o visitante também terá à disposição palestras e seminários sobre Indústria 4.0, automação, eficiência energética, soldagem e impressão 3D, além da Área da Inovação, espaço de 4 mil m² que mostrará recentes tecnologias e produtos aplicados aos sistemas produtivos.

Em suma, as duas feiras representam uma dupla oportunidade para você conhecer o que há de mais moderno em máquinas e equipamentos aqui e no mundo, e se atualizar, conhecendo ainda melhor as tecnologias que marcam a quarta revolução industrial. Programe-se!

Para se credenciar na FEIMEC, acesse: http://www.feimec.com.br/credenciamento21

Para se credenciar na MECÂNICA, acesse: http://www.mecanica.com.br/Credenciamento/Credenciamento-de-Visitantes/

 


Oportunidade em dobro

A partir deste mês inicia-se o ciclo das grandes feiras industriais, mostrando as inovações para aumento de produtividade, eficiência, redução de custos, entre outras necessidades também urgentes. Em maio, São Paulo será palco de dois eventos do setor de mecânica que acontecem juntos pela 1ª vez: a FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos, em sua 1ª edição, e a 31ª Feira Internacional da MECÂNICA.

Você encontrará fornecedores diferentes em cada uma delas e, portanto, soluções tecnológicas em dobro. Embora aconteçam em datas próximas, e sejam voltadas ao mesmo setor, as duas feiras representam uma dupla oportunidade para conhecer os mais recentes avanços tecnológicos, e se atualizar. Palestras e seminários sobre Indústria 4.0, impressão 3D, entre outros temas, vão inserí-lo numa nova era do conhecimento. E até uma demonstração “ao vivo” da Manufatura Avançada, na FEIMEC, mostrará os avanços da nossa indústria, e marca uma inovação no conceito de feira.

Na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital), você conhecerá algumas das novidades que ganharão destaque nesses dois eventos. Assim você conhece com antecedência essas novas soluções, identificando aquelas capazes de colaborar de modo mais imediato para incrementar seus processos, e também programar melhor sua visita às feiras.

Em abril, realiza-se ainda a maior feira de tecnologia industrial do mundo – a Hannover Messe, que mais uma vez coloca em pauta o tema Indústria Integrada, fazendo referência às tecnologias e aos desafios da Indústria 4.0. Para que conheça algumas das mais recentes inovações dos expositores desse megaevento, trazemos, também na edição de abril da Revista NEI (acesse a versão digital) uma seleção de produtos para fábricas inteligentes, ajudando a indústria a se tornar mais moderna, integrada, eficiente e sustentável.

As feiras acontecem num momento desafiador, especialmente para nós, brasileiros. Ao mesmo tempo que enfrentamos turbulências político-econômicas – e isso tem refletido negativamente nos índices de atividade industrial – há uma corrida tecnológica em curso e que vai exigir do profissional mais conhecimento. Novos desafios requerem novas tecnologias.

Na próxima edição reuniremos mais lançamentos das feiras FEIMEC e MECÂNICA, em seção especial, além de outras novas soluções nacionais e internacionais, cumprindo, assim, nosso compromisso: o de levar até você novidades do mundo inteiro!

Para se credenciar na FEIMEC, acesse: http://www.feimec.com.br/credenciamento21

Para se credenciar na MECÂNICA, acesse: http://www.mecanica.com.br/Credenciamento/Credenciamento-de-Visitantes/


Compromisso com a novidade!

Até 2025 teremos conectados à internet um trilhão de sensores e 10% dos óculos de leitura. A Internet das Coisas (IoT) ganhará impulso a partir do rápido desenvolvimento de sensores menores, mais baratos e inteligentes que se tornarão comuns nos processos de fabricação, nas casas, roupas, acessórios e redes de energia. A impressão 3D revolucionará praticamente todos os setores, da manufatura à saúde humana. Isso não é ficção, mas algumas previsões da pesquisa “Deep Shift: 21 Ways Software Will Transform Global Society”, realizada com mais de 800 líderes de diversos setores e divulgada pelo Conselho da Agenda Global do Fórum Econômico Mundial. O relatório identifica tendências que estão moldando a sociedade e mostra como os softwares vão transformá-la na próxima década. 

A dimensão do que vem por aí vai criar novos paradigmas. Desde já, precisamos conhecer os avanços tecnológicos que vão impactar nos processos de produção. A edição de março/16 da Revista NEI traz uma seção inédita focada na inovação, sob o título “Indústria integrada”. A partir da página 10 (veja versão digital em http://www.nei.com.br/Revista), você conhecerá novos produtos que podem contribuir para maior e melhor integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris. São soluções alinhadas à Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, pesquisadas pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional, e que permitirão à você conhecer novas tecnologias para incrementar processos fabris.

Além das novidades em produtos, trazemos na abertura da seção a opinião de professores dos cursos de engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Federal do Pará. Em suma, as pesquisas e os avanços tecnológicos estão acontecendo, cedo ou tarde vão se aproximar e mudar os processos atuais de produção, colaborando para aumento de eficiência, produtividade, flexibilidade, qualidade e segurança, além de redução de custos. Mas há muitos desafios pela frente! Para termos uma ideia da relevância do assunto, “indústria integrada” será novamente tema da próxima Hannover Messe, a maior e mais importante feira de tecnologia industrial do mundo que acontece mês que vem, em Hannover, na Alemanha.

Mais uma vez, mantemos nosso compromisso com a novidade, reafirmado nesta edição que marca os 42 anos de circulação ininterrupta de NEI! Sempre acompanhando a evolução da indústria!

 


Instrumentação & Controle: Indústria 4.0 indica tendências tecnológicas para monitoramento de processos

Cada vez mais inserida no mundo, no Brasil a transição para a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial apenas se iniciou, por isso NEI colabora para expandir o conhecimento, consequentemente agilizar a inserção do novo conceito no País. Durante todo este ano, a equipe de reportagem de NEI entrevistou especialistas de diversas áreas da indústria que mencionaram o tema como tendência, e esse conteúdo foi apresentado aos leitores nos textos de abertura das seções especiais mensais da Revista NEI e aqui, neste Blog. Essas reportagens introduziram muitas notícias de lançamentos de produtos já relacionados à indústria do futuro. Para este mês, os entrevistados, focados na área de instrumentação e controle, não responderam diferente. Novamente citam a Indústria 4.0 como “a bola da vez”.

Para acompanhar este texto, aqui há uma seleção de novidades de instrumentação e controle pesquisadas no Brasil e no exterior, muitas já inseridas no conceito da nova revolução. Além de colaborar para a implantação da Indústria 4.0 no País, os lançamentos contribuirão para ampliar a qualidade e a produtividade industrial, reduzir os custos operacionais e fornecer maior segurança, aumentando a lucratividade das empresas, das pequenas às grandes, de todos os setores industriais.

“O que está em evidencia é a Indústria 4.0 e tudo o que se une para dar suporte a ela, como Identificação por Radiofrequência (RFID), Sistemas Ciberfísicos (CPS), Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, realidade virtual, realidade aumentada e Big Data”, informou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da USP. “As diferentes combinações desses elementos, pois não há necessidade de usar todos ao mesmo tempo, ditarão várias tendências. Evidentemente influenciarão os diferentes setores industriais de forma diferente.”

Ainda sobre tecnologia, um tema para discussão sugerido por Ludmila Correa de Alkmin e Silva, professora da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, doutora e pós-doutora em engenharia mecânica e especialista em projetos de máquinas, possibilitando uso no futuro, é a aplicação do Arduino na automação industrial (plataforma de prototipagem eletrônica). “É composto por um microcontrolador Atmel AVR e componentes complementares para facilitar a programação e a incorporação para outros circuitos com o conceito de software e hardware livre”, explicou a docente.

Segundo Ludmila, com a evolução e a popularização do Arduino, aumentou a discussão sobre seu implemento na automação de processos produtivos. “Algumas vantagens e desvantagens possui em relação aos controladores lógicos programáveis industriais – CLPs, que são os mais comuns atualmente”, contou. “Os CLPs são usados por serem robustos e seguros, porém apresentam custo mais elevado, enquanto o Arduino é mais simples no uso e na implementação.” Assim, a professora fomenta a discussão se em pequenas plantas automatizadas o Arduino poderia substituir o CLP.

A força da I&C na indústria

As tecnologias de instrumentação e controle sempre foram o pilar da produção industrial, mas agora não apenas completam o ciclo produtivo, tornam-se inteligentes o suficiente para nutrir os sistemas de gerenciamento de ativos, passando de apenas modernas para modernas e eficientes, disse Luiz Tadashi Akuta, gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric do Brasil. “Quando bem aplicadas, as tecnologias podem levar muito mais modernização com eficiência às empresas, já que possibilitam conhecimento dos processos e otimização das linhas de produção, das quantidades estocadas, da qualidade do produto final e redução de gargalos, sendo as pontes entre as áreas produtiva e gerencial”, acrescentou Marcilio Pongitori, diretor da Shevat, empresa de projetos e treinamentos de controle de processos, elétrica, instrumentação e automação, de Campinas-SP. E Akuta finalizou: “A instrumentação ‘de ponta’ é a arma estratégica que fará diferença na competição de mercado, com eficiência e economia.”

Mesmo neste período de dificuldade econômica que o Brasil enfrenta, Pongitori justifica o investimento nesse setor: “Em uma implantação de melhoria nos processos, a I&C apresenta o menor custo no total de investimento, pois tradicionalmente representa menos de 5% do total, porém em termos de impacto no processo é a área que tem maior retorno”. De acordo com o gerente de desenvolvimento da Mitsubishi, nos momentos de crises, há necessidade de se gerenciar tudo, e isso só é possível com a I&C para obter os dados que fazem aumentar a eficiência dos processos. “O momento atual é para preparar as fábricas para ser o mais hábil possível, pois após essa fase, os que se organizaram responderão com maior velocidade e rentabilidade”, sugeriu Akuta.

Colaboraria ainda se todas as partes envolvidas com a I&C investissem em qualificação profissional e parcerias. Para Junqueira, um bom exemplo é como agem os japoneses, que “debruçam-se” sobre um problema, um produto, um ciclo de produção, uma forma de transportar mercadorias, esgotando tudo o que se pode fazer. “Isso todos nós poderíamos fazer aqui”, destacou o docente, que ainda orienta as empresas concorrentes a se unir para dominar conhecimento para concorrer com outros países. “Como engenheiro, gostaria de ver o ‘boom’ da engenharia no País, da industrialização, da exploração expressiva dos produtos”, almejou o professor.

A parceria indústria e comunidade acadêmica foi sugerida por Rodrigo Alvite Romano, doutor em engenharia elétrica e professor do Instituto Mauá de Tecnologia. “Infelizmente há uma visão equivocada de que os pesquisadores e acadêmicos não podem cooperar para resolver os problemas da indústria”, disse Romano. “Deixo algumas perguntas para os leitores da NEI refletirem: quantos profissionais existem na sua empresa com perfil para buscar soluções inovadoras? quantas vezes recorreu a uma universidade para solucionar um problema recorrente?

A experiência de Romano com esse tema mostra que há pouca interação entre os meios industrial e universitário. “Além de cooperar para a solução de problemas, essa parceria certamente colabora para a qualificação de profissionais.

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