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Enfrente a crise controlando melhor os seus processos

Em tempos de vacas magras, a indústria se vê desafiada a encontrar meios para reduzir custos de produção, cortar gastos supérfluos, eliminar desperdícios e aumentar a eficiência produtiva. Resumindo, controlar melhor os processos é uma das saídas para a crise e certamente a mais importante. O controle eficiente dos processos de produção deve ser uma meta permanente, em qualquer tempo, e é o grande diferencial das empresas bem-sucedidas. Felizmente, nunca foi tão grande a presença de produtos e sistemas oferecendo soluções, das mais simples às mais sofisticadas. Mais uma vez, a tecnologia se mostra aliada da indústria.

edição de dezembro da Revista NEI, na seção Instrumentação e Controle, uma variada seleção de sensores, controladores e sistemas supervisórios alinhados à Indústria 4.0 que vão ajudar na busca da melhor solução para indústrias de pequeno, médio ou grande porte. Não importa o tamanho do desafio, haverá sempre uma solução a um custo compensador. A difusão de tecnologias novas, como comunicação wireless, armazenamento de informações na nuvem e aumento de capacidade dos sistemas digitais, tem transformado de tal forma os recursos de instrumentação e controle, que muitos consideram se tratar de uma nova revolução industrial.

Ao contrário do que se possa imaginar, estar alinhado a essas novas tecnologias não é difícil, nem tão dispendioso. Talvez o mais difícil seja dar o primeiro passo. A indústria do futuro será mais produtiva principalmente porque poderá contar com formas mais eficientes de medir e controlar os processos de produção, produzindo mais e a custos menores. Como podemos ver, investir agora nessas tecnologias, além de nos blindar contra crises, também nos deixa mais competitivos e capacitados a enfrentar qualquer concorrência.

Na verdade, muitas empresas já vêm investindo nessa direção, conforme indica a Pesquisa Mensal de Produção Física do IBGE: em relação a 2014 houve aumento de 5,5%  na produção Bens de Capital para Fins Industriais – Seriados (apesar da crise). Isto é uma pista de que, embora os índices de consumo tenham caído, produtos destinados a melhorar a eficiência na indústria estão em alta – provavelmente seu concorrente já está investindo para ser mais competitivo.

Enfim, não adianta parar e esperar a economia entrar nos eixos, é mais garantido tomar a iniciativa e acreditar na própria capacidade de resolver problemas. Investir em tecnologia tem se mostrado a estratégia certa para superar obstáculos e crescer, mesmo em tempos difíceis. É preciso se manter informado sobre o que há de mais novo e moderno no mercado; por isso a Revista NEI traz todos os meses uma seleção do que há de melhor no mercado de máquinas e equipamentos para a indústria.


Conheça novas soluções para incrementar processos produtivos e atender as exigências da Indústria 4.0

Por acelerar a capacidade de produção, contribuindo para a modernização tecnológica do parque fabril, a automação é essencial para as indústrias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência e qualidade e menores custos. Esta seção reúne novas soluções pesquisadas nos mercados nacional e internacional. Muitas delas já estão alinhadas à Indústria 4.0 – chamada também de Quarta Revolução Industrial –, novo conceito que apresenta uma evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Esse tem sido o foco dos debates em todo o mundo, pois os benefícios da Indústria 4.0 estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização, essenciais para enfrentar a intensa concorrência mundial.

“Na Indústria 4.0, os setores de produção e automação crescem juntamente com as tecnologias da informação e da comunicação”, contou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “Nesse novo cenário, a fábrica está interconectada, comandando a si mesma, como exemplos: comunidades de máquinas se organizam, cadeias de suprimentos se coordenam automaticamente e produtos inacabados enviam dados necessários para as máquinas que vão transformá-los em mercadoria. Não é mais a produção rígida que determina o produto fabricado de maneira igual, mas, sim, a peça isolada – produto inteligente – que decide seu caminho na produção.” A chave para isso é a integração de softwares, sensores, processadores e tecnologias de comunicação via sistemas ciber-físicos (Cyber-Physical Systems).

Para aprofundar o tema, a equipe de reportagem de NEI também conversou com Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil, empresa mundial especialista no fornecimento de tecnologias de automação.

Como exemplo de produto, ele discorreu sobre as novas unidades para tratamento de ar comprimido que possibilitam diagnóstico via internet, podendo ser acessadas a milhares de quilômetros da planta onde estão instaladas, para detectar quedas súbitas de pressão ou vazamentos de ar. Mencionou também que já estão disponíveis módulos de eficiência energética que otimizam o uso de ar comprimido como energia, possibilitando medição, controle e diagnóstico, inclusive detectam aumento do consumo de ar comprimido no ciclo-padrão, que pode ser causado por fugas, e indicam quando a produção, em estado de espera, interrompe o fornecimento de ar comprimido a fim de evitar consumo desnecessário.

O gerente explicou ainda a Internet das Coisas na Indústria 4.0, em que objetos terão conexão direta com a internet, enviando e recebendo dados que auxiliarão na identificação de necessidades, otimização de recursos e tomada de decisões. “Máquinas poderão analisar dados e reajustar o processo para tornar-se mais eficientes, seguras e confiáveis”, disse Santos. “No caso de maquinário decisivo do processo necessitar de manutenção, o fluxo de produção determinado por algoritmos existentes nas máquinas será desviado para outras, que poderão compensar a deficiência.”

Implantando a Indústria 4.0 no Brasil

Segundo Carlos Cesar Aparecido Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura – CCM/Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, onde estuda o tema Indústria 4.0, a corrida para definir a Indústria 4.0 já começou, e o Brasil apresenta um panorama positivo porque tem parque industrial misto com empresas de origem europeia, norte-americana e outras. “De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, e isso cria um alinhamento muito grande com os conceitos do Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que cunhou o tema Indústria 4.0 em 2011”, contou. “Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de ‘comunicação das coisas’, mas nada surpreende ainda. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de pelo menos participar disso.”

As três principais mudanças para a prática da Indústria 4.0 no País, na opinião do gerente da Festo, envolvem desafios tecnológicos, organizacionais e de capacitação.

Tecnológico: destaque para a infraestrutura adequada ao grande volume de dados necessários para a comunicação com clientes e fornecedores e entre equipamentos capazes de realizar o autoajuste do processo produtivo. A internet será o canal por onde trafegará toda a informação necessária para os processos de vendas, logística e produção.

Fabrício Junqueira complementou que será preciso uma infraestrutura similar à da Coreia do Sul, onde um usuário comum consegue contratar velocidades reais na casa dos Gigabits, ou seja, será necessário que as empresas disponibilizem infraestrutura para Terabits ou mais. “A Fapesp, por volta de 2002, lançou um projeto de pesquisa chamado TIDIA-KyaTera, que era nesse sentindo”, lembrou. Além disso, reforçou que, visto as empresas e os equipamentos necessitarem se comunicar via internet, é necessário garantir que não sofrerão ataques e que as informações trocadas entre eles não sejam acessadas por pessoas desautorizadas.

Organizacional: para a adaptação da produção às necessidades dos consumidores, as empresas necessitarão desenvolver novos modelos de negócio, em que a personalização de produtos e serviços será a regra, e a velocidade para atender o pedido será fator crítico para a competitividade, exigindo novas formas de trabalho com menor interferência humana e alta confiabilidade nos processos produtivos e logísticos. Com isso, novas regras serão necessárias para reger as relações de consumo, por exemplo, como tratar a devolução desses itens? Outra demanda organizacional está relacionada com a necessidade de se estabelecer inúmeros padrões técnicos que possibilitarão o fluxo de informação desde o cliente até as máquinas de produção; o estabelecimento desses padrões passa por um complexo e amplo processo de normalização de equipamentos, protocolos de comunicação, identificação de produtos, rastreabilidade, etc., que serão desenvolvidos a partir da cooperação de empresas, inclusive concorrentes.

Capacitação: necessidade de novos perfis profissionais nas diversas fases do processo, começando por vendas, os quais precisarão atuar como verdadeiros consultores dos clientes. Com isso, o conhecimento de necessidades passará a ser o diferencial competitivo. Na indústria, serão necessários especialistas em sensores, redes industriais, comunicação e tecnologia da informação. O processo logístico será personalizado e demandará planejamento ainda mais complexo e eficiente para atender pequenos pedidos em prazos menores.

Para Junqueira, a Indústria 4.0 é uma ótima oportunidade para pequenas e médias empresas, no entanto não dá mais para o governo negligenciar a educação. “Se não qualificarmos as pessoas – e isso vem do ensino fundamental –, não vamos conseguir acompanhar o resto do mundo industrializado e continuaremos sendo fornecedores de commodities”, declarou. “Já os empresários não podem esperar que o governo faça tudo. Por um lado, devem cobrar o governo, por outro, se engajar no processo de capacitação.”

Automação e robótica ganhando mais espaço

Com o objetivo de promover e ampliar a utilização de robôs e sistemas de automação nos processos de fabricação de pequenas, médias e grandes empresas, a Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq formou o Grupo de Trabalho de Robótica e Automação.Empresas de automação, integradores de robôs, fabricantes de máquinas nacionais e filiais brasileiras das indústrias de robôs participam do grupo, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Segundo a Abimaq, o banco tem interesse em desenvolver um programa dentro do ProBK que facilite a aquisição por meio de financiamentos para promover a melhoria dos processos nas linhas de montagem.

O uso de robôs na cadeia produtiva contribui para acelerar o processo de modernização de fábricas, automatizando os mais diversos tipos de aplicações. De acordo com a ABB, empresa mundial de tecnologias de energia e automação, as dez principais razões para investimentos em robôs são: aumento de produtividade, redução dos custos operacionais, melhoria da qualidade do processo, aumento da segurança do trabalho, maior flexibilidade na fabricação de produtos, redução do desperdício de material e aumento do rendimento, queda da rotatividade e dificuldade de recrutamento de trabalhadores, economia de espaço, diminuição dos custos de capital (ex. estoques) e melhoria da qualidade de trabalho para os funcionários.

Na edição de agosto, alguns robôs, como os colaborativos, podem ser vistos despontando como realidade tecnicamente amadurecida. Fazem parte de um novo conceito que ganha força e aos poucos é incorporado aos processos produtivos. Uma corrida tecnológica está em curso. É preciso se atualizar sobre o desenvolvimento de novas tecnologias e conhecer soluções inovadoras que possam contribuir para tornar os processos produtivos cada vez mais eficientes.

Carlos Cesar Aparecido Eguti escreveu exclusivamente para NEI um artigo sobre a evolução industrial do século XVIII até a Indústria 4.0.

 


Eficiência é a palavra de ordem!

Diariamente recebemos as mais diversas informações sobre o mundo empresarial: lançamentos de produtos, feiras de negócios, notícias econômicas, pesquisas, descobertas e artigos de especialistas. Uma infinidade de temas, áreas e empresas. O que tem nos chamado a atenção são as soluções que muitas companhias estão ofertando e também adotando para reduzir custos e ser mais eficientes. Desde iniciativas para economizar energia e fazer uso racional da água – com práticas conscientes e novas tecnologias –, até revisitar e simplificar processos, reduzir custos, descobrir novas estratégias de negócios e investir na inovação de produtos – valorizando seu papel na busca de eficiência.

E essa tem sido a palavra de ordem na indústria – EFICIÊNCIA. Em entrevista recente à NEI, o gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric, Luiz Tadashi Akuta, afirmou que o cenário atual – aqui e lá fora – dá sinais de uma megatendência: inovar focando eficiência e otimização. Segundo Tadashi Akuta, precisamos preparar nossas fábricas para se tornar o mais eficiente possível; assim reagirão com muito mais velocidade e custo baixo tão logo o mercado volte a aquecer.

Por isso a necessidade de conhecer soluções tecnológicas que realmente venham somar, ajudando a indústria a se tornar mais moderna e eficiente. A edição da Revista NEI de agosto dedica parte de seu conteúdo editorial ao tema Automação Industrial, essencial para as companhias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência, qualidade e menores custos.  São mais de 40 novos produtos voltados à automatização dos mais variados processos industriais! Algumas das notícias apresentadas nessa edição estão alinhadas à Indústria 4.0 – conceito que preconiza a evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Para aprofundar esse tema, ainda pouco disseminado no Brasil, conversamos com três especialistas no assunto que ajudaram a conceituar a indústria 4.0, explicando seus benefícios e desafios: Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil; e Carlos Cesar A. Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura do ITA. Essa reportagem abre a seção Automação Industrial na página 18. Uma evolução da indústria do século XVIII até a Indústria 4.0. também pode ser conferida no artigo exclusivo de Eguti, divulgado aqui.

A Indústria 4.0 tem sido foco dos debates em todo o mundo. Seus benefícios estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização. Tudo isso impacta no desenvolvimento de novas soluções que venham acrescentar eficiência ao processo industrial. Independente do momento econômico atual, as inovações estão acontecendo. E sua empresa precisa conhecê-las!


Panorama da evolução industrial: fatos históricos e atuais

2, julho, 2015 1 comentário

Uma revolução é sempre caracterizada por grandes mudanças, não só no aspecto político, mas também no social, sendo a revolução industrial um marco histórico para a humanidade em ambos os aspectos. Muitos historiadores podem elencar vários movimentos sociais que culminaram na revolução industrial no século XVIII, porém o responsável por esse processo foi, sem dúvida, a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1762.  Essa primeira tecnologia desenvolveu as fábricas e, assim, os primeiros conceitos de produção, representada pelas grandes tecelagens que utilizavam teares mecânicos movidos pela energia do vapor.

A primeira revolução industrial aplicou uma nova tecnologia, a do vapor, beneficiando produtividade e eficiência, e esse conceito ainda persiste. Passados 85 anos de reinado dos motores a vapor, a eletricidade apareceu e trouxe os eficientes motores elétricos, e essa nova tecnologia transformou a manufatura do mundo na década de 1870, junto com o encantado das luzes da cidade de Paris. O Brasil do final do século XIX começava a esboçar alguma reação industrial quando os primeiros movimentos abolicionistas apareceram por aqui. Contudo, nosso Visconde de Mauá anda não tinha terminado sua primeira ferrovia e o Brasil nem percebeu a segunda revolução industrial.

Vivenciando a mudança

A revolução da revolução apareceu somente 25 anos após o término da Segunda Grande Guerra, no auge da indústria automotiva americana que quebrava recordes de produção na década de 1970. Nesse ano, os computadores aparecerem na vida das pessoas e, junto disso, uma nova tecnologia formigava no chão de fábricas do mundo inteiro. A revolução industrial versão 3.0 já tinha um representante chamado de CLP (Controlador Lógico Programável). Nessa época o Brasil já tinha uma cara industrial nas capitais das Regiões Sul e Sudeste, porém respirava a Lei da Reserva de Mercado (Lei Federal nº 7.232/84), mas algo já estava mudando.

Um ícone oculto

A indústria 4.0 ainda não possui um representante definitivo, mas basta olhar ao redor para você conhecer os candidatos. O seu smartphone pode iniciar um ciclo de produção inteiro numa fábrica em algum lugar do mundo hoje. Ele e seu automóvel sabem onde você está e até onde você deseja ir, podendo informar tanto para seu televisor, quanto para seu micro ondas, que está chegando em casa e que já podem esquentar o lanche e deixar seu canal preferido no ar. Imaginando essa realidade para a indústria, uma máquina solicita que um robô traga mais matéria-prima, informando também ao setor de vendas que terá um pequeno atraso na produção, pois será realizada uma manutenção programada em sua bomba de óleo, entre 2 e 3 horas do próximo domingo. Essa nova revolução industrial apareceu naturalmente com o avanço dos computadores, unindo forças entre eletrônica, programação e redes de comunicação. A rede social da indústria chama-se Sistema Supervisório, que conecta computadores e CLP de uma fábrica inteira com outras ao redor do mundo, e isso já está além do conceito de globalização cunhado no final dos anos 90.

Iniciativas governamentais

A atual revolução industrial ainda não tem um agente individual para representar essa nova mudança, todavia isso não vai surgir ao acaso. A designação de Indústria 4.0 vem do conceito de evolução de um programa de computador, intimamente relacionado à nuvem de programas, a processos e procedimentos que circulam numa indústria moderna. Contudo, esse termo foi cunhado em 2011 pelo Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que é um Centro de Pesquisa do governo Alemão para a Inteligência Artificial. Esse órgão está norteando grandes empresas da Alemanha e Europa para a conquista definitiva da 4º revolução industrial, utilizando principalmente os conceitos de Internet of ThingsIoT ou Internet das coisas em ambientes industriais, comerciais e residenciais, sem fronteiras. Em 2013 o presidente Obama lançou o documento intitulado “National Network for Manufacturing and Innovation: a Preliminary Design” com o intuito de fomentar as indústrias de seu país para a inovação em manufatura, criando assim a Advanced Manufacturing National Program Office – AMNPO. Essa nova agência vai investir 1 bilhão de US$ em pesquisa para o setor de manufatura, já sabendo que seu parque industrial já está defasado quando comparado com indústrias na Alemanha, Coreia e Japão. No Brasil, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI é a responsável por criar políticas públicas para colocar o Brasil nos rumos dessa revolução. Contudo, essa revolução, assim como as demais, é tecnológica e depende da solução de desafios tecnológicos reais da indústria mundial. Esses desafios assombram todas as indústrias do Brasil também, mas agora temos algumas iniciativas em curso.

A complexidade das operações

A corrida para definir a indústria 4.0 já começou e o Brasil apresenta um panorama positivo, já que temos um parque industrial misto entre empresas de origem europeia, norte-americana, entre outras. De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, o que cria um alinhamento muito grande com os conceitos do DFKI. Um ponto importante para viabilizar a indústria 4.0 é a forma de comunicação entre máquinas e equipamentos do futuro, sem isso não há revolução. A definição dessa linguagem comum representa o desafio, tanto do ponto de vista de hardware, quando de software, para viabilizar uma completa integração de sistemas. Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de “comunicação das coisas”, mas nada surpreende ainda. Os aspectos legais impactam bastante, já que decidem sobre o que essas máquinas vão poder conversar. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir para essa definição, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de ser participantes dela.

Crédito

Artigo escrito por Carlos Eguti, doutor em engenharia mecatrônica pela Technische Universität Darmstadt – TUD e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA na área de engenharia aeroespacial e mecatrônica, mestre em engenharia mecânica (ciências térmicas) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” –Unesp e engenheiro elétrico pela Unesp. Atualmente faz pós-doutorado no Centro de Competência em Manufatura – CCM/ITA na área de mecatrônica, onde atua como pesquisador e estuda o tema Indústria 4.0.


Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Muito precisa ser feito para a Indústria 4.0 ser habitual, dizem especialistas na Hannover Messe 2015

“A Indústria 4.0 permanece como o centro das atenções, com as empresas buscando, de alguma forma, se inserir nessa tecnologia. Mas esse é um objetivo a ser alcançado, e ainda um pouco distante da realidade. Na Alemanha, os empresários entendem que muito investimento de capital e tempo será necessário para que essa nova indústria transforme-se em realidade.” Esse comentário foi feito pelo editor técnico da Revista NEI, Roberto Guazzelli, após participar de eventos sobre o tema na Hannover Messe, realizada de 13 a 17 de abril, na Alemanha.  

 

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Percorrendo os corredores da feira, Guazzelli se surpreendeu com os robôs colaborativos, que se mostram muito mais próximos e imediatamente aplicáveis na indústria. “Praticamente todos os grandes fabricantes de robôs já oferecem sua versão de robô colaborativo, cada uma extremamente versátil e apresentada como uma tecnologia acessível para empresas de qualquer porte”, comentou.

Segundo o editor, foram vários estandes que exibiram o uso desses robôs em atividades antes exclusivas de “seres humanos”, seja ajudando na montagem de componentes, ou selecionando componentes. “Na verdade, essas máquinas são  responsáveis agora por executar tarefas repetitivas, perigosas ou de extrema precisão; ninguém ainda os enxerga como substitutos do homem, mas parece que o ‘pontapé inicial’ já foi dado”, contou Guazzelli. “Estamos, de fato, sendo testemunhas de uma modernidade que vai mudar profundamente nossas estruturas produtivas e cujos desdobramentos, a médio e longo prazo, vão definir os contornos de uma nova sociedade.”


Brasileiros prontos para a Hannover Messe, que começa hoje

De hoje até 17 de abril será realizada a Hannover Messe, feira alemã que é a principal exibição de novas tecnologias industriais do mundo, desta vez com o tema “Indústria Integrada – Faça parte da Rede!”. Visando impulsionar as exportações em momento favorável de alta da moeda norte-americana, empresas e entidades brasileiras participam do evento, como: Kels, Varixx, Embrasul, Interguest Brazil, KitFrame, Confederação Nacional da Indústria – CNI, que organizou a Missão Internacional com representantes de indústrias brasileiras; e a Indel Bauru, expositora desde 2001.

Segundo Thiago Francisco Xavier, representante do marketing da Indel Bauru, o que os motiva a continuar como expositores, além dos bons resultados conquistados nas edições anteriores, é receber os clientes frequentadores dessa feira e dos novos interessados nos produtos. Clique aqui para conhecer a novidade que a Indel Bauru lança no evento.

hannover1Organizada pela Deutsche Messe AG, neste ano tem a Índia como país parceiro, representado por cerca de 130 expositores, sendo dividida em dez feiras. São elas: Automação Industrial, Motion, Drive & Automation – MDA, Energia, Energia Eólica, MobiliTec, Fábrica Digital, ComVac, Suprimentos Industriais, Tecnologia de Superfície e Pesquisa & Tecnologia.

 

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O evento dará forte ênfase aos temas: Indústria 4.0, Automação Industrial e TI, Transmissão de Força e Energia Fluida, Energia e Tecnologias Ambientais, Subcontratação Industrial, Engenharia de Produção e Serviços e Pesquisa e Desenvolvimento. Na ocasião, os participantes visualizam plantas de produção digitalmente conectadas, novos processos de produção, soluções de automação baseadas em TI que trazem mudanças para os processos organizacionais dentro das fábricas e robôs da nova geração, como os colaborativos que trabalham com os humanos sem barreiras de segurança.

 

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hannover4Parte integrante da Hannover Messe, o Hermes Award foi entregue ontem na cerimônia de abertura da feira. Concorreram empresas com tecnologias inovadoras e a vencedora foi a Wittenstein AG, da Alemanha, com um novo tipo de redutor, batizado de Galaxie e  caracterizado pela conectividade da Indústria 4.0 para uso em máquinas-ferramenta, robôs, turbinas eólicas e máquinas têxteis. A organizadora recebeu inscrições de cerca de 70 empresas, de 10 países, e selecionou as cinco finalistas alemãs: ABB, ContiTech, Next Kraftwerke, Schunk e Wittenstein, sendo que três produtos são importantes contribuições para a Indústria 4.0 e os demais colaboram para um sistema energético mais sustentável.

“Todas as tecnologias em exibição em cada área temática têm uma coisa em comum: são projetadas para estimular a produtividade e, assim, a competitividade dos fabricantes”, afirmou Marc Siemering, vice-presidente sênior da Deutsche Messe.

O editor técnico de NEI, Roberto Guazzelli, participa do evento e trará novidades que serão publicadas nas próximas edições da Revista e no NEI.com.br. Contudo, alguns lançamentos você já confere na Revista NEI deste mês e no NEI.com.br.


Brasileiros apostam na feira alemã para impulsionar exportações

Nesta época de alta da moeda norte-americana, as indústrias nacionais visam às vendas no mercado externo. Assim, a Indel Bauru, localizada em Bauru-SP, expositora da Hannover Messe desde 2001, se prepara para mais uma participação na feira que é o mostruário industrial do mundo e que em 2015 será realizada de 13 a 17 de abril. Segundo Thiago Francisco Xavier, representante do marketing da companhia, é importante para uma empresa brasileira estar na Hannover porque esse é um dos mais importantes eventos de tecnologia industrial do mundo. “Serve de vitrine para nós e outras  nacionais que buscam ampliar a visibilidade no mercado internacional”, comentou Xavier.

O que os motiva a continuar como expositores do evento alemão, além dos bons resultados conquistados nas edições anteriores, é receber a visita dos clientes frequentadores dessa feira, para avaliar a satisfação, descobrir oportunidades de melhoria, estreitar as relações comerciais e fortalecer a marca; e dos novos interessados nos produtos, seja para representações, vendas diretas ou demais parcerias, com foco principal na Ásia, África e Oceania.

“Em 2001 estávamos começando a exportar, então havia interesse em descobrir mercados e conquistar clientes”, disse Xavier. “Optamos por expor em feiras internacionais e a Hannover Messe foi uma das escolhidas, por sua importância e visibilidade. As exposições nessa feira alemã trouxeram bons resultados, lá surgiram pessoas interessadas em nossos produtos, as quais continuaram com negociações após a feira – de países como Nova Zelândia, Espanha, África do Sul, Arábia Saudita e Sri Lanka –, que terminaram em vendas.” As primeiras exportações da Indel Bauru foram de seus principais produtos, os elos fusíveis, que hoje são vendidos principalmente para Estados Unidos, Argentina, Taiwan, Uruguai, Indonésia, Filipinas, Paraguai, Espanha e África do Sul.

A empresa aproveitará a Hannover Messe 2015 para lançar o terminal conector rosca, conformado a frio com cobre monolítico estanhado, utilizado por instaladores na conexão de cabos de cobre e alumínio de 10 a 240 mm2 em diversos contatos elétricos; mas o grande destaque serão os elos fusíveis para proteção de redes de distribuição de energia elétrica, principalmente transformadores de energia. Como um dos diferenciais técnicos do terminal conector rosca, a companhia informou a fixação do terminal com parafuso de aço inoxidável que dispensa o uso de ferramentas pesadas, pois ocorre pelo aperto do parafuso, que se quebra quando atinge o torque ideal, sem provocar danos na estanhagem ou fissuras no conector. “Pretendemos expor a novidade para avaliar o interesse do mercado, visualizar possibilidades de aplicação, discutir questões técnicas e refinar o desenvolvimento do produto”, comentou Xavier. “Após a feira, vamos avaliar o impacto para decidir se vamos exportá-lo.”

A notícia técnica sobre os elos fusíveis da Indel Bauru, assim como demais produtos de outras marcas apresentados na Hannover Messe 2015, você confere antecipadamente nesta seção. E isso é apenas uma prévia, pois outros produtos desse megaevento você encontrará nos próximos meses no NEI.com.br.

A Confederação Nacional da Indústria – CNI colabora para alavancar as exportações brasileiras com a organização da Missão Internacional à Hannover Messe, com atuação de federações e sindicatos para mobilizar as indústrias. Em média, forma-se um grupo de 100 visitantes por ano. Haverá suporte com estande de apoio aos processos de internacionalização, organização de visitas técnicas em indústrias na Alemanha e acompanhamento de técnico especialista na área industrial. Para os organizadores, o principal retorno dos empresários participantes é o acesso à informação e à inovação que possam gerar oportunidades para a indústria brasileira e incrementar a competitividade.

Neste ano, Hannover Messe terá a Índia como país parceiro, representado por cerca de 130 expositores, e será dividida em dez feiras. São elas: Automação Industrial, Motion, Drive & Automation – MDA, Energia, Energia Eólica, MobiliTec, Fábrica Digital, ComVac, Suprimentos Industriais, Tecnologia de Superfície e Pesquisa & Tecnologia. O evento dará forte ênfase aos temas: Indústria 4.0, Automação Industrial e TI, Transmissão de Força e Energia Fluida, Energia e Tecnologias Ambientais, Subcontratação Industrial, Engenharia de Produção e Serviços e Pesquisa e Desenvolvimento.

 


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

“Indústria integrada” ganha mais uma vez destaque no maior evento de tecnologia industrial

De 7 a 11 de abril, acontece em Hannover, na Alemanha, a Hannover Messe 2014, feira líder mundial de tecnologia industrial, multissetorial, que reúne o estado da arte em máquinas e equipamentos; alguns deles você conhecerá nesta edição. Integrando sete importantes segmentos – Industrial Automation, Digital Factory, Energy, Industrial Supply, MobiliTec, Industrial GreenTec e Research & Technology, e tendo a Holanda como país parceiro, a Hannover Messe deste ano tem como tema oficial “Indústria Integrada – os próximos passos”, reafirmando a importância da integração para o futuro da indústria, que necessita seguir uma ‘linguagem’ internacional comum de produção em que haja padrão de compatibilidade entre softwares, máquinas, equipamentos, processos, fábricas e áreas.

Constantino Bäumle, diretor executivo da Hannover Fairs Sulamérica, enfatiza que as indústrias precisam tornar seus processos de produção e recursos o mais eficientes possível, ou seja, capazes de responder rapidamente às mudanças do mercado e, ao mesmo tempo, satisfazer a crescente demanda de individualização e personalização do produto. O caminho para esse desafio é a indústria integrada, em que os processos de produção são voltados para a máxima flexibilidade. Segundo Bäumle, muitas tecnologias têm sido desenvolvidas nesse sentido nos últimos anos.

O desafio daqui em diante é integrar essas tecnologias na produção industrial para que trabalhem sincronizadas, em harmonia e interligadas. “Eficiência e flexibilidade são, portanto, a chave para a contínua sobrevivência em um mercado internacional altamente competitivo. A tarefa agora é garantir que a indústria perceba essa visão de inteligência e fábricas flexíveis”, afirmou.

A importância da integração também pode ser observada nos sistemas de energia. Cerca de um quarto dos expositores da Hannover Messe está envolvido na geração, transmissão, distribuição ou armazenamento de energia. Para essas empresas, a “Indústria Integrada – Próximos Passos” sinaliza o caminho que é preciso seguir: melhorar e expandir a transmissão de energia e redes de dados, e encontrar maneiras viáveis de se substituir o atual sistema de energia, descentralizando-o e ligando as pequenas unidades produtoras de diferentes tipos de geração, como gás natural, solar, eólica e biomassa, de forma a criar uma rede “inteligente”. Para que isso se torne realidade, é preciso colaboração e empenho de diversas indústrias.

A maior feira industrial do mundo faz parte da história de NEI

Nas últimas duas décadas, os editores de NEI visitaram todas as edições da Hannover Messe, a fim de se aprofundar nas tendências mundiais e conhecer as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas. Sempre com o objetivo de colocar ao alcance dos profissionais da indústria, nossos leitores e usuários, informações atualizadas que contribuem para a modernização do parque fabril, tornando-o cada vez mais produtivo. Para conhecimento ou recordação, abaixo um dos lançamentos da Hannover Messe de 1997, publicado na edição de junho/97 da Revista NEI.

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