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Crise da indústria passa em 2016 por fase de moderação, aponta o IEDI

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial – IEDI fez uma análise dos últimos resultados da produção industrial  e mostra que a crise da indústria passa, em 2016, por uma fase de moderação, como indicam os números a seguir:

  • Indústria geral:  -11,5% no primeiro trimestre, -6,6% no segundo trimestre e -5,5% no terceiro trimestre, sempre frente ao mesmo período do ano anterior;
  • Bens de capital: -28,1%, -10,0% e -4,5%
  • Bens intermediários: -10,3%, -7,3% e -5,3%
  • Bens de consumo duráveis: -27,4%, -16,8% e -11,2%
  • Bens de consumo semi e não duráveis: -4,1%, -0,5% e -4,6%

Segundo o IEDI, em setembro, a produção industrial cresceu 0,5% em relação a agosto sem efeitos sazonais, graças à evolução de poucos setores, compensando parcialmente o declínio verificado nos dois meses anteriores. O trimestre de julho a setembro não escapou de fechar no vermelho, no entanto. O declínio foi de 1,1% frente ao trimestre anterior, também com ajuste sazonal. Com isso, a indústria retomou, na margem, um ritmo de queda equivalente ao do final de 2015, após um melhor resultado nos dois primeiros trimestres do corrente ano.

Depois de um terceiro trimestre que sob qualquer critério não deixou de ser ruim, analisa o IEDI, não surpreende que os indicadores de confiança dos empresários industriais tenham caído em outubro.

Em contrapartida, até setembro os estoques da indústria continuaram ajustados, diferentemente do que ocorreu ao longo de 2015, quando estiveram acima do planejado. Segundo análise do IEDI, esse é um sinal favorável porque indica que não há necessidade de novos cortes expressivos do volume produzido para compensar a formação indesejada de estoques.

Assim, a produção industrial vem reduzindo seu patamar de queda em relação ao ano passado, inclusive porque a base de comparação ficou bastante baixa, dado que a situação já tinha piorado muito na segunda metade de 2015. Continua válido, então, o diagnóstico de que a crise da indústria passa, em 2016, por uma fase de moderação, como sugerem os números citados no início do texto.

A Carta IEDI (edição 758) sintetiza esse quadro em que se encontra a indústria, com ênfase no resultado de setembro bem como no do terceiro trimestre do ano. Dentre os macrossetores, o de bens de capital, aponta o IEDI, continuou dando os sinais mais consistentes de moderação da crise.

Porém, se as quedas cada vez menores na produção desses bens dão um bom sinal para a futura evolução do investimento, infelizmente não parece que essa retomada virá do investimento industrial. Isso porque a produção de bens de capital para a indústria voltou a cair muito no terceiro trimestre de 2016 (-13,2% frente ao mesmo período de 2015).

Bens intermediários e bens de consumo duráveis, por sua vez, reduziram expressivamente suas quedas, mas elas permanecem em níveis muito elevados, aponta a carta. No primeiro caso, essa situação reflete o baixo dinamismo da economia como um todo, já que produz insumos para outros setores industriais, para agropecuária, construção etc. No segundo caso, é difícil pensar numa reversão do quadro com o crédito se contraindo no ritmo em que está e com os juros tão elevados.

Quem se aproximava mais claramente da saída da crise eram os bens de consumo semi e não duráveis, mas o terceiro trimestre de 2016 voltou a jogá-los em um nível de contração semelhante ao do início do ano. A redução da massa de rendimentos da população ocupada, que chegou a -3,8% no trimestre em questão, é um destacado fator a prejudicar a produção desses bens.

A carta, em sua íntegra, ainda faz uma análise detalhada dos resultados da indústria de transformação, exportação, estoques, confiança e expectativas. Neste último item vale destacar que o Índice de Confiança da Indústria de Transformação da FGV, que tinha ficado em 88,2 pontos em setembro, recuou para 86,6 pontos em outubro, informa o IEDI. Segundo o Instituto, como permanece abaixo da marca dos 100 pontos, a partir da qual a avaliação torna-se positiva, o indicador ainda sugere insatisfação dos empresários com seus negócios. De qualquer forma, esse patamar dos últimos meses indica algum avanço, já que a marca de dezembro de 2015 foi 75,6 pontos.

Leia na íntegra a Carta do IEDI, edição 758. Acesse aqui: http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_758.html

 

 


Empresários e trabalhadores se unem para fortalecer a indústria de transformação

Na abertura do lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, realizado nesta semana, no Anhembi, em São Paulo-SP, Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, discorreu: “Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria”.

Reunindo cerca de duas mil pessoas, incluindo 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos e quatro centrais sindicais de trabalhadores, o movimento apresentou o manifesto “Em Defesa da Indústria e do Emprego”. O objetivo foi discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional.

Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização aumentam a cada dia e que a política atual está matando a indústria e os empregos”. O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”.

Cientes das dificuldades do governo de continuar a política de desoneração nesse momento, sem prejuízo das necessárias reformas institucionais, os membros da organização da coalizão acreditam que, mesmo sem renúncias fiscais sensíveis, seja possível reverter expectativas com uma agenda baseada em ações de curto e médio prazo que objetivem: câmbio competitivo, juros em padrões internacionais e sistema tributário/sem cumulatividade de impostos.


Previsão de investimento no Rio soma R$ 235,6 bi entre 2014 e 2016

O Rio de Janeiro deve receber R$ 235,6 bilhões em investimentos privados e públicos de 2014 a 2016. Comparado com o triênio de 2010 a 2012, o crescimento previsto é de 86,5%. As informações estão na nova edição do estudo Decisão Rio, que a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan divulgou nesta semana.

Os investimentos relacionados aos eventos esportivos totalizam R$ 22,6 bilhões, sendo R$ 9,9 bilhões em instalações, R$ 9,3 bilhões em mobilidade urbana e R$ 3,4 bilhões em hotéis. A indústria de transformação atrai R$ 40,5 bilhões de empreendimentos, liderados pelo setor petroquímico (R$ 20,9 bilhões). Destaque também para os segmentos de construção naval (R$ 12,1 bilhões), automotivo (R$ 3,9 bilhões), farmacêutico (R$ 1,6 bilhão) e siderúrgico (R$ 1,3 bilhão).

Já na área de infraestrutura devem ser aplicados R$ 37,9 bilhões, já incluídos os R$ 9,3 bilhões em mobilidade urbana relacionados aos eventos esportivos. O segmento de transporte e logística concentra R$ 17,6 bilhões. Os demais investimentos de infraestrutura são destinados aos segmentos de energia elétrica (R$ 8,9 bilhões), desenvolvimento urbano (R$ 6,9 bilhões) e saneamento básico (R$ 4,5 bilhões).

O documento aponta ainda o desenvolvimento no interior do Estado. Embora a capital continue sendo responsável pela atração do maior volume de recursos, outras regiões do Estado também se destacam, como Leste Fluminense, Sul Fluminense e Baixada.

Os empreendimentos estrangeiros na indústria de transformação totalizam R$ 5,9 bilhões para o triênio de 2014 a 2016, com destaque para a participação da França e da Inglaterra. Também integra o volume total de investimentos o segmento de petróleo e gás, com R$ 143 bilhões.


Participação das importações industriais bate recorde

15, agosto, 2013 Deixar um comentário

Segundo a pesquisa Coeficientes de Abertura Comercial, divulgada hoje (15) pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, a participação de bens importados pela indústria brasileira cresceu 21,1% nos últimos 12 meses (jul/12 a jun/13). O resultado é um recorde histórico na série trimestral, pesquisada desde 2007. “A valorização do câmbio nos últimos meses amenizou o ímpeto importador, mas o contínuo aumento do coeficiente de importação reflete a perda da competitividade da indústria nacional frente a seu concorrente estrangeiro”, avalia Marcelo Azevedo, economista da CNI.

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Desenvolvido em parceria com a Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior – Funcex, o documento aponta crescimento das importações em 12 setores da indústria de transformação, em especial nos segmentos farmacêuticos, químicos, informática, eletrônicos e ópticos.

Além disso, outro resultado que mostra a falta de competitividade da indústria nacional é a queda das exportações no faturamento das empresas, que registrou recuo de 19,2% no segundo trimestre de 2013. Fraca demanda externa pelas manufaturas brasileiras e queda dos preços internacionais são alguns motivos que explicam o resultado desfavorável. Ainda segundo a pesquisa, houve retração em nove setores produtivos da indústria de transformação. Entre os mais afetados, estão: metalurgia (-1,1%), máquinas e equipamentos (-0,9%), têxteis (-0,9%) e derivados de petróleo e bio-combustível (-0,5%).

Para os próximos meses, o estudo prevê que a alta do câmbio deve minimizar as importações, favorecendo a recuperação da produção industrial interna.


CNI avalia como surpreendentes os dados da indústria no primeiro trimestre

O crescimento de 1,7% no Produto Interno Bruto – PIB da indústria no primeiro trimestre deste ano foi uma surpresa positiva, avaliou a Confederação Nacional da Indústria – CNI. O segmento que mais contribuiu para essa expansão foi a indústria de transformação, que registrou alta de 1,9%.

Na pesquisa PIM-PF de produção física da indústria realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o segmento de transformação registrou queda de 0,3% na média do primeiro trimestre, frente ao trimestre anterior, na série de dados dessazonalizados.

Apesar do crescimento frente ao trimestre anterior, a indústria manteve-se praticamente estagnada na comparação com o mesmo período do ano passado, com crescimento de apenas 0,1%, enquanto a indústria de transformação recuou 2,6%.

A expansão de 0,2% da economia no primeiro trimestre foi menor do que o esperado. Desse modo, embora o ritmo deva se intensificar nos próximos trimestres, é improvável que a previsão de crescimento de 3% em 2012 seja alcançada.

Fonte: CNI.


Um país desenvolvido precisa de uma indústria de transformação forte

“O atual modelo econômico nos empurra para uma reprimarização. O Brasil está priorizando a exportação de commodities e negligenciando a exportação de bens de maior valor agregado”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, Carlos Pastoriza, durante sua palestra no NEI International Industrial Conference & Show sob o tema “O papel da indústria líder na cadeia de produção: uma reflexão necessária”. Um dos exemplos citados por Pastoriza foi o do minério de ferro, um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Segundo o diretor, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima (automóveis, máquinas e equipamentos, etc.) é deficitária. A balança comercial da indústria de transformação, no período de 2004 a 2011, acumula déficit superior a US$ 100 bilhões, mostrou o diretor.

“Não existe país desenvolvido que não tenha uma indústria de transformação forte. É bom que o Brasil seja um grande exportador de commodities, mas é preciso que haja políticas que também beneficiem e fortaleçam a indústria de transformação.”, afirmou Pastoriza. O representante da ABIMAQ ainda falou que os fabricantes internos de máquinas estão perdendo market share para os importados. “Qualquer investimento em máquinas é produtivo para o Brasil, mas quando há aumento desbalanceado no investimento de máquinas importadas em relação às nacionais, o País perde”, finalizou.

A ABIMAQ considera como pontos fundamentais para se resgatar a competitividade do setor a redução do Custo Brasil, a desoneração total dos investimentos, a oferta de financiamentos (PSI), o incentivo às exportações, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.


Estabilidade estimula investimentos na produção de aço no País

14, dezembro, 2010 Deixar um comentário

O mercado de aço brasileiro vive um bom momento. Até agosto, a produção de aço no País cresceu próximo de 40%, em relação ao mesmo período de 2009. Para os aços longos, a ascensão foi de 36,5%. O Brasil produz cerca de 30 milhões de toneladas de aço por ano.

Os números refletem a recuperação da economia, após o período de crise, fortemente apoiada nos investimentos do mercado interno. Outras condições para os resultados positivos para o parque industrial, e o conseqüente aumento consumo de aço, foram as exportações.

Com a estimativa do crescimento do PIB no Brasil em torno de 7%, em 2010, vários setores, diretamente ligados ao aço, também acompanham essa movimentação ascendente. A indústria de transformação deverá fechar o ano com um crescimento de 8% e  o segmento da construção civil deve contribuir com expansão na casa dos 10%. Um indicador importante desta evolução é a venda de veículos, com previsão de crescimento de 9% este ano.

Para 2011, a expectativa é de um ano promissor para o setor de aço. Uma expectativa que se baseia, por sua vez, nas expectativas otimistas setores industriais, assumindo como exemplo,  o automobilístico, além do desempenho  mercados como o agrícola, de petróleo, construção civil, e açúcar e álcool. Vale lembrar ainda que as obras do PAC, Copa do Mundo e Olimpíadas irão exigir da siderurgia esforço adicional para atender as novas demandas.

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Por Antonio Abbud, gerente de vendas da Açotubo, empresa posicionada entre as maiores distribuidoras de tubos e barras de aço carbono da América Latina e eleita fornecedor TOP FIVE pelos leitores da revista NEI.