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Crise perde fôlego, principalmente na indústria, aponta pesquisa do Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –Ipea divulgou, esta semana, pesquisa sobre o comportamento da atividade econômica no Brasil. Realizada pelo seu Grupo de Conjuntura (Gecon), o estudo revela que o desempenho recente de alguns indicadores da atividade econômica sugere que a crise está perdendo fôlego. E a boa notícia é que os primeiros sinais deste possível início de recuperação cíclica estão concentrados na indústria.

O foco no comércio exterior está gerando efeitos positivos, principalmente nos setores de têxteis, calçados e madeira. Além do aumento na competitividade, nota-se também, segundo o Ipea, que a desvalorização da moeda está estimulando a substituição de importações, principalmente na produção de bens intermediários.

Por sua vez, a contração da demanda doméstica segue provocando forte ajuste de estoques, o que pode representar mais uma fonte de estímulo à recuperação da produção. Os níveis de confiança dos empresários também cresceram – embora se mantenham em patamares muito próximos dos mínimos históricos. O desempenho da produção da indústria ainda apresenta-se volátil, afirma o Ipea, mesmo com resultados positivos mais frequentes. Após duas altas consecutivas, o indicador de produção industrial do Ipea aponta queda de 1,6% da produção industrial física na passagem entre abril e maio, no comparativo com ajuste sazonal, o equivalente a uma queda de 6,5% sobre o mesmo período de 2015.

Enquanto o setor industrial dá indícios de melhora, espera-se uma recuperação mais lenta do consumo de bens e serviços, cujo desempenho está associado à dinâmica do mercado de trabalho. Além disso, a queda continuada na demanda doméstica gerou forte redução no grau de utilização da capacidade na indústria, o que pode retardar a recuperação dos investimentos.

Outro fator negativo para o crescimento do consumo aparente de bens de capital é a desvalorização do real frente ao dólar, que encarece a importação de máquinas e equipamentos. Mesmo assim, de acordo com estimativas do Ipea, o bom desempenho dos indicadores da construção civil e do consumo aparente de máquinas e equipamentos no mês de abril indica que os investimentos tiveram um bom início de segundo trimestre, com alta de 2,8% em abril, na comparação com ajuste sazonal.

Fonte: Ipea. Para ler a íntegra do estudo, acesse aqui.


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As novas soluções para melhorar o gerenciamento logístico das indústrias

Tudo na indústria deve e precisa ser otimizado: não se produz em excesso, planeja-se o que será fabricado e, consequentemente, sua destinação ao cliente final. Portanto, gerenciar de modo eficiente e integrado a cadeia logística, da produção à distribuição, permite disponibilizar o produto certo, na quantidade e lugar certos, dentro do prazo e com o mínimo custo, sem desperdício. A gestão logística deve ser percebida como um processo integrado capaz de apoiar a tomada de decisões.

Considerada uma atividade estratégica para as indústrias, já que impacta diretamente no custo final e no nível de satisfação do cliente, a logística está levando as empresas a buscarem novas soluções tecnológicas para planejar e otimizar seus estoques e suas entregas. Com esta seção, você tem a oportunidade de conhecer novas soluções em máquinas, equipamentos e produtos voltados ao setor logístico, incluindo o de embalagem – todos pesquisados pela equipe editorial nos mercados nacional e internacional. Alguns deles, internacionais, são de expositores da CeMAT Hannover 2016, importante feira de movimentação de materiais e logística, que acontece de 31 de maio a 3 de junho, em Hannover, na Alemanha.

O tema ganha relevância nessa seção pela sua importância nas atividades industriais; mas não se esgota. Nas próximas edições de NEI você encontrará outras soluções que também podem ajudá-lo a gerenciar melhor seus processos de movimentação, armazenagem e transporte de materiais, entre outros de suma importância nas demais áreas das plantas fabris.

O mercado logístico

Uma pesquisa sobre custos logísticos no Brasil, realizada pela Fundação Dom Cabral, através de seu Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura, mostra o quanto a logística impacta nos negócios. Segundo o estudo, os custos logísticos no Brasil consomem 11,73% da receita das empresas – aumento de 1,8% em relação a 2014 –, revelando alto nível de dependência de rodovias (98%), profissionais qualificados (85%) e máquinas e equipamentos (78%).

Esse custo sofreu crescimento de 30% nas empresas com volume de vendas entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Os principais fatores de impacto no preço final são: custos com transporte, distribuição urbana e armazenagem. Para esse levantamento foram consultadas 142 empresas brasileiras de 22 segmentos industriais, cujo faturamento total equivale a 15% do PIB brasileiro. Para obter mais informações sobre a pesquisa acesse o site da Fundação Dom Cabral: www.fdc.org.br


Perspectivas 2016 – Desafios e oportunidades num ano de mais ajustes

O Brasil tem adiante muitos desafios, começando por enfrentar os problemas de governabilidade, e decisões políticas importantes que vão determinar novos rumos. Mas essa não é a primeira vez que enfrentamos turbulências. Já passamos por outras crises, e saímos delas. Novamente teremos que ser resilientes. O cenário desafiador exigirá de todos, inclusive da indústria, muito planejamento, mais jogo de cintura e visão estratégica dos negócios. É hora de “arrumar a casa”.

A indústria tem sido desafiada a encontrar soluções para reduzir custos, melhorar processos, evitar desperdícios e aumentar a produtividade. A preocupação com energia, por exemplo, está impondo ao setor novas rotinas e a introdução de novas tecnologias, ou seja, máquinas e equipamentos mais eficientes, novas fontes alternativas e a adoção de uma gestão eficaz de recursos. Portanto, esses desafios vão continuar.

O mercado de robôs, por outro lado, será crescente. Segundo a pesquisa World Robot Statistics, da International Federation of Robots, até 2018 o mercado global de robôs terá crescido em média 15% ao ano. O número de unidades vendidas passará de 200.000 para 400.000, e China, Japão, EUA, Coreia do Sul e Alemanha serão responsáveis por 70% desse total. Para dimensionar a força desse mercado, a Epson vai impulsionar o desenvolvimento de robôs nos próximos 3 anos, com a estimativa de gerar uma receita anual de robótica, em 10 anos, de US$ 833 milhões.

E tem mais: o mercado global de IoT (Internet das Coisas) prevê triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme apontou recente pesquisa da IDC – International Data Corp. A própria indústria automobilística já começa a se preparar para a era móvel e conectada. Esses são apenas alguns exemplos da dimensão do que vem por aí com a Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, que promete modificar os modos atuais de produção e será marcada pela integração, conectividade, adaptabilidade e sustentabilidade. Novas tecnologias já despontam e outras virão, cedo ou tarde chegarão aqui.

Ao mesmo tempo que acontece uma corrida tecnológica lá fora, estamos vivenciando momentos de turbulência política e econômica no mercado interno, com muitos desafios, como colocar as finanças públicas em trajetória sustentável, combater a corrupção e recuperar a confiança de empresários e da sociedade. Para saber como esse cenário vai impactar a indústria em 2016, consultamos especialistas em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Campinas – Unicamp e Fundação Getulio Vargas – FGV.

Com a palavra, os economistas
Especialistas consultados por NEI confirmam que a economia brasileira vai continuar em recessão em 2016 – fato já esperado. O Relatório Focus do Banco Central, divulgado em dezembro, confirma isso. O mercado prevê retração do PIB de 3,50% em 2015 e 2,31% em 2016. Em relação à produção industrial, a queda prevista será de 7,60% em 2015, e 2,40% em 2016.

Segundo José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o PIB industrial deverá continuar seu processo de queda no primeiro semestre de 2016, mas a estimativa é de que apresente recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das exportações de manufaturados e pela substituição de importações por produção doméstica em função da taxa de câmbio mais desvalorizada. O dólar deverá continuar se valorizando frente à nossa moeda, alcançando cerca de R$ 4,50 no final de 2016, o que é considerada uma boa notícia pelos economistas que colaboraram com este artigo.

Setores com capacidade de exportar têm mais oportunidade de sair primeiro da crise e contribuir para puxar o resto da economia, afirma Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp. De acordo com o docente, o setor automobilístico deve apresentar ligeira recuperação em relação a 2015, assim como a construção civil, principalmente se o governo conseguir retomar o programa de concessões e organizar o financiamento habitacional.

Com a taxa de câmbio mantida nessas condições, a produção e as vendas da indústria nacional também apresentarão sinais consistentes de recuperação, prevê Oreiro. E isso tende a se refletir no aumento de investimentos em modernização e atualização do equipamento de capital. O parque fabril brasileiro tem máquinas e equipamentos com idade média em torno de 17 anos, segundo estudos do professor David Kupfer do Instituto de Economia da UFRJ – o que reforça a urgência de modernização. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo é de apenas 7 anos, 40% menos que no Brasil.

“A defasagem reflete o baixo nível de investimentos na modernização e atualização de ativos nos últimos dez anos em função dos efeitos negativos da taxa de câmbio sobrevalorizada em relação à rentabilidade dos investimentos na indústria. À medida que a taxa de câmbio ficar novamente competitiva, os investimentos em modernização se tornam novamente lucrativos. Assim o hiato tecnológico da indústria brasileira irá se reduzir ao longo do tempo, aumentando sua capacitação tecnológica”, afirma Oreiro.

Buainain sugere que, para se modernizar, a indústria terá também que importar bens de capital, mas o custo deve ser reduzido por políticas tarifárias mais consistentes com a realidade global, ou seja, diminuindo-se a proteção à indústria brasileira de bens de capital. Segundo o docente, isso pode ser feito preservando os incentivos para o setor de bens de capital baixar seus custos, se modernizar e se qualificar para participar de forma ativa da retomada do crescimento industrial no Brasil.

Um forte indicador nesse sentido foi a notícia de redução do imposto de importação para 158 máquinas e equipamentos industriais sem produção nacional equivalente – os chamados ex-tarifários – até 30 de junho de 2017. Com a redução das alíquotas, que passaram de 14% para 2%, no caso de bens de capital, e de 8-18% para 2%, para bens de informática e telecomunicações, os custos de vários projetos industriais, os quais totalizam investimentos globais de aproximadamente US$ 640,4 milhões, tendem a diminuir. Pelas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, serão beneficiados projetos para fabricação de motores para veículos, equipamentos de exploração de petróleo e equipamentos para sistemas de comunicação óptica, entre outros.

Mercado externo
É importante lembrar que a retomada de confiança e do investimento – que é fundamental – vai depender não apenas da evolução da situação política e das expectativas, como também do comportamento do setor externo, principalmente o relacionado à demanda chinesa, principal parceiro comercial do país, alertou Danilo Sartorello Spinola, consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal – Nações Unidas).

De acordo com o último relatório semestral da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve desacelerar em sua taxa de crescimento para 6,8% em 2015, alcançando 6,2% em 2017, quando a atividade econômica deve se reequilibrar. Para os EUA, estima-se um crescimento do PIB de 2,5% no próximo ano e 2,4% em 2017. Já para a Zona do Euro projeta-se um aumento de 1,8% de atividade em 2016 e 1,9%, em 2017. Para o Brasil, a OCDE prevê que a recuperação só aconteça em 2017, quando é esperado um aumento do PIB de 1,8%, desde que melhorem os resultados fiscais, haja controle da inflação e se reestabeleça a confiança.

Pondo a casa em ordem
Muito se tem ouvido falar que a crise oferece oportunidade de crescimento. Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Unicamp, diz que muitas empresas de setores industriais e de serviços conseguem melhorar sua produtividade. “De imediato essa melhora se dá pelas demissões, mas com poucos gastos é possível melhorar os processos, cortar desperdícios e se preparar para crescer de forma mais saudável quando o mercado reverter”, afirmou.

Felippe Serigatti, professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV, mencionou que o aumento de produtividade nas cadeias industriais tem sido prejudicado pelos elevados custos de produção decorrentes de mão de obra cara e pouco produtiva, carga tributária elevada, infraestrutura precária e, até 2014, taxa de câmbio que tornava os bens importados mais barato que os do mercado doméstico. Não é à toa que esses são alguns dos desafios que compõem as agendas de discussão das entidades representativas da indústria do país.

Uma das ações recentes da CNI para elevar a produtividade das empresas é o programa Indústria + Produtiva – desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, cujo propósito é estimular as empresas a produzir mais e melhor com os recursos existentes, permitindo reduzir desperdícios, organizar a produção e oferecer melhorias de gestão capazes de trazer resultados em pouco tempo. Aumentar a produtividade é imprescindível: no Brasil, além de baixa, ela cresceu apenas 6,6% entre 2002 e 2012 contra índices superiores a 30% em economias como Japão e Estados Unidos, informou a CNI. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a produtividade também depende da melhoria da gestão das empresas.

Outras orientações de especialistas são repensar estratégias, produtos e processos, e desenvolver programas de melhoria contínua em busca da maior eficiência possível. A lição de casa deve pautar inclusive as discussões nas empresas de micro e pequeno porte, sem exceção.

Durante o 15° Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial 2016, realizado no final de 2015 pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e que teve como tema “Desafios para o Planejamento de 2016”, Carlos Pastoriza, presidente da entidade, reforçou a necessidade de se “arrumar a casa”, aumentar o market share em relação aos importados no mercado interno e aumentar as exportações. Na ocasião, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA, orientou as empresas a melhorar seu planejamento orçamentário de vendas, conhecendo suas variáveis, os fatores econômicos e sociais que impactam diretamente o negócio, assim como elaborar previsões de vendas, revisar o plano mensalmente e inserir programas internos para dar maior velocidade às mudanças.

O tema “qualificação de mão de obra” também norteou as discussões e se pôs como um dever de casa. Nesse contexto, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou, durante sua palestra no 10° ENAI, que a educação é um componente importante da produtividade e um desafio sobre o qual as lideranças precisam ter foco e objetivos claros.

O Brasil tem uma agenda cheia e muitos desafios a enfrentar a partir deste ano. Como diz a Carta da Indústria 2015 – documento consolidado durante o 10º Encontro Nacional da Indústria – ENAI, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em novembro, em Brasília: “O momento impõe urgência à correção de rotas e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais. Mas o Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves. E soube enfrentá-los.”

E é sempre bom lembrar que, apesar de todas as turbulências, somos a 7ª economia mundial, com um PIB de US$ 2,3 trilhões.


Responda à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais e concorra à camisa do seu time ou uma furadeira

1, dezembro, 2015 1 comentário

Todos os anos NEI realiza um sorteio com os leitores que responderam à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais, única no País. Além de concorrer a prêmios – que desta vez será uma camisa oficial do seu time do coração ou uma furadeira –, você ajuda a equipe de NEI a descobrir e a revelar na edição NEI Top Five as cinco marcas preferidas por categoria de produtos e serviços pelos profissionais da indústria.

Para responder a pesquisa, e concorrer aos prêmios, clique aqui. Não é preciso responder todo questionário, porém para cada marca mencionada, você ganha um cupom. Quanto mais marcas mencionar, mais chances você tem de ganhar. Sua participação é importantíssima! O sorteio será realizado em fevereiro de 2016. Serão contemplados dez leitores.


Precisamos ser mais competitivos

Todos os dias a indústria está sendo desafiada a inovar e encontrar soluções para produzir melhor e sem desperdício, aproveitando ao máximo seus recursos. É necessário gerenciar processos de modo mais eficaz, identificando onde e como otimizar, e investir na atualização tecnológica do parque fabril, essencial para o aumento de produtividade e eficiência – ganhos que vão impulsionar a indústria a melhorar processos e, consequentemente, reduzir custos operacionais. Cada vez mais o profissional da indústria precisa se atualizar e conhecer as inovações que vão apoiar esses incrementos no chão de fábrica. 

Neste mês, uma seleção de novos produtos de automação hidráulica e pneumática, pesquisados aqui e no mercado externo, revela tecnologias que contribuem para a automatização de processos nos mais diversos segmentos industriais, ampliando o desempenho de máquinas e equipamentos. Você verá tecnologias que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine) e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Além disso, essas novas soluções mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

As inovações tecnológicas estão acontecendo, principalmente no mercado externo; por isso estamos diariamente empenhados em identificar soluções que cedo ou tarde chegarão à sua empresa. O cenário atual impõe novos desafios – e entendemos que não tem sido fácil para o empresário brasileiro superá-los. No entanto, alguns desses desafios podem ser encarados como oportunidades. A depreciação cambial, por exemplo, é vista como um incentivo às exportações. Mas é preciso que a indústria esteja preparada tecnologicamente para fabricar produtos competitivos no mercado externo.

De acordo com o recém-divulgado Relatório Global de Competitividade 2015/16, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial , o Brasil perdeu 18 posições, ocupando hoje a 75ª colocação! À indústria cabe o desafio de superar as diferentes barreiras, que têm origens políticas, econômicas, fiscais, profissionais e também tecnológicas. E, como sempre, contar com um aliado fiel – a Revista NEI, há mais de 40 anos ao lado da indústria brasileira, apresentando mensalmente as novidades em máquinas e equipamentos.


Manutenção de máquinas e equipamentos industriais

11, setembro, 2015 Deixar um comentário

As organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento, direcionadas para uma significativa competitividade, por meio da qualidade e da produtividade.

E tudo requer ação ágil imposta a todas as organizações, visando a eficácia na tomada de decisões. O fato tem levado às mutabilidades organizacionais constantes. Uma dinâmica que exige efetivas atividades operacionais, que desdobrem na busca das disponibilidades e da produção de resultados. A competitividade passa a ser necessidade empresarial, com a apresentação de resultados excelentes não apenas nacionais, mas necessariamente internacionais.

Assim, desde os anos 70, observa-se que há o aumento significativo da disponibilidade e da credibilidade na área de manutenção industrial, ações consideradas como a terceira geração do processo de prevenção e manutenção de máquinas e equipamentos. Ao mesmo tempo, ocorre significativo avanço na relação custo-benefício. O fato está na ocorrência de diversas intervenções nos equipamentos, todas elas baseadas na análise da qualidade e no risco da falha, para melhor condição dos produtos e do controle dos riscos para a segurança e a saúde do trabalhador.

Observa-se também a necessária preocupação com o meio ambiente, a partir da criação de computadores munidos de potentes “softwares”, para intervenções e gerenciamento da manutenção, e o surgimento de grupos de trabalho multidisciplinares, que cada vez mais ganham destaque de base para os procedimentos na área em questão. E a resposta para o bom desempenho desse processo é simples, ela está na soma de todas essas ações.

No Brasil, especificamente, ainda se trabalha com muita manutenção corretiva não planejada e com manutenção preventiva em excesso, ações não aconselháveis. É preciso promover uma mudança, na qual o nível de atuação, por meio da aplicação de manutenção preditiva, ganhe rapidez. Assim, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva, que é uma das ferramentas efetivas que podem ser aplicadas à otimização do gerenciamento de operações industriais. Isso como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas, visto que o objetivo é a redução de custos de manutenção e maior produtividade. É preciso salientar, porém, que a manutenção preditiva é a 1ª quebra de paradigma na manutenção para a excelência da engenharia empresarial.

Quanto às tendências mundiais vinculadas aos tipos de manutenção, no que diz respeito às tendências mundiais, a partir de análises de empresas líderes e do sucesso obtido por elas, percebe-se que, cada vez mais, essas organizações adotam técnicas preditivas e a prática da engenharia de manutenção. A manutenção torna-se estratégica para as organizações, pois ela garante disponibilidade dos equipamentos em instalações que apresentam confiabilidade, segurança e custos adequados.

Em razão do exposto, conclui-se que a manutenção, como função estratégica das organizações, apresenta-se como responsável direta pela disponibilidade dos ativos, tendo importância capital nos resultados da empresa. Contudo, será o tipo de manutenção adequado para cada uma das organizações o fator de sucesso, garantia de otimização nos processos e, consequentemente, lucros? É preciso ter em mente que o desejado por uma empresa não deve ser apenas a garantia de sobrevivência, mas seu crescimento e sua expansão.

Com esta exposição, espera-se que os resultados se apresentem cada vez melhores a cada empresa, em razão da eficácia da gestão de manutenção aplicada por elas. Logo, as organizações devem procurar as melhorias contínuas na sua gestão de manutenção, buscando incessantemente conhecimentos inovadores e aplicação das melhores práticas da manutenção do primeiro mundo, distanciando-se do apenas emergente.

Crédito

Artigo escrito por José Rui Camargo, professor doutor em engenharia mecânica e reitor da Universidade de Taubaté.

 


Conheça as mais recentes soluções das empresas que conquistaram o selo NEI Top Five 2015/2016

“Inovação é essencial para qualquer empresa se manter competitiva e seus produtos desejadospor clientes, portanto as inovadoras constroem marcas fortes”, afirmou Afonso Carlos Braga, professor responsável pela disciplina Marketing Industrial do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul-SP. Eduardo Tomiya, engenheiro industrial, professor e diretor da Millward Brown Vermeer, também afirmou que “quem não inova e não busca uma proposta de valor diferenciada com finalidade clara, não sobrevive”. Para trazer exemplos de empresas seguidoras das orientações desses e de outros especialistas, NEI reúne neste mês novidades em produtos de algumas companhias nomeadas NEI Top Five 2015/2016. Mesmo em ano difícil essas empresas se esforçam para lançar produtos e tornar suas marcas mais lembradas pelos especificadores e/ou compradores no momento da decisão.

Ainda neste mês você receberá a edição NEI Top Five 2015/2016 com esse ranking qualificado preparado por NEI Soluções há 24 anos consecutivos, que traz os cinco fornecedores mais lembrados pelos profissionais da indústria em 418 categorias de produtos e serviços, poupando seu tempo na busca por parceiros confiáveis, indispensáveis principalmente no momento atual, quando as empresas precisam ainda mais firmar parcerias com credibilidade para as compras de seus próximos ativos e serviços. A relação das marcas mais fortes da indústria em centenas de categorias, na opinião de seus colegas do segmento, está disponível desde 1º de setembro no NEI.com.br, um mês antes do tradicional, justamente para você aproveitar ainda mais as referências e planejar melhor as compras para 2016. Todas as empresas NEI Top Five 2015/2016 foram convidadas a enviar seus lançamentos para divulgação nesta seção, e os produtos recebidos em tempo hábil e aprovados pelos editores pelo grau de inovação você confere a seguir. São soluções que podem pertencer a uma categoria diferente daquela em que a empresa foi nomeada NEI Top Five.

Convidado pela equipe de reportagem de NEI a sugerir recomendações para uma marca ser mais lembrada e preferida em momentos de crise econômica, o professor Braga recomendou, no geral, não cair na tentação do corte radical de verba e da visibilidade, e fazer um esforço para se manter em contato com os clientes. “Não abandone o clientes, não desapareça”, disse o docente. Sugeriu também que a equipe de marketing converse com compradores e observe como os concorrentes e as empresas de outros setores se comportam diante dos impactos da crise, estimulando o surgimento de soluções interessantes e criativas. E, independente do momento econômico, disse ainda que é predominante nos mercados B2B e B2C que a marca conquiste a confiança e fidelize o consumidor.

As conquistas de premiações e as menções, como o NEI Top Five, fazem parte do processo de lembrança e preferência que as marcas fortes possuem. Para a indústria, a credencial NEI Top Five é, portanto, vantagem competitiva.

Feitos esforços para o reconhecimento, as marcas podem se beneficiar das crises, segundo Tomiya, aproveitando para converter a força em vantagens competitivas e explorar novas categorias de produtos e serviços. Ainda de acordo com ele, uma empresa que deixa de investir na divulgação de suas marcas em momentos de crise conseguirá economizar recursos no curto prazo, mas é inegável que quando a crise acabar, ela perde velocidade de recuperação em relação aos concorrentes que mantiveram os investimentos. “Muitas vezes as empresas fazem cortes de maneira muito radical e depois se arrependem, por isso recomendamos que invistam em metodologias de Retorno sobre Investimento (ou ROI)”, comentou.

As marcas têm papéis importantes, que são: proteger, distinguir, identificar e conferir grau de percepção de qualidade em qualquer mercado ou momento econômico em que se esteja, informou Braga. “Assim sendo, esperar que por causa da crise as pessoas abandonam as marcas, é engano, no máximo ocorre um movimento temporário em categorias onde o consumidor não tem clara percepção da diferença de desempenho dos produtos, mas passada a crise, a tendência é de volta às marcas preferidas”, disse o professor, completando: “No momento da recuperação, quem os clientes vão preferir? Aqueles que não os abandonaram”.


Fornecedores qualificados, na opinião de seus colegas!

As marcas fortes exercem grande influência no momento de decisão de compra. E exigem grande esforço das empresas para se manter preferidas! Em momentos mais recessivos da economia, muitas até ganham relevância. Para conhecer as marcas mais lembradas e que despertam maior confiança nos profissionais que atuam no processo de compra e especificação de produtos industriais, NEI Soluções realiza anualmente a Pesquisa Nacional de Preferência de Marca, único estudo feito no País dirigido à indústria. Os resultados desse estudo, que este ano chegou à sua 33ª edição, são a base da edição especial NEI TOP FIVE, que este ano revela os 5 fornecedores preferidos e eleitos por 6.097 profissionais como você – nosso leitor e usuário – em 418 categorias de produtos.

A edição 2015/2016 do NEI TOP FIVE já está disponível no NEI.com.br e na versão impressa. A partir deste ano, o NEI TOP FIVE passa a ser divulgado em setembro, um mês antes do habitual. Assim você poderá planejar melhor suas compras encontrando fornecedores qualificados de máquinas, equipamentos, produtos e serviços industriais. E o melhor, fornecedores considerados referência e confiáveis por quem trabalha, como você, na indústria. Pesquisa realizada com leitores de NEI revela que 98% consideram a certificação NEI TOP FIVE referência importante para a busca de novos fornecedores e 87% a consideram um diferencial para incluir um fornecedor no processo de seleção.

Nesta edição você terá também a oportunidade de conhecer uma amostra das tecnologias mais recentes de alguns dos fornecedores NEI TOP FIVE 2015/16 e identificar soluções que podem ajudá-lo a incrementar processos em sua fábrica. São exemplos de empresas que não mediram esforços – mesmo num momento difícil – para lançar ou aprimorar máquinas e equipamentos e tornar suas marcas mais lembradas.

“Sabemos que inovação é essencial para qualquer empresa se manter competitiva e seus produtos desejados; portanto as inovadoras constroem marcas fortes.” Essa frase, de Afonso Carlos Braga, professor responsável pela disciplina Marketing Industrial do Instituto Mauá de Tecnologia, abre essa seção especial. Nela ainda constam recomendações para uma marca ser mais lembrada e preferida em momentos de crise econômica, na opinião do professor Braga e de Eduardo Tomiya, engenheiro industrial, professor e diretor da Millward Brown Vermeer, que também contribuiu para nossa reportagem.

Em 2016, NEI TOP FIVE completará 25 anos! Já estamos trabalhando para produzir o melhor conteúdo. Entre agosto e setembro você, leitor de NEI, será convidado a responder à 34ª Pesquisa Nacional de Preferência de Marca. Com sua participação, podemos identificar e mapear as marcas preferidas e conhecer os fornecedores-referência no mercado industrial! Não deixe de participar! Esse estudo é feito com e para você!  Nosso objetivo é sempre produzir e divulgar conteúdos úteis e relevantes que o ajudem a se atualizar, especificar e a comprar certo e sempre melhor!


Eficiência é a palavra de ordem!

Diariamente recebemos as mais diversas informações sobre o mundo empresarial: lançamentos de produtos, feiras de negócios, notícias econômicas, pesquisas, descobertas e artigos de especialistas. Uma infinidade de temas, áreas e empresas. O que tem nos chamado a atenção são as soluções que muitas companhias estão ofertando e também adotando para reduzir custos e ser mais eficientes. Desde iniciativas para economizar energia e fazer uso racional da água – com práticas conscientes e novas tecnologias –, até revisitar e simplificar processos, reduzir custos, descobrir novas estratégias de negócios e investir na inovação de produtos – valorizando seu papel na busca de eficiência.

E essa tem sido a palavra de ordem na indústria – EFICIÊNCIA. Em entrevista recente à NEI, o gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric, Luiz Tadashi Akuta, afirmou que o cenário atual – aqui e lá fora – dá sinais de uma megatendência: inovar focando eficiência e otimização. Segundo Tadashi Akuta, precisamos preparar nossas fábricas para se tornar o mais eficiente possível; assim reagirão com muito mais velocidade e custo baixo tão logo o mercado volte a aquecer.

Por isso a necessidade de conhecer soluções tecnológicas que realmente venham somar, ajudando a indústria a se tornar mais moderna e eficiente. A edição da Revista NEI de agosto dedica parte de seu conteúdo editorial ao tema Automação Industrial, essencial para as companhias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência, qualidade e menores custos.  São mais de 40 novos produtos voltados à automatização dos mais variados processos industriais! Algumas das notícias apresentadas nessa edição estão alinhadas à Indústria 4.0 – conceito que preconiza a evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Para aprofundar esse tema, ainda pouco disseminado no Brasil, conversamos com três especialistas no assunto que ajudaram a conceituar a indústria 4.0, explicando seus benefícios e desafios: Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil; e Carlos Cesar A. Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura do ITA. Essa reportagem abre a seção Automação Industrial na página 18. Uma evolução da indústria do século XVIII até a Indústria 4.0. também pode ser conferida no artigo exclusivo de Eguti, divulgado aqui.

A Indústria 4.0 tem sido foco dos debates em todo o mundo. Seus benefícios estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização. Tudo isso impacta no desenvolvimento de novas soluções que venham acrescentar eficiência ao processo industrial. Independente do momento econômico atual, as inovações estão acontecendo. E sua empresa precisa conhecê-las!


Panorama da evolução industrial: fatos históricos e atuais

2, julho, 2015 1 comentário

Uma revolução é sempre caracterizada por grandes mudanças, não só no aspecto político, mas também no social, sendo a revolução industrial um marco histórico para a humanidade em ambos os aspectos. Muitos historiadores podem elencar vários movimentos sociais que culminaram na revolução industrial no século XVIII, porém o responsável por esse processo foi, sem dúvida, a invenção da máquina a vapor por James Watts em 1762.  Essa primeira tecnologia desenvolveu as fábricas e, assim, os primeiros conceitos de produção, representada pelas grandes tecelagens que utilizavam teares mecânicos movidos pela energia do vapor.

A primeira revolução industrial aplicou uma nova tecnologia, a do vapor, beneficiando produtividade e eficiência, e esse conceito ainda persiste. Passados 85 anos de reinado dos motores a vapor, a eletricidade apareceu e trouxe os eficientes motores elétricos, e essa nova tecnologia transformou a manufatura do mundo na década de 1870, junto com o encantado das luzes da cidade de Paris. O Brasil do final do século XIX começava a esboçar alguma reação industrial quando os primeiros movimentos abolicionistas apareceram por aqui. Contudo, nosso Visconde de Mauá anda não tinha terminado sua primeira ferrovia e o Brasil nem percebeu a segunda revolução industrial.

Vivenciando a mudança

A revolução da revolução apareceu somente 25 anos após o término da Segunda Grande Guerra, no auge da indústria automotiva americana que quebrava recordes de produção na década de 1970. Nesse ano, os computadores aparecerem na vida das pessoas e, junto disso, uma nova tecnologia formigava no chão de fábricas do mundo inteiro. A revolução industrial versão 3.0 já tinha um representante chamado de CLP (Controlador Lógico Programável). Nessa época o Brasil já tinha uma cara industrial nas capitais das Regiões Sul e Sudeste, porém respirava a Lei da Reserva de Mercado (Lei Federal nº 7.232/84), mas algo já estava mudando.

Um ícone oculto

A indústria 4.0 ainda não possui um representante definitivo, mas basta olhar ao redor para você conhecer os candidatos. O seu smartphone pode iniciar um ciclo de produção inteiro numa fábrica em algum lugar do mundo hoje. Ele e seu automóvel sabem onde você está e até onde você deseja ir, podendo informar tanto para seu televisor, quanto para seu micro ondas, que está chegando em casa e que já podem esquentar o lanche e deixar seu canal preferido no ar. Imaginando essa realidade para a indústria, uma máquina solicita que um robô traga mais matéria-prima, informando também ao setor de vendas que terá um pequeno atraso na produção, pois será realizada uma manutenção programada em sua bomba de óleo, entre 2 e 3 horas do próximo domingo. Essa nova revolução industrial apareceu naturalmente com o avanço dos computadores, unindo forças entre eletrônica, programação e redes de comunicação. A rede social da indústria chama-se Sistema Supervisório, que conecta computadores e CLP de uma fábrica inteira com outras ao redor do mundo, e isso já está além do conceito de globalização cunhado no final dos anos 90.

Iniciativas governamentais

A atual revolução industrial ainda não tem um agente individual para representar essa nova mudança, todavia isso não vai surgir ao acaso. A designação de Indústria 4.0 vem do conceito de evolução de um programa de computador, intimamente relacionado à nuvem de programas, a processos e procedimentos que circulam numa indústria moderna. Contudo, esse termo foi cunhado em 2011 pelo Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que é um Centro de Pesquisa do governo Alemão para a Inteligência Artificial. Esse órgão está norteando grandes empresas da Alemanha e Europa para a conquista definitiva da 4º revolução industrial, utilizando principalmente os conceitos de Internet of ThingsIoT ou Internet das coisas em ambientes industriais, comerciais e residenciais, sem fronteiras. Em 2013 o presidente Obama lançou o documento intitulado “National Network for Manufacturing and Innovation: a Preliminary Design” com o intuito de fomentar as indústrias de seu país para a inovação em manufatura, criando assim a Advanced Manufacturing National Program Office – AMNPO. Essa nova agência vai investir 1 bilhão de US$ em pesquisa para o setor de manufatura, já sabendo que seu parque industrial já está defasado quando comparado com indústrias na Alemanha, Coreia e Japão. No Brasil, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI é a responsável por criar políticas públicas para colocar o Brasil nos rumos dessa revolução. Contudo, essa revolução, assim como as demais, é tecnológica e depende da solução de desafios tecnológicos reais da indústria mundial. Esses desafios assombram todas as indústrias do Brasil também, mas agora temos algumas iniciativas em curso.

A complexidade das operações

A corrida para definir a indústria 4.0 já começou e o Brasil apresenta um panorama positivo, já que temos um parque industrial misto entre empresas de origem europeia, norte-americana, entre outras. De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, o que cria um alinhamento muito grande com os conceitos do DFKI. Um ponto importante para viabilizar a indústria 4.0 é a forma de comunicação entre máquinas e equipamentos do futuro, sem isso não há revolução. A definição dessa linguagem comum representa o desafio, tanto do ponto de vista de hardware, quando de software, para viabilizar uma completa integração de sistemas. Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de “comunicação das coisas”, mas nada surpreende ainda. Os aspectos legais impactam bastante, já que decidem sobre o que essas máquinas vão poder conversar. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir para essa definição, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de ser participantes dela.

Crédito

Artigo escrito por Carlos Eguti, doutor em engenharia mecatrônica pela Technische Universität Darmstadt – TUD e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA na área de engenharia aeroespacial e mecatrônica, mestre em engenharia mecânica (ciências térmicas) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” –Unesp e engenheiro elétrico pela Unesp. Atualmente faz pós-doutorado no Centro de Competência em Manufatura – CCM/ITA na área de mecatrônica, onde atua como pesquisador e estuda o tema Indústria 4.0.