Arquivo

Textos com Etiquetas ‘indústria’

Indústria de bens de capital mecânicos prevê bons negócios este ano

De janeiro a novembro de 2011, o faturamento da indústria nacional de bens de capital mecânicos foi de R$ 73.688 milhões, o que representa crescimento de 9,4% se comparado ao mesmo período de 2010. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq. Segundo a entidade, a indústria, que hoje emprega cerca de 263 mil profissionais, está capacitada para atender os projetos de infraestrutura previstos para este ano e os próximos.

Ainda de acordo com a associação, de janeiro a novembro de 2011, o Brasil exportou US$ 10.697 milhões, aumento de 29,2% sobre o mesmo período de 2010. Os setores que mais tiveram aumento na exportação de máquinas e equipamentos foram os de máquinas para logística e para construção civil, que juntos atingiram 42,5%; seguidos pelos setores de máquinas para infraestrutura e para a indústria de base (ambos somaram 22%). Os dados completos de 2011 serão divulgados apenas no próximo mês.

Produção industrial fecha 2011 estagnada

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE indicam estagnação da produção industrial brasileira em 2011, apontando alta de apenas 0,3% – resultado muito baixo se comparado aos 10,5% de 2010 frente a 2009.

Dos 27 setores investigados, 12 sofreram queda de produção em 2011. Os destaques negativos vieram da indústria têxtil (-14,9%), calçados e artigos de couro (-10,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%). Redução do IPI para as compras nacionais e aumento IPI para as importações não bastam, segundo analistas econômicos. Falta ainda agir sobre as raízes da falta de competitividade da indústria brasileira, como a alta carga tributária, a logística ineficiente e o alto custo sobre o emprego.

Destaque positivo. Entre os 15 setores que expandiram a produção, os destaques foram a indústria de fumo (13,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (11,4%) e outros equipamentos de transporte (8%).

Acesse aqui a pesquisa completa realizada pelo IBGE.

 

 

Setor de transformação lidera otimismo da indústria em janeiro

O otimismo dos empresários da indústria em janeiro, na comparação com dezembro de 2010, aumentou nos três segmentos analisados para o Índice de Confiança do Empresário Industrial – ICEI, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI: indústria extrativa, de transformação e da construção. A confiança no setor de transformação foi a que mais cresceu, subiu 2,1 pontos, registrando 56,5 pontos. Foi seguido pela indústria da construção, cujo otimismo aumentou 1,8 ponto, atingindo 59,7 pontos. Já o índice da indústria extrativa teve crescimento de 0,4 ponto, alcançando 60,3 pontos. O ICEI varia de zero a cem. Valores acima de 50 mostram confiança e abaixo de 50, pessimismo.

O estudo de janeiro de 2011 foi calculado com base em entrevistas feitas com 2.220 empresas, entre 2 e 18 de janeiro, das quais 1.169 são pequenas, 748 médias e 303 de grande porte. O ICEI é formado com base em quatro perguntas: condições atuais da economia brasileira e da empresa e expectativas sobre a economia nacional e a empresa. Antes trimestral, a partir de janeiro de 2010 o levantamento passou a ser mensal.

Petrobras investirá R$ 28 milhões para aumentar a produção de biodiesel em Minas Gerais

A Petrobras Biocombustível e o governo do Estado de Minas Gerais assinaram, dia 26 de janeiro, em Belo Horizonte, MG, acordo para ampliar em 40% a capacidade de produção da Usina de Biodiesel de Montes Claros. O volume produzido atingirá 152 milhões de litros por ano.

A usina, que já conta com 167 profissionais, contratará mais 27 colaboradores. O acordo considera ainda o incremento da participação de agricultores de soja, girassol e mamona na cadeia do biodiesel, passando de 3.200 para 4.500 pequenos produtores até 2014.

Minas Gerais é o segundo maior consumidor de biodiesel no Brasil, sendo obrigado a importar o produto de outros Estados para suprir sua demanda. Com a ampliação, o governo estadual prevê incentivo para aquisição de matéria-prima e insumos em Minas Gerais, estimulando a oferta de biodiesel e redução da importação do produto. “Isso significa mais renda e desenvolvimento para Minas Gerais”, afirma Miguel Rossetto, presidente da Petrobras Biocombustível.

Siderúrgicas nacionais mais competitivas derrubam as importações

Números do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos – Sindisider, o consumo de aço no Brasil permaneceu estável nos últimos quatro anos, mas a importação de aço fechou 2011 com queda de 47,5% em relação a 2010, apontando aumento da competitividade das siderúrgicas nacionais. “Em 2011, as usinas brasileiras adotaram uma postura mais agressiva, com margens de lucro mais apertadas. A diminuição do preço do aço comum contribuiu diretamente para a redução da entrada de material siderúrgico estrangeiro no País”, afirma Carlos Loureiro, presidente do sindicato.

As projeções para 2012 são positivas. Segundo estimativas do Sindisider, no mês de janeiro as siderúrgicas devem comprar 3% mais aço e a rede distribuidora, vender 5% mais. A expectativa é que o setor termine o ano com crescimento de 6%.

Laboratório da Microsoft testa soluções para a indústria

Com investimento de US$ 10 milhões, foi inaugurado neste mês, em São Paulo, o maior Centro de Tecnologia Microsoft da América Latina (1.300 m2). Neste espaço vai funcionar o Laboratório de Indústria, onde os interessados podem estudar as soluções mais recentes desenvolvidas pela Microsoft para a indústria e conhecer algumas futuras tecnologias.

O centro existe em 17 países e permite a clientes e parceiros, entre outros, se informar sobre a tecnologia mais adequada às suas necessidades. Nele, é possível idealizar, planejar, desenvolver, implementar, operar e otimizar soluções, testando os resultados em um ambiente que traduz a realidade das organizações.

Dividido em diversas salas, o centro possui 700 terabytes de capacidade de armazenamento em um datacenter com 360 processadores. A infraestrutura conta com a colaboração de quinze parceiros – AMD, Brocade, Dell, EMC, Emerson, Emulex, HP, Intel, Jabra, NetApp, Nokia, Panduit, Polycom, Schneider e Smart – que teem no centro a oportunidade para demonstrar seus produtos e serviços.

Erro na classificação fiscal pode custar caro

Segundo a empresa Question, mais de 400.000 contribuintes são autuados pela Secretaria da Receita Federal – SRF a cada ano. Do total, cerca de 8.000 infrações referem-se à tributação incorreta, sendo mais de 1.000 resultante de classificações fiscais inadequadas. “As empresas, na sua maioria, classificam seus produtos inadequadamente por falta de conhecimento e muitas vezes pagam caro por isso”, explica Claudio Cortez, consultor da Question em classificação fiscal.

A classificação fiscal, praticada em mais de 200 países, é o ato de atribuir um código a toda mercadoria. No Brasil, esse código é obrigatoriamente retirado da Nomenclatura Comum do Mercosul – Sistema Harmonizado (NCM-SH). A classificação incorreta de um produto configura crime de sonegação fiscal. Segundo Cortez, a maioria das multas é aplicada com base em 1% do valor aduaneiro (preço da mercadoria).

“Seja pelos agentes da SRF, postos fiscais ou denúncias ao ministério público, empresas são autuadas diariamente. Não posso citar nomes, mas já vi empresa multinacional pagar milhões por ter classificado a mercadoria incorretamente.”, afirma Cortez.

De acordo com o consultor, o grande erro das empresas é deixar a tarefa de classificação fiscal para o contador. “Não é um procedimento contábil, mas técnico. Classificar mercadorias exige conhecimento dos mais diversos tipos de matérias, produtos, aplicações, dentre centenas ou até milhares de outros pormenores”, diz.

Para mais informações, acesse aqui.

Produção da indústria do plástico cai 1,5% em 2011

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, houve queda de 1,5% da produção física do setor em 2011 em relação ao ano anterior, passando de 6 milhões para 5,9 milhões de toneladas. “O grande vilão de nossa indústria é o valor dos insumos, em especial das resinas, pelas quais pagamos mais caro do que nossos concorrentes”, disse José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. “Além disso, há excessiva carga tributária, câmbio desfavorável e juros muito altos, a despeito da retração para 11% da Selic.”

Ainda no comparativo 2011 e 2010, o estudo apresentou suave aumento de 2% nas exportações dos produtos transformados, enquanto as importações cresceram 20%. Segundo o presidente da Abiplast, há perda de mercado e haverá maior dificuldade de exportar, não só pela baixa competitividade endêmica do Brasil, como pela retração econômica mundial. Ele refere-se ao déficit da balança comercial do setor, que dobrou entre 2009 e 2011 e cresceu 40% em 2011 em relação a 2010, saltando de US$ 1,36 bilhão para US$ 1,89 bilhão.

BNDES libera R$ 43,8 bilhões à indústria em 2011

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES somaram R$ 139,7 bilhões em 2011. O maior destaque foram os repasses para grandes projetos de infraestrutura, cujo setor liderou com R$ 56,1 bilhões ou 40% do total liberado. Os montantes mais significativos foram para transporte rodoviário, com R$ 26 bilhões, e energia elétrica, com R$ 15,9 bilhões. Para a indústria foram aprovados R$ 43,8 bilhões (participação de 32%), com ênfase em material de transporte (R$ 8,2 bilhões), química e petroquímica (R$ 7,1 bilhões), alimentos e bebidas (R$ 6,8 bilhões) e indústria mecânica (R$ 4,5 bilhões).

Os financiamentos de máquinas e equipamentos nas linhas do Programa BNDES de Sustentação do Investimento – BNDES PSI contribuíram para atender todos os setores apoiados pelo banco.

Outro destaque foi o recorde de operações. Foram 896 mil financiamentos, alta de 47% em relação a 2010, ampliando o acesso ao crédito especialmente para as micro, pequenas e médias empresas – MPMEs, cujo total liberado, de R$ 49,8 bilhões, foi recorde. A proporção dos recursos destinados às empresas de menor porte também fechou o ano no maior patamar da história, de 36% sobre os desembolsos totais. O Cartão BNDES foi um dos fatores que impulsionaram esse crescimento, assim como a descentralização geográfica do crédito.

Apesar de representarem queda de 17% em relação ao repasse de 2010, de R$ 168,4 bilhões, as liberações ficaram em patamar semelhante às realizadas naquele ano. Subtraindo-se os R$ 24,7 bilhões aplicados pelo BNDES na capitalização da Petrobras, os desembolsos de 2010 atingiram R$ 143,6 bilhões.

IBGE aponta recuo no emprego industrial pelo terceiro mês consecutivo, enquanto CNI afirma relativa estabilidade

Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em novembro de 2011 o emprego industrial recuou 0,1% na comparação com o mês anterior. Segundo o instituto, é o terceiro mês consecutivo de queda, resultando em -0,3% na média móvel trimestral. Já frente a igual mês do ano anterior, o IBGE aponta queda de 0,5%. Mesmo com a sequência negativa, o índice acumulado nos onze meses de 2011 ainda é 1,1% favorável.

Diferente do IBGE, a Confederação Nacional da Indústria – CNI afirma que em novembro de 2011, o emprego industrial se manteve estável na comparação com o mês de outubro do mesmo ano.  Comparado com novembro de 2010, o saldo divulgado pela CNI é ainda mais contrastante com o do IBGE, apontando alta de 0,4%.

São pequenas discordâncias. Somando os resultados dos últimos doze meses, contudo, enquanto os indicadores do IBGE apontam alta de apenas 1,3%, os dados da CNI mostram que os empregos industriais no Brasil aumentaram 2,4%.

A pesquisa completa feita pelo IBGE você acessa aqui.

Clique aqui e veja os indicadores industriais divulgados pela CNI.