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Textos com Etiquetas ‘indústrias’

UFABC procura empresas para parcerias

A Agência de Inovação InovaUFABC, órgão da Universidade Federal do ABC, está cadastrando empresas interessadas em desenvolver cooperação tecnológica e projetos de empreendedorismo com a universidade. Para fazer a inscrição, basta preencher o formulário de manifestação de interesse.


2º Encontro Nacional de Sindicatos da Indústria Gráfica ocorre em 21/7

O Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo – Sindigraf promoverá o 2º Encontro Nacional de Sindicatos da Indústria Gráfica, na próxima segunda-feira, 21 de julho, no hotel Grand Mercure, na cidade de São Paulo, das 9h30 às 17h30. O evento deverá reunir cerca de 40 entidades do setor de 20 Estados. O objetivo é aprimorar a capacitação das lideranças no atendimento às indústrias do setor frente ao cenário desafiador. Serão 11 palestras, que abordarão temas econômicos, políticos e organizacionais.


Em congresso em SP, FEI apresenta serviços à indústria

Representantes do Instituto de Pesquisas e Estudos Industriais – IPEI do Centro Universitário da FEI  participarão do VIII Congresso da Micro e Pequena Indústria para apresentar a empresários os serviços prestados e a infraestrutura de laboratórios. O IPEI dispõe de três centros de pesquisas, que oferecem apoio nas áreas têxtil, mecânica e química. O evento, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, será realizado em 10 de outubro, no Hotel Renaissance, em São Paulo.

“Essa participação é uma excelente oportunidade para promovermos os atributos do IPEI e da FEI junto a um público de interesse e abrir possibilidades de novas parcerias”, disse Vagner Bernal Barbeta, diretor do IPEI. Em novembro, grupo de empresários, organizado pela Fiesp, fará visita aos laboratórios da FEI e do IPEI.

Criado em 1975, o instituto promove cooperação tecnológica entre empresas, pesquisadores e governo e presta serviços, como calibração, laudos, ensaios, análises, otimização de produtos e processos, soluções tecnológicas e pesquisas.


Indústria de SC bate recorde de consumo de gás natural

O mês de maio de 2013 teve recorde histórico no volume de distribuição de gás natural às indústrias catarinenses. A Companhia de Gás de Santa Catarina – SCGÁS registrou volume absoluto de 48,610 milhões de m³ distribuídos no mês aos clientes industriais, média diária de 1,568 milhão de m³. O resultado é 1,24% superior ao do mês de abril e ficou 2,66% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado.

Os segmentos da indústria que apresentaram maior aumento de consumo em comparação com abril foram: vidros e cristais, com 6,9% de aumento, e cerâmico, com 3,1%.

Segundo Cósme Polêse, presidente da companhia, o resultado das vendas de gás é um termômetro do desempenho da indústria. “Atendemos 224 clientes industriais no Estado, dentre eles as principais plantas, com ênfase em segmentos que demandam alta carga de energia térmica em seus procedimentos, como cerâmico, metal-mecânico, têxtil e de vidros e cristais”, explicou. “É uma carteira que responde por importante fatia do PIB de Santa Catarina e obviamente seu consumo de gás terá relação direta com o resultado operacional da indústria catarinense.”


Para doutor da Unicamp, número de patentes no País é reduzido pela falta de cultura e apoio empresarial

Conforme dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial – Inpi, os depósitos de patentes em 2011 chegaram a 32 mil. O número não representa nem 10% dos pedidos de países como Estados Unidos, Japão, China e algumas nações europeias. Rodrigo Alves de Mattos, doutor em ciências e mestre em físico-química pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, apontou como causas a falta de cultura e apoio do setor empresarial para o incremento da ciência e da inovação.

“É muito desvalorizado, na indústria brasileira, o perfil de profissional de pesquisa, de academia”, criticou. “Lá fora, o comprometimento e o grau de investimentos das empresas são outros. Da forma como esse profissional é tratado no Brasil, é como se ele não existisse.” No País, o maior número de pedidos de patentes ainda é feito pelo setor público, como agências de fomento, universidades e empresas públicas.

Tanto as pesquisas de mestrado como as de doutorado de Mattos foram realizadas concomitantes com sua atividade profissional. O estudioso desenvolveu toda sua carreira de pesquisador no Instituto de Química da Unicamp, atuando também como químico em empresas nacionais e multinacionais, fora do País. “Mesmo não recebendo suporte financeiro para a realização da pesquisa, a Unicamp, o CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] nos possibilitaram elaborar patente e também apoiaram a apresentação do trabalho em congressos científicos nacionais e internacionais”, comentou.


CNI detecta maior intenção de investir em 2013

O desejo dos industriais de investir neste ano aumentou 5,2 pontos percentuais sobre os investimentos realizados em 2012: 85,4% das empresas estão dispostas, contra 80,2% que investiram em 2012. A informação é da pesquisa anual Investimentos na Indústria, da Confederação Nacional da Indústria – CNI. A intenção, contudo, é a menor desde 2009, quando 86,6% anunciaram a propensão de investir no ano seguinte. Para o levantamento, foram consultadas 584 empresas entre 25 de outubro e 30 de novembro últimos, das quais 245 de grande porte, 266 médias e 73 pequenas.

A melhoria do processo produtivo, apontada por 34,8%, é a principal razão dos investimentos em 2013, seguida pela ampliação da capacidade de produção, indicada por 28,3%. Exatos 11,65% pretendem investir na manutenção da linha de produção, enquanto apenas 4,3% – contra 5,2% em 2012 – investirão na criação de novos processos produtivos. Cresceu a disposição para comprar máquinas e equipamentos este ano: 57,9% manifestaram intenção de compra, contra 45,9% em 2012. A participação dos importados nessas compras deve se ampliar em 2013, pois 38,5% das empresas disseram que aumentarão as importações desses itens.

A pesquisa revela também que as indústrias brasileiras estão cada vez mais investindo de olho no mercado interno. Para este ano, 80,6% que anunciaram a disposição de investimentos vão realizá-los somente ou principalmente com o objetivo de atender a demanda doméstica, contra 4,7% que terão como foco o mercado externo, o percentual mais baixo dos últimos dez anos.

Incerteza

O levantamento aponta que 50,2% delas realizaram no ano passado investimentos de acordo com o planejado. Em 2011, tal percentual havia sido maior, de 57,8%. As indústrias de grande porte foram as de maior êxito, com 57,6% atingindo o que haviam previsto.

A principal razão listada pelas empresas para não realizar o investimento planejado em 2012 foi a incerteza econômica, assinalada por 44% delas. A reavaliação da demanda ou a elevada ociosidade do parque industrial veio em segundo lugar.

A pesquisa comprova que o uso de recursos próprios continuou sendo em 2012 a principal fonte de recursos. As empresas haviam previsto participação de 52,9% de recursos próprios no total dos investimentos, mas acabaram utilizando 65,8%. Os financiamentos dos bancos, planejados para responder por 29,3%, atenderam 18%.


Boas oportunidades para 2013

A equipe da Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções publicou em 2012, no Blog NEI, mais de 70 notícias envolvendo anúncios de novas indústrias e ampliação de unidades no Brasil, sendo a maioria de fabricantes internacionais dos mais variados setores, como automotivo, alimentício, de máquinas, papel e celulose, energia, petróleo, plástico e informática.

Além disso, essa quantidade de notícias publicadas envolve ainda anúncios da construção de novos parques eólicos no Nordeste e no Sul, centrais hidrelétricas, empresa pública para elaborar o primeiro submarino de propulsão nuclear brasileiro, plataformas da Petrobras, linha de transmissão e subestações de energia, de obras em complexo industrial portuário e em aeroportos e investimentos em infraestrutura. Alguns projetos já foram concretizados, porém muitos outros estarão concluídos, em média, nos próximos três anos.

Nesse ponto, o País se mostra aquecido – movimentando a compra de máquinas e de diversos tipos de materiais, além de gerar empregos – e repleto de boas chances de crescimento para os próximos anos.

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Sesi e Senai disponibilizam R$ 30 milhões para apoiar inovação em indústrias

Os empresários que possuem projetos de pesquisa, desenvolvimento de processos, produtos inovadores ou tecnologias sociais podem se inscrever até 25 de maio para concorrer ao apoio financeiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai ou do Serviço Social da Indústria – Sesi. Serão destinados R$ 30 milhões para as ações.

Para projetos desenvolvidos em parceria com o Senai, o valor é de R$ 20 milhões, já com a colaboração do Sesi, a contribuição é de R$ 7,5 milhões. Os outros R$ 2,5 milhões serão convertidos em bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. Os recursos por projeto podem chegar a R$ 300 mil. Caso seja uma proposta de impacto tecnológico e social, o valor limite é de R$ 400 mil. Para concorrer, acesse o Edital Senai Sesi de Inovação 2012.


Feriados custam 4,4% do PIB industrial

17, fevereiro, 2012 1 comentário

A indústria brasileira pode deixar de produzir R$ 44,9 bilhões em 2012, devido os feriados nacionais e estaduais. Esse valor é 21% maior em relação ao ano passado e representa 4,4% do PIB industrial nacional. Os dados são da nota técnica “O custo econômico dos feriados”, divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan. O aumento das perdas é explicado pelo excesso de feriados nas terças e quintas-feiras, o que, na maioria das vezes, acarreta pontos facultativos ou emendas.

São Paulo, com perda de produtividade de R$ 14,09 bilhões e Rio de Janeiro, com prejuízo de R$ 5,04 bilhões, são os Estados com maiores perdas. Com perda de R$ 3,6 bilhões e R$ 2,9 bilhões aparecem Minas Gerais e Rio Grande do Sul, respectivamente.

Para reduzir os custos ocasionados pelas paralisações, o estudo aponta o projeto de Lei Federal nº 2.257 de 2011 que sugere antecipar para segunda-feira o feriado que cair em outro dia útil da semana, com exceção dos feriados de Confraternização Universal (1º de janeiro), Independência (7 de setembro) e Natal (25 de dezembro).

Fonte: Bacen, IBGE, IPEAData/Elaboração:Firjan

 


Implantação de sistemas wireless industriais

25, julho, 2011 1 comentário

Introdução

As redes wireless industriais já são uma realidade nas indústrias dos mais diversos segmentos. As possibilidades de aplicação são muito diversificadas e podem envolver o monitoramento de variáveis, controle e comando remoto de dispositivos, interligação de redes entre equipamentos fixos e móveis, dentre outras, suprindo geralmente necessidades dos sistemas de automação.

Dentre as vantagens de aplicação de sistemas wireless industriais, o custo e o tempo de instalação são fatores relevantes e muitas vezes decisivos, se comparados aos custos e ao tempo necessário para a instalação de cabos, principalmente em distâncias maiores ou em equipamentos que possuem mobilidade.

Contudo, existem cuidados que precisam ser tomados antes, durante e após a instalação do sistema que, além de proporcionarem maior segurança durante a implantação, também podem contribuir significativamente para a prevenção e diagnóstico de futuros problemas que porventura venham a ocorrer no sistema implantado.

Testes integrados

É de fundamental importância, dentro do possível, executar teste em bancada ou em um sistema existente com características similares às da aplicação desejada, visando identificar características particulares da aplicação (tais como a quantidade de dados a ser transmitida ou a velocidade de resposta requerida), além das características das interfaces disponíveis de todos os equipamentos envolvidos, objetivando validar a aplicação e certificar-se que não haverá alguma incompatibilidade entre equipamentos ou possibilidade de o sistema wireless não atender os requisitos da aplicação.

Site Survey

O Site Survey é um serviço de levantamento de campo que consiste em efetuar testes e coletar dados no local de aplicação do sistema wireless, com vistas a identificar:

  • Possíveis fontes de interferência na frequência ou faixa de frequências de interesse, tais como outros sistemas wireless existentes.
  • Obstáculos, pontos de sombra e demais barreiras físicas à propagação das ondas eletromagnéticas.
  • Coordenadas geográficas e distância entre os pontos de interesse.
  • Características da alimentação disponível nos pontos onde serão instalados os equipamentos.
  • Intensidade e qualidade de sinal entre os pontos de interesse.

Geralmente, as empresas especializadas nesse tipo de serviço geram um relatório que registra as condições existentes no local onde será instalado o sistema wireless, atestando ou não a viabilidade técnica de implantação do sistema a partir da análise dos dados coletados. Quando houver a viabilidade, esse documento poderá recomendar ainda as características e posicionamento das antenas para cada ponto.

Homologação junto à Anatel

Todos os equipamentos para sistemas wireless, independente da frequência de operação, deverão ter um certificado de homologação emitido pela Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel. Esse certificado garante que o equipamento se encontra em conformidade com os requisitos de operação, compatibilidade eletromagnética, resistência a surtos e condições de segurança previstas na legislação vigente. Os certificados são revalidados a cada dois anos ou quando ocorrer uma alteração nas leis pertinentes que modifique alguma característica operacional requerida. Para os equipamentos que operam nas faixas de frequência destinadas ao uso industrial, científico e médico (ISM – Industrial, Scientific and Medical), que compreendem basicamente as faixas de 900 MHz, 2,4 GHz e 5,8 GHz, apenas o certificado de homologação é suficiente para que o equipamento possa ser adquirido e instalado. Caso o equipamento escolhido trabalhe em outras faixas de frequências, será necessário requerer um licenciamento referente a elas junto à Anatel.

Registro de informações no comissionamento

Mesmo tendo sido realizado um Site Survey, é importante registrar as informações das intensidades e qualidade do sinal de rádio e tempos de resposta em cada ponto no momento do comissionamento do sistema, pois pode ter ocorrido alguma mudança no cenário de aplicação desde o momento de execução do Site Survey até o momento da instalação e comissionamento dos equipamentos em campo. Com essas informações devidamente registradas, o pessoal de manutenção poderá fazer inspeções periódicas no sistema, comparando os dados observados ao longo do tempo com os que foram registrados na instalação, sendo possível programar manutenções preventivas e agir antes da ocorrência de problemas devido ao desgaste natural de algumas partes, como a oxidação em antenas ou falhas na vedação de conectores expostos ao tempo.

Capacitação

Como se trata de uma tecnologia relativamente nova e com aspectos muitas vezes subjetivos e abstratos para a maioria dos profissionais da indústria, é necessário prever treinamentos para os profissionais de manutenção, com o objetivo de capacitá-los tanto na teoria de operação de sistemas wireless, de um modo geral, como nos aspectos específicos de cada equipamento, possibilitando-lhes a execução de testes, configurações e todas as operações necessárias para que ações corretas de prevenção, diagnóstico e solução de problemas possam ser tomadas. Além disso, é interessante que o corpo de engenharia também seja treinado nos conceitos teóricos e características operacionais de sistemas wireless, visando disseminar conceitos, características e particularidades da tecnologia também para aqueles que irão muitas vezes especificar ou lidar com a concepção de tais sistemas para os processos e equipamentos sob sua responsabilidade.

Conclusão

A tecnologia wireless aplicada à indústria é, sem dúvida, um caminho sem volta com um futuro muito promissor, pois existem ainda muitas possibilidades de aplicação inexploradas e muitos aprimoramentos tecnológicos a serem realizados.

Contudo, como qualquer outra tecnologia, possui as suas particularidades, requisitos e limitações, que precisam ser devidamente observados para garantir a implantação de um sistema wireless adequado para cada aplicação.

Acesse aqui, os últimos lançamentos voltados para implantação de sistemas wireless em sua indústria.

Crédito: artigo escrito por Adailton Cunha , graduado em engenharia elétrica pelo Centro Universitário do Leste de Minas Gerais, UnilesteMG e engenheiro de aplicação da TecWise Sistemas de Automação Ltda.