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Inovação e Competitividade ganham destaque no Siemens Industry Symposium 2016

Para falar sobre as tendências, estratégias e desafios para a inovação da indústria no País, a Siemens PLM Software realizará nos dias 31 de outubro, em São Paulo, e 3 de novembro, em Porto Alegre, o Siemens Industry Symposium 2016.

Gratuito, o evento terá entre os palestrantes o vice-presidente e diretor gerente da Siemens PLM Software, Del Costy, responsável pelas vendas, suporte e serviços de entrega à região das Américas. Em sua apresentação, o executivo falará sobre a visão da empresa sobre a inovação na indústria.

Em São Paulo, outro destaque será a palestra de Paulo Mól Júnior, superintendente do IEL Nacional, associação ligada à CNI (Confederação Nacional da Indústria), que abordará o conceito de inovação no meio empresarial. Em Porto Alegre, os participantes poderão conferir a palestra de Heitor José Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

A agenda também inclui temas como gerenciamento da rentabilidade e dos custos na Indústria 4.0, digitalização da manufatura e desenvolvimento virtual com simulações avançadas. Para conferir a agenda completa e se inscrever, clique aqui .


Perspectivas 2016 – Desafios e oportunidades num ano de mais ajustes

O Brasil tem adiante muitos desafios, começando por enfrentar os problemas de governabilidade, e decisões políticas importantes que vão determinar novos rumos. Mas essa não é a primeira vez que enfrentamos turbulências. Já passamos por outras crises, e saímos delas. Novamente teremos que ser resilientes. O cenário desafiador exigirá de todos, inclusive da indústria, muito planejamento, mais jogo de cintura e visão estratégica dos negócios. É hora de “arrumar a casa”.

A indústria tem sido desafiada a encontrar soluções para reduzir custos, melhorar processos, evitar desperdícios e aumentar a produtividade. A preocupação com energia, por exemplo, está impondo ao setor novas rotinas e a introdução de novas tecnologias, ou seja, máquinas e equipamentos mais eficientes, novas fontes alternativas e a adoção de uma gestão eficaz de recursos. Portanto, esses desafios vão continuar.

O mercado de robôs, por outro lado, será crescente. Segundo a pesquisa World Robot Statistics, da International Federation of Robots, até 2018 o mercado global de robôs terá crescido em média 15% ao ano. O número de unidades vendidas passará de 200.000 para 400.000, e China, Japão, EUA, Coreia do Sul e Alemanha serão responsáveis por 70% desse total. Para dimensionar a força desse mercado, a Epson vai impulsionar o desenvolvimento de robôs nos próximos 3 anos, com a estimativa de gerar uma receita anual de robótica, em 10 anos, de US$ 833 milhões.

E tem mais: o mercado global de IoT (Internet das Coisas) prevê triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme apontou recente pesquisa da IDC – International Data Corp. A própria indústria automobilística já começa a se preparar para a era móvel e conectada. Esses são apenas alguns exemplos da dimensão do que vem por aí com a Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, que promete modificar os modos atuais de produção e será marcada pela integração, conectividade, adaptabilidade e sustentabilidade. Novas tecnologias já despontam e outras virão, cedo ou tarde chegarão aqui.

Ao mesmo tempo que acontece uma corrida tecnológica lá fora, estamos vivenciando momentos de turbulência política e econômica no mercado interno, com muitos desafios, como colocar as finanças públicas em trajetória sustentável, combater a corrupção e recuperar a confiança de empresários e da sociedade. Para saber como esse cenário vai impactar a indústria em 2016, consultamos especialistas em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Campinas – Unicamp e Fundação Getulio Vargas – FGV.

Com a palavra, os economistas
Especialistas consultados por NEI confirmam que a economia brasileira vai continuar em recessão em 2016 – fato já esperado. O Relatório Focus do Banco Central, divulgado em dezembro, confirma isso. O mercado prevê retração do PIB de 3,50% em 2015 e 2,31% em 2016. Em relação à produção industrial, a queda prevista será de 7,60% em 2015, e 2,40% em 2016.

Segundo José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o PIB industrial deverá continuar seu processo de queda no primeiro semestre de 2016, mas a estimativa é de que apresente recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das exportações de manufaturados e pela substituição de importações por produção doméstica em função da taxa de câmbio mais desvalorizada. O dólar deverá continuar se valorizando frente à nossa moeda, alcançando cerca de R$ 4,50 no final de 2016, o que é considerada uma boa notícia pelos economistas que colaboraram com este artigo.

Setores com capacidade de exportar têm mais oportunidade de sair primeiro da crise e contribuir para puxar o resto da economia, afirma Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp. De acordo com o docente, o setor automobilístico deve apresentar ligeira recuperação em relação a 2015, assim como a construção civil, principalmente se o governo conseguir retomar o programa de concessões e organizar o financiamento habitacional.

Com a taxa de câmbio mantida nessas condições, a produção e as vendas da indústria nacional também apresentarão sinais consistentes de recuperação, prevê Oreiro. E isso tende a se refletir no aumento de investimentos em modernização e atualização do equipamento de capital. O parque fabril brasileiro tem máquinas e equipamentos com idade média em torno de 17 anos, segundo estudos do professor David Kupfer do Instituto de Economia da UFRJ – o que reforça a urgência de modernização. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo é de apenas 7 anos, 40% menos que no Brasil.

“A defasagem reflete o baixo nível de investimentos na modernização e atualização de ativos nos últimos dez anos em função dos efeitos negativos da taxa de câmbio sobrevalorizada em relação à rentabilidade dos investimentos na indústria. À medida que a taxa de câmbio ficar novamente competitiva, os investimentos em modernização se tornam novamente lucrativos. Assim o hiato tecnológico da indústria brasileira irá se reduzir ao longo do tempo, aumentando sua capacitação tecnológica”, afirma Oreiro.

Buainain sugere que, para se modernizar, a indústria terá também que importar bens de capital, mas o custo deve ser reduzido por políticas tarifárias mais consistentes com a realidade global, ou seja, diminuindo-se a proteção à indústria brasileira de bens de capital. Segundo o docente, isso pode ser feito preservando os incentivos para o setor de bens de capital baixar seus custos, se modernizar e se qualificar para participar de forma ativa da retomada do crescimento industrial no Brasil.

Um forte indicador nesse sentido foi a notícia de redução do imposto de importação para 158 máquinas e equipamentos industriais sem produção nacional equivalente – os chamados ex-tarifários – até 30 de junho de 2017. Com a redução das alíquotas, que passaram de 14% para 2%, no caso de bens de capital, e de 8-18% para 2%, para bens de informática e telecomunicações, os custos de vários projetos industriais, os quais totalizam investimentos globais de aproximadamente US$ 640,4 milhões, tendem a diminuir. Pelas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, serão beneficiados projetos para fabricação de motores para veículos, equipamentos de exploração de petróleo e equipamentos para sistemas de comunicação óptica, entre outros.

Mercado externo
É importante lembrar que a retomada de confiança e do investimento – que é fundamental – vai depender não apenas da evolução da situação política e das expectativas, como também do comportamento do setor externo, principalmente o relacionado à demanda chinesa, principal parceiro comercial do país, alertou Danilo Sartorello Spinola, consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal – Nações Unidas).

De acordo com o último relatório semestral da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve desacelerar em sua taxa de crescimento para 6,8% em 2015, alcançando 6,2% em 2017, quando a atividade econômica deve se reequilibrar. Para os EUA, estima-se um crescimento do PIB de 2,5% no próximo ano e 2,4% em 2017. Já para a Zona do Euro projeta-se um aumento de 1,8% de atividade em 2016 e 1,9%, em 2017. Para o Brasil, a OCDE prevê que a recuperação só aconteça em 2017, quando é esperado um aumento do PIB de 1,8%, desde que melhorem os resultados fiscais, haja controle da inflação e se reestabeleça a confiança.

Pondo a casa em ordem
Muito se tem ouvido falar que a crise oferece oportunidade de crescimento. Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Unicamp, diz que muitas empresas de setores industriais e de serviços conseguem melhorar sua produtividade. “De imediato essa melhora se dá pelas demissões, mas com poucos gastos é possível melhorar os processos, cortar desperdícios e se preparar para crescer de forma mais saudável quando o mercado reverter”, afirmou.

Felippe Serigatti, professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV, mencionou que o aumento de produtividade nas cadeias industriais tem sido prejudicado pelos elevados custos de produção decorrentes de mão de obra cara e pouco produtiva, carga tributária elevada, infraestrutura precária e, até 2014, taxa de câmbio que tornava os bens importados mais barato que os do mercado doméstico. Não é à toa que esses são alguns dos desafios que compõem as agendas de discussão das entidades representativas da indústria do país.

Uma das ações recentes da CNI para elevar a produtividade das empresas é o programa Indústria + Produtiva – desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, cujo propósito é estimular as empresas a produzir mais e melhor com os recursos existentes, permitindo reduzir desperdícios, organizar a produção e oferecer melhorias de gestão capazes de trazer resultados em pouco tempo. Aumentar a produtividade é imprescindível: no Brasil, além de baixa, ela cresceu apenas 6,6% entre 2002 e 2012 contra índices superiores a 30% em economias como Japão e Estados Unidos, informou a CNI. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a produtividade também depende da melhoria da gestão das empresas.

Outras orientações de especialistas são repensar estratégias, produtos e processos, e desenvolver programas de melhoria contínua em busca da maior eficiência possível. A lição de casa deve pautar inclusive as discussões nas empresas de micro e pequeno porte, sem exceção.

Durante o 15° Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial 2016, realizado no final de 2015 pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e que teve como tema “Desafios para o Planejamento de 2016”, Carlos Pastoriza, presidente da entidade, reforçou a necessidade de se “arrumar a casa”, aumentar o market share em relação aos importados no mercado interno e aumentar as exportações. Na ocasião, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA, orientou as empresas a melhorar seu planejamento orçamentário de vendas, conhecendo suas variáveis, os fatores econômicos e sociais que impactam diretamente o negócio, assim como elaborar previsões de vendas, revisar o plano mensalmente e inserir programas internos para dar maior velocidade às mudanças.

O tema “qualificação de mão de obra” também norteou as discussões e se pôs como um dever de casa. Nesse contexto, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou, durante sua palestra no 10° ENAI, que a educação é um componente importante da produtividade e um desafio sobre o qual as lideranças precisam ter foco e objetivos claros.

O Brasil tem uma agenda cheia e muitos desafios a enfrentar a partir deste ano. Como diz a Carta da Indústria 2015 – documento consolidado durante o 10º Encontro Nacional da Indústria – ENAI, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em novembro, em Brasília: “O momento impõe urgência à correção de rotas e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais. Mas o Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves. E soube enfrentá-los.”

E é sempre bom lembrar que, apesar de todas as turbulências, somos a 7ª economia mundial, com um PIB de US$ 2,3 trilhões.


Uma amostra da inovação para otimizar os processos produtivos

Estamos em um momento em que a inovação é mais que necessária, é uma questão de sobrevivência”, destacou Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem – ABRE. “Precisamos buscar alternativas ‘fora da caixa’ para superar um ano atípico, mas com situações já esperadas por todo o mercado. Inteligência e estratégia são duas palavras que devem ser incorporadas pelas empresas de todos os segmentos.” 

Enquanto se aguarda o novo ciclo de crescimento a partir de 2016, previsto pelos cientistas econômicos, a palavra de ordem é inovar, um dos mandamentos listados pelos próprios economistas para este ano de ajuste. E no setor de embalagem a situação não é diferente, pois acompanha os demais, já que atua com diversas indústrias, tanto de matérias-primas quanto as usuárias, sendo a interface do produto para o consumidor e, portanto, deve ser vista como parte integrante do produto. Por isso, esta seção reúne novas soluções para o mercado de embalagens, uma amostra da inovação de empresas empreendedoras, que proporcionam aumento da produtividade e da qualidade em sua fábrica. E nos próximos meses, veja mais lançamentos, já que ocorreu recentemente a Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, no Anhembi, em São Paulo-SP.

A equipe de reportagem da Revista NEI questionou professores de engenharia de produção, materiais, embalagens e alimentos para descobrir as novidades na área de processos industriais de embalagens. E as respostas foram unânimes: bioplásticos, derivados de fontes de biomassa renováveis, como milho e cana-de-açúcar, que, como alternativas aos originados do petróleo, causam menor impacto ambiental.

José Alcides Gobbo Junior, pós-doutor no departamento de Packaging Logistics da Lund University, Suécia, e livre-docente da Faculdade de Engenharia de Bauru da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp, citou os bioplásticos de especial interesse para o Brasil, já que o País é fonte de recursos renováveis e tem grande parte do lixo urbano depositado em aterros. “Bioplásticos podem ter um papel essencial na satisfação de necessidades como a mitigação da mudança climática”, disse Junior. “Existe um consenso de que eles serão necessários em um futuro de baixo carbono.”

Segundo o livre-docente, os bioplásticos têm aplicações e características que crescentemente se assemelham às dos plásticos comuns. Podem ser processados utilizando-se tecnologias convencionais; apenas os parâmetros dos equipamentos precisam ser ajustados para as especificações de cada tipo. Apesar do custo mais elevado, os preços têm continuamente caído dado o crescimento da demanda e o potencial aumento do custo de petróleo, mas ainda é pouco explorado. Embalagem é o mercado principal, mas há aplicações em etiquetas, brinquedos, cosméticos, contêineres e nos setores automotivo, eletrônico e têxtil, como roupas de segurança.

O professor explicou que os bioplásticos são uma família de materiais que variam de um para outro. Existem três grupos: bioplásticos integrais ou parciais (não biodegradáveis), exemplo PE, PET e PP; bioplásticos biodegradáveis, como PLA e PHA; e novos biopolímeros à base de recursos fósseis, PBAT e PCL, por exemplo. Os materiais do segundo e do terceiro grupo são biodegradáveis e, sob certas circunstâncias, compostáveis. Produtos de polímeros biodegradáveis, que sejam certificados como compostáveis, podem ser utilizados em compostagem industrial. Dependendo do tipo de material/aplicação, os bioplásticos podem ser reciclados nos fluxos existentes.

Carlos Eduardo Sanches da Silva, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal de Itajubá, além de pós-doutor em engenharia de produção, informou que a tecnologia para as biorrefinarias vem sendo desenvolvida no Brasil em universidades – com destaque para a rede colaborativa Network of Excellence in Biomass and Renewable Energy – Nobre, que reúne USP, UFRJ, Unicamp e UFRN, empresas e agências de fomento do Brasil e da Finlândia –, cujas pesquisas devem resultar em soluções que possam ser utilizadas pelo setor produtivo que atua em atividades florestal, química, de petróleo e biomassa.

Os filmes biodegradáveis, películas finas comestíveis ou não preparadas a partir de materiais biológicos e até rejeitos da indústria alimentícia, foram os destaques da entrevista realizada com Carla Saraiva Gonçalves, mestre e doutoranda em Ciência dos Alimentos e professora da Universidade Federal de Viçosa, e com Márcio de Andrade Batista, doutorando em engenharia mecânica, mestre em engenharia química e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. “Já pensou em colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica?”, questionou a docente. “O filme ou película que a envolve pode ser composta por tomate e, ao ser aquecida, se incorpora à pizza, fazendo parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, que produziram películas comestíveis de diferentes alimentos, como espinafre, mamão, goiaba e tomate. A Unicamp também já desenvolveu filmes comestíveis.”

Segundo Carla, os materiais têm características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e igual capacidade de proteger alimentos. O fato de poderem ser ingeridos abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens.

“Acredito que em breve as embalagens vacuum forming possam utilizar biofilmes comestíveis”, opinou Batista. “As com cascas de babaçu e cascas de castanha-de-baru podem ser novidades interessantes e de boas aplicações futuras.”

Outra novidade foi comentada por Gobbo Junior. São as Intelligent Tags, usadas para mensurar a temperatura acumulada e o tempo de exposição do produto e da embalagem à determinada temperatura, da produção ao consumo. Já a engenheira de alimentos citou a injeção digital e uma série de novas possibilidades na impressão digital para tubos, potes e garrafas. E o livre-docente finalizou que o Estado da Arte no setor é o uso de grafeno, bioplásticos e polímeros biodegradáveis com características de barreiras de qualidade superior, tecnologias de impressão de circuitos e nanotecnologia. “Muitos desses exemplos não têm aplicações comerciais ainda, mas em breve veremos sistemas de embalagem/produtos advindos dessas tecnologias”, disse.

De acordo com Carla, o desenvolvimento de materiais para embalagem de alimentos é a categoria de destaque das aplicações da nanotecnologia. Porém, compartilha a ideia de autores de que a produção de nanopartículas e de materiais nanoestruturados em escala industrial traz consequências imprevisíveis quando comparada aos métodos tradicionais. O que se descobriu ainda é considerado insuficiente para contato com o meio ambiente e o corpo humano.

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

O futuro
Na visão de Gobbo Junior, para a melhora da indústria de embalagens, é necessário ter uma visão holística, considerando uma alteração de perspectiva de fornecedor de commodities para provedor de novas oportunidades e soluções.

Fettermann completou que a indústria de embalagem deve estar integrada ao projeto do produto e da logística de forma a otimizar o processo de produção e distribuição, combinando com o conhecimento das necessidades do consumidor final. Assim, a embalagem deve ser pensada de forma integrada.

Quanto à mão de obra, Silva informou que a formação qualificada ainda é escassa. “A curva de aprendizagem dura anos, o domínio tecnológico é desenvolvido no trabalho, são poucos especialistas que atuam na área, sendo comum a formação no exterior; e as competências necessárias envolvem vários conhecimentos, por exemplo, materiais, desenvolvimento de produtos, automação de processos e legislações”, justificou, deixando um alerta para as instituições de ensino, nas áreas de graduação, pesquisa e pós-graduação.

Dever de todos

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

  • Para moderar o consumo de água e/ou energia, em primeiro lugar deve-se reciclar as embalagens.
  • Aperfeiçoar ou substituir os processos, focando também: redução e reutilização.
  • Estabelecer metas de consumo diário/semanal/mensal e fiscalizar.
  • Sugestão da profa. Carla Gonçalves, da Universidade Federal de Viçosa, é trocar embalagens de alumínio pelas de aço. A produção consome menos água e energia quando comparada com a de outros materiais, e a decomposição leva em média cinco anos, sem comprometer o solo. É 100% reciclável, sem que o aço perca as propriedades.
  • Aumentar a produção do refil para conservar a embalagem original.
  • Evitar desperdício. A embalagem inadequada pode causar prejuízo ao produto interno, que pode ser destruído devido à falta de proteção correta. Nesse caso, o produto e a embalagem são desprezados. Do ponto de vista ambiental, é melhor otimizar o sistema de embalagem.

 


Grupo IMI agrupa suas marcas em três divisões de negócios

O Grupo IMI plc passa por reestruturação global com o objetivo de integrar todas as suas empresas em três áreas. São elas: Precision Engineering, Critical Engineering e Hydronic Engineering. No mundo a integração resultará em mais de 20 marcas e 12 mil funcionários, atendendo 14 indústrias globais. Todas as empresas acrescentaram o nome IMI.

A operação brasileira receberá novos investimentos em inovação de produtos e fábricas, distribuição, serviço ao cliente e suporte pós-venda. No País, atuam quatro empresas: Norgren, Interativa Válvulas, CCI e Tour & Andersson. A América Latina representa hoje 5% do faturamento da IMI.

“Com a mudança estamos dando um passo importante para transformar a IMI em uma grande companhia de classe mundial”, afirmou Ricardo Rodrigues, presidente da IMI Precision Engeneering Latam. “Não estamos apenas mudando de marca, mas estrategicamente compartilhando expertise e tecnologia de todas as nossas divisões. Assim, vamos fornecer um portfólio maior de produtos, além de experiência técnica, presença e recursos internacionais”.

Divisões

IMI Precision Engineering – soluções para automação industrial, controle de fluidos e sistemas pneumáticos para a indústria ferroviária, de veículos comerciais, energia, alimentos e bebidas e life sciences. Marcas: IMI Norgren, IMI Buschjost, IMI Herion, IMI Maxseal e IMI FAS.

IMI Critical Engineering – fornecedor de tecnologias de controle de fluidos para a geração de energia, petróleo e gás, petroquímica, siderurgia e indústria nuclear. Marcas: IMI CCI, IMI Fluid Kinetics, IMI InterAtiva, IMI NH, IMI Orton, IMI Remosa, IMI STI, IMI SSF, IMI TH Jansen, IMI Truflo Marine, IMI Truflo Rona e IMI Z&J.

IMI Hydronic Engineering – marcas: IMI Pneumatex, IMI TA, IMI Flow Design e IMI Heimeier.


Retomada de confiança

Na edição de fevereiro da Revista NEI e aqui, neste canal de notícias, um artigo exclusivo sobre as perspectivas para o Brasil em 2015 reúne a opinião de vários economistas e especialistas do País, consultados por NEI, sobre o cenário político e econômico, e como todas as mudanças previstas devem impactar no desenvolvimento da indústria. Com o anúncio da nova equipe ministerial no final de 2014, optamos por divulgar este artigo em fevereiro, comumente publicado em janeiro.

Os desafios são muitos, como a retomada de confiança de empresários e consumidores, e do diálogo, permitindo à indústria resgatar seu papel na discussão econômica. Como afirmou o novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria – CNI entre 2002 e 2010, crescer pela indústria é sempre o melhor caminho. Entre medidas importantes previstas estão reformas microeconômicas para melhorar e simplificar o ambiente tributário e regulatório, incentivos ao investimento e à renovação do parque fabril, estímulos à inovação e política de comércio exterior mais ativa.

O ano de 2015 será de ajuste: é hora de “arrumar” a casa. À medida que a confiança aumentar – e isso está acontecendo gradativamente, afirmam os especialistas –, será hora de planejar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e se preparar para a aproveitar as oportunidades geradas pelo novo ciclo de crescimento esperado a partir de 2016.

Em fevereiro trazemos também uma seção especial sobre Indústria Mecânica, reunindo uma seleção de novas máquinas, equipamentos e dispositivos direcionados às áreas produtivas que podem contribuir com a otimização de processos e a modernização de fábricas. Para conhecer as inovações mais recentes da área mecânica, a equipe editorial de NEI conversou com especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola de Engenharia de São Carlos. Eles apontam como destaque os robôs com sentido sensorial para segurança, que operam de forma colaborativa em ambientes com humanos; os robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela; e ainda os robôs com topologia híbrida, ou seja, duas estruturas mecânicas: a mecânica e a serial. Outra tecnologia citada pelos especialistas, e que já temos trazido em edições anteriores, é a impressão 3D de produtos metálicos.

As inovações estão acontecendo no mercado global. É preciso acompanhar as tendências e estar atento em como tudo isso pode ajudar sua empresa a se modernizar. A introdução de novas soluções tecnológicas contribuem, com certeza, com o desenvolvimento de produtos melhores e mais competitivos.

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home

 


Mais de R$ 42 mi investidos em modernização levam a Imbil a aumentar sua receita líquida em 33%

3, dezembro, 2014 Deixar um comentário

De 2010 a 2014, a empresa nacional de bombas centrífugas renovou seu parque fabril, lançou produtos e conquistou novos mercados e clientes. Tudo graças a um plano estratégico que prevê investimentos em novas  tecnologias, especialização de processos, ampliação da fábrica, reestruturação de vendas e treinamentos, e expansão para novos mercados.

Quando a crise financeira mundial eclodiu no final de 2008 e início de 2009, causando turbulências na economia de vários países, muitas empresas brasileiras suspenderam ou adiaram seus projetos de expansão e modernização, mantendo uma postura mais cautelosa. O Brasil não foi então profundamente afetado pela crise, mas registrou alguns entraves ao crescimento, como queda no consumo das famílias, redução no investimento das empresas e aumento de desemprego, levando, na época, o governo a lançar pacotes anticrise. Foi um momento de expectativa e incertezas, registradas diariamente pelos grandes veículos de comunicação, que divulgavam informações sobre o vaivém da economia. A notícia da seção de Economia/Negócios do Estadão de março/2010 é um exemplo: “PIB do Brasil fecha 2009 com retração de 0,2%, a primeira queda anual em 17 anos”.

Para algumas empresas, a crise que se estabelecia e se insinuava  na época foi encarada como oportunidade de desenvolvimento. Ou investiam para melhorar seus processos e produtos, e crescer, ou enfrentariam um período de estagnação, com consequente perda de competitividade. Ao redor do mundo muitos economistas divergem sobre a crise financeira, mas concordam que a capacidade de inovar é o diferencial mercadológico para as empresas. As companhias que acreditaram nisso foram as primeiras a elaborar ou reativar seus projetos de estímulo à inovação.

Optando por “colocar o pé no acelerador”, a fabricante nacional de bombas centrífugas Imbil encarou a desafiadora situação, utilizando a inovação como ferramenta-chave para ampliar seus negócios. A companhia elaborou o Plano Estratégico Rumo a 2015 – Inovando em Busca da Excelência que combinava investimentos em tecnologia e inovação de gestão. Graças às ações de modernização, que envolvem compra de tecnologias, especialização de processos, aumento da fábrica, expansão da atuação e treinamentos, a Imbil ampliou seu portfólio de produtos, lançando em média 60 novos modelos por ano, desde a implantação do plano, e conquistou novos mercados, como os de petróleo e gás, tornando-se, inclusive, fornecedora da Petrobras. Investiu mais de R$ 42 milhões na compra de máquinas, equipamentos e estrutura física. Alguns números comprovam que o plano de modernização ajudou a empresa a crescer: de 2011 a 2014 a Imbil registrou aumento de receita líquida de 33% e de lucro bruto de 59%.

“Quanto mais pessimista está o cenário econômico e político do País, mais cedo acordamos, idealizamos, produzimos, lançamos produtos e nos reinventamos.” Esse discurso empreendedor de Vladislav Siqueira, diretor executivo, move a empresa em seus 32 anos. Localizada em Itapira, SP, a Imbil tem hoje cerca de 900 funcionários.

O Plano Rumo a 2015
O planejamento estratégico executado previa o desenvolvimento da empresa em várias frentes, como a tecnológica, a física e a comercial. Era preciso melhorar os processos produtivos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos, passando pela renovação tecnológica do parque fabril; reduzir perdas e garantir maior flexibilidade e agilidade aos processos – benefícios proporcionados pela descentralização e racionalização das unidades de produção.

Além disso, expandir-se para novos mercados, como os de óleo e gás, mineração, papel e celulose, e saneamento, passou a ser a meta primordial para a conquista de novos clientes. Para atingir esse objetivo, o desenvolvimento de produtos específicos e a adoção de nova política comercial precisaram ser perseguidos. O plano ainda previu o desenvolvimento de nichos específicos em mercados já atendidos pela Imbil, também a partir do desenvolvimento de soluções direcionadas. Na ponta, a reestruturação de toda a área comercial e da rede de distribuição, e o fortalecimento da marca, com o investimento em publicidade e a participação em feiras, foram determinantes para mostrar ao mercado a oferta de novas soluções e o comprometimento com a inovação.

As metas estabelecidas no início do plano exigiam decisões corajosas. Investir em novas tecnologias não era suficiente. Desde sua implantação, foi indispensável primeiramente motivar as pessoas, engajando-as e fazendo-as entender como valores da empresa as atividades que consideravam apenas prioritárias, como gestão de qualidade, processos de melhoria contínua, gerenciamento de pessoas e segurança no trabalho. O processo inovativo passava obrigatoriamente por aqui.

Considerando essas duas frentes, tecnológica e de recursos humanos, a Imbil consegue, hoje, mostrar algumas das conquistas importantes proporcionadas por esse plano estratégico.  Entre elas estão:

Produção mais eficiente
A aquisição de máquinas, equipamentos, softwares ehardwares melhorou a eficiência e agilizou a produção.Tecnologicamente mais preparada, registra lançamento médio anual de 60 novos produtos (somente com suporte ANSYS CFX e SolidWorks).

Especialização
Adquiriu know-how para dominar o processo de fundição de ligas inoxidáveis e especiais, como aços duplex, superduplex, Hastelloy, Monel e alto-cromo, permitindo maior competitividade e flexibilidade nas aplicações; e também o processo de fundição de precisão, tipo lost wax, com obtenção de alta eficiência energética nas bombas de pequeno porte. Com isso, passou a fundir os rotores de pequeno e médio porte com pequenos detalhes na geometria, determinantes para o bom desempenho hidráulico e rugosidade superficial.

Como a eficiência hidráulica aumenta, o consumo de energia diminui, tornando a operação mais econômica. No caso de uma bomba acoplada a um motor de 125 cv, com a melhoria da eficiência de bombeamento de 3 a 5% absolutos, a economia anual pode passar de 50 mil kWh, com redução do custo de cerca de R$ 12 mil por bomba na conta de energia elétrica.

Em suma, a Imbil oferta hoje produtos mais eficientes e sustentáveis.

Ampliação da fábrica
Para descentralizar as operações produtivas, ampliou a fábrica, ao comprar área próxima à empresa (totalizando 120 mil m²) e a dividiu em unidades, cada uma voltada para um nível de especialização. São elas: Bombas de pequeno porte, Bombas de médio porte, Bombas de grande porte, Bombas para óleo e gás, Fundição de ferro fundido e WCB, Fundição de precisão, Fundição de aços inoxidáveis e ligas especiais, Contratos e serviços de manutenção, Centro de desenvolvimento e Acoplamento e expedição.

Conquista de novos mercados e clientes
Obteve o Certificado de Registro de Classificação Cadastral – CRCC para fornecimento de serviços e produtos á Petrobras, incluindo bancada de ensaio de performance e os referentes à norma API 610. Tornou-se também fornecedora de bombas para a Vale, como as revestidas com Ni-Hard com mais de 700 HB de dureza. Além da Petrobras e da Vale, conquistou outros clientes, como Enseada Indústria Naval – Unidade Paraguaçu, Jari Celulose e Bayer.

Reestruturação de vendas
Criou novos grupos de vendas para atender os setores de óleo e gás, naval, papel e celulose e arroz irrigado. Além disso, aumentou o número de distribuidores autorizados e contratou profissionais para reforçar o departamento de exportações, que até 2009 dedicava-se apenas à América Latina.

Consolidação da marca
A partir de 2010, passou ainda a investir mais na divulgação e consolidação da marca, com anúncios em revista especializada, materiais promocionais dos produtos e presença em feiras de negócios nacionais e internacionais.

 

“O planejamento das ações e muito trabalho ao longo desses anos valeram a pena”, destacou Gleidemilson Batista, assessor da diretoria. “O projeto não só ajudou a amenizar os efeitos da crise, como também nos preparar melhor para enfrentar os desafios do mundo econômico e nos tornar mais competitivos. Para nós, crise é sem o ´s´, ou seja: crie.”

Para definir o conjunto de ações, a Imbil estruturou-se também nas informações do potencial do setor – adquiridas com a colaboração da Abimaq e da Sociedade Brasileira do Vácuo –; e da economia global. Embora reconheça a importância de se acompanhar mercados, indicadores econômicos, projeções, tendências, etc., o diretor executivo afirmou que a sobrevivência e o sucesso de uma empresa dependem, fundamentalmente, da sua capacidade de elaborar e implantar um planejamento estratégico consistente, trabalhar incansavelmente para atingir suas metas e, principalmente, adequar seus produtos e recursos para buscar as melhores e mais rápidas soluções para as necessidades dos clientes.

Batista lembrou que dificuldades existiram, como a obtenção de recursos financeiros em linhas de longo prazo, considerando as taxas de juros e os spreads; e o processo de desenvolvimento e de maturação das soluções tecnológicas, que foram superadas com planejamento.

“Mesmo que o cenário tenha mudado e oferecido potenciais restrições, a Imbil não aceita parar de crescer ou se desenvolver”, disse Siqueira. “Acreditar na possibilidade de realizar nossos sonhos desperta a energia capaz de realizá-los. A motivação, a criatividade, a velocidade de decisão, o uso consciente de recursos e a nossa união estão presentes diariamente em nossas ações rumo à construção do futuro que desejamos.”

Atualmente a companhia concentra suas forças na conclusão do projeto, mas já planeja seu novo conjunto de metas, batizado de Rumo a 2020, que, segundo Batista, está em fase evoluída. E os objetivos maiores continuam no novo plano: modernização, desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos, conquista de novos clientes e fidelização, e educar e reeducar o time de profissionais. “Consideramos a tecnologia intrínseca à evolução”, enfatizou o assessor.

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Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções.    


I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.


Grande ABC é responsável por 13,7% do faturamento nacional do setor químico, aponta pesquisa

O faturamento da indústria química do Grande ABC é de R$ 49,5 bilhões por ano, que representa 13,7% do segmento no Brasil. São 1.330 empresas que empregam 50.169 pessoas, com salário médio de R$ 3 mil, valor de duas a três vezes maior que a média da indústria de transformação brasileira. O Valor Adicionado Fiscal é de R$ 10,2 bilhões (2011), o que contribui para o desenvolvimento econômico. Os dados são da pesquisa “A importância da indústria química para o desenvolvimento econômico do Grande ABC”, divulgada pela Braskem e pela consultoria Maxiquim.

O estudo demonstra alto impacto da região no cenário nacional, com concentração: 63% da indústria de tintas e vernizes, 45% das empresas de transformação de borrachas, 33% da indústria de produtos de limpeza doméstica e 24% das empresas de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos.

“É preciso aumentar a inovação e os investimentos na região”, disse Rafael Marques, presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. “O setor plástico pode crescer no Grande ABC e a nossa área disponível favorece o setor, que é formado por pequenas indústrias”. A pesquisa destaca a alta concentração de micros e pequenas empresas, que somam 91,8% das empresas no Grande ABC, as médias representam 16% e as grandes, 1,1%.

Apesar da importância da indústria na região, o estudo aponta que o setor vem perdendo produtividade e representatividade nos últimos dez anos, já que tem crescido em ritmo mais lento do que a média brasileira.


Brasil receberá mais de R$ 100 mi para pesquisa

Neste mês, George Osborne, ministro das Finanças do Reino Unido, em cerimônia na Universidade de São Paulo – USP, anunciou o lançamento do Fundo Newton, que tem como foco o desenvolvimento científico em países emergentes. Totaliza cerca de R$ 1,4 bilhão para 15 países por três anos. O Brasil ficará com mais de R$ 100 milhões, com apoio financeiro de instituições do País voltadas à pesquisa. Estão inclusos no plano: Brasil, China, Índia, Turquia, África do Sul, México, Chile, Egito, Colômbia, Casaquistão, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Malásia.

Serão apoiados projetos de pesquisa científica, desenvolvimentos de inovações, intercâmbios de pesquisadores e estudantes, relações entre instituições de ciência e criações de parcerias entre o Reino Unido e o Brasil em diversas áreas. A primeira parceria será com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – Confap.


Abertas inscrições para a especialização de propriedade intelectual na Unicamp

A Inova Unicamp, a Faculdade de Engenharia Química e a Escola de Extensão da Unicamp lançam a Especialização em Propriedade Intelectual. Destinada a graduados em todas as áreas do conhecimento, tem o objetivo de formar especialistas em inteligência tecnológica. As aulas começam em julho de 2014 e seguem até setembro de 2015. As inscrições estão abertas.

Abordará estratégias de proteção e valoração dos ativos intangíveis, de busca de informações tecnológicas para negócios, além da captação de recursos para pesquisa, desenvolvimento e inovação, negociação e contratos de transferência ou aquisição de tecnologia. As disciplinas serão ministradas por profissionais da Inova Unicamp e do mercado e por docentes da Unicamp.

“Observamos dificuldade de recrutar profissionais e de captar colaboradores internos para atuar nas áreas de patentes, marcas, modelo de utilidade, desenho industrial, cultivares, contratos de transferência de tecnologia e licenciamento, entre outros”, disse Patrícia Leal Gestic, coordenadora de conteúdo do curso e diretora de Propriedade Intelectual da Inova.

Para mais informações, clique aqui.