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Inovações para monitoramento de processos

Novos sensores inteligentes que operam em “tempo real”, softwares de previsibilidade e simulação e união das tecnologias da Informação e Automação são as tendências para o setor de instrumentação e controle, observadas por docentes e profissionais da área. Com esses temas, NEI Soluções abre a seção de Instrumentação e controle, da edição de agosto, com 70 novos produtos que podem otimizar os processos produtivos.

Para Luiz Tadashi Akuta, gerente de novos negócios da Mitsubishi Electric do Brasil, com o advento da banda larga de dados cada vez mais rápida e sistemas mais robustos, pode-se vislumbrar uma série de soluções nas quais sensores de diferentes grandezas informam em “tempo real” as condições de um sistema ou ponto a ser monitorado.

“Há alguns anos as variáveis como temperatura, pressão e posição eram tratadas como diversos tags em tempos diferentes; agora, com a velocidade e a grande disponibilidade de redes de alta performance no chão de fábrica, podem-se obter diversos dados no mesmo time stamp”, explicou Akuta. “Dia a dia diversos sensores são disponibilizados ao mercado, como de olfato, visão 3D e tato.”

Além disso, segundo ele, em conjunto, a tendência é trabalhar com software de previsibilidade e simulação, diminuindo os custos e o tempo para desenvolver novos produtos. “Previsibilidade, ‘tempo real’ e sensorização diferenciada devem romper diversos paradigmas de criação de produtos e processos”, reforçou o gerente.

Para exemplificar, Akuta informou que novos sensores e softwares de previsibilidade revolucionam o setor de comidas pré-prontas, criando produtos mais elaborados e gostosos, pois a produção de uma receita correta segue as diversas condições de temperatura, pressão e umidade, que são ajustadas em “tempo real”. “Muitas variáveis do ambiente modificam o resultado final e sempre o processo deve ser acertado”, ressaltou. “Com todas essas tecnologias abordadas e sensorização sofisticada, isso está ficando automatizado de verdade.”

Complementando o debate sobre sensores, Nestor Roqueiro, engenheiro eletrônico, mestre em engenharia elétrica e professor da Universidade Federal de Santa Catarina, informou que cada vez mais se utilizam técnicas de miniaturização (micromecânica e microeletrônica) que permitem diminuir os custos e ampliar o uso de sensores para monitoramento e controle. De acordo com ele, os atuadores passam por processo semelhante. “No relativo a controle, cada vez mais é possível tratar problemas multivariáveis, que são sistemas com várias variáveis controladas e várias manipuladas, e não lineares devido ao baixo custo de processadores potentes”, destacou.

Para Roqueiro, pode-se ver o avanço tecnológico e em pesquisa nas aplicações automotivas com freios antitravamento, controle de tração e controle de estabilidade, que requerem sensores atuadores e sistemas de controle avançados (relativo a problemas que não podem ser solucionados com um PID). “Rapidamente estão deixando de ser itens exclusivos de carros de luxo.”

União da TI com a TA

Marcos Hunold, professor do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia, afirmou que, para evoluir, a área de instrumentação e controle industrial precisa ajustar a questão da transferência de informações, o que integra os sinais dos sensores mencionados anteriormente. Segundo ele, diversos dados de processos estão estagnados em “ilhas de informações” dentro das várias instalações de uma unidade industrial, não sendo trocados de forma adequada para otimizar os processos como um todo. Com isso, perde-se muito em eficiência e produtividade.

“No entanto, existe uma novidade, que é a utilização da Tecnologia da Informação – TI, agregada aos sistemas de controle já existentes para integrar as diversas áreas do processo, manutenção, qualidade e fornecimento da matéria-prima ao estoque, unindo fornecedores e clientes, que passam a utilizar diversas ferramentas de análise do processo, qualidade e gerenciamento da produção para aumentar os ganhos”, contou Hunold. “Resumindo, hoje se indica a utilização da TI e da Tecnologia da Automação –TA para realizar a integração total do processo e eliminar as ‘ilhas de informação’.”

O docente acrescentou que outro tema em destaque na área é a incorporação da arquitetura orientada a serviços chamada Web-services em vez de Client-server. “Nessa configuração, diversos aplicativos da área de gestão, gerenciamento da produção e qualidade podem funcionar em Cloud Computing a partir de informações integradas do processo vindas da instrumentação e controle e das demais áreas de uma indústria”, explicou.

A indústria eletroeletrônica e o segmento de automação

Para 2013, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee projetou crescimento do setor como um todo de 8%, e faturamento de R$ 155,7 bilhões. Os investimentos deverão aumentar 3%, alcançando R$ 3,9 bilhões, ou seja, 2,5% do faturamento do setor.

Só para o segmento de automação industrial, que também envolve a área de instrumentação e controle, a previsão de faturamento para este ano é de R$ 4,39 bilhões, aumento de 12% em relação a 2012, que fechou com R$ 3,9 bilhões. Das oito áreas englobadas pela Abinee, a associação estima que o segmento de automação industrial, com o de equipamentos industriais, terá o maior aumento de faturamento do ano. Desde 2009, o segmento de automação está em crescimento.

Segundo Jones Clemente Camilo, engenheiro especialista de produtos da Altus Sistemas de Automação, empresa parceira da International Society of Automation – ISA (América do Sul, Distrito 4), nos últimos anos o crescimento da área de instrumentação e controle, baseado nos números do segmento de automação, foi motivado principalmente pelas obras de indústrias e infraestrutura, investimentos da Petrobras na área de exploração e produção de petróleo no pré-sal, maior número de concorrentes diretos, concorrentes multinacionais aumentando o poder fabril local e crescimento esperado de cerca de 10% ao ano.


Automação integrada ganhou relevância

O desafio de interligar as atuais “ilhas de informação” nas instalações industriais, permitindo comunicação mais rápida, eficiente, segura e integrada entre os diversos processos, tem aproximado as áreas de TA – Tecnologia da Automação e TI – Tecnologia da Informação, levando ao chão de fábrica tecnologias que garantem melhor gerenciamento da produção, maior produtividade e garantia de qualidade.  

Os sensores inteligentes, a banda larga de dados, as redes de alto desempenho e os softwares de previsibilidade estão viabilizando uma série de soluções, capazes, por exemplo, de informar em tempo real as condições de um sistema ou ponto. Essas tendências, que podem impactar positivamente seu negócio, você confere na matéria Inovações para monitoramento de processos, que traz a opinião de especialistas sobre as tecnologias mais recentes aplicadas ao setor, além de um seleto grupo de instrumentos e equipamentos de medição e controle pesquisados por NEI Soluções nos mercados nacional e internacional.  

Cada vez mais, os instrumentos de medição estão presentes nas diversas áreas da indústria, seja nos setores de produção, controle de qualidade, logística e manutenção. Suas tecnologias renovam-se com rapidez, por isso NEI Soluções mantém uma pesquisa constante das novidades desse setor, mensalmente disponibilizadas no espaço editorial de NEI.

Aqui e na Revista NEI, você também poderá ler o artigo sobre o primeiro transistor 3D construído no Brasil, numa parceria entre a USP, Unicamp e FEI, abrindo novas possibilidades para a geração futura de celulares, tablets e outros equipamentos que exigem grande capacidade de memória e elevadas velocidades.

O tablet, por exemplo, representava, há apenas 3 anos, 1% do mercado  brasileiro; este ano, chegará a 30%. O smartphone, que detinha 9% do total do mercado de celulares em 2010,  no Brasil deve atingir, em 2013, 44%. Esses dados, apresentados durante o seminário Perspectivas para o setor de TI por Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, revelam a revolução que está acontecendo na comunicação pessoal, e que começa no chão de fábrica, com a adoção de novas tecnologias.


Integrar é a palavra de ordem nas plantas industriais

Ganha força na área de instrumentação e controle desenvolver aplicação com “Sistemas Integrados”, opinou Jones Clemente Camilo, engenheiro especialista de produtos da Altus Sistemas de Automação. “Contudo, melhora quando pensamos que, com uma única ferramenta, o usuário pode gerenciar todo o desenvolvimento da arquitetura de automação”, reforçou. “Não precisa mais se preocupar com sistemas específicos, como softwares para rede Profibus, analisar diagnósticos da rede, configurar o controle da aplicação, desenhar as telas de supervisórios e integração com banco de dados.”

Com a ferramenta, em que várias funcionalidades estão integradas, também é possível criar algumas, pois disponibiliza ambiente para desenvolvimento de scripts utilizando C# ou VB.NET (linguagens padrões do VisualStudio da Microsoft).

Outros quesitos são incorporados, como: necessidade de se comunicar com protocolos abertos capazes de realizar sequenciamento de eventos (DNP3.0, IEC 61850), banco de dados nativo, driver OPC, capacidade de rodar em sistema de 32 ou 64 bits nativamente (Windows 7, Windows 8 e Windows Server 2012), gerenciamento de versões, desenvolvimento simultâneo com diferentes grupos de usuários e armazenamento da aplicação em servidor remoto (cloud computing), entre outros.

Leia artigo de Jones Clemente Camilo sobre o tema, clique aqui.


IEC61131: a norma para PLCs – Parte 2

26, outubro, 2011 Deixar um comentário

Conforme ilustrado na primeira parte da publicação sobre a norma IEC61131 para PLCs, o conhecimento dessa norma é bastante importante para os técnicos que trabalham na área de automação e controle de processos. Seria muito importante que o estudo dela fosse adicionado à grade curricular de todos os cursos técnicos em eletrônica e automação, tendo em vista que boa parte dos técnicos que trabalham com PLCs e automação industrial são técnicos com formação em automação, instrumentação ou eletrônica.

Nesta parte do artigo, iremos tratar da parte 3 da norma a IEC61131-3.

  1. General Overview (Informações Gerais);
  2. Hardware;
  3. Linguagens de Programação;
  4. User Guidelines (Pesquisar);
  5. Communication (Comunicação);

Parte 3 – Programming Languages (Linguagens de Programação)

Dentre as diversas partes que compõem um CLP ou PLC, como queira chamar, o programa é de fato uma das mais controversas. Na verdade, podemos dizer que um CLP possui três programas ou softwares:

Programa Monitor: É o programa que está contido no microcontrolador presente na arquitetura de hardware ou em uma memória ROM, Flash, EPROM ou EEPROM quando a arquitetura de um CLP usa microprocessador ao invés do microcontrolador. No entanto, esse programa existe, mas não é passado para o comprador do CLP em nenhuma hipótese, pois é o “segredo” do CLP em si (nós não interagimos de forma direta com esse programa, pois ele serve para controlar a eletrônica do CLP).

Programa de Desenvolvimento “IDE”: Segundo programa de que falo, vem em um CD para instalar no computador. Com ele é possível estabelecer comunicação, configurar e programar o CLP.

Programa aplicativo ou Aplicação: É a aplicação desenvolvida pelo programador do CLP; fica dentro do equipamento em uma segunda memória ROM ou de outro tipo permanente.

A norma IEC 61131-3 afeta diretamente o programa de desenvolvimento, principalmente o programa aplicativo. Na verdade, o objetivo da norma é possibilitar que um programa de Desenvolvimento IDE possa programar qualquer CLP, um exemplo dessa tentativa é o CoDeSys.

“O Automation Suite CoDeSys é uma ferramenta de softwares abrangentes para a tecnologia de automação industrial. Todas as tarefas de automação comuns resolvidas por meio de software podem ser realizadas com a Suite CoDeSys baseada no controlador generalizado e desenvolvimento do sistema PLC com o mesmo nome.”

Disponível em http://www.3s-software.com/index.shtml?en_CoDeSysV3_en

Conforme a PLCopem

Existem muitas formas de entender a parte 3 da norma.

Vamos identificar algumas:

  • É o resultado da Força Tarefa 3, Linguagens de Programação, dentro do IEC TC65 SC65B;
  • É o resultado do trabalho árduo de 7 empresas internacionais, somando dezenas de anos de experiência no campo da automação industrial;
  • Aproximadamente 200 páginas de texto, com cerca de 60 tabelas, incluindo tabelas de características;
  • É a especificação da sintaxe e semântica de uma suíte unificada de linguagens de programação, incluindo o modelo geral de software e uma linguagem de estruturação.

Outra elegante forma é dividir a norma em duas partes (ver figura 1):

  1. Elementos Comuns (Common Elements)

Linguagens de programação (Programming Languages)

Vamos olhar para essas partes com mais detalhes:

Elementos Comuns

Tipagem de Dados

Dentro dos elementos comuns, os tipos de dados são definidos. A tipagem de dados previne erros na fase inicial. É usada para definição do tipo de qualquer parâmetro usado. Isso evita, por exemplo, a divisão de uma data por um inteiro. Os tipos de dados comuns são

Boolean, Integer, Real, Byte e Word, mas há também os Date, Time_of_Day e String. Baseado nisso, é possível definir os nossos tipos de dados pessoais, chamados de tipos derivados. Dessa forma, pode-se definir uma entrada analógica como tipo de dado e reutilizá-la inúmeras vezes.

Alguns exemplos de tipos de dados utilizados no Programa A1 da ATOS

Variáveis

Variáveis são associadas somente a endereços explícitos de hardware (entradas e saídas, por exemplo) nas configurações, recursos e programas. Dessa forma, cria-se um alto nível de independência do hardware, proporcionando a reutilização do software.

O escopo das variáveis é normalmente limitado à unidade de organização nas quais elas são declaradas (escopo local).

Isso significa que os nomes delas podem ser reutilizados em outras partes sem nenhum conflito, eliminando outra fonte de erros muito comum, dados corrompidos pelo programa. Se as variáveis tiverem escopo global, devem ser declaradas como tal (VAR_GLOBAL).

A cada parâmetro pode ser atribuído um valor inicial na partida a quente e a frio do sistema, de forma a garantir valores corretos.

*Entre outras informações para a padronização das ides e dos programas aplicativos desenvolvidos.

Conclusão

A IEC61131-3 é a mais difundida das versões da IEC61131. No entanto, quando se trata de aplicação prática não é tão simples. Já ouvi de muitos especialistas que a ideia é louvável, mas aplicá-la é difícil. Primeiro porque a arquitetura de hardware e software é muito diversificada entre os fabricantes de CLPs, depois porque alguns recursos dos quais alguns fabricantes se orgulham e têm patente não estarão disponíveis em um software como o CoDeSys, que hoje é um exemplo de caminhamento da norma. Eu, em 6 anos de trabalho direto com CLP, nunca usei o CoDeSys, no entanto, espero a oportunidade de testá-lo e compartilhar com todos. Acredito ser possível uma unificação de todos os programas de CLP para que possamos usar CLPs como computadores, podendo instalar e rodar o programa de qualquer fabricante e usar peças também de qualquer fabricante. Mas ainda temos muito a caminhar e padronizar. Basta salientar que isso já funciona perfeitamente com computadores que também são utilizados na automação em certos casos com nível de complexidade igual ou superior aos CLPs.

Para mais detalhes acessem: http://kleberautomation.blogspot.com e baixem os conteúdos sobre a IEC61131-3, e na lateral esquerda, na seção SLIDES UTILIZADOS NAS AULAS, baixe CLP Avançado.

Crédito: Kleber Oliveira Guimarães Falcão é graduado em licenciatura Matemática pela Unavida, técnico em automação industrial pelo Senai, e técnico em eletrônica pela Escola Técnica Redentorista.


Indústria se reune para discutir produção sustentável

4, outubro, 2011 1 comentário

A fábrica do futuro – Tecnologias-chave para uma produção sustentável” é o tema da palestra que o conferencista internacional Richard Morley, físico pelo Massachusetts Institute of Technology e considerado o “pai” do PLC – Programer Logic Computer, vai proferir na 2ª edição do NEI International Industrial Conference & Show – evento industrial promovido por NEI Meetings, divisão de NEI Soluções, que será realizado no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de outubro.

Morley vai expor sua visão inovadora sobre a gestão de ativos, a produtividade e o choque de tecnologias. Detalhes da revolução sem fio e da irrelevância do software serão demonstrados, assim como a relação entre custo e valor, discutida.

Esse evento contará com a participação de acadêmicos e experientes profissionais do cenário nacional e internacional que discutirão, de maneira inédita e exclusiva, temas como automação, instrumentação e controle, cadeia de suprimentos, tendências e avanços tecnológicos, competitividade industrial, tecnologia da informação, gestão e negócios na indústria e outras inovações.

As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3327-4600 ou www.eventosnei.com.br.


Estamos sorteando uma inscrição para o NEI International Industrial Conference & Show pelo Facebook. Para participar, acesse: http://on.fb.me/olqQyV e siga as instruções.



Jim Pinto, em visita ao Brasil, faz palestra no NEI Meetings

11, julho, 2011 Deixar um comentário

Brasil, o “B” de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China – economias que mais crescem no mundo), tem se tornado uma força econômica e um dos mercados emergentes mais aquecidos do mundo.

Sendo a 8º maior economia mundial, o Brasil é o maior exportador de produtos como: café, açúcar, aves domésticas, bife, suco de laranja, etanol e tabaco. Passando ileso pela crise financeira internacional, o País notavelmente encontra-se em uma melhor posição econômica do que antes da crise.

Em junho de 2011, estive em São Paulo para falar sobre Perspectivas para a Automação e Instrumentação no Chão de Fábrica, no NEI International Industrial Conference & Show – Tecnologias Emergentes, Desafios, Oportunidades e seu Impacto na Manufatura. O evento foi realizado em 2 dias, no Centro de Convenções Frei Caneca, com a participação de líderes, os principais fornecedores e usuários que se reuniram para discutir as novidades e trocar experiências relacionadas a produtos e soluções industriais.

Foi um evento único e o primeiro do tipo realizado no Brasil: foram 2 dias e mais de 25 palestras e apresentações de experts nacionais e internacionais da área tecnológica.

A área de exposição apresentou várias empresas no mercado primário do Brasil, com interativas mesas hands-on, nas quais os expositores apresentaram suas tecnologias, produtos e serviços. A agenda incluiu tempo para os participantes da conferência interagirem com palestrantes e patrocinadores.

Fiquei feliz em ver Nelson Ninin, presidente da Yokogawa Brasil e presidente da ISA em 2010, a primeira das Américas e a segunda pessoa de fora dos EUA a ter essa posição (meu bom amigo de muitos anos, Pino Zani, da Itália, foi presidente da ISA em 2001).

Tivemos um jantar delicioso na casa de velhos amigos, Nelson Freire e família em São Paulo; seu calor e afeto brasileiro fizeram os 20 anos desde que nos conhecemos parecer que tínhamos visto um ao outro ontem. Foi maravilhoso ver a esposa de Nelson, Dirce, uma talentosa pianista, tocar, e Nelson cantar. Eu simplesmente tive que participar! As memórias de todos nós cantando juntos, e os gêmeos Luis Antonio e Nelsinho tocando guitarra e cantando, vão ficar sempre nas nossas memórias.

Na sequência de nossa visita a São Paulo, passamos alguns dias no Rio de Janeiro. Ficamos em um hotel em Copacabana e apreciamos as praias (livres de multidões). Claro que tivemos que ir para os teleféricos que iam para o topo do Pão de Açúcar para vermos o espetacular panorama do Rio e do Corcovado para ficarmos abaixo da gigante estátua do Cristo Redentor, que é visível de quase todos o lugar no Rio. Uau, que viagem!

Texto original publicado em: http://jimpinto.com/enews/23june2011.html#3 por Jim Pinto, fundador da Action Instruments Techonology Futurist nos EUA.


“O futuro será do Wireless”, prevê especialista

Jim Pinto, fundador da Action Instruments Techonology Futurist nos EUA, ministrou durante o NEI International Industrial Conference & Show em palestra sobre as perspectivas imediatas para a automação e instrumentação no chão de fábrica. O especialista prevê que o futuro será do Wireless e tudo estará conectado com o chip. As plantas ficarão cada vez menores e a produção mais barata deverá atender as necessidades locais.

Jim Pinto afirmou ainda que os robôs serão mais inteligentes e realizarão atividades muito além das que o ser humano é capaz de realizar. Para ele, a automação não irá gerar desemprego, mas provocará uma mudança no perfil dos operários, e o conhecimento será a peça-chave. “Países de primeiro mundo estão perdendo cada vez mais espaço para os países que investem em conhecimento. Enquanto os americanos capacitam 70 mil engenheiros ao ano, os chineses formam 700 mil e a Índia, mais 500 mil”, exemplifica Jim.

Para o especialista, reduzir trabalho, aumentar agilidade, melhorar a qualidade, otimizar o uso de matéria-prima e economizar energia são os principais benefícios da automação – que torna os processos mais baratos, mais rápidos e melhores.

Confira entrevista com o palestrante:


Conteúdos e Relacionamentos que geram negócios

15, março, 2011 Deixar um comentário

Já não é segredo para profissionais de diversas áreas que construir um bom networking e manter-se atualizado é de suma importância para os negócios. Por isso, participar de cursos, eventos e palestras é vital para quem quer estar a par do que há de mais novo em seu mercado.

Com o intuito de unir essas duas frentes tão importantes – conteúdo e relacionamento – NEI preparou um evento em que líderes, executivos e profissionais da indústria terão a oportunidade de obter e trocar conhecimentos sobre o que há de mais moderno em Tecnologias Emergentes com os profissionais mais renomados da indústria.

Em um formato diferenciado e interativo, o NEI International Industrial Conference & Show abordará, durante dois dias de palestras, talk shows e exposições, temas como Automação, Instrumentação e Controle, Inovação, Tendências e Avanços Tecnológicos, Manufatura Aditiva, Nanotecnologia e Micromanufatura, Nuvem Computacional, Comunicação entre Máquinas e Equipamentos, Gestão e Negócios na Indústria, Usinagem de Materiais, Marketing Industrial, Mecânica e Elétrica (Mecatrônica) e Tecnologia da Informação na Indústria. Confira programação completa.

“Esse evento será um marco no mercado B2B industrial. Os participantes terão a chance de ampliar sua rede de relacionamento, conhecer novos fornecedores e obter aprendizados para uma maior rentabilidade nos negócios. Isso tudo em um formato inovador e focado na indústria.”, afirma Rogério Zetune, gerente de Eventos NEI.

O NEI – International Industrial Conference & Show acontecerá nos dias 7 e 8 de junho, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Informações e inscrições:

www.eventosnei.com.br

Tel.: (11) 3327-4600

Crédito: Wesley Sarto é graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduado em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Desde de 2004 atua na área de comunicação e marketing e desde de 2007 integra a equipe de NEI Soluções.


“O Brasil que queremos ter depende da indústria que precisaremos ter”

A frase citada no estudo “A Indústria e o Brasil – Uma agenda para crescer mais e melhor”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, mostra a importância da indústria para o fortalecimento e crescimento econômico de uma nação. No Brasil, a indústria representa quase ¼ da economia. Um em cada quatro brasileiros trabalha formalmente nesse setor, que responde por 22% do PIB do Brasil.

Elaborado por ocasião do IV Encontro Nacional da Indústria que teve como foco as prioridades para 2011-2014, o estudo mostra que nos próximos anos o volume de investimentos, estimados em mais de R$ 400 bilhões nos setores de petróleo e gás, energia, habitação e eventos esportivos, vão gerar grandes oportunidades para o Brasil, sobretudo para a sua cadeia produtiva industrial.

A exploração do pré-sal deve movimentar vários segmentos industriais para a atividade de prospecção, exploração, transporte e comercialização do petróleo extraído, como construção e operação naval, transporte e dutos, instrumentação, armazenagem e infraestrutura portuária. Os desafios tecnológicos envolvem várias áreas – desde nanotecnologia e materiais especiais até automação, dutos inteligentes, sensores especiais e engenharia submarina.

Na construção civil, está estimada a construção de 7 milhões de unidades habitacionais nos próximos 15 anos, somando investimentos de mais de R$ 60 bilhões. Em 2014 e 2016, o Brasil sediará dois dos maiores eventos esportivos: a Copa do Mundo de Futebol, com estimativas de investimento de R$ 105 bilhões, e os Jogos Olímpicos, na casa dos R$ 30 bilhões. Esses eventos e as grandes obras de infraestrutura estimulam direta ou indiretamente a nossa cadeia produtiva.

Diante de tantos desafios, a pergunta é: a nossa indústria está preparada para todo esse volume de oportunidades? De acordo com a agenda, “o Brasil não possui, hoje, escala industrial suficiente para atender a demanda desses investimentos e o ritmo atual de investimentos está aquém do necessário para suprir as novas encomendas que serão geradas no futuro imediato. A Indústria brasileira precisa avançar em duas vertentes: de um lado, ampliar a escala de produção e, de outro, qualificar os recursos humanos e modernizar a engenharia nacional”.

Reduzir o Custo Brasil e manter e ampliar os incentivos à inovação tecnológica serão determinantes para apoiar a indústria nesse processo de desenvolvimento. Os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento – P&D, qualificação de mão-de-obra, novas tecnologias, energia limpa e produção com baixa emissão de carbono também são fatores importantes e que precisarão ser considerados pela indústria que pretende se modernizar, crescer e se preparar para aproveitar as oportunidades geradas nos próximos anos.


IMTS 2010 – o show da tecnologia metalmecânica

Em Chicago, EUA, acontece esta semana a IMTS – International Manufacturing Technology Show 2010, uma das mais importantes feiras da  metalmecânica.

O evento reúne cerca de 1.200 expositores de diversos países e ocupa os quatro pavilhões do McCormick Place, um centro de convenções com mais de 240 mil metros quadrados. É um show de tecnologias que abrange as inovações em usinagem, corte de metais, ferramentaria, eletroerosão, limpeza, componentes de máquinas, instrumentação, controles e sistemas CAD-CAM, entre outras. As empresas se prepararam bem para esse evento, que marca o reaquecimento do setor depois da crise econômica que abalou a economia norte-americana com repercussões globais. 

O estilo norte-americano de organizar feiras é visível na espetacularização de vários estandes como recurso para atrair os visitantes da feira. Os robôs se tornam malabaristas para mostrar versatilidade, carros e até um avião estão em exposição valorizar as tecnologias inovadoras desenvolvidas para o setor automobilístico e aeroespacial. 

Os conceitos de sustentabilidade influenciaram fortemente a indústria e eles surgem nesta IMTS no lançamento de inúmeros “ produtos verdes” . Visível também a reafirmação da tendência de desenvolvimento de máquinas “high speed” de altíssima precisão.

Para melhor valorizar a modernidade da indústria os organizadores montaram o American Precision Museum, onde os 90 mil visitantes esperados até o final da semana podem ver e comparar  as máquinas pioneiras da industrialização com as atuais e observar o desenvolvimento tecnológico alcançado. Uma comparação com o passado sugerindo ao mesmo tempo um processo de desenvolvimento permanente que tornará a IMTS 2010 parte da Historia quando chegar a IMTS 2012. quando ela será reaberta no McCormick Place já uma nova feira, a Industrial Automation North América, resultado de parceria estratégica entre os europeus da Deutsche Messe AG e a AMT-Association for Manufacturing Techonology. Um novo teste para o estilo americano de fazer, visitar e sobretudo, comprar e vender nas feiras.

Eliane Oliveira, de Chicago, EUA, especial para Sistema NEI