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Indústria integrada: Soluções para permitir e intensificar a comunicação no chão de fábrica

A Indústria 4.0 está em curso e promete revolucionar os processos produtivos, com sistemas, máquinas, sensores e dispositivos integrados que “conversam” entre si, colaborando para o aumento de eficiência, produtividade e flexibilidade, além de redução de custos, entre outros benefícios. A comunicação em rede será capaz de gerar dados e informação para apoiar decisões numa indústria, permitindo melhor interação entre as várias áreas, como engenharia, produção, vendas e manutenção. Esse é o futuro, cedo ou tarde essas soluções chegarão à sua empresa. 

Sabemos que a conjuntura atual tem dificultado a modernização tecnológica da indústria nacional. A boa notícia, segundo Renan Billa, professor titular da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia, é que não precisamos passar por todo o processo de modernização fabril ocorrido nos países desenvolvidos nas últimas décadas para então abraçar as tecnologias da Indústria 4.0. Segundo o docente, podemos e devemos queimar etapas. O que não podemos é ignorar essa revolução se quisermos preservar a indústria no Brasil e prepará-la para esse novo panorama competitivo. Nesse novo cenário, afirma Renan, as tecnologias de informação e de automação – e não a mão de obra de baixo custo – serão as responsáveis por gerar as vantagens competitivas para as nações com setor de manufatura relevante.

De acordo com o professor Renan, o termo Indústria 4.0 já tem sido abordado com mais frequência no Brasil, mas com aplicações mais restritas nos bastidores da tecnologia da informação. “É importante ressaltar que o maior benefício que esta mudança proverá é a disponibilidade de grandes quantidades de dados, em qualquer dispositivo e em tempo real. A Indústria 4.0 pode nos levar a uma harmonização heterogênea de arquitetura dos sistemas legados, onde diferentes sistemas conversam e se integram a outras centenas de aplicações, reduzindo, assim, custos de operação, iniciando investimentos pendentes e instalando conceitos de longo prazo, além de proporcionar aumento de segurança em processos de gestão de risco, com mais transparência e estabilidade.”, afirma.

O professor doutor Rene F. B. Gonçalves, da engenharia mecânica da Universidade Federal do Pará também afirma que o conceito da Indústria 4.0 representa uma evolução natural e que os avanços tecnológicos serão constantemente aplicados em processos produtivos para aumento de velocidade e qualidade de produtos e processos. Além disso, diz o docente, as fábricas serão mais enxutas e compactas; e os profissionais poderão ter acesso e controle total das operações de qualquer lugar por meio de smartphones ou qualquer aparelho com acesso à internet. Isso fará com que o custo e o preço de insumos sejam reduzidos, acarretando desenvolvimento mais rápido das cidades e dos profissionais.

Na opinião de Valder Steffen Jr., professor doutor da engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia, o conceito de Indústria 4.0 envolve uma mudança de paradigma na indústria; os sensores inteligentes passam a orientar as máquinas e os sistemas de engenharia quanto ao seu funcionamento, de maneira autônoma ou descentralizada, com grandes reflexos na produção, na segurança e nos custos operacionais de forma geral. Exemplo dessa evolução pode ser visto no setor aeronáutico, informa o docente, que tem registrado desenvolvimentos no monitoramento da integridade estrutural das aeronaves a partir da introdução de sensores atuadores inteligentes distribuídos convenientemente. Com isso visa-se à redução de custos de inspeção e manutenção, assim como ao aumento da segurança da estrutura.

Segundo Valder Steffen, existem grupos de pesquisa no Brasil que vem trabalhando no desenvolvimento de tecnologias para o monitoramento da integridade estrutural de aeronaves. Como exemplo, citou o INCT-EIE de Estruturas inteligentes para Engenharia, que reúne vários laboratórios universitários no Brasil e no exterior. “Penso que é inevitável a utilização de novas tecnologias e materiais na indústria conforme já se pode identificar em diversos projetos de inovação tecnológica. Algumas dessas inovações já são realidade e muito está por acontecer nos próximos anos”, prevê o docente.

Acompanhar as inovações tecnológicas é fundamental para que você conheça soluções que vão ajudá-lo a produzir melhor. A Indústria 4.0 está em curso, e cada vez mais vai se aproximar do seu, do nosso dia a dia. Por isso preparamos uma seção especial na na edição de março/16 da Revista NEI, reunindo produtos que podem contribuir para proporcionar maior integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris, selecionados pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional.


Compromisso com a novidade!

Até 2025 teremos conectados à internet um trilhão de sensores e 10% dos óculos de leitura. A Internet das Coisas (IoT) ganhará impulso a partir do rápido desenvolvimento de sensores menores, mais baratos e inteligentes que se tornarão comuns nos processos de fabricação, nas casas, roupas, acessórios e redes de energia. A impressão 3D revolucionará praticamente todos os setores, da manufatura à saúde humana. Isso não é ficção, mas algumas previsões da pesquisa “Deep Shift: 21 Ways Software Will Transform Global Society”, realizada com mais de 800 líderes de diversos setores e divulgada pelo Conselho da Agenda Global do Fórum Econômico Mundial. O relatório identifica tendências que estão moldando a sociedade e mostra como os softwares vão transformá-la na próxima década. 

A dimensão do que vem por aí vai criar novos paradigmas. Desde já, precisamos conhecer os avanços tecnológicos que vão impactar nos processos de produção. A edição de março/16 da Revista NEI traz uma seção inédita focada na inovação, sob o título “Indústria integrada”. A partir da página 10 (veja versão digital em http://www.nei.com.br/Revista), você conhecerá novos produtos que podem contribuir para maior e melhor integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris. São soluções alinhadas à Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, pesquisadas pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional, e que permitirão à você conhecer novas tecnologias para incrementar processos fabris.

Além das novidades em produtos, trazemos na abertura da seção a opinião de professores dos cursos de engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia e da Universidade Federal do Pará. Em suma, as pesquisas e os avanços tecnológicos estão acontecendo, cedo ou tarde vão se aproximar e mudar os processos atuais de produção, colaborando para aumento de eficiência, produtividade, flexibilidade, qualidade e segurança, além de redução de custos. Mas há muitos desafios pela frente! Para termos uma ideia da relevância do assunto, “indústria integrada” será novamente tema da próxima Hannover Messe, a maior e mais importante feira de tecnologia industrial do mundo que acontece mês que vem, em Hannover, na Alemanha.

Mais uma vez, mantemos nosso compromisso com a novidade, reafirmado nesta edição que marca os 42 anos de circulação ininterrupta de NEI! Sempre acompanhando a evolução da indústria!

 


Integrar é a palavra de ordem nas plantas industriais

Ganha força na área de instrumentação e controle desenvolver aplicação com “Sistemas Integrados”, opinou Jones Clemente Camilo, engenheiro especialista de produtos da Altus Sistemas de Automação. “Contudo, melhora quando pensamos que, com uma única ferramenta, o usuário pode gerenciar todo o desenvolvimento da arquitetura de automação”, reforçou. “Não precisa mais se preocupar com sistemas específicos, como softwares para rede Profibus, analisar diagnósticos da rede, configurar o controle da aplicação, desenhar as telas de supervisórios e integração com banco de dados.”

Com a ferramenta, em que várias funcionalidades estão integradas, também é possível criar algumas, pois disponibiliza ambiente para desenvolvimento de scripts utilizando C# ou VB.NET (linguagens padrões do VisualStudio da Microsoft).

Outros quesitos são incorporados, como: necessidade de se comunicar com protocolos abertos capazes de realizar sequenciamento de eventos (DNP3.0, IEC 61850), banco de dados nativo, driver OPC, capacidade de rodar em sistema de 32 ou 64 bits nativamente (Windows 7, Windows 8 e Windows Server 2012), gerenciamento de versões, desenvolvimento simultâneo com diferentes grupos de usuários e armazenamento da aplicação em servidor remoto (cloud computing), entre outros.

Leia artigo de Jones Clemente Camilo sobre o tema, clique aqui.