Arquivo

Textos com Etiquetas ‘investimento’

Retomada de confiança

Na edição de fevereiro da Revista NEI e aqui, neste canal de notícias, um artigo exclusivo sobre as perspectivas para o Brasil em 2015 reúne a opinião de vários economistas e especialistas do País, consultados por NEI, sobre o cenário político e econômico, e como todas as mudanças previstas devem impactar no desenvolvimento da indústria. Com o anúncio da nova equipe ministerial no final de 2014, optamos por divulgar este artigo em fevereiro, comumente publicado em janeiro.

Os desafios são muitos, como a retomada de confiança de empresários e consumidores, e do diálogo, permitindo à indústria resgatar seu papel na discussão econômica. Como afirmou o novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria – CNI entre 2002 e 2010, crescer pela indústria é sempre o melhor caminho. Entre medidas importantes previstas estão reformas microeconômicas para melhorar e simplificar o ambiente tributário e regulatório, incentivos ao investimento e à renovação do parque fabril, estímulos à inovação e política de comércio exterior mais ativa.

O ano de 2015 será de ajuste: é hora de “arrumar” a casa. À medida que a confiança aumentar – e isso está acontecendo gradativamente, afirmam os especialistas –, será hora de planejar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e se preparar para a aproveitar as oportunidades geradas pelo novo ciclo de crescimento esperado a partir de 2016.

Em fevereiro trazemos também uma seção especial sobre Indústria Mecânica, reunindo uma seleção de novas máquinas, equipamentos e dispositivos direcionados às áreas produtivas que podem contribuir com a otimização de processos e a modernização de fábricas. Para conhecer as inovações mais recentes da área mecânica, a equipe editorial de NEI conversou com especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola de Engenharia de São Carlos. Eles apontam como destaque os robôs com sentido sensorial para segurança, que operam de forma colaborativa em ambientes com humanos; os robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela; e ainda os robôs com topologia híbrida, ou seja, duas estruturas mecânicas: a mecânica e a serial. Outra tecnologia citada pelos especialistas, e que já temos trazido em edições anteriores, é a impressão 3D de produtos metálicos.

As inovações estão acontecendo no mercado global. É preciso acompanhar as tendências e estar atento em como tudo isso pode ajudar sua empresa a se modernizar. A introdução de novas soluções tecnológicas contribuem, com certeza, com o desenvolvimento de produtos melhores e mais competitivos.

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home

 


Mais de R$ 42 mi investidos em modernização levam a Imbil a aumentar sua receita líquida em 33%

3, dezembro, 2014 Deixar um comentário

De 2010 a 2014, a empresa nacional de bombas centrífugas renovou seu parque fabril, lançou produtos e conquistou novos mercados e clientes. Tudo graças a um plano estratégico que prevê investimentos em novas  tecnologias, especialização de processos, ampliação da fábrica, reestruturação de vendas e treinamentos, e expansão para novos mercados.

Quando a crise financeira mundial eclodiu no final de 2008 e início de 2009, causando turbulências na economia de vários países, muitas empresas brasileiras suspenderam ou adiaram seus projetos de expansão e modernização, mantendo uma postura mais cautelosa. O Brasil não foi então profundamente afetado pela crise, mas registrou alguns entraves ao crescimento, como queda no consumo das famílias, redução no investimento das empresas e aumento de desemprego, levando, na época, o governo a lançar pacotes anticrise. Foi um momento de expectativa e incertezas, registradas diariamente pelos grandes veículos de comunicação, que divulgavam informações sobre o vaivém da economia. A notícia da seção de Economia/Negócios do Estadão de março/2010 é um exemplo: “PIB do Brasil fecha 2009 com retração de 0,2%, a primeira queda anual em 17 anos”.

Para algumas empresas, a crise que se estabelecia e se insinuava  na época foi encarada como oportunidade de desenvolvimento. Ou investiam para melhorar seus processos e produtos, e crescer, ou enfrentariam um período de estagnação, com consequente perda de competitividade. Ao redor do mundo muitos economistas divergem sobre a crise financeira, mas concordam que a capacidade de inovar é o diferencial mercadológico para as empresas. As companhias que acreditaram nisso foram as primeiras a elaborar ou reativar seus projetos de estímulo à inovação.

Optando por “colocar o pé no acelerador”, a fabricante nacional de bombas centrífugas Imbil encarou a desafiadora situação, utilizando a inovação como ferramenta-chave para ampliar seus negócios. A companhia elaborou o Plano Estratégico Rumo a 2015 – Inovando em Busca da Excelência que combinava investimentos em tecnologia e inovação de gestão. Graças às ações de modernização, que envolvem compra de tecnologias, especialização de processos, aumento da fábrica, expansão da atuação e treinamentos, a Imbil ampliou seu portfólio de produtos, lançando em média 60 novos modelos por ano, desde a implantação do plano, e conquistou novos mercados, como os de petróleo e gás, tornando-se, inclusive, fornecedora da Petrobras. Investiu mais de R$ 42 milhões na compra de máquinas, equipamentos e estrutura física. Alguns números comprovam que o plano de modernização ajudou a empresa a crescer: de 2011 a 2014 a Imbil registrou aumento de receita líquida de 33% e de lucro bruto de 59%.

“Quanto mais pessimista está o cenário econômico e político do País, mais cedo acordamos, idealizamos, produzimos, lançamos produtos e nos reinventamos.” Esse discurso empreendedor de Vladislav Siqueira, diretor executivo, move a empresa em seus 32 anos. Localizada em Itapira, SP, a Imbil tem hoje cerca de 900 funcionários.

O Plano Rumo a 2015
O planejamento estratégico executado previa o desenvolvimento da empresa em várias frentes, como a tecnológica, a física e a comercial. Era preciso melhorar os processos produtivos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos, passando pela renovação tecnológica do parque fabril; reduzir perdas e garantir maior flexibilidade e agilidade aos processos – benefícios proporcionados pela descentralização e racionalização das unidades de produção.

Além disso, expandir-se para novos mercados, como os de óleo e gás, mineração, papel e celulose, e saneamento, passou a ser a meta primordial para a conquista de novos clientes. Para atingir esse objetivo, o desenvolvimento de produtos específicos e a adoção de nova política comercial precisaram ser perseguidos. O plano ainda previu o desenvolvimento de nichos específicos em mercados já atendidos pela Imbil, também a partir do desenvolvimento de soluções direcionadas. Na ponta, a reestruturação de toda a área comercial e da rede de distribuição, e o fortalecimento da marca, com o investimento em publicidade e a participação em feiras, foram determinantes para mostrar ao mercado a oferta de novas soluções e o comprometimento com a inovação.

As metas estabelecidas no início do plano exigiam decisões corajosas. Investir em novas tecnologias não era suficiente. Desde sua implantação, foi indispensável primeiramente motivar as pessoas, engajando-as e fazendo-as entender como valores da empresa as atividades que consideravam apenas prioritárias, como gestão de qualidade, processos de melhoria contínua, gerenciamento de pessoas e segurança no trabalho. O processo inovativo passava obrigatoriamente por aqui.

Considerando essas duas frentes, tecnológica e de recursos humanos, a Imbil consegue, hoje, mostrar algumas das conquistas importantes proporcionadas por esse plano estratégico.  Entre elas estão:

Produção mais eficiente
A aquisição de máquinas, equipamentos, softwares ehardwares melhorou a eficiência e agilizou a produção.Tecnologicamente mais preparada, registra lançamento médio anual de 60 novos produtos (somente com suporte ANSYS CFX e SolidWorks).

Especialização
Adquiriu know-how para dominar o processo de fundição de ligas inoxidáveis e especiais, como aços duplex, superduplex, Hastelloy, Monel e alto-cromo, permitindo maior competitividade e flexibilidade nas aplicações; e também o processo de fundição de precisão, tipo lost wax, com obtenção de alta eficiência energética nas bombas de pequeno porte. Com isso, passou a fundir os rotores de pequeno e médio porte com pequenos detalhes na geometria, determinantes para o bom desempenho hidráulico e rugosidade superficial.

Como a eficiência hidráulica aumenta, o consumo de energia diminui, tornando a operação mais econômica. No caso de uma bomba acoplada a um motor de 125 cv, com a melhoria da eficiência de bombeamento de 3 a 5% absolutos, a economia anual pode passar de 50 mil kWh, com redução do custo de cerca de R$ 12 mil por bomba na conta de energia elétrica.

Em suma, a Imbil oferta hoje produtos mais eficientes e sustentáveis.

Ampliação da fábrica
Para descentralizar as operações produtivas, ampliou a fábrica, ao comprar área próxima à empresa (totalizando 120 mil m²) e a dividiu em unidades, cada uma voltada para um nível de especialização. São elas: Bombas de pequeno porte, Bombas de médio porte, Bombas de grande porte, Bombas para óleo e gás, Fundição de ferro fundido e WCB, Fundição de precisão, Fundição de aços inoxidáveis e ligas especiais, Contratos e serviços de manutenção, Centro de desenvolvimento e Acoplamento e expedição.

Conquista de novos mercados e clientes
Obteve o Certificado de Registro de Classificação Cadastral – CRCC para fornecimento de serviços e produtos á Petrobras, incluindo bancada de ensaio de performance e os referentes à norma API 610. Tornou-se também fornecedora de bombas para a Vale, como as revestidas com Ni-Hard com mais de 700 HB de dureza. Além da Petrobras e da Vale, conquistou outros clientes, como Enseada Indústria Naval – Unidade Paraguaçu, Jari Celulose e Bayer.

Reestruturação de vendas
Criou novos grupos de vendas para atender os setores de óleo e gás, naval, papel e celulose e arroz irrigado. Além disso, aumentou o número de distribuidores autorizados e contratou profissionais para reforçar o departamento de exportações, que até 2009 dedicava-se apenas à América Latina.

Consolidação da marca
A partir de 2010, passou ainda a investir mais na divulgação e consolidação da marca, com anúncios em revista especializada, materiais promocionais dos produtos e presença em feiras de negócios nacionais e internacionais.

 

“O planejamento das ações e muito trabalho ao longo desses anos valeram a pena”, destacou Gleidemilson Batista, assessor da diretoria. “O projeto não só ajudou a amenizar os efeitos da crise, como também nos preparar melhor para enfrentar os desafios do mundo econômico e nos tornar mais competitivos. Para nós, crise é sem o ´s´, ou seja: crie.”

Para definir o conjunto de ações, a Imbil estruturou-se também nas informações do potencial do setor – adquiridas com a colaboração da Abimaq e da Sociedade Brasileira do Vácuo –; e da economia global. Embora reconheça a importância de se acompanhar mercados, indicadores econômicos, projeções, tendências, etc., o diretor executivo afirmou que a sobrevivência e o sucesso de uma empresa dependem, fundamentalmente, da sua capacidade de elaborar e implantar um planejamento estratégico consistente, trabalhar incansavelmente para atingir suas metas e, principalmente, adequar seus produtos e recursos para buscar as melhores e mais rápidas soluções para as necessidades dos clientes.

Batista lembrou que dificuldades existiram, como a obtenção de recursos financeiros em linhas de longo prazo, considerando as taxas de juros e os spreads; e o processo de desenvolvimento e de maturação das soluções tecnológicas, que foram superadas com planejamento.

“Mesmo que o cenário tenha mudado e oferecido potenciais restrições, a Imbil não aceita parar de crescer ou se desenvolver”, disse Siqueira. “Acreditar na possibilidade de realizar nossos sonhos desperta a energia capaz de realizá-los. A motivação, a criatividade, a velocidade de decisão, o uso consciente de recursos e a nossa união estão presentes diariamente em nossas ações rumo à construção do futuro que desejamos.”

Atualmente a companhia concentra suas forças na conclusão do projeto, mas já planeja seu novo conjunto de metas, batizado de Rumo a 2020, que, segundo Batista, está em fase evoluída. E os objetivos maiores continuam no novo plano: modernização, desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos, conquista de novos clientes e fidelização, e educar e reeducar o time de profissionais. “Consideramos a tecnologia intrínseca à evolução”, enfatizou o assessor.

img_info_modernizar_dez_2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções.    


Mercedes-Benz investirá R$ 1 bi no Brasil em 2014 e 2015

O plano de investimentos da Mercedes-Benz do Brasil engloba cerca de R$ 1 bilhão no setor de caminhões e ônibus em 2014 e 2015, nas fábricas de São Bernardo do Campo-SP e de Juiz de Fora-MG. Entre 2010 e 2013, foi aplicado R$ 1,5 bilhão no setor de veículos comerciais.

“Dos R$ 562,3 milhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mais de 60% serão destinados para projetos de pesquisa e desenvolvimento de produtos, sendo grande parte para nacionalização do caminhão extrapesado Actros fabricado em Juiz de Fora”, afirmou Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO para América Latina.

De acordo com o executivo, o plano prevê ainda recursos para outros desenvolvimentos no setor de caminhões e ônibus, como atualizações tecnológicas. Diversas iniciativas nas áreas ambiental e social também compõem o plano.


Usina Batatais investe em máquinas para aumentar a produção

Projeto da Usina Batatais para alterar a linha de produtos e modernizar a parte agrícola prevê investimentos para instalação de torre de desidratação, com capacidade de 500 metros cúbicos diários, para a produção de etanol anidro na unidade de Lins-SP; plantio de 6.406 hectares de cana para renovar o canavial; e aquisição de máquinas, equipamentos e implementos para a mecanização da colheita.

Também haverá investimentos no aumento da produção de açúcar branco para 9.000 sacas/dia na unidade de Batatais-SP, na instalação de nova caldeira com maior capacidade de geração de energia, no plantio de 8.336 hectares de cana e na compra de máquinas, equipamentos e implementos para a colheita. A iniciativa envolve também projetos ambientais e sociais no entorno das duas unidades.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou a concessão de apoio financeiro para a Usina Batatais no valor de R$ 145,9 milhões.


Norte fluminense receberá R$ 18 mil para plantio de cana

Para a plantação de cana-de-açúcar, a Caixa Econômica Federal e o governo do Rio de Janeiro destinarão R$ 18 milhões. O investimento será aplicado na produção de etanol e açúcar cristal no norte fluminense. A Secretaria Estadual de Agricultura estima que a produtividade dos canaviais da região passará de 75 toneladas de cana por hectare para 95 toneladas por hectare nos próximos anos.

A maior parte do montante, vindo do banco, irá para o plantio e a compra de insumos, como adubos, mudas e herbicidas. Já a Agência Estadual de Fomento –AgeRio, que repassará R$ 6,1 milhões, financiará a compra de três colheitadeiras e seis tratores.

Para Júlio Bueno, secretário estadual de desenvolvimento econômico, o aporte de recursos permitirá ao Rio de Janeiro aumentar a contribuição de 0,5% para 2% da produção brasileira de etanol em cinco anos. “Para atender o consumo estadual, de 6% [da produção nacional do combustível], precisamos de mais R$ 20 milhões”, disse Bueno.

Os investimentos serão repassados para a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro – Coagro, que pretende beneficiar 9,8 mil cooperados no município de Campos dos Goytacazes. Outro objetivo é aumentar a produção sem fazer queimadas.

O convênio com a Coagro e a AgeRio faz parte do projeto Rio Capital da Energia, e os recursos do banco sairão dos R$ 3,7 bilhões destinados ao crédito rural.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Petrobras tem potencial para dobrar de tamanho em sete anos

Segundo Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, a companhia dobrará de tamanho até 2020. A Afirmação foi dita na Offshore Technology Conference, que ocorreu neste mês nos Estados Unidos. A executiva apresentou a palestra “O futuro da energia no Brasil: o papel da Petrobras”.

A produção do Brasil, destacou a presidente, de 2,2 milhões de barris equivalentes (petróleo e gás natural) por dia (2012) chegará a 5,7 milhões em 2020, considerando a produção da empresa e de parceiras. E o pré-sal será o grande responsável por esse aumento. “A Petrobras fez 53 descobertas no Brasil nos últimos 14 meses. Só no pré-sal, foram 15”, destacou. “As reservas da companhia têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalentes nos próximos anos”, acrescentou.

Para ela, não há dúvida de que os resultados são frutos dos investimentos, que cresceram 21,5% ao ano desde 2000 e atingiram US$ 42,9 bilhões em 2012. Nos últimos doze anos, os recursos para pesquisa e desenvolvimento cresceram 18,3% ao ano. Em 2012 atingiram US$ 1,1 bilhão. O plano de investimento da Petrobras para o período de 2013 a 2017 é de US$ 236,7 bilhões.

Maria das Graças também ressaltou o crescimento da demanda do mercado brasileiro, bem acima da média mundial. Entre 2000 e 2012, cresceu 73% contra 17% no mundo. No mesmo período, a demanda por diesel no País subiu 52%, enquanto o crescimento mundial foi de 31%. “E a comparação quando falamos em querosene de aviação é ainda mais impressionante. Enquanto no Brasil cresceu 58%, no mundo, caiu 3%”, comparou a presidente.

A executiva lembrou ainda que os investimentos da companhia, aliados à política de valorização do conteúdo local, estimularam a ida de estaleiros estrangeiros para o Brasil, a fim de se tornarem parceiros tecnológicos dos implementados no País. Entre eles, estão parceiros com origem no Japão, China e Coreia.


Monsanto celebra “bodas de ouro” inaugurando nova planta

Para comemorar 50 anos de atividades no Brasil, a Monsanto inaugurou nessa segunda-feira, 11 de março, em Petrolina (PE) sua 36ª unidade no País, com 4.337,5 m² de área construída. Com investimentos de US$ 20 milhões, a nova estação de pesquisa deve acelerar o processo de desenvolvimento e lançamento de tecnologias voltadas para milho, soja, algodão, sorgo e cana-de-açúcar.

A unidade conta com 45 profissionais fixos, entre agrônomos, biólogos, administradores e técnicos agrícolas, e prestadores de serviços e temporários, que, durante a safra, poderão chegar a mais de 150 pessoas.

O design dos prédios foi desenvolvido para aproveitar ao máximo a luminosidade. Além disso, foram adquiridos aparelhos de climatização e de iluminação ecológicos, como postes solares. O revestimento das áreas construídas também segue propósito sustentável e, por isso, foi feito com telhas que evitam o superaquecimento e diminuem a necessidade de utilização de aparelhos de ar-condicionado. Possui ainda estações de tratamento de esgoto anaeróbico e reutilização da água na irrigação dos jardins das duas fazendas que compõem a unidade.

Para a empresa, além da infraestrutura necessária para a abertura da unidade, a diferença principal da cidade é o clima ideal para cultivo durante todo o ano. A oferta de mão de obra local qualificada para trabalhar na agricultura também colabora para o desenvolvimento da unidade e da região, segundo informou a companhia.

Nos últimos dez anos, a Monsanto fez investimentos de mais de US$ 1 bilhão no País, aplicados nas várias operações, como sementes e biotecnologia, melhoramento genético e convencional, unidades de proteção de cultivos em Camaçari (BA) e em São José dos Campos (SP), unidades de manufatura de sementes e em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias.


BNDES é sócio da Padtec, com aquisição de 20%

A BNDESPAR, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, passa a integrar o capital da Padtec, com cerca de 20% de participação, juntando-se, assim, aos demais sócios (Ideiasnet, grupo de executivos da Padtec e CPqD – maior acionista e parceiro tecnológico).

O banco investirá R$ 138,9 milhões. Desse total, R$ 110 milhões serão destinados ao aumento de capital da empresa e R$ 28,9 milhões, à inovação. O aumento de capital da Padtec atingirá R$ 167 milhões, com a subscrição de ações também pela Ideiasnet e executivos da companhia.

A Padtec, localizada em Campinas (SP), conta atualmente com 360 empregados, total que, com os novos investimentos, deverá ser ampliado para 700 profissionais. As empresas de telecomunicações (operadoras de telefonia e internet) são os principais clientes.

A Área de Capital Empreendedor (ACE) da BNDESPAR, responsável pela operação de renda variável, investe em empresas de setores prioritários na estratégia de investimentos do BNDES, como energias renováveis, óleo e gás, tecnologia da informação, comunicação, biotecnologia, etanol de segunda geração e química verde. Atualmente, a ACE investe em 33 empresas.


Com aquisição de 15%, BNDES é sócio da GraalBio

Por meio de sua empresa de participações, a BNDESPar, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES comprou 15% do capital total da GraalBio por R$ 600 milhões. Os investimentos totais previstos pela empresa nos próximos seis anos são de R$ 4 bilhões.

Além da implantação de unidades de produção de etanol celulósico e bioquímicos, os recursos serão utilizados em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para aproveitamento da biomassa e melhoramento genético da cana-de-açúcar.

A empresa conta com estação experimental para melhoramento genético da cana em Alagoas e, atualmente, constrói, também em Alagoas, planta de etanol celulósico, com início das operações programado para os primeiros meses de 2014.


CNI detecta maior intenção de investir em 2013

O desejo dos industriais de investir neste ano aumentou 5,2 pontos percentuais sobre os investimentos realizados em 2012: 85,4% das empresas estão dispostas, contra 80,2% que investiram em 2012. A informação é da pesquisa anual Investimentos na Indústria, da Confederação Nacional da Indústria – CNI. A intenção, contudo, é a menor desde 2009, quando 86,6% anunciaram a propensão de investir no ano seguinte. Para o levantamento, foram consultadas 584 empresas entre 25 de outubro e 30 de novembro últimos, das quais 245 de grande porte, 266 médias e 73 pequenas.

A melhoria do processo produtivo, apontada por 34,8%, é a principal razão dos investimentos em 2013, seguida pela ampliação da capacidade de produção, indicada por 28,3%. Exatos 11,65% pretendem investir na manutenção da linha de produção, enquanto apenas 4,3% – contra 5,2% em 2012 – investirão na criação de novos processos produtivos. Cresceu a disposição para comprar máquinas e equipamentos este ano: 57,9% manifestaram intenção de compra, contra 45,9% em 2012. A participação dos importados nessas compras deve se ampliar em 2013, pois 38,5% das empresas disseram que aumentarão as importações desses itens.

A pesquisa revela também que as indústrias brasileiras estão cada vez mais investindo de olho no mercado interno. Para este ano, 80,6% que anunciaram a disposição de investimentos vão realizá-los somente ou principalmente com o objetivo de atender a demanda doméstica, contra 4,7% que terão como foco o mercado externo, o percentual mais baixo dos últimos dez anos.

Incerteza

O levantamento aponta que 50,2% delas realizaram no ano passado investimentos de acordo com o planejado. Em 2011, tal percentual havia sido maior, de 57,8%. As indústrias de grande porte foram as de maior êxito, com 57,6% atingindo o que haviam previsto.

A principal razão listada pelas empresas para não realizar o investimento planejado em 2012 foi a incerteza econômica, assinalada por 44% delas. A reavaliação da demanda ou a elevada ociosidade do parque industrial veio em segundo lugar.

A pesquisa comprova que o uso de recursos próprios continuou sendo em 2012 a principal fonte de recursos. As empresas haviam previsto participação de 52,9% de recursos próprios no total dos investimentos, mas acabaram utilizando 65,8%. Os financiamentos dos bancos, planejados para responder por 29,3%, atenderam 18%.