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Responda à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais e concorra à camisa do seu time ou uma furadeira

1, dezembro, 2015 1 comentário

Todos os anos NEI realiza um sorteio com os leitores que responderam à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais, única no País. Além de concorrer a prêmios – que desta vez será uma camisa oficial do seu time do coração ou uma furadeira –, você ajuda a equipe de NEI a descobrir e a revelar na edição NEI Top Five as cinco marcas preferidas por categoria de produtos e serviços pelos profissionais da indústria.

Para responder a pesquisa, e concorrer aos prêmios, clique aqui. Não é preciso responder todo questionário, porém para cada marca mencionada, você ganha um cupom. Quanto mais marcas mencionar, mais chances você tem de ganhar. Sua participação é importantíssima! O sorteio será realizado em fevereiro de 2016. Serão contemplados dez leitores.


Soluções para reduzir custos

Esta edição da Revista NEI apresenta as novidades em produtos de duas grandes feiras industriais: a Feimafe 2015, a mais importante da América Latina em máquinas-ferramenta, que acontece em maio, em São Paulo, e que estamos antecipando nessa edição; e a Hannover Messe, da Alemanha, que ocorre este mês, considerada a maior e mais expressiva feira industrial do mundo, focada em soluções para as fábricas inteligentes e energias renováveis.

As seleções de novos produtos desses dois megaeventos, pesquisados pela equipe editorial de NEI Soluções, têm como objetivo levar até você soluções que contribuem para a melhoria de processos e, consequentemente, a modernização do parque fabril, principalmente num momento crítico para a indústria, em que a redução de custos – grande parte proporcionada pela introdução de novas tecnologias – é prioridade número 1.

iconeA adoção de novas máquinas e equipamentos com certeza incrementa toda a atividade produtiva. O momento exige maior eficiência das empresas e também maior responsabilidade ambiental. As crises hídrica e energética atuais, por exemplo, requerem soluções urgentes para uso eficiente da água e energia. A indústria responde por cerca de 43% do consumo de energia elétrica e já está pagando taxas altíssimas pelo seu uso. Economizar é uma medida urgentíssima! Para ajudar a indústria a encontrar produtos que colaborem direta ou indiretamente para a economia desses recursos, vamos identificar com um ícone, a partir dessa edição, máquinas e equipamentos que possuem tecnologias voltadas para esse fim. Serão identificados apenas os produtos divulgados no espaço editorial e selecionados pelos editores de NEI.
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A indústria está preocupada em produzir melhor, com menor custo e de modo mais eficiente e responsável. O momento é de ajuste e requer de cada empresa empenho para rever processos e investir em soluções que proporcionem melhoria contínua de processos, a curto, médio ou longo prazo.

Precisamos, juntos, buscar soluções. Compartilhe conosco o que sua empresa está fazendo para economizar água e energia. Que medidas e novas tecnologias está adotando para o uso eficiente desses recursos? Os cases recebidos serão avaliados pelos editores de NEI e poderão ser divulgados aqui, no blog.nei.com.br, ajudando outras indústrias a superar mais esses desafios. Envie sua sugestão pelo e-mail editornei@nei.com.br.


Mercado de máquinas-ferramenta

O último estudo The World Machine-Tool Output & Consumption Survey, da Gardner Research, apontou previsão de crescimento no consumo mundial de máquinas-ferramenta de 6,2% em 2014, atingindo cerca de US$ 58 milhões. O valor foi baseado nos dados dos 25 países mais consumidores ou produtores do ano, representando 95% do mercado mundial do setor. Se essa projeção se confirmar, significa que os produtores tiveram de investir mais de US$ 73 milhões em máquinas para haver equilíbrio entre a produção e a demanda. Ainda de acordo com as previsões do estudo, no ranking dos maiores consumidores de máquinas-ferramenta, o Brasil ocupa a nona posição e a 17ª colocação na relação de produtores.

Novidades em máquinas-ferramenta serão conferidas em breve na Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, de 18 a 23 de maio, no Anhembi, em São Paulo-SP. NEI adianta algumas novidades nas edições de abril e maio com o objetivo de prepará-lo para o evento. E, como a equipe da Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções estará presente na feira em busca de mais lançamentos, as demais revistas de 2015 também contemplarão as recentes tecnologias do setor de manufatura industrial.


Produtos do NEI.com.br que despertaram maior interesse da indústria

A seção Campeões de Interesse 2014 reúne 66 notícias de produtos que despertaram maior interesse no NEI.com.br entre julho de 2013 e agosto de 2014, indicando as necessidades mais urgentes dos profissionais que participam dos processos de especificação e compra industrial, e que compõem a audiência de NEI.

A metodologia para identificar os mais atrativos produtos começa pela classificação das notícias de produtos, publicadas no período considerado (referentes às edições de julho/13 a junho/14), em um dos 39 segmentos industriais adotados por NEI Soluções. A participação de cada setor depende da quantidade de produtos veiculados no espaço editorial e do total de cliques/ações que cada produto recebeu nos itens: telefone, e-mail, imprimir e site do fabricante. Com o percentual de participação de cada segmento e o número disponível de notícias para a edição, chega-se à quantidade que será republicada. São desconsiderados serviços e produtos
campeões de interesse de 2013.

Você conhecerá esses produtos campeões com as informações atualizadas, já que todas as empresas foram convidadas a encaminhar aprimoramentos técnicos e alterações nos dados cadastrais. Eles estão distribuídos aleatoriamente, sem divisão por setor.

O último estudo revelou uma impressora 3D como supercampeã pela segunda vez consecutiva, o que reafirma a intensa procura por essa tecnologia observada mundialmente.

A reafirmação de interesse por essa tecnologia levou a equipe editorial de NEI a pesquisar o assunto e a consultar especialistas. Clique aqui para saber como está o desenvolvimento da impressão 3D no mundo e no Brasil.


I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.


NEI e Mecânica juntas para o crescimento da indústria nacional

1959
Enquanto a Revista NEI era editada nos Estados Unidos pela Thomas Publishing Company (desde 1933), chegando ao Brasil na década de 1970, Caio de Alcantara Machado com patrocínio do Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo, promoveu a primeira edição do evento, chamado de Feira Mecânica Nacional – FMN, de 14 a 29 de novembro de 1959, no Parque Ibirapuera. Reuniu em 20 mil m2 cerca de 220 expositores nacionais, sendo 50 de máquinas operatrizes, e 200 visitantes em geral. O discurso de abertura do general Stênio Caio de Albuquerque, comandante do II Exército, representando do presidente da República, abordou a expansão do setor industrial, a oferta de subsídios para equipar o Nordeste e as possibilidades de atingir o mercado latino-americano. Entre os destaques do evento, estava o torno de 10 m de comprimento da Promeca. Na ocasião, ocorreu a 3ª Exposição Paulista de Inventores.

1974
Pouco antes da 10ª FMN, em março, foi lançada a Revista NEI no Brasil, já antecipando na edição de junho de 1974 produtos que foram apresentados na FMN. A primeira Revista do mercado industrial, gratuita e interativa (cartão resposta), que começou com tiragem de 25 mil exemplares (hoje mais de 68 mil), nasceu na época em que havia incentivo à indústria local, surgindo necessidade de divulgar os produtos e aproximar vendedores e compradores. Naquele ano, a FMN, já bianual desde 1966, foi realizada de 12 a 21 de junho (duração reduzida para dez dias em 1972), no Anhembi (local desde 1972) pela sexta vez com a 6ª Feira da Indústria Eletroeletrônica – FEE (origem da FIEE). Totalizou 268 expositores e 45 países compradores – o número de participações internacionais crescia a cada edição.

1994
Dois anos após a primeira Revista NEI Top Five, que reunia os resultados da Pesquisa de Preferência de Marca (lançada em 1981), o evento, em sua 20ª edição, teve seu nome alterado para Feira Internacional da Mecânica (originou a Feimafe em 1989 e Feiplastic em 1987, antiga Brasilplast), sendo realizado em seis dias. De 21 a 26 de março, reuniu 1.284 expositores, sendo 612 internacionais (dobro da edição anterior), e 132.500 visitantes nacionais e 1.238 estrangeiros, em 35 mil m2, destinando 2 mil m2 para a 5ª Feira Latino-Americana de Subcontratação Industrial. Desde 1978, estava crescendo a participação de pequenas e médias empresas. Como tradição, nas edições de fevereiro e março de 1994, a Revista NEI antecipou os lançamentos da feira.  

2012
Além de antecipar as novidades da 29ª Feira Internacional da Mecânica, realizada de 22 a 26 de maio em 85 mil m2 do Anhembi, em duas edições, no mesmo ano houve reformulação do NEI.com.br, trazendo novas funcionalidades e novo leiaute, e lançamento da versão tablet, somando ao conjunto de mídias da editora (ao longo dos anos a Revista originou: NEI.com.br em 2006, versão móbile, Blog NEI, NEI News e serviços de internet). Em 2012, pela primeira vez a equipe editorial produziu reportagens em vídeo durante o evento para divulgação nas mídias digitais; antecipou no Blog NEI – diariamente semanas antes e durante o evento –, notícias de lançamentos e da feira em geral; e preparou NEI News especial pós-evento. Além de todo trabalho editorial, NEI também participa como expositora. Naquele ano, a feira reuniu 2.100 marcas expositoras, de 25 setores, e 109 mil visitantes qualificados, número que bateu o recorde de 2010, vindos de 60 países.


Modernizar ou modernizar. Não tem jeitinho nem plano B

Em 1974, quando a TL Publicações lançou Noticiário de Equipamentos Industriais – NEI, não se falava tanto em interatividade como hoje, mas colocá-la a serviço de fornecedores e usuários de máquinas e equipamentos industriais era a principal missão da nova revista. Ela permitia aos leitores conhecer as novidades lançadas pelos fabricantes e, ao mesmo tempo, criava o canal em que podiam revelar e até graduar seu interesse pelos produtos – o sistema de cartões-consulta.

Na motivação fundamental desse encontro dos dois lados do mercado, está a permanente necessidade de ganhar competitividade pela modernização dos processos de produção e de gestão industrial.

Essa motivação e essa necessidade continuam as mesmas, fortes e inevitáveis, porque são parte do DNA do mercado. O que mudou e continua mudando são as maneiras de aproximar usuários e fornecedores de bens e serviços industriais.

Para atender ao desafio dessas mudanças reunimos, sob a marca de NEI Soluções, mídias e serviços, impressas e digitais, que compartilham atualmente com a revista a missão de aproximar usuários e fornecedores industriais. Agora, viabilizando uma interatividade turbinada pela eletrônica.

Todas as pesquisas dentro do universo da indústria e todas as vozes que a representam nos diferentes escalões empresariais dizem que é hora de se modernizarem os processos de produção e os métodos de gestão. E dizem em tom de urgência, que não admite adiamentos.

Essas vozes e as pressões que elas refletem inspiram nosso projeto de celebrar os 40 anos de NEI, ampliando nossa contribuição ao esforço de modernização da indústria. Para concretizar essa contribuição, NEI e outras mídias de NEI Soluções incluirão, ao longo de 2014, artigos especiais sobre diferentes temas e tecnologias que estão modelando as fábricas do futuro. Eles estão bem alinhados com a missão assumida desde 1974 e têm relevância e urgência adicionais num contexto de acelerada transformação tecnológica e econômica, em dimensões nacional e global.

No limiar de nosso 41° ano, continuaremos a produzir a informação confiável que, em 1974 como hoje, é o insumo crítico de toda a indústria, independente de seu porte ou produto. Por isso nós continuaremos a pesquisá-la em escala mundial, selecioná-la segundo necessidades imediatas da indústria e a divulgá-la através de mídias que servem às diferentes conveniências e urgências dos profissionais da indústria.

Afinal – e como resumo – modernizar é o caminho para maior produtividade, melhor qualidade, menores custos. Não existe plano B capaz de enfrentar a concorrência global que se agiganta dia a dia nos mercados interno e externo.


Investir para modernizar

O recém-concluído Estudo 2013/2014 de Intenção de Compra da Indústria Brasileira, realizado por NEI Soluções, revela que serão investidos mais de US$ 338 milhões nos próximos meses na aquisição de máquinas e equipamentos, apenas por uma pequena parcela (0,9%) de sua audiência. A previsão registra a intenção de mais de 1.400 especificadores e compradores que trabalham na indústria, 67% deles em empresas fabricantes. O setor de máquinas, por exemplo, que inclui as operatrizes e as especiais, é o que registrou maior interesse, com 40%. Esse índice reafirma a importância das máquinas-ferramenta no parque fabril, afinal a produtividade e a qualidade dos produtos dependem basicamente de seu desempenho.

Estamos em novembro e, nesta época, a maior parte das empresas já iniciou seu planejamento para 2014, prevendo investimentos em novas máquinas e equipamentos, ampliações, reformas e modernização. É a hora de buscar novas tecnologias que ajudem a otimizar processos e atualizar o parque fabril. Sem investimento em modernização, é cada vez mais difícil manter-se competitivo. Pela identificação dos produtos que serão adquiridos nos próximos meses, apontados no estudo, a equipe editorial de NEI Soluções mensura a importância de cada segmento e direciona a pesquisa de novos equipamentos e novas máquinas. Publicamos, portanto, conteúdo direcionado às suas necessidades e aos seus interesses, todos os meses.

Na seção de novembro, você conhecerá 47 produtos relacionados a hidráulica e pneumática. Acesse aqui.

Praticamente todos os setores industriais utilizam tecnologias de hidráulica e pneumática nas operações mecânicas de movimentação ou aplicação de força ou pressão. A incorporação da informática e da eletrônica nos produtos e os avanços na área de materiais têm permitido evoluções importantes nessa área. A necessidade de integração dos dispositivos hidráulicos e pneumáticos com sistemas automáticos é ainda um grande desafio, e apontada como uma tendência para os próximos anos.


NEI divulga artigo sobre o uso do carvão vegetal na indústria

carvao vegetalAcaba de ser publicado no NEI.com.br o artigo de José Dilcio Rocha, engenheiro químico e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Agroenergia, “Onde está a inovação tecnológica no setor siderúrgico a carvão vegetal?”.

Alternativamente ao coque de carvão mineral na produção de aço, pode ser usado o carvão vegetal, um coque renovável. Produzir o “aço verde” a partir de ferro-gusa com carvão vegetal, o biorredutor, é uma especialidade brasileira que merece a atenção do setor público e privado. A cadeia produtiva do carvão vegetal está ligada às demandas ambientais, sociais e econômicas.

Conheça a proposta do autor, clique aqui e leia o artigo.


Feimafe 2013: mais de 60 novos produtos que ajudarão sua empresa a inovar

Centro de usinagem universal de 5 eixos, máquinas sem hidráulica, troca de ferramentas livre de cavaco e o conceito de carga e descarga das máquinas com trocador de peças linear são inovações do setor de máquinas-ferramenta

Novas tecnologias relacionadas a máquinas-ferramenta, automação, controle de qualidade integrado à fabricação, dispositivos, componentes e ferramentas permeiam a 14ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe, que acontece de 3 a 8 de junho no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Neste mês, você tem a oportunidade de conhecer mais 63 novos produtos que serão destaque neste evento, o maior do setor metalmecânico na América Latina, pesquisados pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções. Somados aos 43 produtos divulgados em maio/13, na seção Pré-Feimafe, são mais de 100 novas máquinas e equipamentos desenvolvidos para otimizar os processos fabris, disponíveis também em NEI.com.br.

A Feimafe 2013 acontece em meio a desafios tecnológicos e sinais de retomada da indústria brasileira. Para André Luís Romi, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, são muitos os obstáculos do setor, desde investir pesado em Pesquisa & Desenvolvimento até elevar a qualificação dos profissionais. O desafio maior, porém, é estar em condições de igualdade para competir com as indústrias estrangeiras. “Hoje o fabricante nacional questiona até onde vale a pena fabricar no Brasil ou importar o produto final. Quando decide pelo importado, fatalmente não investirá na produção local e, consequentemente, dispensará a compra de máquinas-ferramenta, nacional ou importada”, avalia, criticando o sistema tributário. Para aumentar sua competitividade, é preciso também investir mais em inovação. Segundo o último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 48ª posição, atrás de países como Brunei, Azerbaijão e Malta.

As inovações mais recentes do setor
Presente em praticamente 100% dos processos de fabricação, o setor de máquinas-ferramenta também é cobrado por atualizações, principalmente inovações tecnológicas vinculadas a questões ambientais. De acordo com Marcelo Otávio dos Santos, professor de engenharia mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia, os mais novos desenvolvimentos do setor, como os centros de usinagem universais que podem tornear e fresar com altíssima velocidade e precisão, máquinas sem hidráulica e o conceito de carga e descarga das máquinas com trocador de peças linear, vêm acompanhando – e atendendo – essas exigências.

Como forte tendência, ainda segundo o professor, o centro de usinagem universal de 5 eixos oferece uma vantagem significativa: a peça a ser usinada pode ser posicionada através do giro do eixo A, na horizontal ou inclinada para baixo, de forma que o cavaco possa cair fora da peça. Já nas máquinas convencionais com fuso e eixo B verticais, o cavaco permanece no interior das peças, dificultando o processo.

“Outra inovação tecnológica é a troca de ferramentas livre de cavaco. Hoje, as máquinas com nariz do fuso “inteligente” garantem alta precisão na troca de ferramenta. Os sensores instalados no nariz do fuso detectam e avaliam qualquer deformação assimétrica provocada pelo cavaco no ponto de fixação da ferramenta. E, via sinais de radiofrequência, as informações são transmitidas ao comando da máquina, que sinaliza a situação de erro para a troca de ferramenta”, diz Santos.

Os sinais de retomada
Segundo pesquisa interna da B. Grob do Brasil S.A, atualmente as máquinas-ferramenta produzidas no Brasil para o mercado nacional representam 95% dos pedidos firmados, ficando apenas 5% para a exportação. Tradicionalmente as exportações dos fabricantes do setor representavam cerca de metade da sua produção, mas a valorização do real em relação ao euro e a elevada demanda interna mudaram esse cenário. Na contramão, em 2012, 77,6% das máquinas-ferramenta consumidas pelo Brasil foram importadas e somente 22,4% produzidas no País.

Os dados são preocupantes em termos de produção nacional, mas números recentes divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES indicam sinais de retomada. Os desembolsos do banco para a indústria somaram R$ 13,5 bilhões no primeiro trimestre de 2013, alta de 109% na comparação com o mesmo período de 2012. O volume é o mais alto da história do BNDES para um primeiro trimestre, com destaque para os desembolsos ao setor de máquinas-ferramenta, que cresceu 135% no período.

As liberações automáticas, por meio da Finame, para máquinas e equipamentos atingiram R$ 16,3 bilhões, indicando crescimento de 70% em relação ao mesmo período de 2012. Desse total, R$ 4,8 bilhões foram destinados a “equipamentos não transporte”, representando alta de 90% em relação a janeiro/março do ano passado. Nessa categoria estão segmentos fundamentais à expansão industrial, como o de  maquinário de caldeiraria (596%), máquinas-ferramenta (135%) e máquinas para movimentação de carga (115%).

Os fortes desembolsos para o setor de bens de capital justificam a importância do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, que oferece taxas mais baixas para a aquisição de máquinas e equipamentos. Só os desembolsos do PSI, entre janeiro e março, somaram R$ 20,2 bilhões.