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Textos com Etiquetas ‘Logística Reversa’

Nova resolução define o descarte de lâmpadas

 O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC, Marcos Pereira, assinou, este mês, a Resolução nº 1/2016 do Conselho Nacional do Inmetro (Conmetro), que elimina a última barreira para a implantação do sistema de descarte – após o uso pelo consumidor (logística reversa) – de lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e seus componentes. A nova resolução já foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a legislação brasileira, o  produto não pode ser recolhido pelo  serviço público de limpeza urbana. A obrigação passa a ser dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, informa o MDIC. A iniciativa contou com o apoio do setor privado, representado pela Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e pela Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi). A resolução também confere ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) o controle e a fiscalização dos importadores e suas obrigações.

A logística reversa prevê que os produtos descartados retornem à cadeia produtiva para reaproveitamento, reciclagem ou destinação ambientalmente adequada.

 Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC.

 


FEA-RP/USP lança livro sobre resíduos sólidos

livro_rudineiAcaba de ser lançada pela Editora Manole a obra “Resíduos sólidos no Brasil: oportunidades e desafios da lei federal nº 12.305 (Lei de Resíduos Sólidos)”. Organizado pelo Centro de Informações Tecnológicas e Ambientais em Resíduos – Citar, ligado à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo – FEA-RP/USP, o livro foi escrito por Rudinei Toneto Júnior, professor titular da FEA-RP; Carlos César Santejo Saiani, docente da Universidade Federal de Uberlândia; Juscelino Dourado, diretor executivo do Instituto Estre de Responsabilidade Socioambiental; e outros especialistas.

A publicação aborda pontos como educação ambiental, logística reversa, tecnologia, coleta seletiva, planos municipais de gestão integrada e aterro sanitário. É indicada para acadêmicos e gestores que queiram implantar ações adequadas para esse campo no Brasil.


2ª edição de livro sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos é lançada hoje em SP

Gestão de Resíduos SólidosA segunda edição da obra “Gestão de Resíduos Sólidos: o que diz a lei” será lançada hoje, na Livraria da Vila (Al. Lorena, 1.736), em São Paulo, a partir das 19 horas. A autoria é de Carlos Silva Filho, diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe; e Fabricio Soler, advogado especialista em gestão ambiental pela Universidade de São Paulo. O lançamento contará com palestra sobre o tema ministrada pelos autores.

O livro apresenta abordagem didática e interpretação concisa da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS para amparar o trabalho, o estudo e a pesquisa de profissionais de diversas áreas.

O gerenciamento de resíduos sólidos abrange destinação, disposição, logística reversa, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, gerenciamento, acordo setorial, termo de compromisso, desenvolvimento tecnológico, gestão empresarial, ecodesign, aterro sanitário, unidade de recuperação de energia, coleta seletiva, cooperativa de catadores, reciclagem e padrões sustentáveis de produção e consumo.


Começa na segunda o 1º Simpósio de Adequação da Indústria à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305)

13, março, 2013 1 comentário

Baseado nas visões e experiências de especialistas do setor, o simpósio pretende oferecer análises detalhadas sobre como a indústria deve se posicionar frente às obrigações legais, penalidades e outros pontos questionáveis presentes na Lei 12.305 sobre resíduos sólidos. Os desafios para a adaptação da indústria à logística reversa e a distribuição das responsabilidades a todos da cadeia produtiva também serão debatidos.

Dentre os temas abordados está a importância da logística reversa. Álvaro Goulart, gerente de segurança da Embratel, apresentará o case de sucesso do projeto de logística reversa de 2.500 nobreaks de um dos clientes da empresa. Goulart explicará como o conceito do Programa de Responsabilidade Ambiental Compartilhada – PRAC ajudou seu cliente a manter o equilíbrio entre a viabilidade econômica e as questões ambientais.

A inscrição custa R$ 2.190,00 e inclui acesso ao simpósio, estacionamento, material, apresentações dos palestrantes, coffee break e almoço executivo nos dois dias do evento.

Para conferir a programação completa, acesse aqui.


Logística reversa: um recomeço imposto pela sustentabilidade

Corporações de todos os portes iniciam diferentes movimentos em prol da preservação do meio ambiente, e a logística reversa adquire maior importância, tanto no contexto internacional quanto nacional. O termo moderno nada mais é do que o retorno dos materiais do consumidor de volta à cadeia produtiva, o que também pode ser tratado como ciclo da reciclagem.

No Brasil, as práticas de gestão da Tetra Pak demonstram que é possível conciliar sucesso empresarial com uma postura social e ambientalmente responsável. Nos últimos anos, as principais frentes de trabalho da empresa no País têm sido o fomento às iniciativas de coleta seletiva das embalagens pós-consumo, o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e sua transferência para empresas recicladoras, a educação ambiental e a busca pela utilização de fontes de energia limpas e matérias-primas renováveis.

Após anos de trabalho, atualmente a Tetra Pak tem uma rede de parceiros que conta com mais de 600 cooperativas cadastradas no site Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br), que recebem embalagens longa vida de todo o País. Além disso, 33 fábricas recicladoras transformam o papel, o plástico e o alumínio contido nas embalagens em papel reciclado, canetas, vassouras, telhas e materiais de escritório, entre outros. No ano passado, mais de R$ 70 milhões foram gerados por toda essa cadeia recicladora. E esse número poderia ser quadriplicado, já que atualmente apenas 27% das embalagens são recicladas.

Atualmente o maior gargalo para aumentar a reciclagem de nosso País é a coleta seletiva. Isso acontece porque as embalagens descartadas e destinadas ainda não formam volume suficiente do material para atender a demanda das indústrias recicladoras já existentes. É um mercado potencial a ser desenvolvido, que trará geração de emprego e renda.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, será obrigatória a logística reversa, ou seja, o retorno de embalagens e outros materiais à produção industrial após consumo e descarte pela população, possibilitando seu reaproveitamento, principalmente pelas cooperativas e associações de catadores. As empresas passam a responder por seus resíduos desde a fabricação até a comercialização e distribuição de seus produtos.

Crédito:
Artigo redigido por Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.


Indústria se prepara para o novo plano de resíduos sólidos

29, dezembro, 2011 Deixar um comentário

Para promover o descarte de lixo de forma adequada foi estabelecido pela Lei 12.305 de 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. O plano pretende colocar em prática o recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos sobre responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e Poder Público, entre outros geradores. O objetivo do PNRS é de fazer um gerenciamento de resíduos priorizando a sequência de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e descarte adequado dos materiais.

De acordo com levantamento de 2010 da Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais dos 60.868 milhões de toneladas de lixo produzidos por ano no País, 57,6 % vão para aterro sanitário, 24,3% aterro controlado e 18,1% para o lixão. Já pesquisa do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que apenas 2,4% dos resíduos urbanos são reciclados e que programas de coleta seletiva está presente em 8% dos municípios brasileiros. As perdas estimadas pela falta de reaproveitamento de materiais descartado giram em torno de R$ 8 bilhões anuais.

Um dos pontos discutidos no PNRS é o conceito de logística reversa no qual determina que os consumidores devolvam aos produtores as embalagens utilizadas ao invés de jogar em lixões. Após o descarte caberá ao gerador a adoção de políticas de reaproveitamento dos produtos ou a destinação ambientalmente adequada. Para Ricardo Martins, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Distrital Leste é importante que a implantação do programa seja feita por etapas com a elaboração de um cronograma que atenda as especificidades de cada setor. “O principal desafio do plano é envolver todos os participantes desse processo, ou seja, definir o papel de cada um na cadeia produtiva para que a implantação da legislação tenha efeitos positivos”, ressalta.

Segundo Martins a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem muitas especificações que os produtores terão que atender a partir de 2014. Entre eles:

  • Diagnóstico de origem, volume, caracterização e passivos ambientais (a empresa é responsável pelos danos causados por ela).
  • Atendimento das normas dos órgãos como Sisnama – Sistema Nacional de Meio Ambiente, SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Suasa – Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.
  • Metas e procedimentos para a minimização da geração de resíduos e à reutilização e reciclagem.
  • Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes.

Programa de recolhimento de Pilhas e Baterias atende Resolução Conama 401

11, outubro, 2011 1 comentário

Em novembro de 2010, a ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, iniciou a implantação do programa de Logística Reversa de pilhas e baterias de uso doméstico, conforme estabelecia a Resolução Conama 401. O programa, que está em fase de consolidação e expansão, prevê o recebimento, em todo território nacional, das pilhas usadas, devolvidas pelo consumidor ao comércio, e seu encaminhamento, por meio de transportadora certificada, a uma empresa que faz a reciclagem desse material.

Para implantação da logística, houve um cuidado especial dos fabricantes no sentido de buscar uma auditoria externa para prévia avaliação do processo de destinação final dos produtos pós-uso.

Desta forma, a GM&C, empresa de logística contratada pelos fabricantes e importadores legais, cumpre estritamente todas as exigências para o transporte dos produtos. O custo do transporte das pilhas recebidas nos postos de coleta é de responsabilidade das empresas fabricantes e importadoras.

As pilhas e baterias de uso doméstico coletadas nos postos de recolhimento estão sendo encaminhas à empresa Suzaquim Indústria Química, localizada na região metropolitana da Grande São Paulo, e os custos desta destinação final também são arcados pelos fabricantes e importadores.


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Por meio de parcerias com empresas do setor varejista, o programa já conta com mais de mil postos de coleta espalhados por todas as capitais e grandes cidades do país, e tem o objetivo de aumentar a capilaridade para atender cada vez melhor as demandas. A operação contempla todas as pilhas e baterias de uso doméstico comercializadas no país, porém de forma diferente. As pilhas das marcas que participam do programa e que fazem parte do grupo da Abinee (Bic, Carrefour, Duracell, Energizer, Elgin, Kodak, Panasonic, Philips, Pleomax, Qualita, Rayovac e Red Force) seguirão todos os trâmites normais.

As demais, que forem devolvidas no mesmo lote, terão tratamento específico. Se forem regulares, a ABINEE notificará a marca responsável para que assuma seu passivo. Porém, se forem ilegais, as autoridades de órgãos como o Ibama, Polícia Federal, Receita Federal e o próprio MMA serão informadas para que adotem as medidas cabíveis.

O sucesso do programa está diretamente ligado à adesão do consumidor. Primeiro, evitando a compra de pilhas e baterias clandestinas e depois, devolvendo suas pilhas usadas ao comércio, que por sua vez tem que encaminhá-las aos postos de recebimento da indústria para que se providencie a destinação final.

Veja aqui, a relação dos postos de recolhimento.


Municípios brasileiros terão de implantar sistemas de gestão de resíduos até 2014

19, setembro, 2011 1 comentário

Nova lei determina a correta disposição de resíduos e obriga as empresas a implementarem sistemas de reciclagem e logística reversa

A partir de 2014, os lixões a céu aberto serão proibidos no País. Com essa imposição legal, todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para fazer o descarte ambientalmente correto. Atualmente, o serviço de coleta seletiva está presente em apenas 18% das cidades brasileiras, porque ela ainda não é obrigatória  em nosso País. Nos grandes cidades brasileiras, cada cidadão produz, em média, um quilo de resíduo por dia.

O lixo é hoje um dos mais graves problemas ambientais do Planeta. A destinação incorreta do lixo nas cidades, por exemplo, entope bueiros, agravando o problema das enchentes que têm resultado em várias tragédias nas cidades no período de chuvas. O Brasil produz por dia mais de 183 mil toneladas de lixo urbano. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem desse lixo. Mesmo assim, grande parte dessa riqueza vem sendo desperdiçada.

Para discutir soluções e disseminar exemplos e as boas práticas que já surgiram no País, a Planeja & Informa Comunicação e Marketing realizará, no próximo dia 20 de outubro, no Rio de Janeiro, o workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”. O evento tem como tema central as soluções e tecnologias para as empresas e administrações municipais que terão de se adaptar às mudanças introduzidas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Entre os temas abordados no evento, estão os desafios a serem enfrentados pelas cidades ao transformar os grandes lixões em aterros sanitários. Pela nova lei os lixões a céu aberto serão proibidos no país a partir de 2014 e todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para fazer o descarte ambientalmente correto. O desafio se mostra gigantesco quando a coleta seletiva atualmente se encontra implementada em apenas 18% das cidades brasileiras.

Tecnologias e soluções para esse novo conceito de gestão serão apresentadas no evento junto a casos de sucesso de cidades do Brasil e até de outros países. Além disso, o financiamento para a gestão integrada de resíduos e a produção de energia a partir do biogás gerado pelo Esgoto Sanitário estão entre os temas abordados no evento.

A nova política se baseia na máxima dos “três erres”: redução, reuso e reciclagem. Por isso, entra em foco o estudo do ciclo de vida das mercadorias que acabam se tornando resíduo sólido em algum momento. De acordo com um estudo encomendado ao Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar o resíduo que é encaminhado aos aterros e lixões das cidades.

A questão do lixo precisa, portanto, envolver todos os cidadãos, empresas, Academia e Poder Público na busca de soluções que evitem que os resíduos sejam descartados de forma inadequada, contaminando solos, rios, córregos e mares, provocando doenças e prejuízos para o meio ambiente.

O workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos” tem este objetivo: debater e buscar modelos, soluções e experiências que possam ser difundidas por todo o País, de forma séria e criativa, apontar as fontes de recursos e mecanismos destinados a buscar a capacitação dos gestores públicos e privados, além do engajamento da sociedade.

Para participar do workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 2011”, solicite o formulário de inscrição pelo e-mail cristiana.iop@planejabrasil.com.br ou ligue para (21) 2262-9401/ 2244-6211. As vagas são limitadas.

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Lições Aprendidas, Logística Reversa e Equipamentos para Reciclagem: um olhar multicultural.

7, junho, 2011 1 comentário

Entrevista realizada pela Profa. Dra. Ana Paula Arbache com o representante da empresa espanhola IMABE IBERICA, sr. Javier Toríbio – Maio de 2011.

Assuntos voltados à logística reversa são de grande interesse para empresários que buscam aliar esta prática ao lucro da empresa. A partir de uma demanda legal, as empresas estão se empenhando para usá-la de forma estratégica e inteligente, buscando aliados para gerar regularidade ambiental e lucro em sua cadeia produtiva. Uma vez que estamos vivenciando, cada vez mais, a troca multicultural de lições aprendidas, procurei conhecer um pouco mais as questões relativas à logística reversa e os equipamentos que podem contribuir para sua prática, a partir de uma empresa espanhola. Em recente entrevista com um representante de máquinas para reciclagem advindas da Europa, foram apresentadas as especificidades e “vantagens” que podem ser agregadas às práticas de logística reversa em nosso cenário. Os questionamentos abaixo foram discutidos com Javier Toríbio Miquel, que representa a IMABE IBERICA no Brasil, e o foco incidiu na questão da viabilidade econômica e na integração das práticas de logística reversa.

O que são e para que servem

A maquinaria da que falamos são máquinas e equipamentos para a recuperação de materiais recicláveis (sucatas, papel, plástico, RSU e RSI) em benefício do meio ambiente e dos processos industriais.

Vantagens dos equipamentos de reciclagem da Europa

• Experiência de mais de 40 anos na fabricação.

• Tecnologia de primeira linha e de vanguarda utilizada na fabricação dos equipamentos.

• Fabricação com aços especiais, para que os equipamentos tenham uma longa vida.

Viabilidade economica

• O custo econômico pela compra dos equipamentos é recuperado em curto prazo.

• No caso da maquinaria para o tratamento de sucata, papel, papelão, etc., consegue-se valorizar o material recuperável e seu preço no mercado é maior, além de contribuir para uma poupança energética (eletricidade, combustível etc.).

• As plantas de reciclagem de RSU não são viáveis economicamente, porque o preço dos materiais recuperados é oscilante; seria viável se fosse imposto um sistema de pagamento de um fee de reciclagem de todas as empresas a um órgão gestor, tal como sucede na maior parte dos países europeus (www.ecoembes.com (Espanha), www.pontoverde.pt (Portugal)).

O que as empresas podem fazer com esses equipamentos para integrar a gestão de logística reversa

• Têm que incorporar os equipamentos como uma parte a mais de seu processo de produção e utilizá-los para reciclar aqueles elementos que foram postos em circulação no mercado como bens de consumo.

• Com a incorporação dos equipamentos, consegue-se minimizar o custo de tratamento dos materiais recicláveis e isso influi no consumo de outras energias, como elétrica ou combustível.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.


Logística Reversa no Brasil – Lições Aprendidas Cinco empresas apresentam suas práticas e os desafios futuros – Parte II

28, dezembro, 2010 3 comentários

Vale destacar algumas lições aprendidas por empresas que aderiram ao descarte correto, antecedendo a legislação. Abaixo, algumas experiências:

Dell

Desde 2006 – Sistema de coleta de eletrônico e acessório aos clientes brasileiros (não corporativo) agendada pela internet. O cliente embala o que tem para descartar e uma transportadora leva os resíduos para reciclagem – Programa fácil, conveniente e gratuito.

Itautec

Programa de Reciclagem – recolhe equipamentos e os desmonta. Plástico, vidros e peças de alumínio, entre outros materiais. Esses são enviados para recicladores brasileiros. Do total recolhido, já reciclaram 97% no Brasil. Os custos do Programa de reciclagem somam 1 milhão de reais.

UMICORE

Reprocessadora Belga com filial brasileira – recolhe peças para reciclagem na Bélgica. Também recicla baterias e catalisadores, recupera até 17 tipos de metais, como ouro, prata, paládio, cobre e estanho, nos diferentes processo. A área de recuperação de metais representa 21% das receitas mundiais da empresa. A UMICORE não faz a operação no Brasil por falta de volume para fazer a recuperação.

VIVO

Serviço de reciclagem de celulares em 3.400 pontos de coleta em lojas próprias e revenda – do total de aparelhos trocados, somente 5% são – pois parte do que não é coletado deve estar guardada ou foi repassada para alguém.

HP

Possui 55 centros de coleta espalhados pelo País. Em 2009, reciclou 750 toneladas de plástico, 2 toneladas de baterias, 370.000 cartuchos de tinta e 75.000 toners. Para o especialista da empresa, o custo da logística reversa é cara em um país com o tamanho do Brasil.

Descarte Certo

A empresa atua na ponta da cadeia com o consumidor. Vende um serviço de coleta e reciclagem nas lojas do Carrefour e pela internet, como se fosse garantia estendida. A empresa recicla, desde celulares (R$ 9,90), até geladeiras (R$ 152,90).

Fonte: Guia Exame Sustentabilidade 2010.

Muitas discussões estão embutidas no cenário da logística reversa em nosso país. As variáveis, como o custo logístico, o ciclo de vida dos produtos, as pesquisas e o desenvolvimento de produtos mais aderentes à demanda da sustentabilidade, as culturais organizacionais e a atuação dos líderes devem ser consideradas. Um dos fatores mais significativos é a educação. O investimento em educação, seja em ensino fundamental e médio ou em educação corporativa, será decisivo para mudar o hábito e o engajamento compromissado da sociedade em torno do tema. Hoje, podemos reconhecer um banco de lições aprendidas na área, ainda precário, mas que nos viabiliza um melhor desempenho em projetos de descarte de produtos aliados à sustentabilidade.

Conheça produtos ligados à reciclagem e logística reversa.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.