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Textos com Etiquetas ‘logística’

Fabricante alemã de equipamentos de movimentação planeja produção local no Brasil

O volume acumulado de investimentos alemães no Brasil é estimado em UU$ 25 bilhões. Das mais de 1.200 empresas de origem alemã instaladas no País, cerca de 800 delas estão sediadas na Grande São Paulo, região com a maior concentração de companhias alemãs no mundo. É o que mostram os dados da Câmara Brasil-Alemanha – AHK.

Para somar e consolidar melhor a presença de empresas alemãs nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a Jungheinrich, grupo alemão focado na fabricação de máquinas e equipamentos de movimentação, está com estudo em andamento para realizar produção local no País, aumentando ainda mais a competitividade do setor. Atualmente, a empresa atua apenas com mediadores e vendas diretas no Sul e Sudeste.

O plano de fabricação local está em fase inicial. Segundo Markus Grallert, diretor da Jungheinrich no Brasil, a equipe ainda analisa as particularidades do mercado brasileiro. “Enquanto na Europa e nos Estados Unidos se usa mais máquinas elétricas, no Brasil, os caminhões a combustão representam cerca de 70% do mercado. Os clientes ainda priorizam equipamentos mais econômicos em relação à aquisição e manutenção”, comenta o diretor sobre uma das particularidades já apontadas pelo estudo.

Indústria de bens de capital mecânicos prevê bons negócios este ano

De janeiro a novembro de 2011, o faturamento da indústria nacional de bens de capital mecânicos foi de R$ 73.688 milhões, o que representa crescimento de 9,4% se comparado ao mesmo período de 2010. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq. Segundo a entidade, a indústria, que hoje emprega cerca de 263 mil profissionais, está capacitada para atender os projetos de infraestrutura previstos para este ano e os próximos.

Ainda de acordo com a associação, de janeiro a novembro de 2011, o Brasil exportou US$ 10.697 milhões, aumento de 29,2% sobre o mesmo período de 2010. Os setores que mais tiveram aumento na exportação de máquinas e equipamentos foram os de máquinas para logística e para construção civil, que juntos atingiram 42,5%; seguidos pelos setores de máquinas para infraestrutura e para a indústria de base (ambos somaram 22%). Os dados completos de 2011 serão divulgados apenas no próximo mês.

Em 2012, Petrobras investirá R$ 8,26 bilhões na área de abastecimento

23, dezembro, 2011 Deixar um comentário

Na última quarta-feira, dia 21/12, a Petrobras anunciou seus investimentos para o próximo ano. A meta é aumentar 56% a capacidade de hidrotratamento e 18% a conversão de resíduos. Os investimentos, que atingirão R$ 8,26 bilhões, preveem a melhoria da qualidade de combustíveis, aumento da margem de lucro, 18 novas unidades operacionais nas refinarias, adequação ambiental das unidades, eficiência energética e flexibilização da produção de derivados.

Para minimizar os impactos ao meio ambiente, novas unidades de hidrotratamento entrarão em operação, permitindo que, a partir de janeiro de 2012, a Petrobras amplie o fornecimento do diesel S-50, combustível com baixo teor de enxofre, para todos os Estados brasileiros. A utilização do diesel S-50 nos novos motores resultará na redução de, no mínimo, 80% da emissão de poluentes.

A crescente demanda de voos domésticos e internacionais e as perspectivas de melhoria de infraestrutura da malha rodoviária e hidroviária também entraram na pauta de investimentos da Petrobras, prevendo um aumento de produção e vendas de querosene para aviação, asfalto e bunker (óleo combustível para navios).

 

Região nordeste em alta

Os novos empreendimentos da Petrobras no mercado nacional de derivados serão focados para as diversas unidades auxiliares das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, conclusão da terraplenagem da Premium I, no Maranhão, e recebimento, cercado do terreno e início da terraplenagem da Premium II, no Ceará. Além dos investimentos no nordeste, a região sudeste será contemplada com a conclusão das obras civis e estradas de acesso, aceleração das atividades de construção e montagem e início da implantação logística externa da primeira refinaria do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj.

 

Logística

Em 2012 será entregue o primeiro navio, dentre os 39 já contratados, do programa EBN, que prevê a construção de navios por Empresas Brasileiras de Navegação. Já na refinaria Potiguar Clara Camarão – RPCC, está previsto o lançamento de duto submarino da refinaria até um quadro de boias.

 

Petroquímica

No início do próximo ano, na primeira unidade do Complexo Petroquímico Suape, em Pernambuco, começará a produção nacional de Ácido Tereftálico Purificado – PTA. O PTA é o termoplástico que apresenta as maiores projeções de crescimento no mundo, sendo a base da cadeia de poliéster. No segundo semestre, os investimentos serão voltados para a unidade de PET, dobrando sua produção para 450 mil toneladas/ano.

 

GLP e C5+

Visando ao aumento da capacidade de escoamento de líquidos de gás natural, serão concluídos dois terminais da GLP (gás de cozinha) e C5+ (combustível natural da indústria química) em Barra Bonita, no Espírito Santo, e nas Ilhas Redonda e Comprida, no Rio de Janeiro.

Competitividade do papel é desafio para a indústria brasileira

2, setembro, 2011 Deixar um comentário

Segundo a ABTCP, investimentos em máquinas, recursos humanos e logística são fundamentais para o produto nacional.

O aquecimento da economia do Brasil, alavancada muito em função da melhora do poder aquisitivo do brasileiro, tem garantido o bom desempenho de consumo de papéis, principalmente aqueles para embalagens e também o tissue (para fins sanitários). No entanto, para manter a competitividade do papel nacional, o setor terá de investir mais fortemente em renovação de equipamentos, no desenvolvimento de novos produtos, na produção em larga escala, bem com inovar no modelo de negócio. De acordo com a ABTCP – Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel, o desafio é transferir para o papel toda a competitividade da celulose brasileira, tanto no mercado interno como no internacional.

A alta produtividade das florestas plantadas de pinus e eucalipto, a qualidade da madeira, a eficiência energética das fábricas, e os recursos humanos altamente qualificados em tecnologia da madeira, celulose e papel, são fatores favoráveis, que podem ser revertidos ao papel brasileiro. No entanto, desafios devem ser superados para incrementar a competitividade da fabricação de papel no Brasil, através de intervenções estratégicas identificadas pela ABTCP em diferentes aspectos.

Segundo o gerente técnico da entidade, Afonso Moura, a logística é um grande desafio para o segmento de papel, pela dificuldade de movimentação, já que o produto requer cuidados especiais de transporte e armazenamento. “A falta de canais de distribuição eficientes que permitam a comercialização no mercado interno e no externo é um empecilho, pois as fábricas normalmente estão distantes dos consumidores e isso dificulta o fornecimento imediato do produto”, aponta ele.

As condições precárias primordialmente de rodovias e portos nacionais acabam por encarecer o transporte doméstico e para o Mercosul do papel, o que resulta em perda de competitividade para similares importados. “Desta maneira, há a necessidade de portos especializados, transporte de cabotagem, hidrovias, serviços de navegação, ferroviários e rodoviários mais eficientes, incluindo melhores facilidades de distribuição”, observa Moura.

No que diz respeito a equipamentos, o gerente destaca a necessidade da modernização dos parques de produção de papel, muito defasados em relação à indústria de celulose.

Os recursos humanos e o conhecimento também são aspectos que influenciam a competitividade do papel brasileiro e a ABTCP, neste sentido, propõe a adequação da formação de novos profissionais para o atendimento da demanda do setor. Queremos formar profissionais que desenvolvam e disseminem o conhecimento da fabricação de papel com 100% fibras de Eucalyptus spp brasileiros, condição inédita para produtores e mercados internacionais”, afirma ele.

Por fim, o gerente técnico também aponta a falta de escala como mais um desafio para o papel brasileiro. Enquanto a alta demanda por celulose no mercado internacional permite a construção de plantas para produção do insumo em grande escala, o mesmo não acontece no mesmo ritmo com o papel, muito em função dos problemas citados acima, como o de logística, por exemplo.

Somente o crescimento do consumo de papel no mercado interno não viabiliza projetos de fabricação de larga escala no Brasil. Por isso, temos de aproveitar o momento atual de fechamento de fábricas de papel no hemisfério norte para tentarmos suprir esse vácuo com o papel nacional”, finaliza Moura.

Estes e outros assuntos serão debatidos durante o ABTCP 2011 – 44º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, o maior encontro da América Latina de celulose e papel, promovido pela entidade, este ano em parceria com a congênere alemã ZELLCHEMING – Associação de Químicos e Engenheiros de Polpa Química e Papel. Como parte das atrações do evento, realizado entre 3 e 5 de outubro, em São Paulo, acontecerá também o 1º Simpósio Latino-Americano de Papel para Embalagem.

Dois eventos marcaram a participação brasileira na Hannover Messe

No segundo dia da feira, aconteceu o Business Forum Brazil, evento da série Global Business Markets, que contou com a participação do ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. Ele enfatizou a importância que o Brasil vem ganhando no panorama econômico internacional e as atuais condições favoráveis para investimentos estrangeiros, principalmente com os grandes eventos esportivos internacionais que o País vai sediar. “Teremos a Copa e a Olimpíada, precisamos de muito investimento em logística e infraestrutura.”  Segundo suas projeções, o Brasil vai crescer mais de 4% este ano e tem condições de atingir cerca de 5,5% ao ano. O ministro também defendeu o etanol como alternativa sustentável para veículos europeus.

Inovação em nanotecnologia

O Fórum Brasil-Alemanha de Inovação em Nanotecnologia levou a Hannover 12 pesquisadores de centros brasileiros de nanotecnologia, convidados pelo governo alemão dentro do Ano Brasil-Alemanha da Ciência. Segundo Adalberto Fazzio, coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil está bem posicionado em uma área extremamente estratégica da qual dependem novas formas de energia, novos produtos farmacêuticos e novidades na medicina e eletrônica.

Eliane Oliveira, de Hannover, Alemanha, especial para Soluções NEI.

Rede corporativa aplica aos negócios a estratégia das redes sociais

A possibilidade de relacionamento entre os usuários, o compartilhamento de ideias e experiências e as dicas para melhoria de produtos e serviços fizeram das redes sociais, sucesso na internet. A exposição é tanta, que algumas empresas criaram suas próprias redes – as Corporativas. Rede Corporativa utiliza o mesmo conceito da Social, mas com informações focadas em uma determinada área da organização. Criada para uso interno, possui recursos de segurança para que informações estratégicas não sejam divulgadas erroneamente. Normalmente, a participação é limitada somente aos profissionais envolvidos direta e indiretamente no conteúdo a ser discutido e/ou melhorado.

A Alcoa, por exemplo, desde de 2007 possui sua própria rede focada no processo de compras de matéria-prima. A rede possui cerca de 60 usuários e, dentre os participantes, estão profissionais de compras, logística e técnica. “Muitas vezes o conteúdo de natureza estratégica já está dentro da empresa. Basta conectar os profissionais que possuem essas informações com os que têm capacidade de analisá-las. Em muitas situações, sem perceber, temos uma visão míope da realidade e as informações a partir da rede oferecem novas perspectivas”, contou Fábio Ono, Global Market Intelligence Manager da empresa Alcoa.

Ono revela que a questão crucial numa rede corporativa é o gerenciamento do conteúdo. Para ele, o ideal é que a empresa tenha um profissional exclusivo que idenfique informações e compartilhe com os usuários da rede. “É importante a rede não se transformar, simplesmente, em um repositório de informação”, finaliza Ono.

Tudo mudou, exceto o essencial

Neste mês, Noticiário de Equipamentos Industriais – NEI completa 37 anos, durante os quais testemunhou, participou e contribuiu, sem interrupções, para a evolução da indústria no País. A evolução tecnológica da indústria está registrada no conteúdo que editamos desde 1974.

Esse conteúdo levou para a indústria a informação necessária para crescer como empresa, aprimorar seus produtos, inovar suas ofertas, viabilizando em bases confiáveis e permanentes a aproximação entre compradores e fornecedores industriais.

Durante todos esses anos, o mercado mudou, exceto naquilo que é essencialindústrias ainda precisam encontrar e selecionar fornecedores, e fornecedores ainda precisam identificar quem precisa de seus produtos e serviços. Facilitar e promover esse encontro e enriquecê-lo com opções e atualizações é a missão a que servimos desde 1974.

Os próximos meses são outros bons exemplos do cumprimento dessa missão. Estão programadas grandes feiras industriais planejadas para gerar oportunidades e, sobretudo, acelerar decisões num momento especial para o País. Os grandes projetos previstos nas áreas de energia, petróleo e infraestrutura têm investimentos estimados em mais de R$ 400 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI, e devem estimular o aumento de toda a atividade industrial nos próximos anos.

Uma seleção das novidades tecnológicas que serão apresentadas nos próximos megaeventos do setor poderá ser conferida pelos usuários de NEI neste link. Nosso Departamento Editorial pesquisou e selecionou alguns dos novos produtos que serão apresentados de 28 deste mês a 1º de abril, no Anhembi, em São Paulo, na FIEE Elétrica e electronicAmericas 2011, o mais importante evento do setor elétrico, de energia, automação e componentes da América Latina.

O usuário de NEI poderá, ainda, conhecer produtos que serão apresentados na maior feira industrial do mundo, referência em inovação: a Hannover Messe 2011, de 4 a 8 de abril, em Hannover, Alemanha.

Nos próximos meses, seções especiais reunirão os produtos de outros megaeventos nas áreas de máquinas-ferramenta, logística, plástico, alimentação e petróleo, mostrando algumas das soluções desenvolvidas para ajudar a indústria a se preparar para as oportunidades geradas pelos grandes projetos.

A cobertura desses megaeventos conclui um planejamento editorial específico cuja meta é entregar aos leitores de NEI e usuários de NEI.com.br um conteúdo atual, inédito e qualificado. Como manda nossa missão, cumprida desde 1974.

Retrospectiva 2010 – Os assuntos mais procurados pela indústria

Como Aumentar a Competitividade das Empresas Integrando os Canais de Distribuição

O mercado mundial vem presenciando um crescimento em sua demanda a um nível acima do esperado. O consumo está se expandindo em diversas partes do globo, inclusive em países que outrora eram considerados inexpressivos e sem previsibilidade de crescimento no mercado mundial.

Nesse contexto há uma visão de oportunidade, por parte das indústrias, e de expansão de suas operações a nível global, porém, esta visão também é do conhecimento de empresários de muitos países, tornando a competição acirrada e complexa.

Para que possamos sobreviver a esse cenário turbulento e competitivo, é necessário avaliar três variáveis, sendo a primeira a presença cada vez mais forte, em nosso mercado, de diversas empresas que fornecem produtos e serviços de vários segmentos. Essas empresas são originadas de diversas partes do globo, tornando cada mercado/oportunidade um alvo não mais regional, mas mundial. A segunda é o nível de qualidade dos produtos, tornando-os cada vez mais próximos em relação às suas características técnicas (comoditização). Independentemente do segmento social abordado ou do produto vendido, as manufaturas devem ter como características básicas a qualidade. Portanto, os produtos devem ter esse atributo como padrão para sobreviver aos consumidores cada vez mais exigentes. A terceira, e talvez mais complexa, é o nível de serviço apresentado. Esse atributo, no escopo da Logística, é a disponibilidade. O alto nível de serviço é garantia de que um produto esteja disponível no momento que o cliente irá procurá-lo. Muitas vezes o alto nível de serviço está atrelado à necessidade de manter estoques perto do consumidor. Qual o motivo de se manter estoques? O motivo está atrelado a diversas variáveis, sendo uma delas a incapacidade da cadeia suprir na hora certa que se deseja e com a velocidade pretendida. Atraso no abastecimento significa, por muitas vezes, perda de vendas. Este problema da cadeia está atrelado, em muitos casos, à necessidade de aumento do poder de barganha com o fornecedor, ou então à falta de parcerias concretas com sua cadeia de abastecimento. Outro problema é decorrente da volatilidade de demanda, quando se torna necessário determinar o exato consumo, optando-se por ter estoques para garantir o nível de serviço. Esta equação mostra-se sem sintonia, pois estoques excessivos possuem altos riscos de obsolescência, pois o ciclo de vida dos produtos, cada vez mais reduzidos, faz com que os mesmos sejam substituídos em uma velocidade cada vez maior.

A consequência disso é clara. Apesar da expansão mundial, nunca foi tão complexo vender, pois o consumidor, cada vez mais exigente, vem recebendo produtos melhores a preços mais acessíveis. Cabem aqui as perguntas:

- Como ser escolhido pelo consumidor?

- Como obter sua preferência?

- Como se destacar em um ambiente com milhares de marcas e nomes?

- Como se diferenciar em um cenário onde todos os produtos são de qualidade e os preços são cada vez mais semelhantes?

O cenário acima descrito vem se acelerando a cada dia, exigindo das empresas mais atenção em sua cadeia de suprimentos, cada vez mais essenciais para a estratégia de uma organização.

As cadeias são formadas por diversos componentes: os fornecedores, a manufatura que transforma a matéria-prima em produto acabado e, em muitos casos, o distribuidor, o atacadista e o varejista. Quanto mais complexo é o produto, mais componentes tem uma cadeia e quanto maior o número de componentes, maior a complexidade da cadeia e maiores os riscos de erros.

A gestão da cadeia de suprimentos passa a ser mais estratégica, pois é ela que irá definir o sucesso ou o fracasso de uma organização; não existe nenhuma indústria que concentre todos os processos. Esse é um processo nitidamente colaborativo e, como tal, deve ser percebido. Precisa ser percebido.

Em um contexto global com cenários mais complexos e mais variáveis para se controlar, torna-se necessária a visão holística da cadeia, pois certamente essa é única forma de sobrevivência.

Setores econômicos que têm boas perspectivas de crescimento

8, outubro, 2010 Deixar um comentário

Depois de ser pontualmente atingido pela crise financeira mundial de 2008/2009, o Brasil tem retomado de forma vigorosa o rumo do crescimento, o que abre grandes perspectivas para a economia. Além disso, uma série de grandes eventos e o surgimento de novas oportunidades de negócio deverão movimentar e estimular significativamente alguns setores produtivos e prestadores de serviços.

Primeiro, podemos destacar o início da exploração comercial do petróleo da área do pré-sal, previsto para acontecer dentro de quatro ou cinco anos. A seguir, é importante lembrarmos dos dois maiores eventos esportivos de nosso planeta, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambos a ocorrer no Brasil. Também não devemos nos esquecer do agronegócio, que é um dos grandes motores do crescimento nacional e tem ótimas perspectivas de expansão no breve futuro.

Sem grande esforço, percebermos que o setor de construção de infraestruturas será um dos mais requisitados nos próximos anos. Por exemplo, algumas das obras necessárias para a Copa da Mundo de 2014 já foram iniciadas, como é o caso da reforma do Maracanã. Para além das óbvias intervenções e novas construções de estádios, serão realizados investimentos bilionários na renovação e ampliação dos sistemas de transportes coletivos (metrô, trens, ônibus, etc.) e da estrutura aeroportuária nacional, tocadas obras de adequação da malha viária (estradas, pontes, viadutos…), além de implementados novos sistemas de telecomunicações mais eficientes e modernos.

A exploração de petróleo e gás dos campos do pré-sal estimulará não apenas a indústria ligada a este setor específico, mas mexerá também com as indústrias naval (na construção de navios e plataformas), petroquímica, aérea (com a demanda por helicópteros e aviões), da mineração e metalúrgica (pelo uso de metais em gasodutos, equipamentos, veículos, etc.); com o setor de serviços; com as áreas de desenvolvimento tecnológico; e com o ramo da logística.

Já o agronegócio demandará investimentos vultosos no desenvolvimento de tecnologias para a otimização da produtividade, na mecanização do setor e na ampliação e qualificação das estruturas de escoamento da produção, com a aplicação de recursos em nova e melhor malha viária, em ferrovias e hidrovias e, especialmente, na adequação e ampliação da capacidade portuária nacional.

Desta forma, e conhecendo as carências existentes, a indústria da construção civil será a mais requisitada nesse processo de adequação infraestrutural. A ela caberá responder também a necessidades acessórias ao crescimento previsto, como é o caso de um esperado boom no mercado imobiliário, especialmente em cidades que receberão a Copa do Mundo e a Olimpíada (neste caso, o Rio de Janeiro), além daquelas que se desenvolverão a reboque da exploração do petróleo do pré-sal.

O turismo receberá também grande estímulo, em suas duas principais vertentes: a do lazer e a dos negócios. Serão necessários novos hotéis, além da modernização da rede hoteleira já existente. Também haverá oportunidades para os segmentos de negócios e serviços que se alinham ao Turismo, especialmente no que tange às estruturas de lazer, de gastronomia e de esportes.

Sem considerar outros segmentos, que naturalmente se desenvolverão e exigirão investimentos ao longo dos próximos anos, é possível prever estímulos aos setores aéreo, automobilístico, eletroeletrônico, de serviços e logística, TICs (tecnologias da informação e da comunicação), saúde e segurança. Para concluir, e como não poderia deixar de ser, precisamos estar muito bem preparados, pois será necessário investir fortemente em educação para a formação de pessoal capacitado a atuar e a atender às necessidades de todos e de cada um desses setores e desafios citados.

Por Eduardo Pocetti, CEO da BDO no Brasil, integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.