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Segundo a Abraman, manutenção deverá movimentar R$ 145 bi

29, setembro, 2011 Deixar um comentário

A indústria da manutenção deverá movimentar mais de R$ 145 bilhões em 2011, segundo a pesquisa Mapa da Manutenção, realizada pela Associação Brasileira de Manutenção (Abraman). O investimento atual é 21% maior do que na última edição da enquete, quando as empresas revelaram um aporte de R$ 120 bilhões na área. O crescimento está diretamente ligado ao aumento da produção e a investimentos para evitar paradas não programadas e acidentes ambientais. O levantamento foi realizado com as maiores empresas do país. Foram consultadas companhias dos setores de papel e celulose, petróleo e gás, siderúrgico, saneamento, metalúrgico, petroquímico, têxtil, energia, transporte e automotivo. A pesquisa completa será apresentada no 26º Congresso Brasileiro de Manutenção, que acontece entre os dias 19 e 23 de setembro em Curitiba, Paraná.


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Do total de investimentos, as empresas deverão gastar, de acordo com a composição histórica dos custos de manutenção, 33% com material, 31% com pessoal próprio e 27% com serviços contratados. Já o turnover de pessoal nas empresas se manteve no mesmo patamar da última enquete, que foi de 3,26%, embora nas últimas edições esse índice apresentasse uma curva ascendente (gráfico abaixo). “O indicador ficou estável depois que o setor passou a contratar diversos profissionais de empresas de prestação de serviço. As companhias contrataram pessoas especializadas e que já conheciam a função antes que esse trabalhador fosse levado para outra empresa”, explica João Ricardo Lafraia, presidente da Abraman.

Outro dado que foi bastante impactado pelo aquecimento do mercado de trabalho foi a relação entre pessoal contratado e o total de executantes da manutenção. Enquanto em 2009 a relação era de 40,15%, em 2011 caiu para 31,50%. Muitas empresas, principalmente do setor de petróleo e de energia, foram obrigadas por lei a contratar os profissionais das listas de reserva dos concursos públicos. Essa medida também causou impacto significativo no aumento do quadro de funcionários próprios.

Quando o tema é ativo físico, a pesquisa revela que, para 39% das companhias ouvidas, a idade média dos equipamentos e das instalações é de no máximo dez anos de utilização. Já 35,34% das empresas têm ativos entre 11 a 20 anos e apenas 25,56% das indústrias possuem máquinas e plantas com idade superior a 21 anos.

“É importante destacar que as empresas declararam na pesquisa um aumento da manutenção preditiva, permanecendo o nível da preventiva. Por essa razão, verificou-se um aumento na disponibilidade operacional dos equipamentos, dado que mede o valor médio do tempo em que os ativos físicos estiveram aptos para produzir, que ficou em 91,30%. Esse número está dentro dos padrões internacionais”, explica Lafraia.

A última edição também revela a tendência, que é percebida desde 2005, do crescimento do nível hierárquico da “Gerência de Manutenção”. Isso significa ênfase na gestão e, por consequência, necessidade, cada vez maior, de pessoal especializado (conhecimento, capacidade e competência) na condução da gestão da manutenção nas companhias. A pesquisa mostra que 49,65% das empresas demandam por mão de obra com maior grau de especialização, além de exigir cada vez mais a capacitação do profissional de manutenção em mais de uma especialidade. “Esse dado cresceu 7% nos últimos dez anos, o que mostra a atenção e a relevância que as organizações estão atribuindo à manutenção”, conclui Lafraia.

Quesitos de Segurança do Trabalho na Compra de Máquinas e Equipamentos

A indústria é um setor da economia que recebe constante atualização tecnológica. Para que essa atualização chegue à linha de produção e gere valor econômico, há a necessidade de troca de equipamentos, que muitas vezes muda a rotina e o processo de trabalho da indústria.

Geralmente, durante essa troca, duas situações são avaliadas: o aumento da produtividade e o consumo de energia. A partir desses dois parâmetros, levando em conta o valor do investimento e a capacidade financeira da indústria, são realizadas as modificações em seu processo produtivo.

Mas existem outros quesitos que também devem ser avaliados, principalmente nessa fase de projeto e decisão de compra de uma máquina ou equipamento, seja ele de pequeno ou grande porte.

Os quesitos mais importantes a considerar sobre Segurança do Trabalho são:

1) Ruído: O ruído que será gerado pelo equipamento deve ser avaliado antes de sua compra, pois assim é possível prever que formas de proteção coletiva (redução de ruído) ou proteção individual serão utilizadas;

2) Produtos Químicos: Quando o equipamento utiliza produtos químicos agressivos (principalmente os que geram gases, vapores e névoas) e os trabalhadores ficam expostos a eles durante sua operação, é preciso que, ainda na fase de projeto, se pense em como proteger o trabalhador e até mesmo na substituição do produto por um de menor toxidade;

3) Riscos de Acidentes: Os riscos de movimentação de partes da máquina sem proteção (adequação a NR-12), de partes que sejam cortantes e de queda e projeção de partículas contra o trabalhador também devem ser avaliados antes do começo da operação;

4) Riscos Ergonômicos: Principalmente com relação à postura empregada na operação da máquina, ao peso que deverá levantar e à iluminação do local, devem ser avaliados para que se tenha uma boa condição de trabalho.

5) Manutenção: Em muitos casos, há avaliação de como o equipamento será operado, porém, não é feita essa análise para a realização da manutenção do equipamento e dos riscos gerados por essa atividade.

Todos esses itens, quando avaliados após a compra e instalação do equipamento, acabam gerando custo e maior dificuldade na resolução dos quesitos de Segurança do Trabalho.

Acesse aqui, produtos de segurança e proteção.

Melhor resultado em empregos exige profissionais ainda mais capacitados

Dados do IBGE, divulgados na sexta-feira (11 de fevereiro), mostram que em 2010, o crescimento de empregos na indústria foi de 3,4% em comparação com 2009, sendo o maior na série histórica.

Com a alta dos empregos e o mercado aquecido, cabe aos profissionais da indústria aprimorarem-se em busca de novos conhecimentos e especialização de acordo com as demandas de mercado. Uma boa opção são cursos de MBA e aprimoramento.

Voltado para a indústria, o PECEPOLI – Programa de Educação Continuada Escola Politécnica da USP, está com inscrições abertas para cursos nas seguintes áreas:

MBA – Gestão e Engenharia de Produtos e Serviços

MBA – Engenharia e Gestão de Manufatura e Manutenção

Projeto de Fábrica de Software

As inscrições vão até 28 de fevereiro, para mais informações, clique no link dos cursos acima ou acesse o site.

Poli/USP inaugura Laboratório de Controle de Processos Industriais

10, dezembro, 2010 Deixar um comentário

Ensaios são de interesse de diversos setores, a exemplo das indústrias química, petroquímica, de papel e celulose, de tratamento de água e efluente.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) inaugurou ontém (9/12), em São Paulo, o Laboratório de Controle de Processos Industriais. Vinculado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle, é formado basicamente por duas plantas pilotos que deverão ser usadas para fins de pesquisa aplicada, sobretudo entre os alunos de doutorado, mestrado e iniciação científica da Poli.

Segundo o coordenador do Laboratório, o professor Claudio Garcia, a primeira planta simula o tratamento de efluentes industriais a partir de um processo de neutralização de pH, permitindo o estudo de algoritmos de controle e de modelos matemáticos relacionados ao comportamento dinâmico do processo.

Essa planta, que emprega softwares e sistemas de instrumentação e controle similares aos usados em refinarias da Petrobras, conta com uma grande variedade de instrumentos, incluindo medidores de vazão, nível, pH, pressão, temperatura e condutividade.

“Ela funciona de modo semelhante a uma planta real de tratamento de efluentes que colhe a água de um rio ou lago, utiliza essa água em seus processos que tornam a solução ácida e, antes de jogá-la novamente no lago ou no rio, tem que neutralizá-la com o auxílio de uma base. A planta piloto do laboratório fará basicamente esse trabalho de neutralização do pH da água”, explica Garcia.

A segunda planta é voltada ao controle de vazão de água. “Essa segunda planta é formada essencialmente por duas válvulas de controle, com diferentes níveis de atrito, que buscam controlar a vazão de fluido em um circuito fechado de circulação de água”, conta.

“As perturbações na vazão são causadas por uma terceira válvula de controle, que opera como um dispositivo de perturbação. O objetivo dessa planta é estudar e avaliar algoritmos para quantificar e compensar o atrito em válvulas de controle”, afirma Garcia.

A planta piloto permite, portanto, o estudo de como melhorar a operação de válvulas de controle que estejam submetidas a atrito excessivo, situação típica de válvulas muito antigas ou com problemas de manutenção. As válvulas de controle são amplamente empregadas em plantas de processo por indústrias químicas, petroquímicas, de papel e celulose, de tratamento de água e efluentes, alimentícias e farmacêuticas.

Esse tipo de análise, explica Garcia, interessa muito à indústria e “a nova planta piloto do laboratório da Poli possibilitará verificar como seria possível prolongar a operação de um processo em uma indústria com válvulas ruins, que já estão operando há muitos anos e que não podem ser substituídas até que haja uma parada total da planta para manutenção.”

Segundo o professor Claudio Garcia, foram investidos no laboratório cerca de R$ 400 mil, recursos estes advindos da própria Escola Politécnica e de doações de fabricantes e fornecedores de instrumentos e sistemas de controle.

Confira os mais recentes lançamentos de válvulas de controle e sistemas para tratamento de efluentes.

Investimentos em alta no mercado de Eletroeletrônicos

No período de junho a agosto de 2010, o Sistema NEI realizou o Estudo de Intenção de Compras da Indústria Brasileira 2010/2011, que detectou intenção de investimento do setor eletroeletrônico acima de US$ 30 milhões nos próximos 12 meses para aquisição de produtos e serviços. Dentre os pesquisados, 18,6% têm intenção de comprar algum produto, equipamento e componente.

O estudo foi realizado com 1.663 especificadores e compradores – leitores da revista NEI – de indústrias de pequeno, médio e grande porte em todo o território nacional, no período de junho a agosto de 2010. Na pesquisa, foram coletadas informações sobre a pretensão de valor e produto a ser adquirido nos próximos meses.

Os  números do estudo de Intenção de Compras são consistentes com o dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – ABINEE, que informam  um faturamento 18% maior do mercado de eletroeletrônicos no primeiro semestre de 2010, bem acima dos  3% registrados no mesmo período de 2009 . Entre as áreas com maior índice de crescimento estão: Utilidades Domésticas (42%), Equipamentos Industriais (29%), Componentes (27%) e Material de Instalação (24%). Avaliando as exportações, o crescimento em R$ foi de 5%.

E, apesar das reduções nas áreas de Telecomunicações e GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica, 3% e 1% respectivamente, a indústria eletroeletrônica obteve crescimento acima da média se comparado à evolução da indústria em geral que, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, no mesmo período, cresceu 13,2%.

Outro fator importante que impulsiona o crescimento da indústria de eletroeletrônicos são as vendas do varejo, alavancadas pelas festas de fim de ano. Pesquisa realizada pela FIA – Fundação Instituto de Administração, divulgada em 21/10, indica que a categoria de produtos mais procurada pelos consumidores é a de cine e foto (14,2%), seguida de eletroeletrônicos (13,2%), informática (12,4%), telefonia (10,4%), móveis (9,6%) e linha branca (9,4%).

Em relação aos empregos e índice de produção do setor, dados da ABINEE mostram acréscimo de 10,3% em empregos diretos na comparação entre Jun/10 e Jun/09, chegando a 171 mil funcionários, enquanto em produção, o crescimento foi de 35% no acumulado de Jan a Ago/10. Ainda assim, um fator preocupante é a crescente nas importações, que atingiu um patamar 50% acima do que estava em 2009.

Com base nas informações disponíveis  a ABINEE estima acréscimo de 14% em faturamento e 8% em empregos até o final deste ano abrindo novas oportunidades para o setor.

Acesse NEI.com.br e conheça os últimos lançamentos de máquinas e equipamentos industriais que contribuirão para o crescimento de seu negócio. Este mês preparamos uma seção especial com mais de 200 novos produtos do setor de manutenção, acesse aqui.

Uma seleção de produtos que mantém sua planta otimizada

A indústria da manutenção está movimentando, em 2010, R$ 120 bilhões, segundo a pesquisa bienal “Mapa da Manutenção”, realizada pela Associação Brasileira de Manutenção – Abraman, investimento 33% maior do que o da última edição da sondagem.

O conceito de manutenção evoluiu muito, desde a década de 90, passando a ser uma atividade de ponta que garante o bom desempenho dos ativos, pois evita paradas não programadas decorrentes de quebras e acidentes em máquinas e equipamentos. Hoje a Manutenção ganhou áreas bem estruturadas nas indústrias e profissionais especializados.

Segundo José Eduardo Lobato, presidente da Abraman, “A manutenção não deve desaparecer do mapa nos próximos anos, muito pelo contrário. Assim como o corpo humano, as instalações industriais precisarão de acompanhamento e prevenção sempre.”

Pensando em oferecer aos usuários produtos que possam contribuir para a manutenção de uma planta industrial, NEI apresenta o resultado de pesquisa realizada junto a fornecedores e expositores de feiras ligados à manutenção.

Confira aqui!

DEMATIC – Grupo finaliza aquisição da HK Systems, Inc.

23, setembro, 2010 Deixar um comentário

O grupo Dematic, líder mundial no fornecimento de soluções para movimentação de materiais e serviços integrados, anuncia hoje que concluiu com êxito a aquisição da HK Systems, empresa norte-americana de movimentação automatizada de materiais e fornecedor de soluções em software aplicado ao segmento.

John K. Baysore, CEO na Dematic NAO, será o responsável pela liderança e desenvolvimento da integração da nova empresa nos Estados Unidos e Canadá. Com mais de 20 anos de experiência, Baysore conduzirá a Dematic na concepção, implementação, e suporte às propostas de solução mais robustas e diversificadas aos clientes da empresa.

A fusão das empresas manterá o nome Dematic, com sede na América do Norte em Grand Rapids, Michigan- USA. Com a plataforma de produção ampliada, permitirá à Dematic a localização e fabricação de máquinas e  componentes, armazenamento e manutenção incluindo os veículos automaticamente guiados, além de triagem de transporte e tecnologias ao atendimento de pedidos.

“Durante a transição, os clientes continuarão a ser a nossa prioridade”, afirmou Baysore. “A companhia combinada, irá fornecer soluções avançadas de fluxo de material, melhorando o fluxo de atuação pelos nossos
clientes, através de melhor desempenho, aumentando os seus níveis de serviço e rentabilidade. Nosso objetivo é oferecer soluções integradas (full solution) para diversificados mercados, desde a produção até a distribuição.
Além disso, esta aquisição combina duas poderosas infra-estruturas de serviço ao cliente para entregar a indústria mais agilidade e confiabilidade no manuseio integrado de material e suporte aos sistemas. ”

Aproveite para conferir alguns dos lançamentos da DEMATIC:

Veja mais lançamentos da DEMATIC em NEI.com.br

Saiu o resultado do sorteio!

Parabéns ao Marco Túlio Ferreira,  vencedor do sorteio da nossa promoção “NEI incentiva o conhecimento na indústria e quem ganha é você!”.

O sortudo ganhou uma inscrição gratuita para o seminário: Planejamento e Gestão Estratégica da Manutenção, que acontecerá nos dias 10 e 11 de março, em São Paulo.

Agradecemos a participação de todos e fiquem atentos às próximas promoções!

Esperamos que vocês continuem utilizando os produtos NEI em sua rotina de trabalho e que consigamos levar sempre até vocês a mais completa informação industrial, seja através do www.nei.com.br, do Blog NEI, do Twitter NEI, da revista NEI ou do TOP FIVE. Muito obrigada!

PARABÉNS, Marco Túlio!

Concorra a uma inscrição GRATUITA para participar do seminário: Planejamento e Gestão Estratégica da Manutenção

Iniciamos a campanha “NEI incentiva o conhecimento na indústria e quem ganha é você!” em novembro de 2009. Agora temos mais uma boa surpresa para você, profissional da indústria, iniciar 2010 antenado no mercado e podendo contribuir ainda mais com o crescimento da indústria brasileira.

Desta vez o prêmio do nosso sorteio é a inscrição GRATUITA para o seminário Planejamento e Gestão Estratégica da Manutenção que acontecerá nos dias 10 e 11 de março em São Paulo.

Para participar do sorteio é simples! Você precisa ser um usuário ATIVO do site www.nei.com.br. Só estarão concorrendo ao sorteio da inscrição para o evento os usuários REGISTRADOS no site NEI, portanto, se você ainda não é usuário, registre-se AQUI agora mesmo. É gratuito!

Se você já é um usuário registrado do site NEI, veja os próximos passos para participar da promoção:

1)     Envie um e-mail para sac@nei.com.br colocando seu nome completo e telefone. Por favor, envie o e-mail com o seguinte assunto: “Quero ganhar a inscrição para o evento Planejamento e Gestão Estratégica da Manutenção”

2)  Indique, no mesmo e-mail, outros profissionais da indústria que, como você, precisam de informações sobre fornecedores, produtos, eventos e tecnologias. No e-mail que você vai nos enviar deverá indicar o nome, cargo, empresa, telefone e o e-mail dos profissionais indicados por você. Somente com esses dados completos será possível participar do sorteio.

A cada indicação de um profissional da indústria que você fizer, você ganhará um cupom para concorrer ao sorteio da inscrição gratuita para o seminário. Quanto mais indicações você fizer, mais chances terá de ganhar. É fácil e rápido participar!

A promoção começa hoje e termina no dia 2 de fevereiro. O prêmio sorteado por NEI é exclusivamente a inscrição gratuita para os dois dias de seminário, sendo todas as despesas adicionais, como transporte e almoço, por exemplo, inteiramente de responsabilidade do sorteado. O prêmio é pessoal e intransferível.

O resultado será divulgado no dia 3 de fevereiro no Blog NEI e no twitter @sistemanei. Solicitaremos então, após essa data, que o sorteado entre em contato conosco para fornecer os dados completos para a participação no seminário.

Caso o sorteado não se manifeste em 2 dias úteis, faremos então um novo sorteio do mesmo prêmio.

Participe já!

Rio 2016: Sugestão para uma Olimpíada sustentável

20, janeiro, 2010 Deixar um comentário

A realização das Olimpíadas 2016 exige planejamento para os projetos e obras necessárias a esse megaevento. No caso da capital carioca, há a vantagem da intensa sinergia entre as obras esportivas e de infraestrutura necessárias às Olimpiadas e à Copa 2014.

O primeiro passo é buscar projetos que, a princípio, definam os materiais mais eficientes, duráveis e sustentáveis, visando ultrapassar, sem grandes problemas, as barreiras das exigências ambientais. Os contratantes e autores de projetos arquitetônicos devem prestar atenção a algumas características de complexos esportivos e à sustentabilidade econômica e ambiental de edificações e da infraestrutura necessária para a realização dos Jogos Olimpícos. Entre essas características, a análise do custo inicial e dos benefícios a longo prazo dos materiais especificados para estádios e infraestrutura geral. Quanto maior a durabilidade e menor a exigência de manutenção e reposição desses materiais, mais sustentável o material/equipamento, por consumir menos recursos financeiros e naturais ao longo do tempo.

Os elementos metálicos galvanizados atendem com perfeição esse objetivo de longo prazo e devem estar na mente de contratantes e especificadores. Isso porque esses elementos metálicos, que podem ser desde a estrutura e a cobertura de um complexo esportivo, alambrados e cercas, estruturas dos assentos, estruturas e coberturas de estacionamentos até a cobertura de uma parada de ônibus, por exemplo, têm maior durabilidade quando galvanizados ou mesmo utilizados no sistema galvanização + pintura.

Estruturas de concreto também ganham durabilidade quando suas armaduras metálicas são galvanizadas a quente, técnica que ajuda a evitar a corrosão por oxidação das armaduras do concreto em pilares, vigas e lajes – e também nos elementos metálicos, estruturais ou não. Esses componentes, se submetidos a galvanização a fogo, podem durar até 75 anos sem manutenção, dependendo do ambiente onde estão inseridos. Está comprovado que a galvanização oferece maior resistência aos elementos metálicos em cidades situadas à beira-mar, como o Rio de Janeiro. Essa durabilidade muito maior, comparada aos elementos metálicos sem galvanização, pode ser observada no estádio do Maracanã, onde a reforma realizada há cerca de dois anos galvanizou todas as estruturas metálicas dos assentos do estádio. Assim, nas reformas para a Copa 2014, as estruturas metálicas dos assentos não precisarão ser trocadas, pois estarão em perfeito estado e prontas para o uso por mais algumas décadas.

 A galvanização de elementos metálicos oferece, portanto, vantagens econômicas pela maior durabilidade, diminuindo a necessidade de recursos naturais (ferro, energia elétrica, combustíveis fósseis para transporte, entre outros), com ganho ambiental-econômico expressivo. Países que têm tradição em planejamento a longo prazo, como Alemanha, Estados Unidos, Japão e China, utilizam a galvanização intensivamente em seus complexos esportivos e na infraestrutura geral para a realização de megaeventos.

(PorAriane Souza – engenheira do Departamento de Desenvolvimento de Mercado da Votorantim Metais – Unidade de Negócios Zinco)