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Novo ciclo do Prominp prevê capacitar mais de 17 mil profissionais

11, novembro, 2013 Deixar um comentário

A partir do primeiro trimestre de 2014, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp vai novamente ofertar cursos de capacitação de mão de obra para atender à crescente demanda do setor. O novo plano, que foi aprovado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, é responsabilidade do Ministério de Minas e Energia – MME.

Os processos de seleção serão conduzidos pelas próprias empresas fornecedoras de bens e serviços do setor, de acordo com a disponibilidade de vagas, que serão anunciadas no site www.prominp.com.br. Os fornecedores, além de indicar as categorias profissionais que necessitam, destinarão, junto com o Prominp, recursos para qualificação dos trabalhadores.

O Prominp, criado em 2006, já formou quase 100 mil profissionais, em 17 estados. Nesta nova fase, a previsão é capacitar mais 17 mil profissionais até 2017. Inicialmente, já no início de 2014, serão ofertadas vagas solicitadas por fornecedores de grandes empreendimentos da Petrobras, entre eles estaleiros incumbidos da construção de plataformas de produção, sondas de perfuração e embarcações de apoio nas regiões de Pernambuco, Espírito Santo, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de companhias que constroem o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj, em Itaboraí (RJ).

Para os próximos dois anos, as principais funções demandadas pelas empresas são: pedreiro, armador, encanador industrial, soldador de estrutura, caldeireiro, soldador naval, pintor industrial offshore, montador de andaime, auxiliar de movimentação de cargas e plataformista.


Valor da mão de obra no País cresceu 7,2% em 2012, revela Firjan

O custo do trabalho no Brasil teve alta de 7,2% no ano passado, o que significa que o valor da hora da mão de obra no País avançou em maior ritmo do que a quantidade de unidade produzida. Em 2011, o aumento foi de 3,8%. Os dados estão no estudo Custo do Trabalho no Brasil da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan.

O Custo Unitário do Trabalho – CUT mede a relação entre o custo da hora trabalhada e a produtividade do trabalhador. “Se os custos de produção ficam maiores, mais caro se torna o produto final”, ressaltou Guilherme Mercês, gerente de economia e estatística da Firjan. “O custo de produção no Brasil aumentou não só por conta do crescimento dos salários, mas também porque passou a ser preciso mais horas de trabalho para produzir o mesmo produto.”

De 15 segmentos pesquisados que integram a indústria da transformação, 13 apresentaram aumento no custo do trabalho. O segmento têxtil foi o que mais cresceu no acumulado de 2011 e 2012: 25,3%, seguido por material de transporte (21,3%) e máquinas e equipamentos (21%), refletindo queda de produtividade dos três setores no período. Papel e gráfica (-6,3%) e madeira (-13,6%) foram os únicos segmentos a apresentar recuo, o que indica que a produtividade cresceu em maior ritmo do que o custo da mão de obra.

Em comparação com as maiores economias mundiais, o Brasil foi o único a apresentar crescimento do CUT entre 2004 e 2011: alta de 6%. Na França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, o CUT apresentou recuo de, em média, 14,6%. Nos Estados Unidos, a queda foi de 22% no período, enquanto na Coreia do Sul e no Japão a variação foi negativa, respectivamente, -20,1% e -18,7%.

Para a Firjan, os dados confirmam a importância de políticas voltadas ao aumento da produtividade do trabalho no Brasil, o que envolve mais investimentos em educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, além de mais abertura comercial e modernização das leis trabalhistas. Mais informações do Custo do Trabalho no Brasil estão disponíveis em http://migre.me/gxbS7


Falta de mão de obra inflaciona salários, e profissional de nível técnico chega a receber quase R$ 9.000

9, agosto, 2012 Deixar um comentário

A falta de mão de obra especializada está obrigando empresas a contratar profissionais de nível técnico com salário muitas vezes maior que de profissionais de nível superior. Segundo levantamento feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, no Rio de Janeiro, por exemplo, técnicos de mineração ganham um salário médio inicial de R$ 8,6 mil. Já os técnicos de mecatrônica iniciam a carreira recebendo em média R$ 4 mil.

Projetistas e técnicos em manutenção são os mais requisitados em São Paulo. O levantamento aponta que o salário médio do projetista gira em torno de R$ 4.150, e do técnico de manutenção atinge R$ 3.548.

Na região Nordeste, em Pernambuco, os técnicos de soldagem e montagem industrial recebem, em média, R$ 4.500 no início de carreira. Inclusive, a falta de soldadores foi destaque na abertura da Navaloffshore 2012, uma das principais feiras de offshore do Brasil. “A soldagem mostra um ambiente agressivo, mas sabemos que o jovem quer trabalhar em uma sala com televisão e ar-condicionado”, analisa Daniel Almeida, diretor executivo da Associação Brasileira de Soldagem – ABS.

O levantamento foi baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, e em informações coletadas com diretores regionais do Senai em 18 Estados.

O Senai analisou os salários das ocupações de nível técnico mais demandadas pela indústria. A remuneração média das 21 ocupações técnicas pesquisadas é de R$ 2.085,47.

Oportunidade para crescer
Para o Senai, a necessidade da indústria por esse tipo de mão de obra torna essas ocupações mais atrativas até se comparadas a algumas atividades de nível superior. Ainda segundo a instituição, esse cenário deve ser analisado pelos jovens como uma oportunidade interessante de carreira.

De acordo com o Caged, em 2011 foi criado 1,04 milhão de postos de trabalho para a mão de obra especializada. Atualmente, são mais de 2,4 milhões de trabalhadores com curso técnico empregados no Brasil.

Segundo levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, enquanto 50% dos estudantes dos países desenvolvidos optam por cursos profissionalizantes de nível técnico, no Brasil essa quantia é inferior a 30%. Para o Senai, a procura pelos cursos técnicos em países desenvolvidos é maior porque, diferente do Brasil, lá existem programas voltados para atender as principais demandas do mercado de trabalho.


Duas causas da desindustrialização

21, março, 2012 Deixar um comentário

Em oito anos, a energia elétrica subiu 246% no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos foi de 35,3%. O levantamento realizado pela MB Associados também mostra que em Camaçari, na Bahia, o gás natural custa US$ 15 por milhão de British Thermal Unit – BTU (medida-padrão do setor), ante US$ 2,50 em Louisiana, nos Estados Unidos. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o início da exploração das imensas jazidas de gás de xisto deve assegurar o baixo custo de gás natural nos EUA. “Com insumos e mão de obra mais baratos, os Estados Unidos estão se tornando novamente atrativos para a produção industrial”, diz.

Entre 2003 e 2009, o custo da mão de obra na indústria brasileira aumentou 150% em relação ao custo dos parceiros comerciais do País, segundo trabalho recente do economista Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getulio Vargas – FGV no Rio de Janeiro. “A produtividade do trabalho teria de ter crescido a uma taxa cavalar para compensar o aumento do custo unitário do trabalho”, explica.

O custo unitário do trabalho, de forma simplificada, é o custo do trabalhador brasileiro comparado ao de outros países. Esse dado é um dos principais componentes para medir a competitividade internacional, principalmente em setores que empregam muita mão de obra, como o industrial.

No geral, o custo unitário do trabalho brasileiro subiu 120% entre 2003 e 2009. No setor agropecuário, a alta foi de 82%, e no setor de serviços, de 114%.

Mesmo considerando o ano de 2000 como ponto inicial, ano em que o câmbio estava bem mais valorizado do que em 2003, o encarecimento da mão de obra até 2009 ainda é alto: 72% para a economia como um todo, 57% para a agropecuária, 61% para os serviços, e 93% para a indústria.

Em números gerais, a produtividade (média produzida por trabalhador) cresceu em média 0,6% entre 2000 e 2009. Mas se considerar somente a indústria, esse desempenho aponta queda média de 0,8% ao ano de 2000 a 2009. A indústria não só sofre com a concorrência internacional, como vê seus preços serem comprimidos pelo crescimento da produção chinesa e pela redução da demanda dos países avançados, ocasionada pela crise.

O setor de serviços teve aumento anual de 0,5%, próximo da economia como um todo. Como esse segmento não sofre tanto com a concorrência internacional, o aumento dos custos acaba sendo repassados aos preços praticados.

Já o segmento agropecuário apresentou resultado positivo, com aumento de produtividade ao ritmo médio anual de 4,3%. Além dos ganhos de produtividade, o setor foi beneficiado pela incomum alta da cotação das commodities na esteira da demanda asiática.

Essas divergências explicam boa parte da diferença na evolução do custo unitário do trabalho dos diversos setores. Quanto pior a produtividade, mais caro é produzir para um mesmo nível de salário.

“A rentabilidade total das exportações caiu 19% entre 2003 e 2011, mas a da indústria de transformação caiu 35%, com destaque para material eletrônico e comunicações, com queda de mais de 60%”, resume o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, Rodrigo Branco.

Fonte: Raquel Landim, O Estado de S. Paulo, seção Economia. Fernando Dantas, O Estado de S. Paulo, seção Economia.


Pressionadas, fábricas da China começam a mudar

22, fevereiro, 2012 Deixar um comentário

O anúncio feito no sábado pela Foxconn, uma das maiores fabricantes de eletrônicos do mundo, de que elevará os salários, reduzindo as horas extras em suas fábricas chinesas, indica que a pressão dos trabalhadores, dos mercados internacionais e dos consumidores ocidentais com as condições de trabalho está provocando uma mudança que pode acelerar a evolução da economia chinesa.

Mas o verdadeiro significado das reformas introduzidas pela Foxconn, afirmam os analistas, dependerá em parte de como a companhia poderá reformar um sistema econômico que, durante grande parte da última década, dependeu da capacidade de atrair migrantes para trabalhar por um salário baixo durante uma jornada extensa em enormes fábricas que produzem smartphones, computadores e outros aparelhos eletrônicos.

As fábricas dependem da capacidade dos trabalhadores de permanecer nas linhas de montagem seis ou sete dias por semana, muitas vezes por até 14 horas diárias. Essas fábricas permitem que os aparelhos sejam feitos praticamente com a mesma rapidez com que são concebidos.

Para que esse sistema mude de verdade, a Foxconn, suas concorrentes e seus clientes – entre eles Apple, HP e Dell – precisam convencer os consumidores dos Estados Unidos e de outras partes do mundo de que a melhoria das condições de trabalho nas fábricas para beneficiar os operários permitirá cobrar um preço mais alto pelos produtos.

“É dessa maneira que se imagina que o capitalismo deva funcionar”, disse David Autor, um economista do Massachusetts Institute of Technology. À medida que as nações evoluem, os salários aumentam e teoricamente as condições de vida melhoram para todos, conclui Autor.

“Mas, na China, para que essa mudança se torne permanente, os consumidores precisam estar dispostos a arcar com as consequências. Quando as pessoas leem nos jornais a respeito das péssimas condições de trabalho nas fábricas chinesas, talvez fiquem momentaneamente revoltadas. Mas depois entram na Amazon e não têm a menor piedade na hora de pagar os preços mais baixos pelos produtos.”

Gigante. A Foxconn, com 1,2 milhão de trabalhadores, é uma das maiores empregadoras da China. Segundo as estimativas, ela monta 40% dos smartphones, computadores e outros aparelhos eletrônicos vendidos em todo o mundo. As decisões da Foxconn estabelecem as normas pelas quais as outras fabricantes devem competir.

A Foxconn anunciou que pretende aumentar os salários em 25%, para cerca de US$ 400 por mês, depois do estardalhaço provocado por causa das condições de trabalho em suas fábricas. Nas últimas semanas, grupos que lutam pelos direitos dos trabalhadores realizaram protestos coordenados em vários países depois que foram divulgadas as duras condições nas quais operam algumas das fornecedoras chinesas em instalações abusivas e perigosas. Para verificar a veracidade das críticas, a Apple encarregou um grupo de trabalho sem fins lucrativos de inspecionar as fábricas que ela utiliza.

Os trabalhadores receberam com entusiasmo o anúncio dos aumentos e dos limites das horas extras, embora alguns tenham se mostrado céticos quanto à possibilidade de uma verdadeira mudança. “Quando estava na Foxconn, de vez em quando surgiam boatos de um aumento salarial, mas nunca vi isso acontecer até quando sai de lá”, disse Gan Lunqun, 23, ex-funcionário da Foxconn.

O anúncio da Foxconn reflete a rapidez das mudanças na economia chinesa. “A China não consegue mais garantir os baixos salários e custos como fazia anteriormente”, disse Ron Turi, da Element 3 Battery Venture, uma empresa de consultoria do setor de baterias.

Escala. Nenhuma outra companhia do mundo tem a mesma escala de produção da Foxconn. Praticamente toda companhia global de produtos eletrônicos tem algum vínculo com a empresa, que se tornou a maior exportadora da China.

Alguns dos lugares onde ela opera são considerados pequenas cidades, com até 200 mil trabalhadores. Muitos deles vivem em dormitórios perto das linhas de montagem e devem estar prontos para o trabalho assim que chegam as encomendas.

Entretanto, esse modelo sofre pressões. Embora a maior parte das companhias opere com dormitórios semelhantes, com as mesmas estruturas salariais e horários de trabalho, encontrar mão de obra para as fábricas está se tornando cada vez mais difícil. Uma nova geração de jovens chineses mostra-se mais relutante em migrar para as cidades da costa, viver nos dormitórios e labutar durante longas jornadas de trabalho. Muitos preferem ficar mais perto de casa, por causa das novas oportunidades que surgem no interior.

Os cientistas sociais afirmam que os jovens estão também menos dispostos a aceitar emprego nas fábricas por longos períodos. Ao mesmo tempo, as mudanças demográficas fizeram com que a China tenha menos gente jovem para ingressar na força de trabalho. Se os trabalhadores não migrarem para a costa, a lógica diz que as fábricas costeiras terão de se mudar para as regiões onde vive a mão de obra.

Grandes indústrias como a Foxconn responderam a esses desafios transferindo suas fábricas para o interior. E, temendo que o modelo antigo desapareça, a Foxconn anunciou planos de investimento em milhões de robôs e de utilização da automação no processo de produção.

 

Crédito: Caderno Economia do jornal O Estado de S. Paulo, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012. De Pequim, David Barbosa e Charles Duhigg. Tradução Anna Capovilla.

 


Fábrica da Jac Motors no Brasil vai movimentar 13.500 empregos

6, fevereiro, 2012 Deixar um comentário

Em março a empresa Jac Motors iniciará a construção da sua primeira fábrica no Brasil. Localizada no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia, a nova planta da montadora contará com um investimento de 900 milhões para produzir 100 mil veículos por ano. Com inauguração prevista para março/14, a fábrica vai gerar cerca de 3.500 empregos direto e 10.000 indiretos.

O recrutamento de mão de obra para a fábrica ainda não começou. De acordo com a equipe de Recursos Humanos da Jac Motors Brasil, as contratações serão iniciadas poucos meses antes da inauguração. No momento, a equipe de RH está criando uma base de dados de currículos. Aqueles que tiverem interesse podem se cadastrar no site www.jacmotorsbrasil.com.br.


Qualificação da mão de obra: um gargalo que precisa ser revisto na indústria

A falta de mão de obra qualificada afeta 69% das empresas industriais brasileiras, principalmente na área de produção. Essa escassez impacta diretamente a competitividade da indústria, interferindo na produtividade e na qualidade. Os dados constam da última Sondagem Industrial realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI.

A incorporação de novas tecnologias no processo produtivo e de novos produtos requer uma força de trabalho apta a assimilar as novas técnicas e inovações tecnológicas que podem impactar sua área. Por isso, é importantíssimo que o profissional da indústria se atualize permanentemente.

No mês passado, muitos profissionais tiveram a oportunidade de participar do II NEI International Industrial Conference & Show, que reuniu as duas fontes do conhecimento – a academia e a indústria -, para mostrar as ideias e as tecnotendências que estão modelando a fábrica do futuro.  A automação industrial foi abordada por vários palestrantes, tamanha sua importância na otimização dos processos industriais.

Se você não teve a oportunidade de comparecer ao evento ou quiser rever os melhores momentos, aguarde pela edição de dezembro da Revista NEI, para a qual, estamos preparando um caderno especial sobre o evento, trazendo uma visão global das tecnologias que vão impactar o futuro da indústria. Aguardem!

Neste mês, o tema automação industrial ganhou uma seção especial e traz para você uma seleção com os 44 melhores produtos de automação pesquisados junto a fabricantes nacionais e internacionais de equipamentos, dispositivos e sistemas. Os produtos pesquisados foram avaliados e selecionados criteriosamente pelos editores e por especialistas em automação industrial. Neste link, você confere essas soluções.