Importadores de bens de capital encerram o ano com alta nos negócios
Apesar da projeção de crescimento de 15% a 20%, feita pela Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais – Abimei, os importadores de máquinas-ferramenta e equipamentos industriais, movimentaram cerca de US$ 2,4 bilhões em 2011, o que representa cerca de 10% mais que o ano anterior. “O ano começou bem, mas sentimos uma diminuição nos negócios a partir de outubro”, afirma Ennio Crispino, presidente da entidade. Segundo ele, os industriais estão apreensivos com o impacto da crise na Europa sobre a economia brasileira. “Houve uma desaceleração na atividade, porque ninguém sabe como o mercado vai se comportar”, explica.
Segundo Crispino, o setor automobilístico, responsável pelo consumo de pelo menos 70% dos bens de capital importados, mantém as vendas “em ritmo aceitável”, mas a produção de autopeças, ainda sofre com a importação de componentes acabados, apesar das medidas de proteção previstas no Plano Brasil Maior. “O aumento do IPI para carros importados e a exigência de 65% de nacionalização das peças em carros nacionais abrem uma boa perspectiva para o setor de bens de capital, tanto nacionais quanto importados, mas qualquer reflexo só será sentido em meados de 2012”, diz o presidente da ABIMEI.
Entre os segmentos representados na ABIMEI, o setor de máquinas para o corte e a conformação de chapas metálicas foi o que teve o melhor desempenho em 2011, com alta superior a 10%. São máquinas com alto agregado tecnológico e aplicação em variados ramos da indústria, desde o automotivo até o de petróleo & gás e geração de energia, por exemplo. “Havia uma demanda reprimida por este tipo de máquina”, justifica Crispino. O setor de máquinas para transformação de plástico manteve os níveis de 2010, considerados muito bons pelos importadores, porém não mais surpreendentes, como em 2009. “O “boom” já passou; agora o setor está na normalidade”, afirma o presidente da ABIMEI. Já o segmento de usinagem não tem muito que comemorar: “Havia capacidade ociosa para estas máquinas, os empresários não precisavam comprar tanto quanto em anos anteriores”.

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