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Perspectivas 2016 – Desafios e oportunidades num ano de mais ajustes

O Brasil tem adiante muitos desafios, começando por enfrentar os problemas de governabilidade, e decisões políticas importantes que vão determinar novos rumos. Mas essa não é a primeira vez que enfrentamos turbulências. Já passamos por outras crises, e saímos delas. Novamente teremos que ser resilientes. O cenário desafiador exigirá de todos, inclusive da indústria, muito planejamento, mais jogo de cintura e visão estratégica dos negócios. É hora de “arrumar a casa”.

A indústria tem sido desafiada a encontrar soluções para reduzir custos, melhorar processos, evitar desperdícios e aumentar a produtividade. A preocupação com energia, por exemplo, está impondo ao setor novas rotinas e a introdução de novas tecnologias, ou seja, máquinas e equipamentos mais eficientes, novas fontes alternativas e a adoção de uma gestão eficaz de recursos. Portanto, esses desafios vão continuar.

O mercado de robôs, por outro lado, será crescente. Segundo a pesquisa World Robot Statistics, da International Federation of Robots, até 2018 o mercado global de robôs terá crescido em média 15% ao ano. O número de unidades vendidas passará de 200.000 para 400.000, e China, Japão, EUA, Coreia do Sul e Alemanha serão responsáveis por 70% desse total. Para dimensionar a força desse mercado, a Epson vai impulsionar o desenvolvimento de robôs nos próximos 3 anos, com a estimativa de gerar uma receita anual de robótica, em 10 anos, de US$ 833 milhões.

E tem mais: o mercado global de IoT (Internet das Coisas) prevê triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme apontou recente pesquisa da IDC – International Data Corp. A própria indústria automobilística já começa a se preparar para a era móvel e conectada. Esses são apenas alguns exemplos da dimensão do que vem por aí com a Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, que promete modificar os modos atuais de produção e será marcada pela integração, conectividade, adaptabilidade e sustentabilidade. Novas tecnologias já despontam e outras virão, cedo ou tarde chegarão aqui.

Ao mesmo tempo que acontece uma corrida tecnológica lá fora, estamos vivenciando momentos de turbulência política e econômica no mercado interno, com muitos desafios, como colocar as finanças públicas em trajetória sustentável, combater a corrupção e recuperar a confiança de empresários e da sociedade. Para saber como esse cenário vai impactar a indústria em 2016, consultamos especialistas em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Campinas – Unicamp e Fundação Getulio Vargas – FGV.

Com a palavra, os economistas
Especialistas consultados por NEI confirmam que a economia brasileira vai continuar em recessão em 2016 – fato já esperado. O Relatório Focus do Banco Central, divulgado em dezembro, confirma isso. O mercado prevê retração do PIB de 3,50% em 2015 e 2,31% em 2016. Em relação à produção industrial, a queda prevista será de 7,60% em 2015, e 2,40% em 2016.

Segundo José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o PIB industrial deverá continuar seu processo de queda no primeiro semestre de 2016, mas a estimativa é de que apresente recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das exportações de manufaturados e pela substituição de importações por produção doméstica em função da taxa de câmbio mais desvalorizada. O dólar deverá continuar se valorizando frente à nossa moeda, alcançando cerca de R$ 4,50 no final de 2016, o que é considerada uma boa notícia pelos economistas que colaboraram com este artigo.

Setores com capacidade de exportar têm mais oportunidade de sair primeiro da crise e contribuir para puxar o resto da economia, afirma Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp. De acordo com o docente, o setor automobilístico deve apresentar ligeira recuperação em relação a 2015, assim como a construção civil, principalmente se o governo conseguir retomar o programa de concessões e organizar o financiamento habitacional.

Com a taxa de câmbio mantida nessas condições, a produção e as vendas da indústria nacional também apresentarão sinais consistentes de recuperação, prevê Oreiro. E isso tende a se refletir no aumento de investimentos em modernização e atualização do equipamento de capital. O parque fabril brasileiro tem máquinas e equipamentos com idade média em torno de 17 anos, segundo estudos do professor David Kupfer do Instituto de Economia da UFRJ – o que reforça a urgência de modernização. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo é de apenas 7 anos, 40% menos que no Brasil.

“A defasagem reflete o baixo nível de investimentos na modernização e atualização de ativos nos últimos dez anos em função dos efeitos negativos da taxa de câmbio sobrevalorizada em relação à rentabilidade dos investimentos na indústria. À medida que a taxa de câmbio ficar novamente competitiva, os investimentos em modernização se tornam novamente lucrativos. Assim o hiato tecnológico da indústria brasileira irá se reduzir ao longo do tempo, aumentando sua capacitação tecnológica”, afirma Oreiro.

Buainain sugere que, para se modernizar, a indústria terá também que importar bens de capital, mas o custo deve ser reduzido por políticas tarifárias mais consistentes com a realidade global, ou seja, diminuindo-se a proteção à indústria brasileira de bens de capital. Segundo o docente, isso pode ser feito preservando os incentivos para o setor de bens de capital baixar seus custos, se modernizar e se qualificar para participar de forma ativa da retomada do crescimento industrial no Brasil.

Um forte indicador nesse sentido foi a notícia de redução do imposto de importação para 158 máquinas e equipamentos industriais sem produção nacional equivalente – os chamados ex-tarifários – até 30 de junho de 2017. Com a redução das alíquotas, que passaram de 14% para 2%, no caso de bens de capital, e de 8-18% para 2%, para bens de informática e telecomunicações, os custos de vários projetos industriais, os quais totalizam investimentos globais de aproximadamente US$ 640,4 milhões, tendem a diminuir. Pelas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, serão beneficiados projetos para fabricação de motores para veículos, equipamentos de exploração de petróleo e equipamentos para sistemas de comunicação óptica, entre outros.

Mercado externo
É importante lembrar que a retomada de confiança e do investimento – que é fundamental – vai depender não apenas da evolução da situação política e das expectativas, como também do comportamento do setor externo, principalmente o relacionado à demanda chinesa, principal parceiro comercial do país, alertou Danilo Sartorello Spinola, consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal – Nações Unidas).

De acordo com o último relatório semestral da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve desacelerar em sua taxa de crescimento para 6,8% em 2015, alcançando 6,2% em 2017, quando a atividade econômica deve se reequilibrar. Para os EUA, estima-se um crescimento do PIB de 2,5% no próximo ano e 2,4% em 2017. Já para a Zona do Euro projeta-se um aumento de 1,8% de atividade em 2016 e 1,9%, em 2017. Para o Brasil, a OCDE prevê que a recuperação só aconteça em 2017, quando é esperado um aumento do PIB de 1,8%, desde que melhorem os resultados fiscais, haja controle da inflação e se reestabeleça a confiança.

Pondo a casa em ordem
Muito se tem ouvido falar que a crise oferece oportunidade de crescimento. Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Unicamp, diz que muitas empresas de setores industriais e de serviços conseguem melhorar sua produtividade. “De imediato essa melhora se dá pelas demissões, mas com poucos gastos é possível melhorar os processos, cortar desperdícios e se preparar para crescer de forma mais saudável quando o mercado reverter”, afirmou.

Felippe Serigatti, professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV, mencionou que o aumento de produtividade nas cadeias industriais tem sido prejudicado pelos elevados custos de produção decorrentes de mão de obra cara e pouco produtiva, carga tributária elevada, infraestrutura precária e, até 2014, taxa de câmbio que tornava os bens importados mais barato que os do mercado doméstico. Não é à toa que esses são alguns dos desafios que compõem as agendas de discussão das entidades representativas da indústria do país.

Uma das ações recentes da CNI para elevar a produtividade das empresas é o programa Indústria + Produtiva – desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, cujo propósito é estimular as empresas a produzir mais e melhor com os recursos existentes, permitindo reduzir desperdícios, organizar a produção e oferecer melhorias de gestão capazes de trazer resultados em pouco tempo. Aumentar a produtividade é imprescindível: no Brasil, além de baixa, ela cresceu apenas 6,6% entre 2002 e 2012 contra índices superiores a 30% em economias como Japão e Estados Unidos, informou a CNI. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a produtividade também depende da melhoria da gestão das empresas.

Outras orientações de especialistas são repensar estratégias, produtos e processos, e desenvolver programas de melhoria contínua em busca da maior eficiência possível. A lição de casa deve pautar inclusive as discussões nas empresas de micro e pequeno porte, sem exceção.

Durante o 15° Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial 2016, realizado no final de 2015 pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e que teve como tema “Desafios para o Planejamento de 2016”, Carlos Pastoriza, presidente da entidade, reforçou a necessidade de se “arrumar a casa”, aumentar o market share em relação aos importados no mercado interno e aumentar as exportações. Na ocasião, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA, orientou as empresas a melhorar seu planejamento orçamentário de vendas, conhecendo suas variáveis, os fatores econômicos e sociais que impactam diretamente o negócio, assim como elaborar previsões de vendas, revisar o plano mensalmente e inserir programas internos para dar maior velocidade às mudanças.

O tema “qualificação de mão de obra” também norteou as discussões e se pôs como um dever de casa. Nesse contexto, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou, durante sua palestra no 10° ENAI, que a educação é um componente importante da produtividade e um desafio sobre o qual as lideranças precisam ter foco e objetivos claros.

O Brasil tem uma agenda cheia e muitos desafios a enfrentar a partir deste ano. Como diz a Carta da Indústria 2015 – documento consolidado durante o 10º Encontro Nacional da Indústria – ENAI, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em novembro, em Brasília: “O momento impõe urgência à correção de rotas e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais. Mas o Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves. E soube enfrentá-los.”

E é sempre bom lembrar que, apesar de todas as turbulências, somos a 7ª economia mundial, com um PIB de US$ 2,3 trilhões.


Manutenção de máquinas e equipamentos industriais

11, setembro, 2015 1 comentário

As organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento, direcionadas para uma significativa competitividade, por meio da qualidade e da produtividade.

E tudo requer ação ágil imposta a todas as organizações, visando a eficácia na tomada de decisões. O fato tem levado às mutabilidades organizacionais constantes. Uma dinâmica que exige efetivas atividades operacionais, que desdobrem na busca das disponibilidades e da produção de resultados. A competitividade passa a ser necessidade empresarial, com a apresentação de resultados excelentes não apenas nacionais, mas necessariamente internacionais.

Assim, desde os anos 70, observa-se que há o aumento significativo da disponibilidade e da credibilidade na área de manutenção industrial, ações consideradas como a terceira geração do processo de prevenção e manutenção de máquinas e equipamentos. Ao mesmo tempo, ocorre significativo avanço na relação custo-benefício. O fato está na ocorrência de diversas intervenções nos equipamentos, todas elas baseadas na análise da qualidade e no risco da falha, para melhor condição dos produtos e do controle dos riscos para a segurança e a saúde do trabalhador.

Observa-se também a necessária preocupação com o meio ambiente, a partir da criação de computadores munidos de potentes “softwares”, para intervenções e gerenciamento da manutenção, e o surgimento de grupos de trabalho multidisciplinares, que cada vez mais ganham destaque de base para os procedimentos na área em questão. E a resposta para o bom desempenho desse processo é simples, ela está na soma de todas essas ações.

No Brasil, especificamente, ainda se trabalha com muita manutenção corretiva não planejada e com manutenção preventiva em excesso, ações não aconselháveis. É preciso promover uma mudança, na qual o nível de atuação, por meio da aplicação de manutenção preditiva, ganhe rapidez. Assim, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva, que é uma das ferramentas efetivas que podem ser aplicadas à otimização do gerenciamento de operações industriais. Isso como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas, visto que o objetivo é a redução de custos de manutenção e maior produtividade. É preciso salientar, porém, que a manutenção preditiva é a 1ª quebra de paradigma na manutenção para a excelência da engenharia empresarial.

Quanto às tendências mundiais vinculadas aos tipos de manutenção, no que diz respeito às tendências mundiais, a partir de análises de empresas líderes e do sucesso obtido por elas, percebe-se que, cada vez mais, essas organizações adotam técnicas preditivas e a prática da engenharia de manutenção. A manutenção torna-se estratégica para as organizações, pois ela garante disponibilidade dos equipamentos em instalações que apresentam confiabilidade, segurança e custos adequados.

Em razão do exposto, conclui-se que a manutenção, como função estratégica das organizações, apresenta-se como responsável direta pela disponibilidade dos ativos, tendo importância capital nos resultados da empresa. Contudo, será o tipo de manutenção adequado para cada uma das organizações o fator de sucesso, garantia de otimização nos processos e, consequentemente, lucros? É preciso ter em mente que o desejado por uma empresa não deve ser apenas a garantia de sobrevivência, mas seu crescimento e sua expansão.

Com esta exposição, espera-se que os resultados se apresentem cada vez melhores a cada empresa, em razão da eficácia da gestão de manutenção aplicada por elas. Logo, as organizações devem procurar as melhorias contínuas na sua gestão de manutenção, buscando incessantemente conhecimentos inovadores e aplicação das melhores práticas da manutenção do primeiro mundo, distanciando-se do apenas emergente.

Crédito

Artigo escrito por José Rui Camargo, professor doutor em engenharia mecânica e reitor da Universidade de Taubaté.

 


Consumo de água da BCF Plásticos cai pela metade

Graças aos investimentos para economizar água, como a implementação de sistema de reúso da água, a troca das torneiras e válvulas por equipamentos mais econômicos, a ampliação da captação da água da chuva e a instalação de sistema eletrônico de controle de caixas e bombas, o consumo mensal para a fabricação dos produtos da BCF Plásticos, localizada em São Paulo-SP, caiu 50% e hoje fica em aproximadamente 35 m³ por mês, o que implica em 0,26m³ de água por tonelada de PVC processado. “Também fizemos uma ampla campanha interna”, contou Marco Antonio Capozzielli, diretor administrativo da empresa.

Capozzielli disse que as máquinas possuem sistema de reúso de água no processo de fabricação e basicamente a água reposta é somente a evaporada. “Nosso objetivo é tornar a empresa autossuficiente e imune a qualquer tipo de crise que possa surgir, ao mesmo tempo reduzimos custos e ajudamos o meio ambiente.”

 


Mercedes-Benz aplica adesivos em máquinas e equipamentos para reduzir energia

Após implementar nas instalações produtivas, áreas administrativas e de infraestrutura, recursos para o acionamento automático, a Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo-SP, lança campanha interna que consiste em colocar adesivos em máquinas de setores que apresentam as maiores perdas energéticas para conscientizar os funcionários. Até este mês, mais de 2 mil equipamentos receberão os adesivos.   

adesivo1adesivo2A meta é reduzir quase 12% com as medidas implementadas de 2012 até o final deste ano. Apenas em 2015, a expectativa é atingir 4% de economia em relação ao resultado de 2014. Com as várias medidas adotadas de 2012 a 2014, cerca de 13.100 megawatt-hora deixaram de ser consumidos no ano passado.

Com essa ação, todo colaborador terá visão dos alertas colocados nas máquinas, equipamentos e acessórios, indicando os que podem ser desligados durante os intervalos de parada de funcionamento das máquinas.

adesivo01Cerca de dez multiplicadores com perfil de liderança e influência no grupo, que também são gestores de metas, contribuem para a prática diária dos procedimentos recomendados para o desligamento das máquinas nos postos de trabalho de cada área. Existem também comitês e subcomitês formados por colaboradores que solicitam empenho do grupo para praticar as recomendações. O sucesso dessa iniciativa está totalmente atrelado à conscientização dos colaboradores.

Antes de decidir pelos adesivos, a empresa realizou projeto piloto durante um ano com equipamentos do prédio da produção de agregados, obtendo redução de 30% no consumo em horários não produtivos.

Outra importante ação para atingir a meta de redução de 4% em 2015 ocorre no prédio administrativo, que teve seu sistema de iluminação substituído por LED, aliado a cores claras no
forro, paredes, piso e até mobiliário, que proporcionaram redução de cerca de 50% no consumo de energia elétrica desse local.


Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Por que modernizar o parque fabril?

A idade média dos equipamentos e instalações nas empresas brasileiras é de 17 anos, aponta o último estudo da manutenção no Brasil realizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman. Equipamentos e máquinas com essa idade são considerados de 30 a 40% menos eficientes e consomem geralmente mais energia, prejudicando a melhoria de produtividade e de eficiência energética. O alerta, feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, reforça a importância da modernização do parque industrial, principalmente no momento em que as questões energética e hídrica impõem novos desafios e a adoção de soluções tecnológicas mais eficazes que façam uso inteligente dos recursos naturais.

Para apoiá-lo a encontrar soluções que colaborem para a melhoria dos processos produtivos, reunimos nesta edição 75 lançamentos que serão apresentados na Feimafe 2015 – Feira Internacional de Máquinas ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que acontece em São Paulo, neste mês. Com a edição de abril de NEI, totalizam mais de 110 novas soluções, pesquisadas antecipadamente pela equipe editorial junto aos expositores. É uma oportunidade de conhecer novas máquinas e equipamentos e linhas recém-aprimoradas pelos fabricantes. Além dos produtos da Feimafe 2015, há lançamentos dos mercados internacional e nacional.

Neste mês também trazemos a opinião de especialistas sobre as tecnologias em destaque na indústria metalmecânica. A simulação total de operação de máquinas-ferramenta e sua integração em ambiente de fábrica 4.0 são avanços atuais de grandes centros de pesquisa na Europa, como nos informa o professor Stoeterau, da Poli, USP. E, mais uma vez, a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas também foi apontada como tema relevante para reduzir os custos na indústria, como destacou o professor Durval Braga, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Na próxima edição de NEI, os temas Água e Energia ganharão uma seção especial, reunindo soluções em máquinas e equipamentos que contribuem direta ou indiretamente para o uso eficiente desses recursos naturais. Estamos atentos a tudo o que tem acontecido no mercado industrial, por isso podemos ajudar sua empresa a encontrar soluções inteligentes que preparem melhor a indústria para o futuro.


Mais de R$ 42 mi investidos em modernização levam a Imbil a aumentar sua receita líquida em 33%

3, dezembro, 2014 Deixar um comentário

De 2010 a 2014, a empresa nacional de bombas centrífugas renovou seu parque fabril, lançou produtos e conquistou novos mercados e clientes. Tudo graças a um plano estratégico que prevê investimentos em novas  tecnologias, especialização de processos, ampliação da fábrica, reestruturação de vendas e treinamentos, e expansão para novos mercados.

Quando a crise financeira mundial eclodiu no final de 2008 e início de 2009, causando turbulências na economia de vários países, muitas empresas brasileiras suspenderam ou adiaram seus projetos de expansão e modernização, mantendo uma postura mais cautelosa. O Brasil não foi então profundamente afetado pela crise, mas registrou alguns entraves ao crescimento, como queda no consumo das famílias, redução no investimento das empresas e aumento de desemprego, levando, na época, o governo a lançar pacotes anticrise. Foi um momento de expectativa e incertezas, registradas diariamente pelos grandes veículos de comunicação, que divulgavam informações sobre o vaivém da economia. A notícia da seção de Economia/Negócios do Estadão de março/2010 é um exemplo: “PIB do Brasil fecha 2009 com retração de 0,2%, a primeira queda anual em 17 anos”.

Para algumas empresas, a crise que se estabelecia e se insinuava  na época foi encarada como oportunidade de desenvolvimento. Ou investiam para melhorar seus processos e produtos, e crescer, ou enfrentariam um período de estagnação, com consequente perda de competitividade. Ao redor do mundo muitos economistas divergem sobre a crise financeira, mas concordam que a capacidade de inovar é o diferencial mercadológico para as empresas. As companhias que acreditaram nisso foram as primeiras a elaborar ou reativar seus projetos de estímulo à inovação.

Optando por “colocar o pé no acelerador”, a fabricante nacional de bombas centrífugas Imbil encarou a desafiadora situação, utilizando a inovação como ferramenta-chave para ampliar seus negócios. A companhia elaborou o Plano Estratégico Rumo a 2015 – Inovando em Busca da Excelência que combinava investimentos em tecnologia e inovação de gestão. Graças às ações de modernização, que envolvem compra de tecnologias, especialização de processos, aumento da fábrica, expansão da atuação e treinamentos, a Imbil ampliou seu portfólio de produtos, lançando em média 60 novos modelos por ano, desde a implantação do plano, e conquistou novos mercados, como os de petróleo e gás, tornando-se, inclusive, fornecedora da Petrobras. Investiu mais de R$ 42 milhões na compra de máquinas, equipamentos e estrutura física. Alguns números comprovam que o plano de modernização ajudou a empresa a crescer: de 2011 a 2014 a Imbil registrou aumento de receita líquida de 33% e de lucro bruto de 59%.

“Quanto mais pessimista está o cenário econômico e político do País, mais cedo acordamos, idealizamos, produzimos, lançamos produtos e nos reinventamos.” Esse discurso empreendedor de Vladislav Siqueira, diretor executivo, move a empresa em seus 32 anos. Localizada em Itapira, SP, a Imbil tem hoje cerca de 900 funcionários.

O Plano Rumo a 2015
O planejamento estratégico executado previa o desenvolvimento da empresa em várias frentes, como a tecnológica, a física e a comercial. Era preciso melhorar os processos produtivos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos, passando pela renovação tecnológica do parque fabril; reduzir perdas e garantir maior flexibilidade e agilidade aos processos – benefícios proporcionados pela descentralização e racionalização das unidades de produção.

Além disso, expandir-se para novos mercados, como os de óleo e gás, mineração, papel e celulose, e saneamento, passou a ser a meta primordial para a conquista de novos clientes. Para atingir esse objetivo, o desenvolvimento de produtos específicos e a adoção de nova política comercial precisaram ser perseguidos. O plano ainda previu o desenvolvimento de nichos específicos em mercados já atendidos pela Imbil, também a partir do desenvolvimento de soluções direcionadas. Na ponta, a reestruturação de toda a área comercial e da rede de distribuição, e o fortalecimento da marca, com o investimento em publicidade e a participação em feiras, foram determinantes para mostrar ao mercado a oferta de novas soluções e o comprometimento com a inovação.

As metas estabelecidas no início do plano exigiam decisões corajosas. Investir em novas tecnologias não era suficiente. Desde sua implantação, foi indispensável primeiramente motivar as pessoas, engajando-as e fazendo-as entender como valores da empresa as atividades que consideravam apenas prioritárias, como gestão de qualidade, processos de melhoria contínua, gerenciamento de pessoas e segurança no trabalho. O processo inovativo passava obrigatoriamente por aqui.

Considerando essas duas frentes, tecnológica e de recursos humanos, a Imbil consegue, hoje, mostrar algumas das conquistas importantes proporcionadas por esse plano estratégico.  Entre elas estão:

Produção mais eficiente
A aquisição de máquinas, equipamentos, softwares ehardwares melhorou a eficiência e agilizou a produção.Tecnologicamente mais preparada, registra lançamento médio anual de 60 novos produtos (somente com suporte ANSYS CFX e SolidWorks).

Especialização
Adquiriu know-how para dominar o processo de fundição de ligas inoxidáveis e especiais, como aços duplex, superduplex, Hastelloy, Monel e alto-cromo, permitindo maior competitividade e flexibilidade nas aplicações; e também o processo de fundição de precisão, tipo lost wax, com obtenção de alta eficiência energética nas bombas de pequeno porte. Com isso, passou a fundir os rotores de pequeno e médio porte com pequenos detalhes na geometria, determinantes para o bom desempenho hidráulico e rugosidade superficial.

Como a eficiência hidráulica aumenta, o consumo de energia diminui, tornando a operação mais econômica. No caso de uma bomba acoplada a um motor de 125 cv, com a melhoria da eficiência de bombeamento de 3 a 5% absolutos, a economia anual pode passar de 50 mil kWh, com redução do custo de cerca de R$ 12 mil por bomba na conta de energia elétrica.

Em suma, a Imbil oferta hoje produtos mais eficientes e sustentáveis.

Ampliação da fábrica
Para descentralizar as operações produtivas, ampliou a fábrica, ao comprar área próxima à empresa (totalizando 120 mil m²) e a dividiu em unidades, cada uma voltada para um nível de especialização. São elas: Bombas de pequeno porte, Bombas de médio porte, Bombas de grande porte, Bombas para óleo e gás, Fundição de ferro fundido e WCB, Fundição de precisão, Fundição de aços inoxidáveis e ligas especiais, Contratos e serviços de manutenção, Centro de desenvolvimento e Acoplamento e expedição.

Conquista de novos mercados e clientes
Obteve o Certificado de Registro de Classificação Cadastral – CRCC para fornecimento de serviços e produtos á Petrobras, incluindo bancada de ensaio de performance e os referentes à norma API 610. Tornou-se também fornecedora de bombas para a Vale, como as revestidas com Ni-Hard com mais de 700 HB de dureza. Além da Petrobras e da Vale, conquistou outros clientes, como Enseada Indústria Naval – Unidade Paraguaçu, Jari Celulose e Bayer.

Reestruturação de vendas
Criou novos grupos de vendas para atender os setores de óleo e gás, naval, papel e celulose e arroz irrigado. Além disso, aumentou o número de distribuidores autorizados e contratou profissionais para reforçar o departamento de exportações, que até 2009 dedicava-se apenas à América Latina.

Consolidação da marca
A partir de 2010, passou ainda a investir mais na divulgação e consolidação da marca, com anúncios em revista especializada, materiais promocionais dos produtos e presença em feiras de negócios nacionais e internacionais.

 

“O planejamento das ações e muito trabalho ao longo desses anos valeram a pena”, destacou Gleidemilson Batista, assessor da diretoria. “O projeto não só ajudou a amenizar os efeitos da crise, como também nos preparar melhor para enfrentar os desafios do mundo econômico e nos tornar mais competitivos. Para nós, crise é sem o ´s´, ou seja: crie.”

Para definir o conjunto de ações, a Imbil estruturou-se também nas informações do potencial do setor – adquiridas com a colaboração da Abimaq e da Sociedade Brasileira do Vácuo –; e da economia global. Embora reconheça a importância de se acompanhar mercados, indicadores econômicos, projeções, tendências, etc., o diretor executivo afirmou que a sobrevivência e o sucesso de uma empresa dependem, fundamentalmente, da sua capacidade de elaborar e implantar um planejamento estratégico consistente, trabalhar incansavelmente para atingir suas metas e, principalmente, adequar seus produtos e recursos para buscar as melhores e mais rápidas soluções para as necessidades dos clientes.

Batista lembrou que dificuldades existiram, como a obtenção de recursos financeiros em linhas de longo prazo, considerando as taxas de juros e os spreads; e o processo de desenvolvimento e de maturação das soluções tecnológicas, que foram superadas com planejamento.

“Mesmo que o cenário tenha mudado e oferecido potenciais restrições, a Imbil não aceita parar de crescer ou se desenvolver”, disse Siqueira. “Acreditar na possibilidade de realizar nossos sonhos desperta a energia capaz de realizá-los. A motivação, a criatividade, a velocidade de decisão, o uso consciente de recursos e a nossa união estão presentes diariamente em nossas ações rumo à construção do futuro que desejamos.”

Atualmente a companhia concentra suas forças na conclusão do projeto, mas já planeja seu novo conjunto de metas, batizado de Rumo a 2020, que, segundo Batista, está em fase evoluída. E os objetivos maiores continuam no novo plano: modernização, desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos, conquista de novos clientes e fidelização, e educar e reeducar o time de profissionais. “Consideramos a tecnologia intrínseca à evolução”, enfatizou o assessor.

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Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções.    


Fabricante de trocadores de calor, Apema comemora 50 anos

Fundada em 1964, no bairro Santo Amaro da capital paulista, a Apema, fabricante de trocadores de calor desde 1968, celebra neste ano meio século de história, com a Petrobras entre os clientes. Instalada na cidade de São Bernardo do Campo-SP, mudança ocorrida em 1976, hoje conta com área construída de aproximadamente 11 mil m². Atualmente também produz resfriadores a ar, óleo e posteriores; radiadores aletados, condensadores, evaporadores, vasos de pressão e sistema Hydro Cooler, em modelos tradicionais ou sob encomenda, sendo aplicados em indústrias de máquinas, químicas, petroquímicas, óleo e gás, alimentícias, siderúrgicas, de hidrogeração e de papel e celulose, entre outras.

A empresa trabalha com a máquina McElroy N°5 para aletamento de tubos, utilizados em suas produções e para fornecimento. Automatizada, processa tubos de diversos padrões, diâmetros e materiais. A Apema conta ainda com avançados softwares para cálculos térmicos e mecânicos, máquinas CNC, modernos equipamentos para usinagem, corte, dobra e soldagem; máquinas, equipamentos e dispositivos para a fabricação de radiadores industriais; pontes rolantes com capacidade de elevação de 60 toneladas e cabinas de jateamento e pintura, tudo isso operado por profissionais com treinamento contínuo.


Taiwan traz ao Brasil 39 empresas de diversos setores

25, agosto, 2014 Deixar um comentário

O objetivo principal do evento é fortalecer as relações comerciais entre os dois países

O Conselho para Desenvolvimento do Comércio Exterior de Taiwan (Taitra) traz ao Brasil 39 empresas de diversos setores. Os empresários estarão reunidos em 1 de setembro no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. A ideia é fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Taiwan. As reuniões entre os empresários serão individuais e todas as empresas brasileiras interessadas em participar devem confirmar presença. Não há custo de participação.

A iniciativa é do governo de Taiwan, que pretende difundir os produtos (principalmente aqueles com tecnologia de ponta agregada) para o restante do mundo. De Acordo com Krist Yi Bin Yen, diretor do Taitra, o Brasil atualmente é o maior parceiro comercial de Taiwan na América do Sul.

O mercado de Taiwan
Com cerca de 23 milhões de habitantes e PIB de US$ 489.2 bilhões (2013), Taiwan exportou no ano passado cerca de US$ 305 bilhões e importou US$ 269 bilhões. Considerando somente a relação comercial entre Taiwan e Brasil, em 2013, o Brasil importou US$ 2.937 bilhões e exportou US$ 2.341 bilhões. Atualmente, os principais parceiros econômicos de Taiwan são China, Hong Kong, Estados Unidos, Japão e Cingapura.

Taiwan Rodada de negócios
1 de Setembro de 2014, segunda-feira, das 10h às 17h
Hotel Maksoud Plaza – Sala Brasil
Alameda Campinas, 150, Cerqueira César, São Paulo, SP
Informações e confirmações:  (11) 3283-1811,  taiwan.sp2014@gmail.com
http://mission.taiwantrade.com.tw/TT1423


A 1º China Machinex Brazil vai reunir mais de 300 fabricantes em São Paulo

20, junho, 2014 4 comentários

Entre 29 e 31 de julho acontecerá no Transamérica Expo Center, em São Paulo, a China Machinex Brazil 2014, que promete reunir mais de 300 fabricantes de máquinas e equipamentos para, principalmente, os segmentos de plástico, embalagem, equipamentos elétricos, processamento de alimentos, tratamento de água, soldagem, CNC e autopeças. De acordo com a organização do evento, mais de 1.000 produtos devem ser apresentados em uma área de exposição de 8.000 m².

Brasil – China. As relações comerciais (importação e exportação) entre Brasil e China atingiram US$ 83,3 bilhões em 2013 – principalmente devido o crescimento contínuo de importação de máquinas chineses. No ano passado, o Brasil importou US$ 37,3 bilhões da China, sendo mais da metade (US$ 19 bilhões) somente em máquinas e aparelhos elétricos e mecânicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O evento conta com o apoio da Secretaria Municipal de Comércio de Wenzhou.

China Machinex Brazil 2014
29 a 31 de julho de 2014 das 14 às 20 horas
Transamérica Expo Center
Para mais informações, acesse www.chinamachinex.com.br