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Balança comercial atinge novo recorde

A balança comercial brasileira atingiu novo recorde no superávit acumulado. O diretor de Estatística e Apoio às Exportações da Secretaria de Comércio Exterior, Herlon Brandão, anunciou que, de janeiro a agosto de 2016, o saldo positivo chegou a US$ 32 bilhões, e o valor é o maior já registrado para os primeiros oito meses do ano. No mesmo período de 2015, o superávit havia sido pouco mais de US$ 7,3 bilhões. O recorde anterior foi registrado em 2006 (US$ 25 bilhões).

No acumulado de 2016, as exportações chegaram a US$ 123,575 bilhões, com retração de 4,9% em relação ao mesmo período de 2015, pela média diária. E as importações, no período em análise, alcançaram US$ 91,205 bilhões, o que representa queda de 25,5% sobre o mesmo período comparativo.

No mês de agosto, o superávit comercial foi de US$ 4,140 bilhões, 53,9 % superior ao alcançado no mesmo mês do ano passado (US$ 2,691 bilhões). No mês, as exportações foram de US$ 16,989 bilhões, com crescimento 0,2% sobre agosto de 2015 e queda de 5% em relação a julho deste ano, pela média diária. Brandão destacou essa leve alta das vendas externas e lembrou que o registro de crescimento também foi verificado nos meses de fevereiro e abril.

As importações foram de US$ 12,849 bilhões, com retração de 8,3% em relação a agosto do ano passado 0,2% sobre julho último, também pela média diária. Sobre o comportamento das importações, o diretor destacou o fato de agosto ter registrado a menor queda mensal desde novembro de 2014, na comparação com o mesmo mês de ano anterior. A corrente de comércio do mês de agosto alcançou de US$ 29,838 bilhões. Houve diminuição de 3,7%, pela média diária, em relação a agosto 2015.

 Clique aqui e acesse os dados completos da balança comercial brasileira do mês de agosto.

Fonte: Assessoria de Comunicação do MDIC – Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços


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Nova resolução define o descarte de lâmpadas

 O Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços – MDIC, Marcos Pereira, assinou, este mês, a Resolução nº 1/2016 do Conselho Nacional do Inmetro (Conmetro), que elimina a última barreira para a implantação do sistema de descarte – após o uso pelo consumidor (logística reversa) – de lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e seus componentes. A nova resolução já foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com a legislação brasileira, o  produto não pode ser recolhido pelo  serviço público de limpeza urbana. A obrigação passa a ser dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, informa o MDIC. A iniciativa contou com o apoio do setor privado, representado pela Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) e pela Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi). A resolução também confere ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) o controle e a fiscalização dos importadores e suas obrigações.

A logística reversa prevê que os produtos descartados retornem à cadeia produtiva para reaproveitamento, reciclagem ou destinação ambientalmente adequada.

 Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC.

 


Retomada de confiança

Na edição de fevereiro da Revista NEI e aqui, neste canal de notícias, um artigo exclusivo sobre as perspectivas para o Brasil em 2015 reúne a opinião de vários economistas e especialistas do País, consultados por NEI, sobre o cenário político e econômico, e como todas as mudanças previstas devem impactar no desenvolvimento da indústria. Com o anúncio da nova equipe ministerial no final de 2014, optamos por divulgar este artigo em fevereiro, comumente publicado em janeiro.

Os desafios são muitos, como a retomada de confiança de empresários e consumidores, e do diálogo, permitindo à indústria resgatar seu papel na discussão econômica. Como afirmou o novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, que já presidiu a Confederação Nacional da Indústria – CNI entre 2002 e 2010, crescer pela indústria é sempre o melhor caminho. Entre medidas importantes previstas estão reformas microeconômicas para melhorar e simplificar o ambiente tributário e regulatório, incentivos ao investimento e à renovação do parque fabril, estímulos à inovação e política de comércio exterior mais ativa.

O ano de 2015 será de ajuste: é hora de “arrumar” a casa. À medida que a confiança aumentar – e isso está acontecendo gradativamente, afirmam os especialistas –, será hora de planejar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e se preparar para a aproveitar as oportunidades geradas pelo novo ciclo de crescimento esperado a partir de 2016.

Em fevereiro trazemos também uma seção especial sobre Indústria Mecânica, reunindo uma seleção de novas máquinas, equipamentos e dispositivos direcionados às áreas produtivas que podem contribuir com a otimização de processos e a modernização de fábricas. Para conhecer as inovações mais recentes da área mecânica, a equipe editorial de NEI conversou com especialistas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola de Engenharia de São Carlos. Eles apontam como destaque os robôs com sentido sensorial para segurança, que operam de forma colaborativa em ambientes com humanos; os robôs manipuladores com estrutura mecânica paralela; e ainda os robôs com topologia híbrida, ou seja, duas estruturas mecânicas: a mecânica e a serial. Outra tecnologia citada pelos especialistas, e que já temos trazido em edições anteriores, é a impressão 3D de produtos metálicos.

As inovações estão acontecendo no mercado global. É preciso acompanhar as tendências e estar atento em como tudo isso pode ajudar sua empresa a se modernizar. A introdução de novas soluções tecnológicas contribuem, com certeza, com o desenvolvimento de produtos melhores e mais competitivos.

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home

 


Próspero Ano Novo

Começamos 2015 mais confiantes. A relação entre o setor produtivo e o governo deve se fortalecer, e a competitividade ser colocada no centro da agenda política do País. A escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e de Armando Monteiro para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC foi bem recebida pelo mercado e avaliada positivamente pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. As novas diretrizes preveem elevar a produtividade, desburocratizar processos tributários, dar incentivos ao parque fabril e favorecer a inovação, entre outras.

Outra boa notícia é que estão previstos investimentos na economia brasileira, entre 2015 e 2018, de R$ 4,1 trilhões, representando crescimento de 17% frente aos valores efetivamente realizados entre 2010
e 2013, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Para a indústria estão estimados R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. De acordo com BNDES, os investimentos previstos a partir de 2015 vão privilegiar projetos mais intensivos em tecnologia.

Para as empresas que planejam inovar e alcançar melhores níveis de produtividade e qualidade – todas deveriam perseguir essas diretrizes – duas frentes precisam ser alcançadas: qualificação de mão de obra, cada vez mais necessária, e investimentos em tecnologias modernas. Conhecer novos equipamentos e máquinas permite identificar soluções para incrementar os processos de manufatura. Sem investimento em soluções tecnológicas, não há inovação.

Parte de uma nova era na indústria de manufatura em nível mundial, a impressão 3D é um bom exemplo de tecnologia em desenvolvimento que vem ganhando espaço e importância no setor industrial. Pela segunda vez consecutiva, uma impressora 3D foi o produto que despertou maior interesse dos profissionais que acessaram o NEI.com.br. A seção Campeões de Interesse 2014 traz a impressora vencedora, da Ex One, e mais de 60 produtos, dos mais diversos segmentos, que também chamaram a atenção desses profissionais, mostrando sobre quais tecnologias recai o interesse do mercado.

A impressão 3D é apenas um exemplo de quanto é importante estar atento às novas tecnologias que podem abrir horizontes para sua empresa.


Estímulo à produção nacional – governo aumenta imposto de importação de 100 produtos

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior – Camex anunciou na última terça-feira (4) que vai aumentar o imposto de importação de cem produtos, estabelecendo uma alíquota máxima de até 25%. A alíquota ainda assim está abaixo do teto de 35% estabelecido pela Organização Mundial de Comércio – OMC.

Entre os produtos incluídos na lista, estão polímeros de cloreto de vinila, centro de usinagem, válvulas tipo esfera, fios de aço silício-manganés, geradores, além de alguns mais conhecidos do consumidor final, como batatas, pneus e tijolos. Para acessar a lista completa e as novas tarifas, clique aqui.

A medida deve ser implementada até o final deste mês, após consulta aos países membros do Mercosul. “Agora vamos comunicar aos parceiros do bloco. Normalmente, não há objeção e eles têm 15 dias de prazo para se manifestar. Então, estaremos com a lista valendo por volta do dia 25 deste mês”, disse Fernando Pimentel, ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC.

Para Guido Mantega, ministro da Fazenda, a decisão, além de animar os fabricantes nacionais, vai beneficiar o consumidor. “Está havendo um aumento do imposto de importação para determinados produtos de modo a estimular a produção nacional. Porém, nós vamos fiscalizar os preços desses produtos, porque, se houver aumento no mercado interno, haverá inflação e nós não queremos isso”, analisa. Caso a indústria elevar os custos, “a nova alíquota será derrubada imediatamente”.


Governo federal quer fortalecer a indústria de petróleo, gás e naval

Alinhado com as diretrizes do Plano Brasil Maior, o governo federal prometeu implementar projetos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo & Gás Natural – Prominp, visando aumentar a competitividade e a quantidade de fornecedores da cadeia produtiva de petróleo, gás e naval. O acordo foi assinado em 13 de agosto, na sede da Petrobras, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI e Petrobras.

Apoio ao desenvolvimento de polos empresariais e Arranjos Produtivos Locais – APLs, identificação de oportunidades financeiras e tributárias ao longo da cadeia de fornecedores, estímulo ao desenvolvimento da engenharia nacional, o aprimoramento da inteligência em logística e o fortalecimento da política de conteúdo local são algumas das ações previstas no acordo. O detalhamento de cada uma delas será divulgado conforme os programas forem definidos.

Para Heloisa Menezes, secretária de desenvolvimento da produção do MDIC e coordenadora do Conselho de Competitividade de Petróleo, Gás e Naval (um dos 19 grupos setoriais do Plano Brasil Maior), “a grande demanda por bens e serviços do setor é um incentivo para investir na qualificação e ampliação da cadeia produtiva, garantindo o cumprimento de uma política de conteúdo nacional que beneficie a produção do conhecimento científico e a tecnologia para inovação do setor”.

“A assinatura do acordo e a iniciativa da Petrobras para suportar a ampliação do conteúdo local sinalizam uma sintonia fina entre os setores público e privado para o fortalecimento da cadeia nacional de fornecedores. A elevada demanda de investimentos no setor requer ações coordenadas para aumentar a capacidade de gestão das empresas brasileiras, em termos de estrutura corporativa, escala produtiva, tecnologia, inovação e inserção internacional”, completa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.

Inova Petro
Também em 13 de agosto, a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES lançaram o Inova Petro, programa que destinará R$ 3 bilhões para desenvolver fornecedores nacionais na cadeia produtiva de petróleo e gás natural, visando alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo e contribuir para a geração de empregos.

A voz da Petrobras
“A indústria de petróleo e gás no Brasil vai muito bem. No País, nós temos 278 blocos exploratórios em concessão, sendo praticamente a metade da Petrobras. São 78 empresas conduzindo atividades exploratórias, metade delas brasileiras”, disse Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo – Fiesp.

O Brasil é o 14º país em tamanho de reservas provadas (92% offshore), com 15,7 milhões de barris de óleo equivalente – boe. “Nós temos um futuro promissor, prevendo crescer 15,8 bilhões de boe. Para 2020, esse volume já deve constar como reservas provadas”, afirma a presidente.

A priorização de conteúdo local nos projetos da Petrobras também será mantida e, possivelmente, ampliada para os próximos anos. De acordo com Foster, a política de conteúdo local da empresa não é um dogma, mas sim decisão gerencial que representa ganho de competitividade. De 2004 a 2011, o conteúdo local cresceu de 55% para 62% no setor de Exploração & Produção – E&P e de 70% para 90% em Gás e Energia.

No Plano de Negócios de Gestão 2012-2016 da Petrobras, estão previstos investimentos de US$ 236,5 bilhões, sendo US$ 131,6 bilhões (55,6%) destinados para Exploração e Produção – E&P. “Tudo começa no E&P. Todas as outras cadeias de valor da Petrobras dependem do sucesso de produção de petróleo e gás”, finaliza.


Presidente do Sinafer toma posse na Diretoria da Fiesp

31, outubro, 2011 Deixar um comentário

 

O diretor da Starrett e presidente do Sinafer – Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas no Estado de São Paulo, Milton Rezende tomou posse na Diretoria da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo durante uma cerimônia realizada no Teatro Municipal de São Paulo, no dia 26 de setembro. A chapa composta por 132 diretores e liderada pelo presidente da Federação Paulo Skaf, foi eleita em abril para o quadriênio 2011-2015.

Durante a cerimônia de posse, o presidente Paulo Skaf agradeceu o apoio e a confiança dos setores industriais garantindo que, sob o seu comando, as entidades permanecerão na luta pelos interesses do Brasil. “A palavra-chave da nossa gestão é competitividade, não apenas da indústria, mas de todo o País”, afirmou Skaf.

O líder empresarial pediu a união de todos os setores sociais para promoção de reformas estruturais, com destaque para tributária. “O número excessivo de tributos tornam os produtos mais caros”. E completou: “A população está cansada de pagar tantos impostos. A nossa expectativa é que esses recursos sejam aplicados nas melhorias dos recursos básicos”.

O novo diretor da Fiesp, Milton Rezende afirma que é uma imensa honra fazer parte da diretoria da Fiesp e ter como líder o empresário Paulo Skaf, que para ele possui uma visão abrangente e crítica sobre a política econômica e empresarial no país.

“Esse novo cargo traz muitas responsabilidades e compromissos. Estou disposto a colaborar no que for preciso para o crescimento industrial e empresarial do Brasil e contribuir para que o produto fabricado no país tenha espaço para ser comercializado com menos taxas e impostos e possa concorrer de maneira leal com produtos importados”, conclui Milton.

Também estiveram presentes na cerimônia de posse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, representando a presidente da República Dilma Rousseff; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab e diversos representantes dos setores empresarias do Estado e do país.


As relações regionais e os interesses das indústrias brasileiras

29, junho, 2011 Deixar um comentário

A América do Sul é cada vez mais importante nas estratégias empresariais brasileiras: 53% dos investimentos externos concentram-se na região, seguidos da Europa (17%), Ásia (15%), Estados Unidos (9%) e África (5%).

A expansão da internacionalização das indústrias brasileiras, de maneira geral, cresceu nos últimos anos. De acordo com a Unctad, os investimentos externos diretos, em 2009, foram de US$ 10,1 bilhões e, em 2010, o valor representou US$ 11,5 bilhões. Empresas como Vale, Gerdau, Votoratim e Petrobras destacam-se na aquisição de empresas e investimentos em diversos setores.

Percebe-se, por outro lado, um cenário de maior risco e, no caso da América do Sul, tornam-se comuns medidas locais que afetam os interesses das multinacionais brasileiras. O caso da Odebrecht no Equador, que, em 2008, foi expulsa do país, é um exemplo. O governo equatoriano alegou o não cumprimento das bases contratuais para justificar as medidas contra a empresa.  A Odebrecht retornou ao Equador em 2010, após negociações e o pagamento de indenizações ao governo equatoriano.

Recentemente, foi cancelada a licença para a construção da hidrelétrica de Inambari, no Peru, que seria conduzida pelas empresas OAS, Furnas e Eletrobras. O presidente eleito, Ollanta Humala, pretende submeter a construção da hidrelétrica, estimada em US$ 4,9 bilhões, à consulta popular.

A falta de uma ação firme em defesa dos interesses da indústria brasileira é uma das principais críticas à ação diplomática brasileira. Neste primeiro semestre de 2011, a presidente Dilma demonstrou menor disposição em manter a política de cooperação regional nos mesmos termos que o governo anterior, que, para muitos, era por demasiado condescendente com os nossos vizinhos.

A adoção de licenças não automáticas para importação de carros foi vista pelos empresários com uma indicação da presidente Dilma em não aceitar as imposições da Argentina no âmbito do Mercosul.

A ação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) ampliou as tensões no relacionamento bilateral, comprometendo o modelo de integração regional. Após semanas de negociações, os dois países concordaram em negociar ações contra as medidas protecionistas de ambos os lados. O objetivo dos governos é estabelecer um ambiente positivo e previsível aos negócios bilaterais.

Ampliar a presença regional do Brasil permanece uma das prioridades do governo Dilma. O desafio, porém, é manter a cooperação com os nossos vizinhos sem sermos vistos como predatórios e prejudiciais ao desenvolvimento local e, ao mesmo tempo, criar condições favoráveis aos investimentos das multinacionais brasileiras.

O governo Lula buscou, por meio da cooperação técnica ao desenvolvimento, oferecer uma nova visão de liderança regional, mas a articulação entre cooperação técnica e apoio aos investimentos estrangeiros diretos foi pouco explorada. A gestão Dilma necessita, paralelamente, sinalizar aos governos sul-americanos o empenho do País no desenvolvimento regional e garantir as condições para a expansão das empresas brasileiras.

O avanço nas negociações com a Argentina, bem como com o Paraguai, será importante bússola para a melhor compreensão das estratégias da gestão Dilma no âmbito regional e seus efeitos para a indústria brasileira.  Por enquanto, falta uma definição clara sobre o quanto a política externa para a região se distanciará do modelo adotado pelo governo Lula.

Por muitos anos, o grande debate era como nos tornar líder regional. Já o atual quadro expõe como manter e consolidar a nossa projeção regional e internacional.

Crédito: Denilde Holzhacker é doutora em ciência política pela Universidade de São Paulo. Desde 1994 pesquisadora no Nupri (Núcleo de Pesquisas em Relações Internacionais) da Universidade de São Paulo. Professora nos cursos de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco e ESPM-SP.