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Textos com Etiquetas ‘Meio Ambiente’

Consumo de água da BCF Plásticos cai pela metade

Graças aos investimentos para economizar água, como a implementação de sistema de reúso da água, a troca das torneiras e válvulas por equipamentos mais econômicos, a ampliação da captação da água da chuva e a instalação de sistema eletrônico de controle de caixas e bombas, o consumo mensal para a fabricação dos produtos da BCF Plásticos, localizada em São Paulo-SP, caiu 50% e hoje fica em aproximadamente 35 m³ por mês, o que implica em 0,26m³ de água por tonelada de PVC processado. “Também fizemos uma ampla campanha interna”, contou Marco Antonio Capozzielli, diretor administrativo da empresa.

Capozzielli disse que as máquinas possuem sistema de reúso de água no processo de fabricação e basicamente a água reposta é somente a evaporada. “Nosso objetivo é tornar a empresa autossuficiente e imune a qualquer tipo de crise que possa surgir, ao mesmo tempo reduzimos custos e ajudamos o meio ambiente.”

 


CGTI inaugura nova sede Nordeste amanhã

Reformulada, a sede do Centro de Gestão de Tecnologia e Inovação – CGTI no Nordeste será inaugurada amanhã, às 10h, no centro antigo de Recife-PE, com três pavimentos de 145 m2 cada, sendo dois destinados à estrutura laboratorial e outro, à administração. Possui equipamentos para pesquisas nas áreas de biotecnologia, petróleo e gás, saúde, mineração, energia e meio ambiente.

As estruturas laboratoriais são indicadas para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e serviços voltados à análise físico-química e bacteriológica de água, efluentes industriais e emissões atmosféricas, entre outros. Entre os equipamentos, há cabinas de segurança biológica, centrífuga refrigerada, centrífuga de bancada digital, biorreator, estufa para secagem e esterilização, evaporador rotativo, autoclave, agitador magnético e balança analítica. Contempla ainda espaço destinado à montagem de bancadas experimentais, protótipos e unidades-piloto resultantes dos projetos de pesquisa e desenvolvimento em andamento junto a concessionárias de energia elétrica de todo o Brasil, dentre as quais a Neoenergia, a Global Participações em Energia e a Energética Suape II.


Indústria apresenta propostas para aperfeiçoar regras do licenciamento ambiental

A Confederação Nacional da Indústria – CNI, representantes de 27 federações da indústria e 12 associações nacionais setoriais apresentam hoje à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, propostas que visam o aperfeiçoamento das regras do licenciamento ambiental. A apresentação ocorre durante o Encontro Nacional dos Conselhos Temáticos de Meio Ambiente da CNI, em Ouro Preto – MG.

No documento, o setor industrial propõe que o governo fortaleça e dê autonomia ao órgão licenciador, indique e regulamente as instituições que poderão interferir no processo de licenciamento ambiental. Sugere, ainda, a ampliação e a qualificação dos funcionários de órgãos ambientais e defende a criação de um local único que concentre os procedimentos administrativos necessários à emissão de licenças ambientais.

Pesquisa da CNI com 584 empresas mostra que as restrições relacionadas ao meio ambiente podem comprometer 9,2% dos investimentos previstos pela indústria para 2013. Já na pesquisa Burocracia e a Indústria Brasileira, feita pela CNI com 2.388 empresas, 68% dos empresários consideram que a burocracia para obter licenças e certificados ambientais é elevada.


Caso de sucesso: Petrobras economizou mais de 23 bilhões de litros de água em 2012

27, março, 2013 Deixar um comentário

A Petrobras investe em ações para o uso racional e eficiente da água em suas instalações, principalmente em projetos de reúso. No ano passado, a companhia petrolífera reusou mais de 23 bilhões de litros, quantidade suficiente para suprir 11% das atividades da empresa ou abastecer uma cidade de aproximadamente 550 mil habitantes por um ano. Segundo o planejamento da Petrobras, com a contínua implantação de novos projetos de reúso em refinarias, em 2015 o reaproveitamento da água chegará a 35 bilhões de litros por ano.

Entre as medidas adotadas para alcançar os resultados positivos, está a criação do Centro de Pesquisas da Petrobras – Cenpes, que em julho de 2012 iniciou a operação da Estação de Tratamento e Reúso de Água – Etra, responsável pelo tratamento dos esgotos sanitários e industriais de todo o empreendimento. Integrado ao projeto da Etra, a captação da água de chuva contribui também para evitar o descarte anual de 600 milhões de litros de água, o que representa economia de R$ 12 milhões em consumo de água potável.

Já na área de refino, o destaque é a introdução de processos pioneiros para reúso de efluentes. A Refinaria Gabriel Passos – Regap, em Minas Gerais, foi a primeira a fazer o reúso de efluente em seu sistema de resfriamento, empregando o processo de dessalinização por eletrodiálise (EDR). Essa tecnologia permitiu a economia de 420 milhões de litros de água em 2012, equivalente ao consumo de 8 mil habitantes.

Em 2012, a Refinaria Henrique Lage – Revap, em São Paulo, também criou uma nova estação de tratamento de despejos industriais, com capacidade para tratar até 300 litros por hora de efluentes, podendo gerar economia de até 2,6 bilhões de litros de água por ano. Além disso, a unidade paulista implantou a tecnologia de biorreatores a membranas (MBR) para tratamento biológico de efluentes oleosos de refinarias.

Em dezembro de 2012, a Refinaria do Paraná também criou uma nova estação de tratamento de despejos industriais com a tecnologia de MBR. A nova medida possibilitará o reúso de 200 mil litros por hora de efluentes.

Patrocínio. A Petrobras patrocina projetos ambientais e sociais voltados à preservação dos recursos hídricos, incluindo iniciativas para recuperação e preservação de nascentes. No final de 2012, novas seleções públicas do Programa Petrobras Ambiental e Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania definiram que nos próximos dois anos serão destinados R$ 102 milhões para projetos ambientais e R$ 145 milhões para projetos sociais.


Empresa especialista em lubrificantes especiais anuncia área exclusiva de eficiência energética

25, março, 2013 Deixar um comentário

A subsidiária sul-americana da Klüber Lubrication, especializada em soluções com lubrificantes especiais, anuncia a criação de um departamento específico para atuar no mercado de eficiência energética. “O objetivo é fortalecer a presença da empresa em setores estratégicos e estreitar ainda mais o relacionamento com as indústrias instaladas no continente”, diz Enrique Garcia, diretor-geral da companhia na América do Sul.

O novo departamento de eficiência energética tem a missão de oferecer métricas dos resultados em sustentabilidade das soluções fornecidas pela Klüber. “Isso é possível por meio da adoção de metodologias certificadas internacionalmente que registram a eficiência energética dos nossos lubrificantes e confirmam a redução do consumo de energia, da emissão de CO2 e dos custos operacionais”, conta Irajá Ribeiro Jr., engenheiro líder da nova área e um dos poucos no Brasil que possuem a Certified Measurement & Verification Professional – CMVP, certificação que reconhece a competência do profissional para validar e assinar projetos de medição e verificação do desempenho e consumo de energia.

Segundo Ribeiro Jr., a substituição de mil litros de lubrificantes convencionais pelos da Klüber Lubrication gera:

1) Economia de energia elétrica de mil MWh ao ano:
• Energia bastante para abastecer durante um ano 710 consumidores;
• Redução anual de R$ 250 mil na conta de energia elétrica.

2) Redução de carbono emitido: 650 toneladas/ano:
• Equivale ao plantio de 140 árvores em uma área de 550 m2 de floresta.

3) Economia da água usada para remover resíduos dos lubrificantes.


Começa na segunda o 1º Simpósio de Adequação da Indústria à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305)

13, março, 2013 1 comentário

Baseado nas visões e experiências de especialistas do setor, o simpósio pretende oferecer análises detalhadas sobre como a indústria deve se posicionar frente às obrigações legais, penalidades e outros pontos questionáveis presentes na Lei 12.305 sobre resíduos sólidos. Os desafios para a adaptação da indústria à logística reversa e a distribuição das responsabilidades a todos da cadeia produtiva também serão debatidos.

Dentre os temas abordados está a importância da logística reversa. Álvaro Goulart, gerente de segurança da Embratel, apresentará o case de sucesso do projeto de logística reversa de 2.500 nobreaks de um dos clientes da empresa. Goulart explicará como o conceito do Programa de Responsabilidade Ambiental Compartilhada – PRAC ajudou seu cliente a manter o equilíbrio entre a viabilidade econômica e as questões ambientais.

A inscrição custa R$ 2.190,00 e inclui acesso ao simpósio, estacionamento, material, apresentações dos palestrantes, coffee break e almoço executivo nos dois dias do evento.

Para conferir a programação completa, acesse aqui.


BNDES financia tecnologia para produção de cimento “verde”

10, março, 2013 Deixar um comentário

Denominado cimento pozolânico, é obtido a partir da reciclagem da fração fina (grãos menores do que 0,15 mm de diâmetro) de resíduos de obras civis e demolições, como cimento hidratado e cerâmica vermelha. Financiada com R$ 2,5 milhões (50% do valor total do projeto) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a tecnologia, inédita no mundo, gera um cimento de baixo custo, com alto potencial de exploração comercial. 

Diferente da fabricação do cimento convencional, o processo para produção do cimento pozolânico não gera gás carbônico (CO2), apenas água – o que consequentemente reduz as emissões de gases de efeito estufa. O novo produto também tende a reduzir a quantidade de resíduos da construção civil enviados para os aterros, auxiliando as empresas do setor no cumprimento da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Os recursos são do Fundo Tecnológico (BNDES Funtec) e serão destinados ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT, empresa criada em 1975 para apoiar projetos experimentais do setor de construção civil da Escola Politécnica da USP. O projeto também contará com a parceria da InterCement Brasil S.A., companhia do grupo Camargo Corrêa, que investirá recursos próprios e disponibilizará profissionais especializados.

Por possuir resistência mecânica inferior à do cimento tradicional, o novo produto é indicado para ser base estabilizada em revestimento de pavimentos rígidos ou reaterros de valas de água, esgoto e telefonia. Além disso, os produtos obtidos pelo processo poderão se diversificar para outras aplicações, como argamassa e pré-fabricados de concreto.

Caso a tecnologia desenvolvida obtenha viabilidade técnica e comercial, a InterCement será a responsável por introduzir o novo produto no mercado.


Inseed lança primeiro fundo destinado à inovação tecnológica aplicada ao meio ambiente

7, março, 2013 Deixar um comentário

Nomeado de Fundo de Inovação em Meio Ambiente – FIP Inseed Fima e criado pela Inseed Investimentos, gestora de fundos especializada em assessoria financeira para empresas em estágio inicial, o fundo já nasce com R$ 150 milhões – com possibilidade de alcançar R$ 200 milhões – de capital comprometido, captados junto a investidores como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, fundos de pensão e investidores institucionais. A expectativa é de efetuar aporte de 20 empresas do setor de tecnologias “limpas”.

O novo programa é voltado para empresas com faturamento anual de até R$ 20 milhões, cujos negócios estejam relacionados com a promoção da sustentabilidade, redução de impacto ambiental e que incorporem inovação em suas tecnologias, produtos ou processos para favorecer o desenvolvimento de ciclos produtivos sustentáveis ao longo de todas as etapas da cadeia de valor.

A estratégia do FIP Inseed Fima é composta por três possibilidades de investimentos: Soluções Ambientais (gestão e recuperação de resíduos sólidos, reúso e tratamento de água e efluentes, descontaminação do solo, recuperação de paisagens, despoluição do ar e redução da poluição sonora); Tecnologias Avançadas (gestão e uso sustentável de energia, materiais alternativos, construções verdes e agropecuária sustentável); Novos Modelos (serviço de logística e mobilidade urbana, ecofranquias, novos projetos, desenho de produtos e serviços sustentáveis).

inseed

A Inseed já conta com cerca de 200 iniciativas cadastradas e em análise. Aprovado o investimento, a Inseed participará do dia a dia dessas empresas, oferecendo consultoria na gestão e no desenvolvimento do negócio e buscando oportunidades de crescimento para a empresa. “A maior conscientização e a crescente demanda global pela manutenção do meio ambiente e de recursos naturais estabeleceu um ambiente favorável às oportunidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade. Vamos aplicar a experiência da equipe da Inseed para incrementar ainda mais esse mercado”, finaliza Gustavo Junqueira, diretor de planejamento da Inseed.

 


Tigre constrói sua primeira fábrica sustentável

24, outubro, 2012 Deixar um comentário

Após investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões, a Tigre, multinacional brasileira anunciou sua primeira fábrica “verde”. A nova fábrica está localizada em Joinville, Santa Catarina, no mesmo complexo industrial da matriz. “Há muitos anos temos investido em processos sustentáveis na empresa, e essa fábrica torna-se um modelo para as demais plantas. Economizamos cerca de R$ 1 milhão com pequenas adequações, como a alteração da voltagem de energia”, conta Rogério Khontopp, diretor de qualidade e inovação da Tigre.

Telhas térmicas que dispensam condicionadores de ar, reaproveitamento de água da chuva para os sistemas internos de produção, torres de resfriamento secas que evitam a evaporação e poupam 15 mil m³/dia de água , alteração de voltagem da fábrica para 380 volts onde os cabeamentos são menores, máquinas injetoras automáticas que reduzem em até 50% o consumo de energia, sistema de controle de luminosidade e sistema para aproveitar o máximo da luz natural são as principais medidas adotadas para aumentar a lucratividade da empresa e ainda beneficiar o meio ambiente.

Instalação de torneiras econômicas, renovação tecnológica de equipamentos para reduzir o nível de consumo de energia elétrica, programas de conscientização e gerenciamento de emissões de veículos da frota terceirizada são outras atitudes “verdes” também praticadas pela empresa.

Entre válvulas de PVC e C-PVC, registros borboleta, registros de chuveiros, registros gaveta, relógios de leitura de consumo de água, chamadas de Unidade de Medição e Controle – UMC, kit cavalete para hidrômetro residencial e outros registros para aplicações especiais, a fábrica produz cerca de 600 mil peças por mês.

 

Novidade
Com a nova fábrica, a Tigre introduz no mercado brasileiro registros com junta soldável. Segundo a empresa, a vantagem em relação ao modelo anterior é que o novo padrão, além de oferecer um melhor ajuste, reduz o risco de vazamento. “Este novo conceito vem para atender a exigência do mercado e, além disso, poderemos operar com estoques menores, reduzindo assim as despesas relativas à produção nas linhas de produtos injetados”, diz Khontopp.


Logística reversa: um recomeço imposto pela sustentabilidade

Corporações de todos os portes iniciam diferentes movimentos em prol da preservação do meio ambiente, e a logística reversa adquire maior importância, tanto no contexto internacional quanto nacional. O termo moderno nada mais é do que o retorno dos materiais do consumidor de volta à cadeia produtiva, o que também pode ser tratado como ciclo da reciclagem.

No Brasil, as práticas de gestão da Tetra Pak demonstram que é possível conciliar sucesso empresarial com uma postura social e ambientalmente responsável. Nos últimos anos, as principais frentes de trabalho da empresa no País têm sido o fomento às iniciativas de coleta seletiva das embalagens pós-consumo, o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem e sua transferência para empresas recicladoras, a educação ambiental e a busca pela utilização de fontes de energia limpas e matérias-primas renováveis.

Após anos de trabalho, atualmente a Tetra Pak tem uma rede de parceiros que conta com mais de 600 cooperativas cadastradas no site Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br), que recebem embalagens longa vida de todo o País. Além disso, 33 fábricas recicladoras transformam o papel, o plástico e o alumínio contido nas embalagens em papel reciclado, canetas, vassouras, telhas e materiais de escritório, entre outros. No ano passado, mais de R$ 70 milhões foram gerados por toda essa cadeia recicladora. E esse número poderia ser quadriplicado, já que atualmente apenas 27% das embalagens são recicladas.

Atualmente o maior gargalo para aumentar a reciclagem de nosso País é a coleta seletiva. Isso acontece porque as embalagens descartadas e destinadas ainda não formam volume suficiente do material para atender a demanda das indústrias recicladoras já existentes. É um mercado potencial a ser desenvolvido, que trará geração de emprego e renda.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, será obrigatória a logística reversa, ou seja, o retorno de embalagens e outros materiais à produção industrial após consumo e descarte pela população, possibilitando seu reaproveitamento, principalmente pelas cooperativas e associações de catadores. As empresas passam a responder por seus resíduos desde a fabricação até a comercialização e distribuição de seus produtos.

Crédito:
Artigo redigido por Fernando von Zuben, diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak.