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Feiras de máquinas e equipamentos para embalagem projetam crescimento de 20% em 2012

As feiras Brasilpack, Expográfica e Flexo Latino América devem receber 520 expositores de 28 países

Dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) projetam crescimento de 2% na produção para 2012 e de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), as exportações de produtos gráficos totalizaram US$ 175,50 milhões nos primeiros oito meses de 2011. E foi justamente o setor de Embalagens que mais contribui para esse faturamento, sendo responsável por 35,7% do total exportado de produtos gráficos. Para a organizadora, os números do setor justificam as expectativas para a Semana Internacional de Máquinas e Equipamentos para Embalagem e Impressão de 2012.
Comparando o 3º trimestre de 2011 com o mesmo trimestre de 2010, a produção da indústria gráfica cresceu 9,1%.  E no acumulado dos  doze meses,  contados  de outubro  de  2010  a  setembro  de  2011,  a  produção  da  indústria  gráfica  brasileira  apresentou crescimento de 2,3% em  relação aos doze meses que o antecederam. Este resultado supera o verificado para a indústria em geral, cuja atividade apresentou crescimento de 1,6%.

No caso do mercado brasileiro de flexografia, o crescimento anual ficou em torno de 6% e 8%, nos últimos quatro anos, inclusive, durante a crise financeira internacional, foi mantido 6% – percentual que representa a média nos últimos dez anos. A  Associação Brasileira Técnica de Flexografia (Abflexo), promotora da Feira Flexo Latino América, projeta crescimento de 30% de área e 25% de expositores na edição de 2012.


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Entre os produtos que serão expostos na feira, destacam-se as embalagens de produtos eletrônicos com impressão flexográfica em até cinco cores com verniz; as embalagens-display, que vão direto da linha de produção para a gôndola, denominadas “shelf ready package”; as embalagens tipo bag-in-box para bebidas; e os displays para divulgação e promoção de novos produtos no ponto de venda.

Veja aqui, mais informações sobre a Semana Internacional de Máquinas e Equipamentos para Embalagem e Impressão.

Como Aumentar a Competitividade das Empresas Integrando os Canais de Distribuição

O mercado mundial vem presenciando um crescimento em sua demanda a um nível acima do esperado. O consumo está se expandindo em diversas partes do globo, inclusive em países que outrora eram considerados inexpressivos e sem previsibilidade de crescimento no mercado mundial.

Nesse contexto há uma visão de oportunidade, por parte das indústrias, e de expansão de suas operações a nível global, porém, esta visão também é do conhecimento de empresários de muitos países, tornando a competição acirrada e complexa.

Para que possamos sobreviver a esse cenário turbulento e competitivo, é necessário avaliar três variáveis, sendo a primeira a presença cada vez mais forte, em nosso mercado, de diversas empresas que fornecem produtos e serviços de vários segmentos. Essas empresas são originadas de diversas partes do globo, tornando cada mercado/oportunidade um alvo não mais regional, mas mundial. A segunda é o nível de qualidade dos produtos, tornando-os cada vez mais próximos em relação às suas características técnicas (comoditização). Independentemente do segmento social abordado ou do produto vendido, as manufaturas devem ter como características básicas a qualidade. Portanto, os produtos devem ter esse atributo como padrão para sobreviver aos consumidores cada vez mais exigentes. A terceira, e talvez mais complexa, é o nível de serviço apresentado. Esse atributo, no escopo da Logística, é a disponibilidade. O alto nível de serviço é garantia de que um produto esteja disponível no momento que o cliente irá procurá-lo. Muitas vezes o alto nível de serviço está atrelado à necessidade de manter estoques perto do consumidor. Qual o motivo de se manter estoques? O motivo está atrelado a diversas variáveis, sendo uma delas a incapacidade da cadeia suprir na hora certa que se deseja e com a velocidade pretendida. Atraso no abastecimento significa, por muitas vezes, perda de vendas. Este problema da cadeia está atrelado, em muitos casos, à necessidade de aumento do poder de barganha com o fornecedor, ou então à falta de parcerias concretas com sua cadeia de abastecimento. Outro problema é decorrente da volatilidade de demanda, quando se torna necessário determinar o exato consumo, optando-se por ter estoques para garantir o nível de serviço. Esta equação mostra-se sem sintonia, pois estoques excessivos possuem altos riscos de obsolescência, pois o ciclo de vida dos produtos, cada vez mais reduzidos, faz com que os mesmos sejam substituídos em uma velocidade cada vez maior.

A consequência disso é clara. Apesar da expansão mundial, nunca foi tão complexo vender, pois o consumidor, cada vez mais exigente, vem recebendo produtos melhores a preços mais acessíveis. Cabem aqui as perguntas:

- Como ser escolhido pelo consumidor?

- Como obter sua preferência?

- Como se destacar em um ambiente com milhares de marcas e nomes?

- Como se diferenciar em um cenário onde todos os produtos são de qualidade e os preços são cada vez mais semelhantes?

O cenário acima descrito vem se acelerando a cada dia, exigindo das empresas mais atenção em sua cadeia de suprimentos, cada vez mais essenciais para a estratégia de uma organização.

As cadeias são formadas por diversos componentes: os fornecedores, a manufatura que transforma a matéria-prima em produto acabado e, em muitos casos, o distribuidor, o atacadista e o varejista. Quanto mais complexo é o produto, mais componentes tem uma cadeia e quanto maior o número de componentes, maior a complexidade da cadeia e maiores os riscos de erros.

A gestão da cadeia de suprimentos passa a ser mais estratégica, pois é ela que irá definir o sucesso ou o fracasso de uma organização; não existe nenhuma indústria que concentre todos os processos. Esse é um processo nitidamente colaborativo e, como tal, deve ser percebido. Precisa ser percebido.

Em um contexto global com cenários mais complexos e mais variáveis para se controlar, torna-se necessária a visão holística da cadeia, pois certamente essa é única forma de sobrevivência.

“A qualidade em primeiro lugar”

“O mercado está pragmático.” Pragmático além da conta,  segundo a queixa e a crítica que nos chegam do leitor Jaime Ortiz Jimenez, gerente-geral da empresa Italbronze: “ O preço é a base de grande parte das relações comerciais entre empresas, em qualquer dos setores econômicos. Evidentemente, a … redução de custos impacta diretamente na rentabilidade, mas o que está ocorrendo é uma verdadeira subversão de valores — empresas líderes, que investem fortemente para oferecer produtos e serviços de qualidade, sofrem … uma concorrência acintosa, muitas vezes despercebida pelos seus clientes … mas totalmente prejudicial a toda a sociedade.”

Embarcadas nessas tendências, segundo Jimenez, estão empresas “que, incapazes de investir em processos produtivos atualizados, em novas tecnologias ou mesmo em sistemas de qualidade, acabam mascarando seus produtos, tornando-os atrativos por serem … mais ‘competitivos’ ”.

Na mesma tendência, segundo Jimenez estão “empresas lideradas por profissionais insensíveis e até mesmo aéticos … interessados somente na curva ascendente dos gráficos de vendas … pouco valorizando os benefícios intrínsecos de seus produtos e serviços, depositando suas forças na habilidade negocial”.

Na visão do leitor, o resultado é que o cliente balança indeciso entre o discurso que enfatiza a economia imediata e os benefícios da qualidade nem sempre fáceis de medir. Sua decisão, portanto, terá um forte componente lotérico.

O que fazer? O leitor se pergunta e responde: “Sem dúvida, a melhor perspectiva é o investimento declarado e comprovado em qualidade. Um mercado maduro, competitivo, é aquele no qual a balança pende para as empresas que oferecem garantias de seus produtos e serviços … ancorado em … regras e referências niveladas ‘por cima’. Isso significa que, em princípio, empresários, líderes e decisores devem apostar no ganho conjunto do mercado.”

E conclui a carta que nos enviou propondo teses e erguendo sua bandeira:

“É mister esse ganho de consciência, propagando a todos os setores da economia que atitudes evolucionistas não têm nada a ver com a ‘fome por lucros’ … com a concorrência predatória. Atitudes evolucionistas passam pela coerência … pela determinação em se produzir cada vez mais e melhor … Como atingir esse estado ideal? Através da educação, da discussão dos valores, da propagação dos benefícios das decisões e ações éticas.”

E finaliza: “Soa melhor a qualidade em primeiro lugar do que o preço em primeiro lugar.”

Conheça fornecedores industriais de qualidade AQUI.

Conservação de Energia: Quando Menos é Mais

A competitividade da indústria reside na capacidade de ações estratégicas e nos investimentos em inovação de processo e de produto, que considera também a eficiência energética entre os fatores associados à preservação, renovação e melhoria das vantagens competitivas dinâmicas.

O desperdício de energia é um sinal do uso improdutivo de recursos naturais e requer uma honesta comparação em relação as melhores práticas vigentes técnica e economicamente viáveis e a decisão de se fazer alguma coisa a respeito. Entre as oportunidades estão a redução de custos de até R$ 250,05/MWh ou até R$ 6.396,50/tep; receita não operacional da venda de excedente de energia contratada de até R$ 120,00 no mercado livre quando aplicável e potencial benefício de aumento de mercado para clientes que valorizem compras sustentáveis (verdes). Em contrapartida, a má gestão dos contratos de fornecimento de energia elétrica, por exemplo, a ultrapassagem da energia contratada no horário de ponta pode custar até R$ 1.521,25/MWh.

O Brasil possui Programas maduros (PROCEL, CONPET, Programa Brasileiro de Etiquetagem – PBE/INMETRO, Selo de Eficiência Energética, Lei de Eficiência Energética n° 10.295/01 que estabelece índices mínimos de eficiência energética ou máximos de consumo específico) e de grande abrangência. Existe legislação favorável, mas que ainda carece de novos instrumentos.

A Nossa Caixa Desenvolvimento (Agência de Fomento do Estado de São Paulo) lançou a Linha Economia Verde: Financia ações de eficiência energética: Redução de perdas na produção e transmissão de energia elétrica; isolamento de tubulações; sistemas de recuperação de calor; instalação de equipamentos que reduzam o consumo energético; melhoria de sistema de iluminação e refrigeração.

Há um imenso potencial de Eficiência Energética ainda a ser explorado. Ela já é feita naturalmente pela indústria através de ações determinadas pelo mercado competitivo e financiados pelas próprias companhias. Entre elas destacamos:

i) Enfoques da E.E. no projeto, especificação dos equipamentos, da especificação da compra, da instalação e operação;

ii) Conscientização e capacitação;

iii) Substituição de dispositivos de refrigeração, força motriz e iluminação por outros mais eficientes; iv) Adoção de sistemas de automação (motores e iluminação);

v) Troca do insumo energia elétrica por energia solar para aquecimento de água;

vi) Reaproveitamento de energia em dissipação. Exemplo: uso de energia térmica do ar condicionado para pré-aquecimento de água;

vii) Utilização de técnicas de reuso, captação de águas pluviais e autoprodução;

viii) Modernização dos sistemas de força motriz; e

ix) A economia de eletricidade conseguida por meio da arquitetura bioclimática pode chegar a 30% em edificações já existentes (se passarem por readequação e modernização) e a 50% em prédios novos, que contemplem essas tecnologias desde o projeto.

Igualmente existem oportunidades associadas à regulamentação das políticas de mudanças climáticas:

i) Utilização dos benefícios do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL, para estimular a implementação de ações e programas nacionais de eficiência energética;

ii) Incentivos fiscais para a produção e a comercialização de equipamentos mais eficientes;

iii) Programa de incentivo ao uso de aquecimento solar para substituir chuveiros elétricos;

iv) Programa de substituição de refrigeradores;

v) Implementação do programa nacional de aquecimento solar; e

vi) Implementação de um plano de compras governamentais sustentáveis.

Porém, são necessárias ações complementares que requerem financiamento público para cobrir “falhas de mercado”. Políticas públicas podem estimular maiores investimentos privados em E.E. removendo barreiras de mercado, mas precisam estar dentro de limites considerado satisfatório/economicamente viável para a sociedade.

Outro grande desafio está no consumo consciente, onde o consumidor se sobrepõe ao cidadão. Em tese ele não defende princípios éticos ou o cumprimento da lei de maneira ampla, e sim se limita a defender seus próprios interesses. O risco de prejuízos ou danos pessoais é que pode desestimular a compra ou o uso de produtos e serviços de baixa eficiência energética e mais baratos. Somente benefícios que realmente valoriza, incluindo o ganho financeiro (visão econômica de médio e longo prazo raramente influenciam sua decisão), podem levá-lo a comprar produtos e serviços energeticamente eficientes e mais caros.

Ser ecoeficiente através da conservação de energia, fazer mais com menor consumo energia (seja ela de origem renovável – preferencial ou não renovável) é parte da estratégia global de empreendedorismo sustentável para atender as necessidades essenciais da sociedade em uma economia de baixo carbono e escassez crescente de recursos naturais não renováveis. Na área socioambiental, o quilowatt mais eficiente é o que não consumimos.

Profissão e informação: sugestões para crescer numa era revolucionária

Com o tema “Profissão e informação: Sugestões para crescer numa era revolucionária” o Diretor Editorial de NEI, Alípio do Amaral Ferreira, palestrou hoje na IV Semana de Educação, Ciência e Tecnologia do ISFP – Instituto Federal de São Paulo.

O objetivo da palestra foi mostrar aos jovens os desafios das profissões atuais e futuras quando falamos de informação. Isso porque as profissões estão mudando muito e de forma acelerada, os profissionais de hoje sofrem uma avalanche de informações diárias e rapidamente estão desatualizados.  As pessoas já não detêm mais todo o conhecimento de um determinado assunto. Não há mais um “gênio” capaz de armazenar todo o conhecimento para si.

Por exemplo, se procurarmos pela palavra “Engine”em algum buscador comum teremos mais de 371 milhões de resultados! Certamente vamos nos perguntar:  “E agora?”O volume de informação é gigantesco e hoje o profissional que tem mais potencial no mercado de trabalho não é aquele que sabe tudo, mas aquele que sabe onde encontrar a informação certa na hora exata.

É isso que o Sistema NEI oferece ao mercado industrial: informação de qualidade, atualizada, gratuita para ser encontrada quando e onde os profissionais precisarem. Seja através da edição impressa de NEI – Noticiário de Equipamentos Industriais, da edição especial NEI TOP FIVE, do site NEI.COM.BR, da versão mobile do site NEI, do NEI News, etc. A mídia não importa. O importante é que os profissionais  e futuros profissionais saibam que NEI tem como princípio levar a melhor informação industrial até eles para que eles tenham sucesso no mercado de trabalho.

A Mecânica 2010 e seu contexto

AQUI você encontra, ANTECIPADAMENTE, máquinas e equipamentos que serão exibidos de 11 a 15 de maio na 28ª Feira Internacional da Mecânica, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Eles antecipam o que promete ser, por muitas razões e por algumas circunstâncias especiais, o mais importante evento da indústria em 2010.

Nos quase 80 mil metros quadrados da feira, os profissionais da indústria certamente encontrarão, nas centenas de expositores nacionais e internacionais, tudo o que precisam para se manter competitivos nos mercados interno e externo.

A atenção dos visitantes deve orientar-se principalmente para as inovações, celebradas como fator decisivo para a competitividade. Elas poderão ser encontradas em todas as áreas da feira, mas sobretudo nas grandes máquinas de produção, equipamentos hidráulicos e pneumáticos, solda, movimentação, controle de qualidade, automação e manutenção.

A dinâmica da feira também revelará a temperatura do mercado industrial e se poderão ser confirmados aqueles melhores prognósticos que asseguram para a indústria um crescimento superior ao do País. Para os mais otimistas, um crescimento na casa dos dois dígitos. A absoluta maioria das análises concorda que a indústria crescerá mais do que o País, embora apenas os mais otimistas esperem crescimento na casa dos dois dígitos. O que mais importa, contudo, é a unânime conclusão de que 2010 será um ano de forte recuperação econômica da indústria, o mais penalizado dos setores durante a crise financeira que se tornou visível e mundial em fins de 2008.

Os temas da agenda do Simpósio Internacional que acontecerá junto com a Mecânica 2010 repercutem as transformações pelas quais o País e a indústria estão passando e as preocupações que se tornaram recorrentes: desoneração fiscal, exportação versus câmbio, financiamento para a produção. Esses assuntos estão focalizados nas palestras sobre a retomada da economia mundial e os desafios da indústria nacional, os investimentos em processos e matérias-primas verdes, a captação de financiamento para projetos industriais, o desenvolvimento de fornecedores, a robótica, a nanotecnologia e a inovação tecnológica, todos no contexto da competitividade no mercado internacional.

O título do Simpósio, “Novos tempos, novas soluções”, é fortemente emblemático. Reitera a agenda em que a indústria já trabalha e também vale como convocação para a descoberta das oportunidades que, por definição, pertencem aos novos tempos.

Reencontro da confiança

A confiança dos setores produtivos praticamente quintuplicou entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010. É o que diz o Indicador Sensor Econômico calculado pelo respeitado Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada–Ipea. A renovada confiança no desempenho da economia brasileira tem outros números que refletem o ânimo com o qual os setores produtivos iniciam 2010.

O Informe Conjuntural da Confederação Nacional da Indústria afirma que o País crescerá 5,5%, mas o setor industrial crescerá 7%, liderando o processo de desenvolvimento em 2010. Os motores desse crescimento serão os significativos aumentos nos investimentos e o consumo no mercado interno, que sairá de 3,7% em 2009 para 5,6% este ano. Tudo viabilizado pelo acréscimo da capacidade instalada da indústria, do já mencionado aumento da confiança dos agentes produtivos e da disponibilidade de financiamentos de longo prazo.

A redução dos custos também terá influência importante no desempenho esperado da indústria. Ela será determinante para a competitividade exportadora do País, empenhado em deter a expansão chinesa em mercados importantes para o Brasil, como Estados Unidos, México e Argentina. Pelo menos parte dessa redução de custos virá da maior produtividade, desde que as crises ensinam às indústrias que podem fazer mais e melhor com menos recursos. Em outras palavras, a recuperação da produção não recria os mesmos postos de trabalho.

A análise da Federação das Indústrias de São Paulo registra, em primeiro lugar, que o Brasil emergiu da crise global como parceiro confiável. A entidade prevê investimentos externos na ordem de US$ 35 a 45 bilhões e um crescimento superior a 6%. Para esses números devem contribuir os projetos relacionados aos dois grandes eventos esportivos previstos – a Copa e a Olimpíada – a construção do Trem de Alta Velocidade e a conclusão de obras do PAC. Nesse contexto positivo a indústria excederá o País, crescendo 8,5%. A comparação destas e da absoluta maioria das prospecções divulgadas convergem para um 2010 promissor.

Nesse clima de renovada confiança no desempenho industrial do País vai acontecer a 28ª Feira Internacional da Mecânica, entre 11 e 15 de maio próximo. São esperados 120 mil visitantes e negócios à altura dos prognósticos, que pouco diferem entre si e concordam na visão de um ano positivamente memorável para a indústria.

Uma nova fase para a indústria

A indústria, através de suas entidades representativas, tem métricas econômicas que oferecem números tanto para lamentar quanto para nos encorajar.

Entre os primeiros, estão os números que comparam os primeiros semestres de 2008 e de 2009. De janeiro a junho deste ano, dados da Abimaq, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos foi 19,4% menor do que o semestre correspondente de 2008.

Mesmo descontado o fato de que 2008 também foi um ano atipicamente positivo, mas acrescentada a inflação do período, resulta uma perda significativa.

Junho deste ano, contudo, já mostrou a reanimação do mercado com um crescimento de 10,6% em relação a maio.

As estimativas feitas para os meses seguintes mostram que a recuperação prossegue e o setor, enfim,  retoma fôlego e planos.

A comparação entre os dois primeiros semestres, marcados por ambientes econômicos que oscilam entre os extremos do aquecimento e da crise econômica,  e a recuperação que se esboça em escala internacional, sugerem  a  hipótese de um novo padrão para os ciclos econômicos. No mercado globalizado e de crises igualmente globalizadas, surge com força a idéia de que para melhor ou para pior estes ciclos serão mais agudos mas também mais breves.

Existem motivos para acreditar que o mercado industrial brasileiro, que se acredita em fase de franca convalescença, pode  emergir fortalecido deste ciclo. A primeira fase da crise,  mobilizou empresas e governo para um trabalho de revisão que resultou em desoneração fiscal para encorpar o mercado interno e redução de juros para encorajar o empreendedores.

De pouco serviriam as novas taxas de juros se o fluxo do financiamento não fosse aumentado. Isto ocorreu e é reconhecido pelas entidades da indústria especialmente em relação ao desempenho do BNDES, que reduziu de forma importante as taxas de suas linhas de crédito praticamente zerando seus juros reais.

A experiência vivida desde outubro, a conjunção de esforços da indústria e do governo, indicam futuro imediato menos turbulento. A mesma experiência, contudo, mostra a importância de manter o foco na desoneração fiscal dos bens de produção, e nos  incentivos ao investimento.