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Mineração discute gestão de energia

Entre os dias 10 e 12 de setembro, em Salvador, será realizado o 2º Seminário Internacional de Gestão de Energia na Indústria da Mineração, o Enermin, que contará com a presença de profissionais da mineração, pesquisadores e representantes de entidades para abordar um assunto estratégico para o setor: a gestão energética. O evento envolverá temas como a busca por sustentabilidade na indústria, o transporte eficiente dos minerais, o uso de biocombustíveis e a preocupação com as mudanças climáticas e a emissão de gases.

“Esse é um debate pioneiro no País e de necessidade crescente”, disse Rinaldo Mancin, diretor de assuntos ambientais do Instituto Brasileiro de Mineração, que integra o comitê executivo do Enermin 2012. “O desafio é aumentar a eficiência energética, diminuir os custos e estimular os estudos e a implementação de tecnologias de uso sustentável. Buscamos agregar projetos e ideias de boa gestão de energia de diversos lugares do mundo.” Para mais informações, clique aqui.


Lei do Bem – mineração e petroquímica investem mais de R$ 1 bi em inovação

14, maio, 2012 Deixar um comentário

Criada em 2005, a Lei do Bem oferece incentivos fiscais para as empresas que investem em pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. Estimuladas pelo incentivo, empresas brasileiras dos setores petroquímico e de mineração investiram R$ 1.118 bilhão em 2010 para a criação de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento – P&D e obtiveram mais de R$ 383 milhões em benefícios fiscais. É o que aponta o levantamento do Ministério de Ciências e Tecnologias.

Mesmo com alto investimento em políticas de inovação tecnológica, o número de empresas do setor petroquímico caiu de 14 em 2007 para 2 em 2010. “Muitas empresas brasileiras desconhecem o benefício e não sabem como identificar e enquadrar os projetos”, avalia André Palma, diretor da GAC, consultoria francesa especializada em obtenção de recursos para inovação.

Já a quantidade de mineradoras beneficiadas pela Lei do Bem passou de 1 em 2007 para 7 em 2010. Índice ainda baixo, segundo o diretor da GAC. “No Brasil, apenas 639 empresas utilizam o instrumento fiscal. Na França, por exemplo, somente a GAC atende 1.500 companhias”, analisa.


Recorde – Mineradoras devem investir US$ 75 bi até 2016

13, maio, 2012 Deixar um comentário

No período 2012 – 2016, a indústria privada brasileira de mineração investirá o valor recorde de US$ 75 bilhões, segundo o novo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração – Ibram. O valor é 9,5% maior em relação aos US$ 68,5 bilhões, indicados na última pesquisa (2011 – 2015). Segundo o Ibram, o maior interesse por projetos minerais reflete o cenário de demanda aquecida e preços elevados, impulsionado pelo crescimento mundial, especialmente dos países emergentes.

Em 2011, a Produção Mineral Brasileira – PMB também foi histórica, atingindo US$ 50 bilhões, representando 3,8% do Produto Interno Bruto – PIB. O saldo comercial da mineração foi de US$ 38,4 bilhões ou cerca de 30% superior ao saldo total da balança comercial brasileira. O minério de ferro representou 81% das exportações de minérios em 2011.

A perspectiva do Ibram é de manutenção da tendência de crescimento. Segundo o instituto, a PMB deve crescer 10% em 2012.


Novidades da M&T Expo 2012

As 480 empresas expositoras da M&T Expo 2012 – 8ª Feira Internacional de Equipamentos para Construção e 6ª Feira Internacional de Equipamentos para Mineração apresentarão seus lançamentos para 45 mil visitantes esperados entre 29 de maio e 2 de junho, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

A BMC levará o modelo HL770, da série 7A, da linha de pás carregadeiras da Hyundai. O equipamento tem sistema de braços tipo “Z bar” e vem equipado com caçamba reforçada com capacidade de 3,7 m³.

A New Holland mostrará a nova linha de motoniveladoras. Os modelos RG140.B, RG170.B e RG200.B contam com motores Fiat Power Train, transmissão automática ZF, conversor de torque e sistema lock-up.

Já a Randon Veículos mostrará a retroescavadeira RD 406 Advanced nas versões com tração 4 x 2 ou 4 x 4, motor aspirado 84 cv ou turbo de 110 cv, cabine aberta ou fechada com ar-condicionado.


Integração de bioengenharia de solo e serviços ambientais poderá recuperar áreas degradadas por mineração

21, dezembro, 2011 1 comentário

Utilizando, de forma integrada, os conceitos de bioengenharia de solo e serviços ambientais, o Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental – LabGeo e a Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT estão desenvolvendo uma pesquisa para recuperar áreas degradadas pela mineração (pedra, areia e calcário).

Para Amarillis Lúcia Casteli Figueiredo Gallardo, pesquisadora do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas – CETAR, do IPT, a integração dos conceitos é algo inédito e deverá resultar em uma patente ao Instituto. “Normalmente, essas técnicas são utilizadas na recuperação de rodovias e margens de rios. Seu uso para recuperar áreas degradadas por mineração é inédito”, conta a pesquisadora.

O estudo, intitulado “Recuperação de áreas degradadas de mineração, associando técnicas de bioengenharia de solos com geração e manutenção de serviços ambientais”, é resultado do acordo de cooperação entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP e a Companhia Vale. Além da FAPESP e da Vale, parte do financiamento é do próprio IPT e do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria de Mineração – Comin da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP.

Cerca de 250 terrenos – economicamente inativos – localizados na região metropolitana de São Paulo já foram selecionados pelo Instituto como os principais alvos do projeto, cuja recuperação por empresas mineradoras está regulamentada, desde 1989, pelo Decreto Federal 97.632, que objetiva a implantação do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas – Prad ao término da exploração mineral. “O nosso projeto pretende extrapolar a prática convencional de recuperação dessas áreas, promovendo também a sustentabilidade ambiental”, diz Gallardo.

 

Recuperação sustentável

No projeto, a aplicação de técnicas de bioengenharia de solos visa não só recuperar áreas utilizando as espécies convencionais (gramíneas e eucaliptos), mas priorizar o uso de espécies nativas. “Em vez de espécies exóticas, vamos priorizar o uso de espécies mais comuns, proporcionando uma abordagem mais sustentável para a atividade de mineração”, diz Caroline Almeida Souza, pesquisadora da Seção de Sustentabilidade de Recursos Florestais do IPT. O método ainda poderá ser aplicado em outras regiões do País, em contextos minerários similares e, após novos estudos e adaptações, também atingirá outras atividades mineradoras.


Acumulado de fusões e aquisições em mineração: terceira maior alta desde 1994

21, novembro, 2011 Deixar um comentário

De janeiro a setembro de 2011, a indústria de mineração no Brasil realizou 17 fusões e aquisições, o que representa a terceira maior alta do setor que vem sendo monitorado desde 1994, em uma pesquisa realizada trimestralmente pela KPMG no Brasil. O estudo apontou também que no terceiro trimestre de 2011 (julho a setembro) o segmento teve apenas três operações. Apesar do bom desempenho, esse número equivale a uma queda superior a 57% em comparação a 2010, quando foram anotados sete negócios.

Das três transações realizadas no último trimestre, duas são de empresas estrangeiras adquirindo, de brasileiros, firma brasileira estabelecida no País; e uma de empresa de capital estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, outra estrangeira estabelecida no Brasil.

Desde o início do estudo pela KPMG em 1994, já foram realizadas 120 negociações envolvendo empresas de mineração. Desde então foram registradas outras duas altas na indústria: durante todo o ano de 2010 com 24 negociações concretizadas e em 2008 quando aconteceu a maior alta, 27.

Para André Castello Branco, sócio da área e membro do Centro de Excelência em Mineração da KPMG no Brasil, o grande número de negociações já realizadas este ano demonstra que o mercado vive um momento de otimismo.


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“O setor está percebendo um período de grandes e importantes movimentações, já que muitos players estão buscando parceiros para se manterem firmes na indústria”, afirmou.

Segundo ele, a interpretação é que o principal interesse está no mercado local, o que tem impulsionado a aquisição das empresas brasileiras, acrescenta o executivo.


Dutos: a expansão necessária

30, julho, 2010 1 comentário

Com a inauguração recente do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte, o Gasbel II, o Brasil atingiu 22 mil quilômetros de dutos em operação, entre gasodutos, minerodutos e dutos submarinos. Ainda é pouco para um país continental e com produção de peso nos setores do petróleo e da mineração, principais demandadores desse tipo de transporte.

Ocupando a 16ª posição no ranking mundial, o Brasil tem malha dutoviária inferior até mesmo a de países com extensão territorial menor, como México (40 mil quilômetros), Argentina (38 mil) e Austrália (32 mil), e está distante dos mais de 400 mil quilômetros dos norte-americanos e dos 800 mil quilômetros de dutos existentes na União Européia.

É verdade, houve incrementos, especialmente no caso dos gasodutos, que praticamente dobraram de extensão em relação ao início da década, chegando aos atuais dez mil quilômetros. A expansão foi motivada pelo Plangás – Plano de Antecipação da Produção de Gás, que proporcionou a utilização, em várias regiões do Brasil, de recursos oriundos de novas descobertas e do gás associado na Bacia de Campos, anteriormente queimado nas plataformas.

Os avanços, porém, não mudam o fato de que malha atual é deficiente e apresenta gargalos na distribuição de gás no sul do país. Mais do que isso, que a expansão continua a ser executada de forma ciclotímica, o que gera prejuízos logísticos e instabilidade para a indústria dutoviária.

No primeiro semestre de 2010, por exemplo, o segmento passou pelo fundo do vale, com grande ociosidade na fabricação de tubos e na execução de obras. Na melhor das situações, algumas empresas conseguiram compensar parcialmente a ociosidade no Brasil com encomendas e projetos no exterior, mas a maioria amargou perdas e redução de volume.

Por isso, é grande a expectativa de que o Plano de Negócios 2010-2014 da Petrobras reative os investimentos no setor. Divulgado no final de junho, o plano prevê a aplicação de recursos da ordem de US$ 5,3 bilhões, encerrando o ciclo de investimentos na ampliação da malha de transporte de gás natural.

Outro foco de interesse são os alcoodutos. Existem até o momento três projetos de implantação desses sistemas: o da PMCC, cujo traçado vai de Uberaba (MG) a Paulínia (SP); o CentroSul, que ligará o Mato Grosso ao litoral paulista; e o da Uniduto, de Serrana (SP) a uma monoboia a ser instalada no Guarujá (SP). Além de discussões relativas à otimização dos respectivos traçados, encontra-se em curso a definição dos projetos básicos e a conclusão dos estudos necessários para o licenciamento ambiental (que recentemente foi outorgado ao projeto do PMCC).

Se para o segmento de dutos esses projetos representam oportunidades de negócios, para o país a formação de infraestrutura de escoamento do etanol produzido no interior do país para os mercados consumidores interno e externo é fundamental. Limpo e renovável, o combustível é transportado em caminhões (leia-se: queimando diesel), que trafegam na congestionada e deteriorada rede viária brasileira. Essa situação, no mínimo contraditória, necessita de correções, principalmente em um país com planos de liderar o mercado mundial de biocombustíveis.

CONTEÚDO LOCAL

 A indústria de fabricação dutos instalada no Brasil já responde pelo fornecimento grande parte das demandas do país – o índice de conteúdo nacional da atividade ultrapassa 90% – e tem sido capaz de superar desafios, como a construção dos dutos do sistema Urucu-Manaus e de grande diâmetro, como o do Gasduc III.

Para os projetos do pré-sal está prevista a instalação de dois mil quilômetros de dutos submarinos. Embora não tenham sido divulgados os valores de investimentos previstos pelas empresas para atendimento dessa demanda, já se observa upgrade não só na capacidade produtiva, como também na qualidade e sofisticação dos produtos e certificação para as condições de alta pressão e baixas temperaturas do pré-sal.

Por Guilherme Pires de Melo, diretor de Petróleo e Gás da Abemi – Associação Brasileira de Engenharia Industrial