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Vale investirá em nova usina e ferrovia

Com R$ 37,8 bilhões, a Vale construirá unidade mineradora e de beneficiamento de minério de ferro no Complexo de Carajás-PA, com capacidade para 90 milhões de toneladas por ano; e ramal ferroviário, com 101 km de extensão, entre as cidades de Canãa dos Carajás e Parauapebas-PA. O projeto contempla ainda a expansão da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Carajás para 230 milhões de toneladas por ano. Devem ser criados 30 mil empregos diretos no pico das obras. As operações têm início previsto para 2016.

A Vale iniciará a exploração das reservas de Serra Sul, uma das três regiões que compõe o Sistema Norte de mineração, em Carajás, juntamente com as reservas de Serra Norte e Serra Leste. O Sistema Norte, que contém um dos maiores depósitos de minério de ferro do mundo, produziu 115 milhões de toneladas em 2013, de alta qualidade, alto teor de ferro e baixa concentração de impurezas.

Para a operação da mina será usado o sistema Truckless, que consiste na eliminação do uso de caminhões, substituídos por sistemas de correias integradas para o transporte do minério. A iniciativa diminui a quantidade de resíduos (pneus, filtros, lubrificantes), reduz cerca de 77% o consumo de diesel e permite a instalação de uma usina de beneficiamento em uma região de pastagem, ou seja, fora da área da floresta. Na usina, o componente de inovação está no processo de beneficiamento a seco, que utilizará a umidade natural para peneirar o material, eliminando a necessidade de barragem de rejeitos, usual em projetos convencionais. Essa tecnologia deve reduzir 93% o consumo de água, em relação ao processo de beneficiamento úmido, e o de energia.

Logística

O projeto compreende a construção de um ramal ferroviário com 101 km de extensão e a duplicação de 42 trechos da Estrada de Ferro Carajás. O ramal e a ampliação da capacidade da estrada são parte do projeto de expansão da capacidade de transporte do Complexo Logístico Norte – composto também pelo terminal marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís-MA – de 150 milhões de toneladas por ano para 230 milhões de toneladas por ano.


Um país desenvolvido precisa de uma indústria de transformação forte

“O atual modelo econômico nos empurra para uma reprimarização. O Brasil está priorizando a exportação de commodities e negligenciando a exportação de bens de maior valor agregado”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, Carlos Pastoriza, durante sua palestra no NEI International Industrial Conference & Show sob o tema “O papel da indústria líder na cadeia de produção: uma reflexão necessária”. Um dos exemplos citados por Pastoriza foi o do minério de ferro, um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Segundo o diretor, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima (automóveis, máquinas e equipamentos, etc.) é deficitária. A balança comercial da indústria de transformação, no período de 2004 a 2011, acumula déficit superior a US$ 100 bilhões, mostrou o diretor.

“Não existe país desenvolvido que não tenha uma indústria de transformação forte. É bom que o Brasil seja um grande exportador de commodities, mas é preciso que haja políticas que também beneficiem e fortaleçam a indústria de transformação.”, afirmou Pastoriza. O representante da ABIMAQ ainda falou que os fabricantes internos de máquinas estão perdendo market share para os importados. “Qualquer investimento em máquinas é produtivo para o Brasil, mas quando há aumento desbalanceado no investimento de máquinas importadas em relação às nacionais, o País perde”, finalizou.

A ABIMAQ considera como pontos fundamentais para se resgatar a competitividade do setor a redução do Custo Brasil, a desoneração total dos investimentos, a oferta de financiamentos (PSI), o incentivo às exportações, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.