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Textos com Etiquetas ‘nanotecnologia’

RS pode se tornar um polo industrial de produtos e insumos nanotecnológicos

Um contrato assinado este mês irá contribuir para que o Rio Grande do Sul se torne um polo industrial no país de produtos e insumos nanotecnológicos. O acordo envolve o Grupo empresarial FK-Biotec S.A. e a Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC) – fundação pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul.

Com investimentos globais de R$ 2 milhões, o Grupo FK estima produção inicial, com início ainda no mês de maio, de até 600 L diários de fragrâncias e óleos essenciais de nanoestruturados, devendo chegar a 2.000 L até o fim do ano, informa o cientista Fernando Kreutz, pesquisador à frente da Holding de pesquisa.

O Grupo utilizará a multiplanta tecnológica da CIENTEC, localizada em Cachoerinha, RS, para realização de testes piloto e produção em escala industrial do produto Nanovech – um odorizador de ambientes com nanogotículas de citronela (Nanocitronela) que já está disponível nas gôndolas de supermercados de todo o Brasil.

Além disso, a FK trabalha para o lançamento de uma linha de fragrâncias nanoestruturadas da empresa Khala, uma spin out do grupo FK-Biotec, especializada em cosméticos e insumos nanotecnológicos.

A CIENTEC foi o berço de criação do Grupo FK, que, em 1999, iniciava suas atividades na Incubadora Tecnológica da Cientec.

Estimativas de profissionais do campo da nanotecnologia, informa o Grupo FK-Biotec, é de que o setor possa movimentar no mundo, até 2018, um montante de R$ 4 trilhões; e o Brasil espera ter 1% de todo esse mercado, gerando negócios ao redor de R$ 40 bilhões.


Minas almeja ter fábrica de placas e células fotovoltaicas

9, novembro, 2013 3 comentários

IMG_1323A intenção é construir no Estado de Minas Gerais indústria de produção de placas e células fotovoltaicas. Para isso, autoridades, empresários e técnicos visitaram nesta semana a região de Rhône-Alpes, na França, famosa pelo conhecimento na área de energia renovável, microeletrônica e nanotecnologia. Na ocasião, o grupo conheceu centros de pesquisas e de inovação, laboratórios e empresas de energia.

“Saímos daqui com a expectativa de ser instalada em Minas uma unidade industrial que fabricará placas e células fotovoltaicas e será capaz de beneficiar silício. Será enorme salto para  a economia mineira”, enfatizou Alberto Pinto Coelho, vice-governador do Estado.

Minas Gerais quer se consolidar como centro de referência na produção de energia limpa no País. Lançado em agosto deste ano, o Programa Mineiro de Energia Renovável – Energias de Minas cria incentivos para estimular a implantação de novos empreendimentos no setor e, com isso, aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética mineira.


Governo vai investir R$ 440 milhões em nanotecnologia

Fortalecer as ações na área de nanotecnologia até 2014 é o principal objetivo da Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia – IBN, lançada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI. Os investimentos somaram cerca de R$ 440 milhões.

A iniciativa pretende aproximar a infraestrutura acadêmica e as empresas, fortalecendo as relações entre pesquisa, conhecimento e setor privado. Reestruturação do Sistema de Laboratórios em Nanotecnologias – SisNano está entre os principais objetivos da IBN. O SisNano é composto por unidades especializadas e multiusuárias de laboratórios, direcionadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação em nanociências e nanotecnologias. O sistema visa a mobilizar as empresas instaladas no Brasil e apoiar suas atividades, além de reforçar a infraestrutura existente e universalizar o acesso à comunidade científica.

O SisNano é formado por duas categorias: os laboratórios estratégicos, ligados ao MCTI e aos órgãos públicos, nos quais 50% do tempo de uso dos equipamentos deverá ser disponibilizado a usuários externos; e os laboratórios associados, localizados em universidades e em institutos de pesquisa, que deverão oferecer 15% do tempo a pesquisadores e empresas de fora da instituição.

“Vai modificar muito o ambiente da nanotecnologia no Brasil. Porque, agora, eles [os laboratórios SisNano] vão estar à disposição para desenvolvimento e vão ter o compromisso de ser laboratórios abertos onde as pessoas poderão entrar, contratar desenvolvimento ou colocar as suas equipes ou os seus pesquisadores lá dentro fazendo o desenvolvimento”, disse Flávio Plentz, coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI.

A Iniciativa Brasileira de Nanotecnologia – IBN já recebeu 50 propostas de projetos inovadores desenvolvidos por instituições e universidades de todo o país. Dessas, 26 foram selecionadas para integrar o sistema.

Nanociência. É capaz de manipular, sintetizar ou modificar a matéria em uma escala de tamanho de nanômetro, que é 1 bilionésimo do metro. Tudo que se faz em termos de modificação, manipulação ou síntese de materiais nessa escala é considerado nanotecnologia.

Fonte: com informações da Agência Brasil


Cristalização de carro pode durar até três anos com ajuda da nanotecnologia

É possível impermeabilizar o vidro e a lataria de um carro por até três anos utilizando a nanotecnologia, é o que garante a DPM Tecnologia, que traz para o Brasil duas novas versões do EcoGlas Pro, tecnologia alemã conhecida como vidro líquido. Segundo a empresa, com dióxido de sílica na fórmula, os produtos são 500 vezes mais finos que um fio de cabelo. O processo de impermeabilização contempla uma camada de 100 nanômetros, que reveste os materiais, criando uma trama que impede a passagem de moléculas grandes.

A tecnologia tem características parecidas com a da tradicional cristalização, que dá brilho e ajuda a repelir a água não deixando acumular sujeira, mas age por muito mais tempo, conforme a empresa. De acordo com a DPM Tecnologia, testes mostraram que um carro a 60 km por hora, na chuva, não precisa usar para-brisa se tiver recebido o Ecoglas Pro vidro e Cerâmica. Para a lataria, é indicado o EcoGlas Pro Polidor.

Além de usados nos carros, os produtos podem ser utilizados na indústria. “O vidro líquido pode revestir qualquer tipo de superfície”, disse Paulo Loria, diretor da DPM. Os produtos ainda não são vendidos para o consumidor. Até o final deste ano, o foco da empresa é apresentar a tecnologia para indústrias e concessionárias.


Pós-graduação stricto sensu em nanotecnologia da Coppe/UFRJ começa em 2014

31, julho, 2013 1 comentário

A partir de março, a Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, localizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, inicia o Programa de Engenharia da Nanotecnologia – PENT, composto por mestrado e doutorado. A criação do PENT, o 13º programa da Coppe, é um dos marcos das comemorações dos 50 anos do instituto.

“Vamos atuar em áreas como catálise, materiais, filmes e revestimentos, membranas e sensores”, disse Sergio Camargo, coordenador do novo programa da Coppe. “O Brasil está muito atrás no ensino da nanotecnologia e precisamos recuperar esse tempo. Essa é uma tecnologia de ponta e a engenharia é a maneira de fazer a ponte entre o conhecimento básico e a aplicação.”

Segundo o coordenador, hoje o total anual dos investimentos governamentais em nanotecnologia no mundo supera US$ 10 bilhões. “Levando-se em conta os investimentos privados, que são superiores aos governamentais, até o final de 2015 estima-se que o total investido em nanotecnologia no mundo atingirá cerca de um quarto de trilhão de dólares.”


Governo apresentará novo Programa Nacional de Nanotecnologia em agosto

Previsto para ser lançado na segunda quinzena de agosto, o novo Programa Nacional de Nanotecnologia priorizará pesquisas em nanociência para sensores, dispositivos, materiais e compósitos, que serão feitas nos 26 laboratórios que compõem o Sistema Nacional de Laboratório em Nanotecnologia – SisNano.

Flávio Plentz, coordenador-geral de Micro e Nanotecnologias do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, destacou que o foco no desenvolvimento dos laboratórios é atualmente a etapa mais importante na área de nanotecnologia para o País ter estrutura para competir internacionalmente na pesquisa científica.

“Vai modificar muito o ambiente da nanotecnologia no Brasil, porque agora eles [os laboratórios] estarão à disposição para desenvolvimento e terão o compromisso de ser laboratórios abertos, onde as pessoas poderão contratar desenvolvimento ou colocar suas equipes lá dentro fazendo o desenvolvimento”, disse Plentz. Segundo ele, os laboratórios que fazem parte do SisNano receberão recursos para ser usados por pesquisadores, grupos de pesquisas e empresas.

O dinheiro que será aplicado está em análise, porém neste ano já são investidos R$ 38,9 milhões diretamente nos laboratórios, além de R$ 9 milhões para que grupos de pesquisas façam parte do Sistema Brasileiro de Tecnologia – Sibratec. Para 2014, estão previstos R$ 20 milhões para o setor.

De janeiro a maio, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES investiu R$ 1,5 bilhão, por meio do Programa de Sustentação do Investimento, em  inovação, área que engloba a nanotecnologia.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Os avanços da nanotecnologia no Brasil serão debatidos em São Paulo

Indicado para a comunidade ligada à engenharia de mobilidade, principalmente a indústria automobilística, o Simpósio SAE Brasil de Novos Materiais e Nanotecnologia acontecerá em 3 de junho, no Centro de Convenções Milenium, em São Paulo. A nanotecnologia estuda a manipulação da matéria em uma escala atômica ou molecular, visando invenções para proporcionar mais qualidade de vida ao ser humano e novas propriedades – nunca antes alcançadas pelos métodos tradicionais.

Promovido pela Seção São Paulo da SAE Brasil, o evento promete debater sobre os avanços em novos materiais, o desenvolvimento de equipamentos que possibilitem a manipulação em escala manométrica e as evoluções sobre o assunto no Brasil e no mundo. “Abordaremos também os temas relacionados às novas regras do plano Inovar Auto, que tem sido um grande desafio para a indústria nacional”, conta Marco Colosio, chairperson da SAE Brasil.

O simpósio conta com quatro painéis:

1) Universidades, institutos de pesquisa e órgãos do governo. Destacará as pesquisas desenvolvidas em nanotecnologia e os incentivos do governo para esse mercado. Abordará também questões relacionadas às necessidades do Inovar Auto.

2) Materiais metálicos. Trará os avanços na utilização de alumínio e aços de alta resistência e de última geração na indústria da mobilidade.

3) Materiais poliméricos e compósitos com nanotecnologia. A ideia é debater sobre a possível substituição de vidros em veículos, o uso de compostos poliméricos para fixação de estruturas, compostos mais leves, silenciosos e mais fortes.

4) Lideranças da indústria e das instituições. Executivos da área de suprimentos de indústrias de grande de porte debaterão sobre como traçar um caminho viável para a construção de produtos mais confiáveis, com materiais de última geração e custos menores.

Para mais informações, acesse aqui.


Juntas, Fapesp e universidade canadense apoiam pesquisas científicas

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp e a Universidade de Waterloo, Canadá, dão início à parceria para apoiar pesquisas, selecionadas pelas duas organizações, com foco principal em engenharia química, nanotecnologia e gestão de recursos hídricos. A iniciativa visa ao desenvolvimento de estudos entre pesquisadores ligados a instituições de ensino superior e pesquisa do Estado de São Paulo, envolvendo empresas canadenses e brasileiras.

O acordo de cooperação tem duração de cinco anos e prevê investimento de até 40 mil dólares canadenses, divididos igualmente entre as duas instituições para cada projeto selecionado por meio de chamadas de propostas.

Durante a assinatura, que ocorreu nesta segunda-feira, Leonardo Simon, professor do Instituto de Nanotecnologia de Waterloo, destacou a colaboração da universidade canadense para o desenvolvimento de compostos à base de nanocelulose com a Braskem, empresa com a qual a Fapesp tem acordo de cooperação desde 2008.

A pesquisa de Simon é voltada para nanocompósitos poliméricos, materiais cuja morfologia é controlada em nanoescala. A nanotecnologia é uma das áreas em que a Universidade de Waterloo pretende avançar em colaboração com pesquisadores brasileiros, incluindo o desenvolvimento de nanoprodutos para tratamento de água.

Para Celso Lafer, presidente da Fapesp, a parceria reforça a estratégia de cooperação internacional da fundação e os níveis de financiamento para projetos colaborativos, que atingem 14 países.

Fonte: com informações da Agência Fapesp.


Evento sobre nanotecnologia ocorre em junho, na UFSCar

A 2ª Escola NanoMundo, que será realizada na Universidade Federal de São Carlos –UFSCar entre os dias 11 e 15 de junho, terá atividades voltadas à discussão da nanociência e da nanotecnologia, visando informar estudantes de graduação e de pós-graduação que desenvolvam projetos relacionados ao tema e profissionais da área. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de maio. O número de vagas é limitado a 80 participantes.

O evento tem como proposta dar continuidade aos trabalhos iniciados durante sua primeira edição, realizada em 2010, na Universidade Federal do Paraná. A temática será abordada por pesquisadores em palestras, debates, minicursos e aulas práticas. Além disso, a Escola NanoMundo contará com uma sessão de painéis para divulgar e estimular novas pesquisas nesse campo. Para mais informações e inscrições, clique aqui.


Processo seletivo para vagas na incubadora de projetos do Inmetro está aberto

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro acaba de publicar o edital para preenchimento das vagas na Incubadora de Projetos Tecnológicos e de Empresas. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de ideias ligadas às competências do instituto: metrologia mecânica, elétrica, acústica, vibrações, ultrassom, materiais, química, térmica, óptica, telecomunicações, biotecnologia e nanometrologia.

Podem concorrer empreendedores individuais e empresas – especialmente as micros, pequenas e médias. Os escolhidos contarão com orientação técnica, suporte tecnológico e serviços de apoio ao desenvolvimento do projeto.

Os interessados podem obter mais informações pelo www.inmetro.gov.br/incubadora,  (21) 2679-9519 ou incubadora@inmetro.gov.br.