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As 100 empresas mais sustentáveis do mundo

A lista anual das 100 empresas mais sustentáveis do mundo (Global 100) foi anunciada pela Corporate Knights, em Davos, na Suíça. O reconhecimento das 100 empresas é baseado na análise de indicadores-chave de 4.000 empresas dos mercados emergentes e desenvolvidos.

No oitavo ano da publicação, o ranking Global 100 incluiu empresas de 22 países, abrangendo todos os setores da economia. As eleitas representam mais de US$ 3 trilhões em faturamento e mais de 5 milhões de funcionários empregados.

Seja por liderança política, pressão da sociedade ou inovações tecnológicas, a lista reflete a importância que cada país dá ao tema “sustentabilidade”. O Reino Unido lidera a lista com 16 empresas, seguido de Japão e França, com 12 e 8 empresas respectivamente.

O Brasil tem três empresas entre as 100 mais sustentáveis do mundo. A Natura ficou com 2º lugar na categoria Produtos Pessoais e para residência. Na categoria Banco aparece o Bradesco, na 61ª posição, enquanto o 81º lugar é ocupado pela Petrobras, na categoria Energia. Para acessar a lista completa, clique aqui.

Os principais indicadores analisados pela Corporate Knights são: produtividade energética, produção de CO2, produtividade da água, produtividade de resíduos, diversidade de cargos de liderança (% de mulheres é contabilizada), salário médio, imposto pago, capacidade de inovação e rotatividade de funcionários.

 


Natura mostra seu “modelo verde”

O modelo de negócio adotado pela Natura para a produção da linha Ekos, criado com base nos pilares da sustentabilidade – desenvolvimento econômico, social e ambiental –, será apresentado pelo gerente de relacionamento com comunidades da Natura, Sergio Talocchi. A palestra vai ocorrer no dia 8 de fevereiro, às 13h30, no II Congresso Internacional de Inovação e Tecnologia, que integra a quinta edição do Salão de Design e Inovação de Componentes, o Inspiramais, de 7 a 9 de fevereiro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Para fazer a inscrição, clique aqui.

Desde 2000, ano do lançamento da linha Ekos, o trabalho é desenvolvido por meio de relacionamento direto com as comunidades fornecedoras de insumos e envolve uma rede de empresas intermediárias. “Na palestra, vou abordar a sustentabilidade nas cadeias produtivas com insumos da biodiversidade brasileira, que engloba comunidades rurais fornecedoras desde a pesquisa até a produção/extração de insumos, bem como as estratégias de inovação da Natura”, antecipou Talocchi.


O que você pode aprender com o exemplo de negócios da Siemens e da Natura

17, agosto, 2011 Deixar um comentário

Tive a grata felicidade nos últimos 15 dias de visitar grandes empresas brasileiras na companhia de altos executivos americanos e de fazer parte de uma coletiva de imprensa com líderes de coaching, além de ser convidado para uma noite de comemoração em que um dos maiores empresários do mundo apresentou o seu pupilo, presidente de uma das maiores empresas do Brasil, a Ambev.  Nessas três ocasiões, as lições foram muitas, a sabedoria profunda e os temas incrivelmente semelhantes.

A primeira oportunidade foi de ciceronear 26 executivos americanos que cursam o Fast Track da mais reconhecida universidade de empreendedorismo do mundo.  Há 17 anos consecutivos, a Babson College é eleita top mundial nesse campo de estudo.  Alguns dos seus alunos de Executive Education vêm ao Brasil tentar entender o que acontece no “B” dos BRICs em relação ao empreendedorismo, intraempreendedorismo e inovação.  Houve visitas à Natura e, na área industrial, ao departamento de Inovação da Siemens. Ambas com “n” décadas de sucesso (Siemens com mais de um século) e com seus periscópios apontados para décadas muito além do horizonte de 2011.

Muitos empresários vão pensar: “Lógico que pensam lá na frente… Olha o tamanho das empresas”.  Mas ambas contaram as suas histórias datando de épocas em que eram minúsculas; porém sempre mirando a grandeza.  A primeira lição comum aos três eventos citados acima é: mesmo que comece pequeno, pense grande desde o primeiro dia.

Imagina a visão da Siemens cem anos atrás.  Lá na Alemanha, bem no início do século 20, já previram o potencial do Brasil, e aqui se instalaram.  E mais recentemente, antes de se falar nos BRICs, a Siemens previu que o gigante sonâmbulo estava para despertar.  A empresa reforçou os seus investimentos no Brasil acreditando na “profecia” de seu Departamento de Inovação: o século 21 seria brasileiro.  Esse Departamento, liderado pelo Sr. Ronald Dauscha – um dos palestrantes do último NEI International Industrial Conference & Show – vasculha tendências do futuro para determinar o caminho que a Siemens tem que começar a preparar hoje.  Algumas das “profecias” geradas pela campanha “Picture of the Future” não cabem no modelo de negócios da Siemens, mas o know-how adquirido nunca é fundo perdido… Nesses casos, é vendido para outras empresas que poderiam se beneficiar do conhecimento adquirido pela Siemens.

A Natura, naturalmente, também está de olho no futuro, mas de uma maneira mais holística e sistêmica.  Através da lente desse olhar, a Natura enxerga um futuro construído tanto pelo bem-estar-bem dos seus funcionários e consultoras, quanto dos seus clientes.  A empresa busca proativamente modelos que visam melhorar a qualidade de vida do funcionário e, consequentemente, o seu maior engajamento nos objetivos da comunidade de stakeholders que é o todo da empresa, e a empresa como um todo. Atualmente, importam, estudam e tentam implementar a filosofia e práticas do “modelo integral” do guru americano Ken Wilber, entre outros pensadores mundialmente reconhecidos.

Desde os seus primeiros dias, as duas empresas buscam e continuam buscando, mais do que nunca, um futuro grandioso.  A Siemens vai por um caminho industrial mais racional, linear e cartesiano. A Natura, por um caminho orgânico, mais intuitivo, circular e (até) quântico. Nessa jornada rumo ao futuro, a Siemens nos mostra quão importante é estar focado no futuro do nosso ramo através de uma pessoa ou departamento designado para executar essa tarefa de enxergar longe.  Por outro lado, a jornada da Natura nos lembra quão importante é a qualidade de vida do cliente interno: o funcionário.  Não pensam no futuro da empresa sem levar em conta o futuro de cada funcionário dentro dela.

São essas algumas das lições da primeira dessas três ocasiões que vivenciei.  Na próxima oportunidade, descreverei as lições da segunda ocasião, que envolveu grandes coaches que atendem grandes empresas, como a Toyota.

Crédito: Mark Lund é consultor, palestrante e especialista em empreendedorismo. O seu conhecimento prático nessa área vem de 20 anos construindo duas marcas e duas operações comerciais no ramo alimentício. Sua experiência gerou convites pela FGV para expor os seus cases, e esses convites foram estendidos para palestras diante de MBAs da renomada líder mundial no ensino de empreendedorismo, a Babson College de Boston, EUA.


O que têm em comum o OMO Superconcentrado e a Cerveja Brahma Chopp, da AmBev? Marketing Verde

9, fevereiro, 2011 2 comentários

Esses produtos e suas respectivas marcas já estão no mercado logrando os louros de um marketing verde, capaz de chamar a atenção dos consumidores por suas preocupações e ações sustentáveis. Para muitos, a sustentabilidade ainda seria um chavão, um mito disseminado apenas por manifestantes preocupados com a preservação do meio ambiente. Para esses, a Rio 1992 foi apenas um encontro, como alguns outros, mas que não conseguiu atingir o cotidiano das indústrias, do setor de serviços, do governo e das questões domésticas do cotidiano! Na contramão desse pensamento limitante, estavam indústrias, empreendedores, pesquisadores, profissionais e comunidades, que passaram a olhar para as questões de sustentabilidade como um vetor importante para a nova economia e para a vida em nosso planeta.

Assim, a tecnologia, via fomentos para centros de pesquisas, tanto nas universidades públicas, como em departamentos de grandes indústrias e empresas, implantou novos olhares que buscavam aliar produção e distribuição à preservação ambiental, inovação de produtos, serviços e embalagens e precificação, plantação e otimização dos espaços. Esses, entre outros aspectos, foram foco de interesse e hoje apresentam seus resultados a uma população de consumidores mais aderentes aos apelos globais em torno da sustentabilidade.

Se a tecnologia é uma grande aliada, o marketing faz sua parte, pois grandes campanhas apresentam ao mercado produtos e serviços criados a partir de uma demanda sustentável – a marca apresentada passa a ser vista pelos consumidores como uma marca inovadora e “emocionalmente” ligada ao apelo de conservação do que é “nosso”: “nós”, consumidores, e “ela”, a marca, assumem um ponto comum e convergente, ambos contribuem com o planeta!

As ações de marketing verde de algumas indústrias impulsionam os seus concorrentes na criação de produtos que possam competir com os “produtos verdes” – assim instaura-se a necessidade urgente de acompanhar o ritmo do mercado – se você não fizer, o seu concorrente o fará! Cabe ressaltar que o marketing só é legítimo se o produto divulgado também for legítimo em termos de sustentabilidade – caso contrário, é apenas uma “peça publicitária”, “uma etiqueta” que se cola e descola. E enganar o mercado pode ser um grande erro e coloca em risco a reputação corporativa.

Ética e responsabilidade sócio-ambiental caminham juntas e já estão presentes na “lista de compras” de consumidores mais esclarecidos. O custo para “limpar” a imagem de uma marca no mercado pode ser muito mais alto do que investir, concretamente, na criação de produtos aderentes à sustentabilidade. As grandes marcas já sabem disso. Aliadas às comunidades e aos centros de pesquisa, as grandes marcas se empenham em trabalhar valores como transparência, respeito e credibilidade. A Natura (Linha Ekos Açaí), ao apresentar suas essências, comunica ao seu público a origem, o tratamento e o desenvolvimento do produto. O mesmo acontece com o OMO Líquido Superconcentrado e o Fusion Hybrid. Mas também podemos avaliar nas campanhas de TV: quando percebemos a Vale “falando” de seu investimento, a Petrobras e a Avon, com seu vértice para a responsabilidade social e com a campanha de prevenção do câncer de mama, é possível fazer um grande estudo analisando a comunicação dessas marcas para disseminar seus produtos e suas ações voltadas para a sustentabilidade.

Tecnologia e marketing são importantes colaboradores para uma sociedade que necessita aprender a viver, cada vez mais, com os preceitos sustentáveis. Muitos são os desafios a serem enfrentados: educação de qualidade para que as populações possam avançar em práticas conscientes em torno da sustentabilidade; produtos acessíveis do ponto de vista de preço e nível de serviço; governos que possam incentivar indústrias, empresas e universidades a inovarem neste aspecto; e o diálogo mais fértil entre nações, para que possam estabelecer marcos regulatórios para um mundo que urge de métricas que colaborem com esse pensamento.

Enquanto isso, vamos acompanhando e contribuindo para divulgar as boas práticas de indústrias e empresas que já conseguem aliar a sustentabilidade ao cotidiano da sociedade!

Interessado pelo tema sustentabilidade? Acesse outros artigos.

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.


Investimento em inovação garante o futuro das empresas

13, janeiro, 2011 1 comentário

Por Lilian Laraia

De uma maneira geral, as organizações brasileiras não possuem ou são modestas no reconhecimento das atividades de P&D. Os projetos, as pessoas e os orçamentos financeiros para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e assistência técnica são vistas e tratadas como ações fora da realidade, desnecessárias para o momento atual, como algo que vem para modificar aquilo que sempre funcionou e como custos e despesas.

Há de haver um novo olhar para as questões ligadas à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Elas merecem seu devido valor e reconhecimento, uma vez que a inovação deixa de ser um diferencial competitivo para as organizações para se tornar um tema necessário e presente na estratégia, na estrutura e no dia a dia.

Não se trata apenas de vencer os limites da concorrência ou surpreender o cliente. Inovar para as empresas representa agora superar os próprios limites em todas as suas dimensões, pois os processos de inovação têm a propriedade de ser multidisciplinar, ser multifuncional e de permear por todas as áreas. É na área de P, D & I que encontramos a função de inovar. Nela encontramos a competência de envolver representantes das mais diversas funções na organização como alta direção, financeira, mercadológica, industrial, técnica, qualidade, segurança e meio ambiente nas decisões, relações e resultados.

Quem já ouviu falar da empresa Olivetti? Significativamente um ícone na produção de máquinas de escrever, mas que foi ultrapassada por empresas como IBM, Itautec e outras conterrâneas que acreditaram e investiram nos desenvolvimentos dos computadores. A opção da Olivetti era manter-se no nicho das máquinas de escrever, este mercado era cativo e dominado por ela. Os negócios iam muito bem, obrigado!!! Então, por que mudar? Ela não acreditou na grande mudança tecnológica e poucos meses foram suficientes para perder este mesmo mercado. Quando despertou para o fato, era tarde demais, estava fadada ao fim.

O papel que a inovação tecnológica tem assumido e contribuído para o desenvolvimento socioeconômico dos países por meio da criação de novas oportunidades de negócio é inegável (SBRAGIA, 2006). O ritmo dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem dúvida alguma, irá depender cada vez mais da sua capacidade de introduzir novas tecnologias para tornar sua empresa mais competitiva e, conseqüentemente, contribuir para o desenvolvimento do país.

Andreassi (1999) mostrou que a intensidade em P&D (despesa em P&D por faturamento bruto) está altamente correlacionada com o percentual do faturamento da empresa gerado por produtos novos ou melhorados. Como esse percentual equivale a uma parcela significativa do faturamento das empresas (em média 37%), pode-se ter uma ideia do quão estratégico podem ser os investimentos em P&D, notadamente naqueles setores onde a obsolescência tecnológica é alta e, portanto, o ciclo de vida dos produtos é baixo. No mercado brasileiro podemos destacar algumas empresas que são exemplos de práticas nos investimentos consistentes em programas de inovações e P, D & I com resultados satisfatório a longo prazo, estamos falando de empresas como Embraer, Petrobrás, Natura e outras.

À medida que as empresas brasileiras despertam para a inovação tecnológica, a função de P, D & I evolui e aponta para uma relação entre a acumulação de capital e tecnologia de manufatura, mostrando nítida posição, espaço na organização e crescimento.

A utilização de instrumentos de gestão eficaz assume papel de alta importância no acompanhamento do desenvolvimento e do atendimento aos objetivos da estrutura de P, D & I. As funções gerenciais da estrutura de P, D & I permitem organizar os recursos humanos e materiais de forma a possibilitar atingir o dos objetivos maximizando a utilização dos recursos disponíveis.

Estas colocações nos permitem concluir que se considerarmos as decisões relativas à estrutura de P, D & I para as empresas brasileiras nacionais e multinacionais, há fatores que mais interferem na decisão quanto à  função P, D & I. São eles: qualidade e disponibilidade de pessoal qualificado, existência de Universidades e Institutos de Pesquisa, infra-estrutura básica e incentivos fiscais. Estes pontos precisam ser considerados e devidamente tratados na elaboração deste tipo de estrutura.

Consideramos ainda de extrema importância para o Brasil aproveitar a tendência da descentralização e adotar medidas efetivas, com o propósito de atrair investimento das empresas transnacionais para a criação de centros de P&D no país. Se o Brasil não fizer, seguramente outros países da América latina o farão e trarão para si o capital intelectual do conhecimento que caminha junto a cada projeto de inovação tecnológica.

*Lilian Laraia é gerente de projetos da Pieracciani (www.pieracciani.com.br)

Confira aqui, os últimos lançamentos de produtos da indústria.


Sustentabilidade e Inovação: produtos, serviços e embalagens III

22, outubro, 2010 2 comentários

Outro caso de bioinovação na indústria têxtil aconteceu na Novozymes Latin America.

A multinacional nórdica que apresentou, em Milão, uma nova técnica capaz de evitar a emissão de mil quilos de CO2 na atmosfera por tonelada de malha confeccionada detalhou sobre o uso de bioinovação na indústria têxtil, em Blumenau, Santa Catarina em agosto deste ano. Empresa dinamarquesa demonstrou como a bioinovação pode impactar positivamente na percepção da marca das empresas do setor. “Além de um conhecimento detalhado sobre enzimas na indústria têxtil para tecidos planos e malhas, a empresa deu ênfase aos benefícios da aplicação como a grande economia de água, energia, redução considerável de efluentes e menores tempos de processamento. Abordando também os ganhos em acabamento dos tecidos, maciez ao toque e definição das cores. As economias obtidas por meio do processo podem chegar a 630 bilhões de litros de água e 9 milhões de toneladas de CO2 por ano sem custo de implementação.

Outras notícias do mercado:

Eletrobrás aprovou no mês de setembro sua política de sustentabilidade para as empresas de seu sistema. A intenção é indicar diretrizes para orientar as ações das empresas do sistema ligadas ao desenvolvimento da sustentabilidade, à responsabilidade social, ao meio ambiente, à sustentabilidade do negócio e à governança.

Natura lançou no mercado o kit da nova linha de embalagens para os refis da marca. As novidades incluem o uso do plástico verde para refis do sabonete Natura Erva-doce e o sachê para os refis dos hidratantes da linha Natura todo dia. O plástico verde é feito a partir do etanol da cana-de-açúcar (fonte renovável), esta notícia apresenta a redução na emissão de 71% de gases causadores do efeito estufa!

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.