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Entra em vigor norma sobre computação em nuvem

Desde 7 de janeiro vigora a norma ABNT NBR ISO/IEC 17788:2015 – Tecnologia da informação – Computação em nuvem – Visão geral e vocabulário, que traz uma visão geral sobre a computação em nuvem, termos e definições sobre o tema. Criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o Serpro e a Anatel, é uma versão em português de um trabalho realizado em cooperação com a International Telecommunication Union (ITU), que coordena padrões internacionais para telecomunicações, e a International Organization for Standardization(ISO), organização internacional para padronização.

Segundo Fernando Gebara Filho, coordenador da Comissão de Estudo de Plataformas e Serviços de Aplicativos Distribuídos (ABNT/CE-21:038.00), essa norma vai permitir que empresas, usuários, associações de indústria, legisladores, reguladores e membros dos setores de TI e Telecom trabalhem com uma base sólida e comum de entendimento sobre o que é a computação em nuvem, o grupo de participantes e que tipo de benefícios dela podem ser obtidos. Além disso, diz Gebara, essa norma permite que todos trabalhem sobre definições válidas internacionalmente, o que habilita empresas brasileiras a exportar seus serviços e a consumidores brasileiros a utilizar adequadamente os serviços oferecidos tanto por empresas nacionais quanto estrangeiras.

A expectativa é de que a norma seja amplamente adotada pelo mercado, facilitando o comércio de serviços baseados em computação em nuvem. Para mais informações acesse o site da ABNT: http://www.abnt.org.br/


Máquinas expostas na Mecânica devem estar de acordo com a NR-12. Haverá fiscalização no local

As empresas expositoras da 29a Feira Internacional da Mecânica precisam ficar atentas à conformidade de seus produtos apresentados no evento com a nova Norma Regulamentadora No 12 (NR-12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos). Durante todos os dias da feira, de 22 a 26 de maio, haverá vistoria e cada caso de irregularidade será analisado. A nova norma está em vigor desde 24 de dezembro de 2010. A antiga foi publicada em 1978.

Para apresentar alguns dos principais pontos da norma e esclarecer dúvidas dos profissionais, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq promoveu em 11 de abril uma apresentação em sua unidade paulista. A palestrante Aida Cristina Becker, coordenadora do programa da NR-12, informou que 12% dos acidentes são causados por máquinas, sendo que 6% geram óbitos. “São máquinas obsoletas ou novas produzidas em condições obsoletas”, declarou Aida.

A palestrante discorreu sobre os princípios gerais da norma. São eles: saúde e integridade física; estabelecimento de requisitos mínimos; aplicação das exigências em todas as fases do projeto e da utilização, adoção válida também para importação, comercialização e exposição; e conexão com demais normas regulamentadoras e normas técnicas nacionais e internacionais. Aida afirmou que as medidas devem ser adotadas nesta ordem: proteção coletiva, administrativa ou de organização do trabalho e proteção individual.

“As proteções, os dispositivos e os sistemas de segurança devem integrar as máquinas e os equipamentos sem serem considerados itens opcionais”, reforçou a coordenadora do projeto.


Desafios da nova NR12 para o setor de máquinas serão debatidos no 20º Congresso SAE Brasil

15, setembro, 2011 6 comentários

No painel de Máquinas Agrícolas e de Construção, 4 de outubro, especialistas falam da adaptação à norma que vigora em 2012

Os impactos sobre a indústria da nova NR 12 – Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos (norma editada em 08/06/1978 e atualizada em 25/12/2010 para vigorar em 2012) serão o tema central do painel de Máquinas Agrícolas e de Construção do Congresso SAE BRASIL 2011, de 4 a 6 de outubro, no Expo Center Norte em São Paulo.

Representantes do Ministério do Trabalho, da Confederação Nacional da Indústria e executivos da indústria de máquinas de construção, agrícolas, florestais e de mineração, farão palestras e participarão do debate sobre os efeitos da norma regulatória, que traz novos requisitos mínimos de segurança para a geração de equipamentos produzidos a partir de 2012.

Vicente Pimenta, chairman do Comitê de Máquinas Agrícolas e de Construção do Congresso SAE BRASIL 2011, organizador do painel, destaca a importância do debate para a indústria e o comércio de máquinas. “A norma prioriza a segurança dos operadores de máquinas, traz avanços importantes e enormes desafios para a indústria, não só quanto aos novos projetos, mas também quanto à adaptação da frota em operação; é preciso discutir como tudo isso pode afetar a rotina das empresas”, aponta o engenheiro.

Além da necessidade de adequação de novos projetos e tecnologias à NR 12, aspectos como substituição de frota, máquinas importadas e fiscalização do cumprimento dos requisitos da norma serão debatidos, bem como situações específicas do mercado brasileiro, como o uso de retrovisor em compactadores de solo.

Para Pedro Manuchakian, o Congresso SAE BRASIL é a tão necessária parada para a discussão dos rumos da tecnologia da mobilidade: – “O evento nos oferece a oportunidade única de avaliarmos os caminhos da engenharia diante das demandas dos mercados.

Além disso, contribui para a renovação de conceitos na medida em que traz ideias novas e aponta alternativas”, analisa.


IEC61131: a norma para PLCs – Parte 1

14, setembro, 2011 Deixar um comentário

Os técnicos mais experientes sempre buscam as normas que devem ser utilizadas para trabalhar com determinada área ou equipamento. Na verdade, as normas técnicas são de importância muito grande, pois ajudam os técnicos iniciantes em determinada área a fazer o serviço técnico da melhor forma possível, e possibilitam aos técnicos experientes comprovar seus métodos de trabalho ou até mesmo escrever sobre esses métodos e ajudar a normatizá-los, sendo necessário, no entanto, que eles participem de uma organização com poder de criar normas como a ABNT, ISA, ISSO e INMETRO, entre outras.

Para a área de automação e controle de processos, mais precisamente para os controladores lógicos programáveis – CLPs ou PLCs, em inglês -, existe uma norma muito interessante e forte no mercado internacional, a IEC61131, que aqui é apresentada de forma rápida, porém clara e objetiva, para que o leitor consiga entender o que é e onde encontrar mais informações sobre o tema.

A norma é dividida em cinco partes, como relacionado abaixo:

  1. General Overview (Informações Gerais)
  2. Hardware
  3. Linguagens de Programação
  4. User Guidelines (Pesquisar)
  5. Communication (Comunicação)

Parte 1 – General Overview

A parte 1 traz informações gerais, como o próprio nome sugere. É uma apresentação geral da norma escrita e publicada pela International Electrotechnical Commission (IEC) de número 61131. Na verdade, essa norma foi escrita inicialmente como a IEC de número 1131. Com o aumento de números de normas, foi necessário acrescentar mais um número a todas elas, para aumentar o faixa de números de normas possíveis sem modificar o padrão da numeração, como acontece com números de telefone de uma cidade (quando esgotadas as combinações numéricas, adiciona-se um novo número no prefixo). Assim foi feito com a IEC 1131, que passou a ser chamada IEC 61131.

Com base na terceira edição de 2007

“Part 1 establishes the definitions and identifies the principal characteristics relevant to the

selection and application of programmable controllers and their associated peripherals;”

Parte 1: Estabelece as definições e identifica as principais características relevantes à seleção e aplicação de controladores programáveis e seus periféricos associados.

Contudo, a importância para os técnicos, hoje, é o estudo da parte 3 da Norma, que trata da programação e sua normatização. Ou seja, é o primeiro passo para a padronização geral dos CLPs que muitos não acreditam que possa acontecer, mas que já está com seu caminho traçado. Chegar lá é só uma questão de tempo.

Conforme a PLCopem

IEC 61131-3 é o primeiro esforço real para a padronização das linguagens de programação para a automação industrial. Por ser um apelo mundial, essa é uma norma independente de qualquer empresa.

Existem muitas formas de entender a parte 3 da Norma.

Vamos identificar algumas:

  • É o resultado da Força Tarefa 3, Linguagens de Programação, dentro do IEC TC65 SC65B.
  • É o resultado do trabalho árduo de 7 empresas internacionais, somando dezenas de anos de experiência no campo da automação industrial.
  • Aproximadamente 200 páginas de texto, com cerca de 60 tabelas, incluindo tabelas de características.
  • É a especificação da sintaxe e semântica de uma suíte unificada de linguagens de programação, incluindo o modelo geral de software e uma linguagem de estruturação.

Conclusão

As implicações técnicas da norma IEC 61131-3 são muitas, deixando bastante espaço para crescimento e diferenciação. Isso torna essa norma propensa para evoluir muito neste século.

A norma IEC 61131-3 causará um grande impacto em toda a indústria de controle industrial. Certamente a norma não ficará restrita ao mercado de CLPs convencionais. Atualmente, a norma já é adotada no mercado de Motion Control, sistemas distribuídos e sistemas de controle baseados em PC/Softlogic, incluindo pacotes SCADA. E as áreas de aplicação continuam crescendo.

Ter uma norma sobre uma ampla área de aplicação proporciona muitos benefícios para os usuários e programadores. Os benefícios da adoção da norma são vários, dependendo da área de aplicação. Alguns exemplos são:

  • Redução do desperdício de recursos humanos no treinamento, depuração, manutenção e consultoria.
  • Destinar maior atenção para a solução de problemas através da reutilização de software em alto nível.
  • Eliminação de erros e dificuldade de entendimento.
  • Utilização de melhores técnicas de programação em um ambiente mais amplo: indústria de controle em geral.
  • Combinação de diferentes componentes de diferentes programas, locais, empresas e até mesmo de países.
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Crédito: Kleber Oliveira Guimarães Falcão é graduado em licenciatura Matemática pela Unavida, técnico em automação industrial pelo Senai, e técnico em eletrônica pela Escola Técnica Redentorista.