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Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Incentivos fiscais para carros elétricos prometem aquecer o mercado brasileiro

27, março, 2014 Deixar um comentário

Entre as medidas anunciadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea,  estão a redução do IPI, a nacionalização de componentes e, no longo prazo, a fabricação desses veículos no país

Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores –Anfavea, o Brasil receberá incentivos para a difusão dos veículos elétricos ainda neste primeiro semestre. Entre os principais benefícios, estão a redução do Imposto sobre Produto Industrializado – IPI, a nacionalização de componentes e o início da produção desses veículos no país.

Essas medidas abrirão as portas do mercado nacional para países pioneiros em mobilidade elétrica, como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Portugal, Suíça, Holanda e Noruega.

De acordo com a Associação Brasileira de Veículos Elétricos – ABVE, 3 milhões de veículos leves elétricos deverão circular pelo mundo em 2020. Em 2025, serão 10 milhões e, e em 2030, esse número deve chegar a 19 milhões de unidades.

No Brasil, além dos modelos que já estão sendo comercializados para o público em geral, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba já possuem serviços de táxi beneficiados com modelos Eco-elétrico. Vale destacar também os veículos pesados, como os ônibus que já comportam a tecnologia dos veículos elétricos há mais de dez anos. Também equipadas com a tecnologia, as cadeiras de rodas motorizadas têm expandido seu uso em shoppings centers, feiras de negócios, supermercados e outros estabelecimentos.

Já as bicicletas elétricas são recém chegadas ao Brasil, mas muito populares em outros países. Em Portugal, os Correios de Portugal (CTT) utilizam as bicicletas como uma aposta ecológica aliada ao aumento da eficiência na distribuição das correspondências. Na China, já são mais de 120 milhões de bicicletas elétricas circulando e, na Holanda, 1 milhão.

Pouco utilizadas no Brasil, as motocicletas elétricas já estão em uso pelo exército americano nas operações logísticas e estratégicas. As vantagens são a ausência de ruído no funcionamento do propulsor elétrico, permitindo um rodar quase que “invisível” durante ações táticas e especiais, sobretudo nas operações noturnas.

Diante dessa tendência, a análise e a evolução do cenário de possibilidades, da troca de informações tecnológicas, de esclarecimentos de mitos e fatos em torno da questão do fornecimento, duração e abastecimento de energia, além da performance de tais veículos se tornam urgentes, tanto para o benefício ambiental, quanto para que esse tipo de tecnologia seja cada vez mais acessível à população.

10ª Salão Latino Americano de Veículos Elétricos, Componentes e Novas Tecnologias
O evento, que acontece de 4 a 6 de setembro de 2014 no Expo Center Norte, em São Paulo, objetiva ser o principal ambiente de negócios da América Latina para o fomento da inovação no campo dos veículos elétricos, e trará, nos três dias de evento, novidades do setor, como carros, ônibus, motos, bicicletas, patinetes, cadeiras de rodas, empresas de tecnologia, equipamentos e peças.

Além disso, acontecerá o Congresso de Veículos Elétricos, evento paralelo ao Salão, que pretende debater sobre os principais temas que permeiam o setor dos veículos elétricos no Brasil e no exterior. O evento contará com a participação de especialistas do setor, autoridades, representantes de montadoras e formadores de opinião.

Mais informações, clique aqui.


Festo apresenta robôs que recriam movimentos de animais

19, dezembro, 2011 Deixar um comentário

Localizada na Alemanha, a matriz da Festo mantém um centro tecnológico destinado ao desenvolvimento de novas tecnologias inspiradas na natureza. Trata-se do Bionic Learning Network, um núcleo de pesquisas que, em conjunto com universidades e com a Didactic – centro educacional da empresa – recriam a forma, os movimentos e até mesmo os hábitos comportamentais de seres vivos por meio da biotecnologia. São projetos que apontam caminhos tecnológicos para o futuro com o objetivo de estudar movimentos automatizados com o auxílio da biônica.

Conheça abaixo alguns dos protótipos desenvolvidos pela empresa nos últimos anos:

Tripod

O Bionic Tripod é composto de três hastes de fibra de vidro estruturadas na forma de uma pirâmide. Seus elos transversais são montados em intervalos regulares de forma articulada, deixando a construção rígida.

O Tripod pode curvar-se em até 90º em qualquer direção, avançando ou retraindo as hastes. A interface entre o bionic e a peça é realizada por um dispositivo denominado FinGripper, que detém a peça, por exemplo, uma lâmpada, como se fosse pega por uma mão.

AcquaJelly

Imagine uma água-viva artificial autônoma, com acionamento elétrico e um mecanismo inteligente adaptativo que emula o comportamento real do animal, é a AcquaJelly. Este bionic é constituído de um hemisfério translúcido, um corpo central estanque e oito tentáculos para propulsão.

A AcquaJelly se move com o auxílio de um sistema de propulsão peristáltico, que tem como base o princípio da impulsão utilizada pela água-viva real e seus tentáculos utilizam um projeto derivado da anatomia real de uma barbatana de peixe. A AcquaJelly é uma perfeição da biomecânica desenvolvida em prol da ciência.

AcquaPenguin e AirPenguin

São os robôs-pinguins da Festo, respectivamente que fazem manobras na água e no ar. Eles se movimentam de forma independente, nadando ou flutuando e são capazes de desenvolver padrões de comportamento coletivo. Um sistema de sensores 3D, similar ao sonar utilizado por golfinhos e morcegos, permite que o AcquaPenguin e o AirPenguin realizem manobras até mesmo em espaços apertados, inclusive nadando ou flutuando para trás – coisa que os pingüins não são capazes de fazer na natureza.

AirJelly

O AirJelly foi inspirado no movimento das águas-vivas, mas ao invés de nadar como elas, desliza pelo ar com a ajuda de seu atuador elétrico central e de um sistema mecânico inteligente e versátil. Este bionic é controlado remotamente e mantido no ar por um balão cheio de gás hélio. Sua única fonte de energia são duas baterias de polímero de íon-lítio conectadas ao atuador elétrico central. O AirJelly desliza suavemente pelo ar graças ao novo conceito de acionamento baseado no princípio de impulsão por retrocesso.

Smart Bird

Inspirado no movimento das gaivotas, o “pássaro inteligente” foi todo produzido com fibra de carbono, possui uma envergadura de dois metros e seu peso total não passa de 485 gramas.

O SmartBird é capaz de decolar, voar e aterrisar sozinho sem o auxílio de outros dispositivos de elevação. Durante o seu vôo, as informações sobre as posições de suas asas são constantemente registradas, garantindo uma operação segura e um vôo estável.

Toda sua construção foi realizada com o uso mínimo de materiais e as pesquisas que envolveram sua execução irão ajudar a buscar novas soluções para a área de automação e no desenvolvimento de novas tecnologias.


Qualificação da mão de obra: um gargalo que precisa ser revisto na indústria

A falta de mão de obra qualificada afeta 69% das empresas industriais brasileiras, principalmente na área de produção. Essa escassez impacta diretamente a competitividade da indústria, interferindo na produtividade e na qualidade. Os dados constam da última Sondagem Industrial realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI.

A incorporação de novas tecnologias no processo produtivo e de novos produtos requer uma força de trabalho apta a assimilar as novas técnicas e inovações tecnológicas que podem impactar sua área. Por isso, é importantíssimo que o profissional da indústria se atualize permanentemente.

No mês passado, muitos profissionais tiveram a oportunidade de participar do II NEI International Industrial Conference & Show, que reuniu as duas fontes do conhecimento – a academia e a indústria -, para mostrar as ideias e as tecnotendências que estão modelando a fábrica do futuro.  A automação industrial foi abordada por vários palestrantes, tamanha sua importância na otimização dos processos industriais.

Se você não teve a oportunidade de comparecer ao evento ou quiser rever os melhores momentos, aguarde pela edição de dezembro da Revista NEI, para a qual, estamos preparando um caderno especial sobre o evento, trazendo uma visão global das tecnologias que vão impactar o futuro da indústria. Aguardem!

Neste mês, o tema automação industrial ganhou uma seção especial e traz para você uma seleção com os 44 melhores produtos de automação pesquisados junto a fabricantes nacionais e internacionais de equipamentos, dispositivos e sistemas. Os produtos pesquisados foram avaliados e selecionados criteriosamente pelos editores e por especialistas em automação industrial. Neste link, você confere essas soluções.


Inovação é caminho para indústria de celulose e papel manter competitividade

17, outubro, 2011 Deixar um comentário

Durante o ABTCP 2011- 44º Congresso e Exposição Internacional do setor, entidades do setor, como a ABTCP, e dirigentes das maiores empresas apontam oportunidades de mercado

Desenvolver novos produtos, ampliar a competitividade da base florestal brasileira, bem como investir em tecnologias novas em todas as pontas da cadeia produtiva são algumas das iniciativas que o setor está implementando para manter sua competitividade.

Em um cenário de retração da demanda nos mercados europeu e norte-americano, de forte competição com empresas asiáticas e de risco por conta da taxa de câmbio, o ABTCP 2011 – 44º Congresso Internacional de Celulose e Papel, realizado em São Paulo, discutiu os caminhos que a indústria de celulose e papel deve seguir para crescer, seus desafios e oportunidades.

Nos ativos florestais, o avanço da biotecnologia permitirá dar um salto de produtividade de 10%, 20% e até 40%, com a produção customizada do eucalipto para a fabricação de papel tissue, por exemplo. “Essa é uma grande oportunidade”, observou o presidente da Cia. Suzano de Papel e Celulose, Antônio Maciel, durante painel do evento que reuniu presidentes de várias empresas do setor, na última segunda-feira (03/10).

Novas tecnologias que permitem reduzir em até 25% o consumo de energia, ampliando a produtividade, são outra inovação do setor, lembrou o presidente da Voith Paper América do Sul, Nestor de Castro Neto, reforçando a constatação de que racionalizar o consumo dos recursos naturais está na pauta do setor.

Justamente com o objetivo de reduzir o consumo de energia, o diretor industrial e de engenharia da Fibria, Francisco Valério, citou iniciativas como o trabalho conjunto com fornecedores de equipamento e empresas de engenharia para modificar o lay out das fábricas e diminuir as distâncias das operações.

Em relação às iniciativas de inovação, o presidente da Suzano lembrou que 85% da inovação no mundo se refere a melhorias de produtos já existentes. Nesse sentido, constata-se o desenvolvimento de aplicações diferentes de embalagens que já existem, por exemplo, na área de alimentos.

As pesquisas e desenvolvimento de novos produtos no segmento de embalagens estão avançando em ritmo acelerado. “A indústria vem trabalhando para tornar as embalagens mais leves e resistentes”, ressaltou o presidente da ABTCP, Lairton Leonardi. Ele lembrou ainda que, com o avanço de novas tecnologias, tanto na matéria-prima do papelão ondulado, como no acabamento de impressão, as embalagens passaram a ter maior apelo funcional e visual.

Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, destacou as inovações no mercado de papelão ondulado. “Estamos realizando estudos de mistura com amido que propiciarão a redução de 4% da gramatura do papel, o que demandará menos matéria-prima”, antecipou.

O VP executivo do Grupo Pöyry, Carlos Farinha e Silva, citou outras inovações no mercado de papel como o uso da nanotecnologia para a fabricação de embalagens, o desenvolvimento de folhas de papel tissue que se dissolvem em água e formam espuma e as tecnologias de impressão de circuitos elétricos e células fotovoltaicas diretamente em bobinas.

Por outro lado, observou Sérgio Amoroso, os fabricantes de papel ainda não investiram em máquinas de maior porte, o que é sentido no segmento de papelão ondulado, embora haja exceções, conforme ressaltou o presidente da Voith Paper América do Sul – empresa que está instalando, em um cliente do setor, uma máquina de grande porte, para produzir 300 mil toneladas de papel. “Quem investir em equipamentos e novas tecnologias, será competitivo, mesmo que a opção seja por máquinas menores”, completou Castro Neto.


Investimento em inovação garante o futuro das empresas

13, janeiro, 2011 1 comentário

Por Lilian Laraia

De uma maneira geral, as organizações brasileiras não possuem ou são modestas no reconhecimento das atividades de P&D. Os projetos, as pessoas e os orçamentos financeiros para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e assistência técnica são vistas e tratadas como ações fora da realidade, desnecessárias para o momento atual, como algo que vem para modificar aquilo que sempre funcionou e como custos e despesas.

Há de haver um novo olhar para as questões ligadas à pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Elas merecem seu devido valor e reconhecimento, uma vez que a inovação deixa de ser um diferencial competitivo para as organizações para se tornar um tema necessário e presente na estratégia, na estrutura e no dia a dia.

Não se trata apenas de vencer os limites da concorrência ou surpreender o cliente. Inovar para as empresas representa agora superar os próprios limites em todas as suas dimensões, pois os processos de inovação têm a propriedade de ser multidisciplinar, ser multifuncional e de permear por todas as áreas. É na área de P, D & I que encontramos a função de inovar. Nela encontramos a competência de envolver representantes das mais diversas funções na organização como alta direção, financeira, mercadológica, industrial, técnica, qualidade, segurança e meio ambiente nas decisões, relações e resultados.

Quem já ouviu falar da empresa Olivetti? Significativamente um ícone na produção de máquinas de escrever, mas que foi ultrapassada por empresas como IBM, Itautec e outras conterrâneas que acreditaram e investiram nos desenvolvimentos dos computadores. A opção da Olivetti era manter-se no nicho das máquinas de escrever, este mercado era cativo e dominado por ela. Os negócios iam muito bem, obrigado!!! Então, por que mudar? Ela não acreditou na grande mudança tecnológica e poucos meses foram suficientes para perder este mesmo mercado. Quando despertou para o fato, era tarde demais, estava fadada ao fim.

O papel que a inovação tecnológica tem assumido e contribuído para o desenvolvimento socioeconômico dos países por meio da criação de novas oportunidades de negócio é inegável (SBRAGIA, 2006). O ritmo dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, sem dúvida alguma, irá depender cada vez mais da sua capacidade de introduzir novas tecnologias para tornar sua empresa mais competitiva e, conseqüentemente, contribuir para o desenvolvimento do país.

Andreassi (1999) mostrou que a intensidade em P&D (despesa em P&D por faturamento bruto) está altamente correlacionada com o percentual do faturamento da empresa gerado por produtos novos ou melhorados. Como esse percentual equivale a uma parcela significativa do faturamento das empresas (em média 37%), pode-se ter uma ideia do quão estratégico podem ser os investimentos em P&D, notadamente naqueles setores onde a obsolescência tecnológica é alta e, portanto, o ciclo de vida dos produtos é baixo. No mercado brasileiro podemos destacar algumas empresas que são exemplos de práticas nos investimentos consistentes em programas de inovações e P, D & I com resultados satisfatório a longo prazo, estamos falando de empresas como Embraer, Petrobrás, Natura e outras.

À medida que as empresas brasileiras despertam para a inovação tecnológica, a função de P, D & I evolui e aponta para uma relação entre a acumulação de capital e tecnologia de manufatura, mostrando nítida posição, espaço na organização e crescimento.

A utilização de instrumentos de gestão eficaz assume papel de alta importância no acompanhamento do desenvolvimento e do atendimento aos objetivos da estrutura de P, D & I. As funções gerenciais da estrutura de P, D & I permitem organizar os recursos humanos e materiais de forma a possibilitar atingir o dos objetivos maximizando a utilização dos recursos disponíveis.

Estas colocações nos permitem concluir que se considerarmos as decisões relativas à estrutura de P, D & I para as empresas brasileiras nacionais e multinacionais, há fatores que mais interferem na decisão quanto à  função P, D & I. São eles: qualidade e disponibilidade de pessoal qualificado, existência de Universidades e Institutos de Pesquisa, infra-estrutura básica e incentivos fiscais. Estes pontos precisam ser considerados e devidamente tratados na elaboração deste tipo de estrutura.

Consideramos ainda de extrema importância para o Brasil aproveitar a tendência da descentralização e adotar medidas efetivas, com o propósito de atrair investimento das empresas transnacionais para a criação de centros de P&D no país. Se o Brasil não fizer, seguramente outros países da América latina o farão e trarão para si o capital intelectual do conhecimento que caminha junto a cada projeto de inovação tecnológica.

*Lilian Laraia é gerente de projetos da Pieracciani (www.pieracciani.com.br)

Confira aqui, os últimos lançamentos de produtos da indústria.


Mais de US$ 10 milhões serão investidos em Instrumentação e Controle

Segundo o Estudo de Intenção de Compras da Indústria Brasileira 2010/2011, realizado por Sistema NEI, 18,3% da amostra de seus leitores preveem investimentos superiores a US$ 10 milhões na aquisição de instrumentos de medição e controle.

Com a expansão dos sistemas de controle nas plantas industriais e das novas tecnologias aplicadas aos produtos desse segmento, modernizar-se tornou-se condição essencial para a empresa que pretende manter-se competitiva e aproveitar as oportunidades que serão geradas pelas grandes obras previstas a partir de 2011 no País.

Para atender essa parcela significativa de nossa circulação qualificada, o Depto. Editorial pesquisou junto às empresas do setor os novos produtos de instrumentação e controle que estão chegando ao mercado.

O resultado você confere acessando esta seção especial.