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Precisamos ser mais competitivos

Todos os dias a indústria está sendo desafiada a inovar e encontrar soluções para produzir melhor e sem desperdício, aproveitando ao máximo seus recursos. É necessário gerenciar processos de modo mais eficaz, identificando onde e como otimizar, e investir na atualização tecnológica do parque fabril, essencial para o aumento de produtividade e eficiência – ganhos que vão impulsionar a indústria a melhorar processos e, consequentemente, reduzir custos operacionais. Cada vez mais o profissional da indústria precisa se atualizar e conhecer as inovações que vão apoiar esses incrementos no chão de fábrica. 

Neste mês, uma seleção de novos produtos de automação hidráulica e pneumática, pesquisados aqui e no mercado externo, revela tecnologias que contribuem para a automatização de processos nos mais diversos segmentos industriais, ampliando o desempenho de máquinas e equipamentos. Você verá tecnologias que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine) e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Além disso, essas novas soluções mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

As inovações tecnológicas estão acontecendo, principalmente no mercado externo; por isso estamos diariamente empenhados em identificar soluções que cedo ou tarde chegarão à sua empresa. O cenário atual impõe novos desafios – e entendemos que não tem sido fácil para o empresário brasileiro superá-los. No entanto, alguns desses desafios podem ser encarados como oportunidades. A depreciação cambial, por exemplo, é vista como um incentivo às exportações. Mas é preciso que a indústria esteja preparada tecnologicamente para fabricar produtos competitivos no mercado externo.

De acordo com o recém-divulgado Relatório Global de Competitividade 2015/16, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial , o Brasil perdeu 18 posições, ocupando hoje a 75ª colocação! À indústria cabe o desafio de superar as diferentes barreiras, que têm origens políticas, econômicas, fiscais, profissionais e também tecnológicas. E, como sempre, contar com um aliado fiel – a Revista NEI, há mais de 40 anos ao lado da indústria brasileira, apresentando mensalmente as novidades em máquinas e equipamentos.


Conheça as mais recentes soluções das empresas que conquistaram o selo NEI Top Five 2015/2016

“Inovação é essencial para qualquer empresa se manter competitiva e seus produtos desejadospor clientes, portanto as inovadoras constroem marcas fortes”, afirmou Afonso Carlos Braga, professor responsável pela disciplina Marketing Industrial do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul-SP. Eduardo Tomiya, engenheiro industrial, professor e diretor da Millward Brown Vermeer, também afirmou que “quem não inova e não busca uma proposta de valor diferenciada com finalidade clara, não sobrevive”. Para trazer exemplos de empresas seguidoras das orientações desses e de outros especialistas, NEI reúne neste mês novidades em produtos de algumas companhias nomeadas NEI Top Five 2015/2016. Mesmo em ano difícil essas empresas se esforçam para lançar produtos e tornar suas marcas mais lembradas pelos especificadores e/ou compradores no momento da decisão.

Ainda neste mês você receberá a edição NEI Top Five 2015/2016 com esse ranking qualificado preparado por NEI Soluções há 24 anos consecutivos, que traz os cinco fornecedores mais lembrados pelos profissionais da indústria em 418 categorias de produtos e serviços, poupando seu tempo na busca por parceiros confiáveis, indispensáveis principalmente no momento atual, quando as empresas precisam ainda mais firmar parcerias com credibilidade para as compras de seus próximos ativos e serviços. A relação das marcas mais fortes da indústria em centenas de categorias, na opinião de seus colegas do segmento, está disponível desde 1º de setembro no NEI.com.br, um mês antes do tradicional, justamente para você aproveitar ainda mais as referências e planejar melhor as compras para 2016. Todas as empresas NEI Top Five 2015/2016 foram convidadas a enviar seus lançamentos para divulgação nesta seção, e os produtos recebidos em tempo hábil e aprovados pelos editores pelo grau de inovação você confere a seguir. São soluções que podem pertencer a uma categoria diferente daquela em que a empresa foi nomeada NEI Top Five.

Convidado pela equipe de reportagem de NEI a sugerir recomendações para uma marca ser mais lembrada e preferida em momentos de crise econômica, o professor Braga recomendou, no geral, não cair na tentação do corte radical de verba e da visibilidade, e fazer um esforço para se manter em contato com os clientes. “Não abandone o clientes, não desapareça”, disse o docente. Sugeriu também que a equipe de marketing converse com compradores e observe como os concorrentes e as empresas de outros setores se comportam diante dos impactos da crise, estimulando o surgimento de soluções interessantes e criativas. E, independente do momento econômico, disse ainda que é predominante nos mercados B2B e B2C que a marca conquiste a confiança e fidelize o consumidor.

As conquistas de premiações e as menções, como o NEI Top Five, fazem parte do processo de lembrança e preferência que as marcas fortes possuem. Para a indústria, a credencial NEI Top Five é, portanto, vantagem competitiva.

Feitos esforços para o reconhecimento, as marcas podem se beneficiar das crises, segundo Tomiya, aproveitando para converter a força em vantagens competitivas e explorar novas categorias de produtos e serviços. Ainda de acordo com ele, uma empresa que deixa de investir na divulgação de suas marcas em momentos de crise conseguirá economizar recursos no curto prazo, mas é inegável que quando a crise acabar, ela perde velocidade de recuperação em relação aos concorrentes que mantiveram os investimentos. “Muitas vezes as empresas fazem cortes de maneira muito radical e depois se arrependem, por isso recomendamos que invistam em metodologias de Retorno sobre Investimento (ou ROI)”, comentou.

As marcas têm papéis importantes, que são: proteger, distinguir, identificar e conferir grau de percepção de qualidade em qualquer mercado ou momento econômico em que se esteja, informou Braga. “Assim sendo, esperar que por causa da crise as pessoas abandonam as marcas, é engano, no máximo ocorre um movimento temporário em categorias onde o consumidor não tem clara percepção da diferença de desempenho dos produtos, mas passada a crise, a tendência é de volta às marcas preferidas”, disse o professor, completando: “No momento da recuperação, quem os clientes vão preferir? Aqueles que não os abandonaram”.


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Novas soluções tecnológicas para processos produtivos

Nesta seção, estão reunidas as novidades em máquinas, equipamentos e sistemas que serão apresentadas na Feira Internacional de Máquinas Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece em maio, em São Paulo. Com os lançamentos antecipados na edição de abril, você tem a oportunidade de conhecer 117 soluções que serão apresentadas na mais expressiva feira de máquinas-ferramenta da América Latina. Por meio da Revista NEI, é possível se inteirar das tendências do setor metalmecânico, organizar sua visita à feira e proporcionar até mesmo àqueles que não puderem comparecer ao evento conhecer os novos produtos da área.

Para agregar ainda mais conhecimento, além de agrupar na edição notícias de novos produtos do setor de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI conversou com especialistas de processos produtivos para apresentar nesta abertura as tecnologias do setor que ganham importância na indústria atualmente.

Segundo o prof. Rodrigo Lima Stoeterau, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, são elas: máquinas para usinagem por jato d´água com cinco eixos; tornos CNC com árvores indexados e ferramentas ativas para operações de torno-fresamento e torno brochamento; tornos de múltiplos cabeçotes; tornos automáticos CNC; e o uso cada vez mais amplo de robôs em operações de usinagem, principalmente na retificação de superacabamentos em geometrias complexas, como as encontradas em moldes e matrizes. Outro ponto destacado por ele é a integração da usinagem tanto convencional, com ênfase no fresamento, quanto a Laser com processos de soldagem,  tratamento térmico e estruturação superficial com Laser em uma única estação de trabalho.

“O desenvolvimento e a integração de ferramentas ativas para retificação em tornos e fresadoras também têm se mostrado uma tendência”, acrescentou Stoeterau. “Isso deve ser associado a máquinas rígidas com elevada exatidão de posicionamento, o que permite a usinagem completa em materiais de alta dureza e cerâmicas vítreas com requisitos ópticos. A integração do processo de retificação de máquinas, como tornos e fresadoras CNC, permite que sejam substituídas as retificadoras clássicas, dando maior flexibilidade às máquinas, geração de formas e produção.”

Para acrescentar, Durval Uchôas Braga, engenheiro mecânico e professor doutor da Universidade Federal de São João del-Rei, citou a usinagem nanométrica de materiais no estado endurecido e com altas velocidades de corte. Soma-se a essas novidades a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas, que, além de colaborar com o meio ambiente, resulta em economia de custos.

Stoeterau informou que os grandes centros de pesquisas na Europa, em especial o WZL RWTH Aachen, o Fraunhofer-Institut für Produktionstechnologie IPT, o Fraunhofer-Instituts für Produktionsanlagen und Konstruktionstechnik IPK e o ETH Zürich – IWF têm se mostrado bastante ativos no desenvolvimento de máquinas-ferramenta para as necessidades futuras da indústria. Para ele, uma novidade que chama a atenção é a simulação total de máquinas-ferramenta, desde tempos e movimentos de fabricação até previsão de vida da ferramenta e de danos de superfícies nas peças, tudo integrado em um único pacote. A simulação total da usinagem permite a integração em ambiente de Fábrica 4.0 ou Fábricas Digitais.

O professor da USP acrescentou que as incertezas na política e economia brasileira – devidas também à estagnação do setor petrolífero, alta do dólar e recessão – podem tornar a importação de bens de capital menos atrativa ao empresário nacional. “Resta saber se os fabricantes nacionais terão estímulo e capacidade para suprir o mercado com máquinas tecnologicamente modernas”, alertou.

Bens de capital mecânicos

Em fevereiro, o faturamento bruto da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 6 bilhões, aumento de 6,5% sobre o mês anterior. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, foi 7,3% maior. No bimestre, em relação a 2014, o crescimento foi de 5,4%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

O resultado das exportações de fevereiro de US$ 791 milhões foi 0,9% maior que o registrado em janeiro. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, caíram 24,5%. No bimestre, em relação ao mesmo período de 2014, despencaram 27,7%. Mas, mesmo com o resultado acumulado abaixo de 2014, as exportações mantiveram participação elevada (37%) no total das vendas, acima da média histórica de 32%. Quanto às importações, em fevereiro somaram US$ 1,824 bilhão. No mês, a queda foi de 30,3%.

Específico sobre a indústria de máquinas-ferramenta, o faturamento nominal de fevereiro de 2015 foi de R$ 128 milhões, contra R$ 104 milhões do mesmo mês de 2014. O faturamento nominal de 2014 foi de mais de R$ 688 milhões; as exportações, de R$ 427 milhões; as importações, de R$ 2,5 bilhões, e o consumo aparente; de R$ 2,7 bilhões.

José Velloso, presidente executivo da Abimaq, ressaltou que, apesar de todos os desafios impostos pelo atual cenário econômico no Brasil, o momento é propício para exportações devido a fatores como a retomada de crescimento dos Estados Unidos e da União Europeia e ao câmbio mais favorável, que pode levar ao aumento da competitividade de alguns setores. Além disso, há previsão de crescimento para alguns países prioritários do programa Brazil Machinery Solutions – BMS, como Chile, Colômbia, Peru, México e EUA. O BMS é uma parceria entre a Abimaq e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex Brasil que visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos. Em março, foi lançada a Campanha Esforço Exportador 2015, uma iniciativa da BMS.

Velloso concluiu que, como a retomada do mercado interno deve demorar a acontecer, devido às incertezas da economia local e mundial, as empresas devem se preparar o quanto antes para o mercado externo.


Brasileiros prontos para a Hannover Messe, que começa hoje

De hoje até 17 de abril será realizada a Hannover Messe, feira alemã que é a principal exibição de novas tecnologias industriais do mundo, desta vez com o tema “Indústria Integrada – Faça parte da Rede!”. Visando impulsionar as exportações em momento favorável de alta da moeda norte-americana, empresas e entidades brasileiras participam do evento, como: Kels, Varixx, Embrasul, Interguest Brazil, KitFrame, Confederação Nacional da Indústria – CNI, que organizou a Missão Internacional com representantes de indústrias brasileiras; e a Indel Bauru, expositora desde 2001.

Segundo Thiago Francisco Xavier, representante do marketing da Indel Bauru, o que os motiva a continuar como expositores, além dos bons resultados conquistados nas edições anteriores, é receber os clientes frequentadores dessa feira e dos novos interessados nos produtos. Clique aqui para conhecer a novidade que a Indel Bauru lança no evento.

hannover1Organizada pela Deutsche Messe AG, neste ano tem a Índia como país parceiro, representado por cerca de 130 expositores, sendo dividida em dez feiras. São elas: Automação Industrial, Motion, Drive & Automation – MDA, Energia, Energia Eólica, MobiliTec, Fábrica Digital, ComVac, Suprimentos Industriais, Tecnologia de Superfície e Pesquisa & Tecnologia.

 

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O evento dará forte ênfase aos temas: Indústria 4.0, Automação Industrial e TI, Transmissão de Força e Energia Fluida, Energia e Tecnologias Ambientais, Subcontratação Industrial, Engenharia de Produção e Serviços e Pesquisa e Desenvolvimento. Na ocasião, os participantes visualizam plantas de produção digitalmente conectadas, novos processos de produção, soluções de automação baseadas em TI que trazem mudanças para os processos organizacionais dentro das fábricas e robôs da nova geração, como os colaborativos que trabalham com os humanos sem barreiras de segurança.

 

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hannover4Parte integrante da Hannover Messe, o Hermes Award foi entregue ontem na cerimônia de abertura da feira. Concorreram empresas com tecnologias inovadoras e a vencedora foi a Wittenstein AG, da Alemanha, com um novo tipo de redutor, batizado de Galaxie e  caracterizado pela conectividade da Indústria 4.0 para uso em máquinas-ferramenta, robôs, turbinas eólicas e máquinas têxteis. A organizadora recebeu inscrições de cerca de 70 empresas, de 10 países, e selecionou as cinco finalistas alemãs: ABB, ContiTech, Next Kraftwerke, Schunk e Wittenstein, sendo que três produtos são importantes contribuições para a Indústria 4.0 e os demais colaboram para um sistema energético mais sustentável.

“Todas as tecnologias em exibição em cada área temática têm uma coisa em comum: são projetadas para estimular a produtividade e, assim, a competitividade dos fabricantes”, afirmou Marc Siemering, vice-presidente sênior da Deutsche Messe.

O editor técnico de NEI, Roberto Guazzelli, participa do evento e trará novidades que serão publicadas nas próximas edições da Revista e no NEI.com.br. Contudo, alguns lançamentos você já confere na Revista NEI deste mês e no NEI.com.br.


Brasileiros apostam na feira alemã para impulsionar exportações

Nesta época de alta da moeda norte-americana, as indústrias nacionais visam às vendas no mercado externo. Assim, a Indel Bauru, localizada em Bauru-SP, expositora da Hannover Messe desde 2001, se prepara para mais uma participação na feira que é o mostruário industrial do mundo e que em 2015 será realizada de 13 a 17 de abril. Segundo Thiago Francisco Xavier, representante do marketing da companhia, é importante para uma empresa brasileira estar na Hannover porque esse é um dos mais importantes eventos de tecnologia industrial do mundo. “Serve de vitrine para nós e outras  nacionais que buscam ampliar a visibilidade no mercado internacional”, comentou Xavier.

O que os motiva a continuar como expositores do evento alemão, além dos bons resultados conquistados nas edições anteriores, é receber a visita dos clientes frequentadores dessa feira, para avaliar a satisfação, descobrir oportunidades de melhoria, estreitar as relações comerciais e fortalecer a marca; e dos novos interessados nos produtos, seja para representações, vendas diretas ou demais parcerias, com foco principal na Ásia, África e Oceania.

“Em 2001 estávamos começando a exportar, então havia interesse em descobrir mercados e conquistar clientes”, disse Xavier. “Optamos por expor em feiras internacionais e a Hannover Messe foi uma das escolhidas, por sua importância e visibilidade. As exposições nessa feira alemã trouxeram bons resultados, lá surgiram pessoas interessadas em nossos produtos, as quais continuaram com negociações após a feira – de países como Nova Zelândia, Espanha, África do Sul, Arábia Saudita e Sri Lanka –, que terminaram em vendas.” As primeiras exportações da Indel Bauru foram de seus principais produtos, os elos fusíveis, que hoje são vendidos principalmente para Estados Unidos, Argentina, Taiwan, Uruguai, Indonésia, Filipinas, Paraguai, Espanha e África do Sul.

A empresa aproveitará a Hannover Messe 2015 para lançar o terminal conector rosca, conformado a frio com cobre monolítico estanhado, utilizado por instaladores na conexão de cabos de cobre e alumínio de 10 a 240 mm2 em diversos contatos elétricos; mas o grande destaque serão os elos fusíveis para proteção de redes de distribuição de energia elétrica, principalmente transformadores de energia. Como um dos diferenciais técnicos do terminal conector rosca, a companhia informou a fixação do terminal com parafuso de aço inoxidável que dispensa o uso de ferramentas pesadas, pois ocorre pelo aperto do parafuso, que se quebra quando atinge o torque ideal, sem provocar danos na estanhagem ou fissuras no conector. “Pretendemos expor a novidade para avaliar o interesse do mercado, visualizar possibilidades de aplicação, discutir questões técnicas e refinar o desenvolvimento do produto”, comentou Xavier. “Após a feira, vamos avaliar o impacto para decidir se vamos exportá-lo.”

A notícia técnica sobre os elos fusíveis da Indel Bauru, assim como demais produtos de outras marcas apresentados na Hannover Messe 2015, você confere antecipadamente nesta seção. E isso é apenas uma prévia, pois outros produtos desse megaevento você encontrará nos próximos meses no NEI.com.br.

A Confederação Nacional da Indústria – CNI colabora para alavancar as exportações brasileiras com a organização da Missão Internacional à Hannover Messe, com atuação de federações e sindicatos para mobilizar as indústrias. Em média, forma-se um grupo de 100 visitantes por ano. Haverá suporte com estande de apoio aos processos de internacionalização, organização de visitas técnicas em indústrias na Alemanha e acompanhamento de técnico especialista na área industrial. Para os organizadores, o principal retorno dos empresários participantes é o acesso à informação e à inovação que possam gerar oportunidades para a indústria brasileira e incrementar a competitividade.

Neste ano, Hannover Messe terá a Índia como país parceiro, representado por cerca de 130 expositores, e será dividida em dez feiras. São elas: Automação Industrial, Motion, Drive & Automation – MDA, Energia, Energia Eólica, MobiliTec, Fábrica Digital, ComVac, Suprimentos Industriais, Tecnologia de Superfície e Pesquisa & Tecnologia. O evento dará forte ênfase aos temas: Indústria 4.0, Automação Industrial e TI, Transmissão de Força e Energia Fluida, Energia e Tecnologias Ambientais, Subcontratação Industrial, Engenharia de Produção e Serviços e Pesquisa e Desenvolvimento.

 


Mercado de máquinas-ferramenta

O último estudo The World Machine-Tool Output & Consumption Survey, da Gardner Research, apontou previsão de crescimento no consumo mundial de máquinas-ferramenta de 6,2% em 2014, atingindo cerca de US$ 58 milhões. O valor foi baseado nos dados dos 25 países mais consumidores ou produtores do ano, representando 95% do mercado mundial do setor. Se essa projeção se confirmar, significa que os produtores tiveram de investir mais de US$ 73 milhões em máquinas para haver equilíbrio entre a produção e a demanda. Ainda de acordo com as previsões do estudo, no ranking dos maiores consumidores de máquinas-ferramenta, o Brasil ocupa a nona posição e a 17ª colocação na relação de produtores.

Novidades em máquinas-ferramenta serão conferidas em breve na Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, de 18 a 23 de maio, no Anhembi, em São Paulo-SP. NEI adianta algumas novidades nas edições de abril e maio com o objetivo de prepará-lo para o evento. E, como a equipe da Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções estará presente na feira em busca de mais lançamentos, as demais revistas de 2015 também contemplarão as recentes tecnologias do setor de manufatura industrial.


As novas tecnologias que estão contribuindo para aumentar a eficiência da Hidráulica e Pneumática

Atualmente em toda a indústria busca-se maior eficácia com redução de custos. Houve um período em que a produtividade era o foco, porém atender a demanda já não é mais suficiente. É preciso investir no desenvolvimento técnico de materiais, desenhos e/ou sistemas que resultem em produtos com melhor desempenho. No setor de hidráulica e pneumática não é diferente, afirmou Álvaro Camargo Prado, mestre em engenharia mecânica, com experiência em automação hidráulica e pneumática, e professor do Centro Universitário da FEI e Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec. Nessa área, segundo ele, há duas novidades: aumento dos controles eletrônicos em bombas e válvulas e atuadores hidráulicos com sensores de proximidade incorporados, que eliminam a necessidade de instalação na máquina, que muitas vezes trabalha em condições adversas de temperatura, umidade e outras.

Há ainda novas possibilidades de substituir efeitos de controles proporcionais por tecnologias mais simples, com resultados próximos e custos menores, completou o docente. Um exemplo é a troca das válvulas proporcionais por válvulas com solenoides de alta frequência de acionamento. Prado disse que há pesquisas sobre o tema em universidades brasileiras.

Mila Avelino, doutora em engenharia mecânica e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, acrescentou que a hidráulica e a pneumática têm recebido crescente atenção por parte da comunidade científica, resultando em inovações. “Entre as mais recentes ressalto a dimensão reduzida dos sistemas”, comentou Mila. “A oferta de microdispositivos tem crescimento exponencialmente.”

Bombas hidráulicas e válvulas de controle de vazão em pequena escala são alguns exemplos, citados pela docente, empregados nos setores industriais, como têxtil, agrícola, farmacêutico e de petróleo. Como curiosidade, contou que, para doenças localizadas, os tratamentos podem ser potencializados com o uso desses microequipamentos que permitem a liberação dos medicamentos somente na área afetada.

A eletrônica tem se mostrado grande aliada da hidráulica e pneumática, permitindo a realização de tarefas complexas com controle de alta precisão. Entretanto, segundo a professora, se por um lado os dispositivos de controle eletrônico se apresentam como solução para tarefas complicadas, tem de se ressaltar os efeitos indesejados gerados pelos campos eletromagnéticos e sua interferência no funcionamento dos instrumentos, prejudicando funções de leitura e medição, por exemplo. “É preciso ampliar o entendimento da física envolvida nos fenômenos de natureza eletromagnética”, ressaltou Mila. “Esse tema já é pesquisado no Brasil e mundo.”

De acordo com Prado, o Laboratório de Sistemas de Hidráulica e Pneumática – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina é o maior polo de pesquisas do setor no Brasil, sempre apoiando as indústrias em busca de soluções. “No exterior, existe muito estudo na Europa e há uns dez anos a China investe pesado na área”, destacou o professor.

Números do setor

Em julho de 2014, a área de hidráulica e pneumática apresentou faturamento nominal acumulado de 9,4% superior ao mesmo período do ano passado. A média do Nível de Utilização da Capacidade Instalada de janeiro a julho deste ano foi de 66,5%. Quanto ao nível de emprego, os sete primeiros meses do ano tiveram aumento em relação aos mesmos meses de 2013, com exceção de abril. Os dados são da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De janeiro a julho de 2014, o País exportou US$ 57 milhões e, nos mesmos meses de 2013, pouco mais US$ 58 milhões, registrando queda de 2%, sendo os maiores compradores deste ano Estados Unidos, Argentina, México, Alemanha e França. Quanto às importações do período, totalizaram US$ 398 milhões, contra US$ 440 milhões de janeiro a julho de 2013, apresentando redução de 9,7%, sendo os principais vendedores de 2014 Estados Unidos, Alemanha, Japão, China e Itália.

 

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NEI e Mecânica juntas para o crescimento da indústria nacional

1959
Enquanto a Revista NEI era editada nos Estados Unidos pela Thomas Publishing Company (desde 1933), chegando ao Brasil na década de 1970, Caio de Alcantara Machado com patrocínio do Sindicato da Indústria de Máquinas do Estado de São Paulo, promoveu a primeira edição do evento, chamado de Feira Mecânica Nacional – FMN, de 14 a 29 de novembro de 1959, no Parque Ibirapuera. Reuniu em 20 mil m2 cerca de 220 expositores nacionais, sendo 50 de máquinas operatrizes, e 200 visitantes em geral. O discurso de abertura do general Stênio Caio de Albuquerque, comandante do II Exército, representando do presidente da República, abordou a expansão do setor industrial, a oferta de subsídios para equipar o Nordeste e as possibilidades de atingir o mercado latino-americano. Entre os destaques do evento, estava o torno de 10 m de comprimento da Promeca. Na ocasião, ocorreu a 3ª Exposição Paulista de Inventores.

1974
Pouco antes da 10ª FMN, em março, foi lançada a Revista NEI no Brasil, já antecipando na edição de junho de 1974 produtos que foram apresentados na FMN. A primeira Revista do mercado industrial, gratuita e interativa (cartão resposta), que começou com tiragem de 25 mil exemplares (hoje mais de 68 mil), nasceu na época em que havia incentivo à indústria local, surgindo necessidade de divulgar os produtos e aproximar vendedores e compradores. Naquele ano, a FMN, já bianual desde 1966, foi realizada de 12 a 21 de junho (duração reduzida para dez dias em 1972), no Anhembi (local desde 1972) pela sexta vez com a 6ª Feira da Indústria Eletroeletrônica – FEE (origem da FIEE). Totalizou 268 expositores e 45 países compradores – o número de participações internacionais crescia a cada edição.

1994
Dois anos após a primeira Revista NEI Top Five, que reunia os resultados da Pesquisa de Preferência de Marca (lançada em 1981), o evento, em sua 20ª edição, teve seu nome alterado para Feira Internacional da Mecânica (originou a Feimafe em 1989 e Feiplastic em 1987, antiga Brasilplast), sendo realizado em seis dias. De 21 a 26 de março, reuniu 1.284 expositores, sendo 612 internacionais (dobro da edição anterior), e 132.500 visitantes nacionais e 1.238 estrangeiros, em 35 mil m2, destinando 2 mil m2 para a 5ª Feira Latino-Americana de Subcontratação Industrial. Desde 1978, estava crescendo a participação de pequenas e médias empresas. Como tradição, nas edições de fevereiro e março de 1994, a Revista NEI antecipou os lançamentos da feira.  

2012
Além de antecipar as novidades da 29ª Feira Internacional da Mecânica, realizada de 22 a 26 de maio em 85 mil m2 do Anhembi, em duas edições, no mesmo ano houve reformulação do NEI.com.br, trazendo novas funcionalidades e novo leiaute, e lançamento da versão tablet, somando ao conjunto de mídias da editora (ao longo dos anos a Revista originou: NEI.com.br em 2006, versão móbile, Blog NEI, NEI News e serviços de internet). Em 2012, pela primeira vez a equipe editorial produziu reportagens em vídeo durante o evento para divulgação nas mídias digitais; antecipou no Blog NEI – diariamente semanas antes e durante o evento –, notícias de lançamentos e da feira em geral; e preparou NEI News especial pós-evento. Além de todo trabalho editorial, NEI também participa como expositora. Naquele ano, a feira reuniu 2.100 marcas expositoras, de 25 setores, e 109 mil visitantes qualificados, número que bateu o recorde de 2010, vindos de 60 países.


As tecnologias mais recentes das empresas que conquistaram a preferência dos profissionais da indústria

Nesta seção estão reunidos 76 produtos recentes de algumas das empresas que conquistaram o selo NEI Top Five 2013/2014, que indica os fornecedores preferidos pelos leitores e usuários das mídias de NEI Soluções em 439 categorias de produtos. Todas as empresas NEI Top Five deste ano foram convidadas a enviar seus lançamentos para esta edição. Os produtos recebidos em tempo hábil e aprovados pela área editorial podem pertencer a uma categoria diferente daquela em que a companhia foi contemplada como NEI Top Five 2013/2014.  

As notícias apresentadas nesta seção complementam e enriquecem a Revista NEI Top Five 2013/2014, publicada também em outubro. A relação completa das cinco preferidas por categoria já está disponível no NEI.com.br/topfive desde 1º de outubro, com mais informações sobre os fornecedores NEI Top Five.

Os cinco fornecedores preferidos por categoria foram identificados na 31ª Pesquisa Nacional de Preferência de Marca, estudo único no mercado industrial brasileiro realizado anualmente por NEI Soluções com profissionais envolvidos com o processo de compras nas indústrias de diversos setores.

Esta seção e NEI Top Five 2013/2014 vão ajudá-lo a encontrar produtos, serviços, empresas e parceiros atestados pelos próprios atuantes da indústria. NEI Top Five é a principal referência industrial para os próximos meses, reconhecida como importante guia para a busca de novos fornecedores.

Para Afonso Carlos Braga, professor de gestão empreendedora e marketing business to business – B2B do Instituto Mauá de Tecnologia, rankings elaborados com seriedade e critérios oferecem parâmetros em mercados por vezes com poucas informações disponíveis. “Destacam empresas que vêm apresentando as melhores práticas na respectiva categoria e, por consequência, acabam sendo mais lembradas”, disse. “É motivo de orgulho para as equipes que levaram as empresas a essa posição de destaque e útil para profissionais que estão comprando serviços e produtos.”

Realizados por NEI Soluções em 2012, o Estudo de Hábitos aponta que 89% dos profissionais da indústria consideram a marca importante na hora de selecionar o fornecedor e tomar a decisão; e o Estudo de Feiras de Negócios revela que 70% dos internautas clicam primeiro nas marcas que conhecem. “A marca tem muito valor para qualquer negócio, não importa o tamanho ou o ramo, pois protege, representa e personifica o fruto do trabalho das pessoas que se uniram para atuar na prosperidade de sua respectiva empresa”, comentou Braga.

Pesquisa Nacional de Preferência de Marca

Esse estudo anual realizado por NEI Soluções, único feito no País sobre a preferência de marcas no setor industrial brasileiro, é a base da edição NEI Top Five.

A 31ª Pesquisa Nacional de Preferência de Marca foi realizada de setembro de 2012 a abril de 2013. Mais de oito mil profissionais, de diversos setores, que especificam e/ou fazem a compra em suas empresas participaram dessa pesquisa, divididos em direção geral, 20%; produção, 23%; compras, 18%; manutenção industrial, 13%; direção industrial, 12%; engenharia, 12%; e direção comercial, 2%. Desta vez, foram pesquisadas 439 categorias.

Sete entre dez participantes atuam em empresas fabricantes de produtos industriais. Entre os segmentos nos quais trabalham destacam-se na primeira colocação, com 17%, consultoria, engenharia industrial e manutenção; e na segunda, com 12,5%, máquinas, motores e equipamentos mecânicos. A pesquisa abrangeu profissionais de todas as regiões: Sudeste, 55,03%; Sul, 26,70%; Nordeste, 10,24%; Centro-Oeste, 4,67%; e Norte, 3,36%.

Para chegar aos cinco fornecedores, somaram-se as marcas preferidas de uma mesma empresa em cada uma das categorias de produtos contempladas na pesquisa. Todas as empresas foram contatadas para confirmar as informações e atualizar os dados. A metodologia adotada para identificar os fornecedores NEI Top Five está explicada na própria edição NEI Top Five.